Pedra sobre Pedra

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Pedra sobre Pedra
Informação geral
Formato Telenovela
Duração 60 min. aproximadamente
Criador(es) Aguinaldo Silva
Ricardo Linhares
Ana Maria Moretzsohn
País de origem Brasil
Idioma original Português
Produção
Elenco Lima Duarte
Renata Sorrah
Adriana Esteves
Maurício Mattar
Fábio Júnior
Armando Bogus
Eva Wilma
Arlete Salles
Andréa Beltrão
Eloísa Mafalda
Osmar Prado
Marco Nanini
Luiza Tomé
(Ver mais)
Transmissão original 6 de janeiro de 199231 de julho de 1992
N.º de episódios 178
Cronologia
Último
Último
O Dono do Mundo
De Corpo e Alma
Próximo
Próximo
Programas relacionados Roque Santeiro
Tieta
Fera Ferida
A Indomada

Pedra sobre Pedra é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo no tradicional horário das 20 horas, de 6 de janeiro a 31 de julho de 1992, substituindo O Dono do Mundo e sendo substituída por De Corpo e Alma, em 178 capítulos.[1]

Foi escrita por Aguinaldo Silva, Ricardo Linhares e Ana Maria Moretzsohn e dirigida por Paulo Ubiratan, Luiz Fernando Carvalho, Gonzaga Blota e Carlos Magalhães, com direção geral de Paulo Ubiratan. Foi co-produzida com a Radiotelevisão Portuguesa e exibida em horário nobre na RTP1.

Contou com Renata Sorrah, Lima Duarte, Adriana Esteves, Maurício Mattar, Andréa Beltrão, Eloísa Mafalda, Eva Wilma, Armando Bógus e Fábio Jr. nos papéis centrais da trama.

Foi reapresentada pelo Vale a Pena Ver de Novo, de 10 de abril a 11 de agosto de 1995, substituindo Tieta e sendo substituída por Renascer, em 90 capítulos.

Foi reapresentada pelo programa da Rede Globo, Video Show, de 30 de julho a 03 de agosto de 2012, substituindo Estrela-Guia e sendo substituída por A Sucessora, tendo 5 capítulos.

Enredo[editar | editar código-fonte]

A pequena cidade de Resplendor, localizada no sertão nordestino, era o palco das disputas políticas entre os Pontes e os Batista. Murilo Pontes ia se casar com a jovem Pilar Farias, por quem Jerônimo, o herdeiro dos Batista, também era apaixonado. No dia do casamento de Murilo e Pilar, a noiva diz não em pleno altar, por desconfiar de que o rapaz fosse o pai da criança que Eliane, sua melhor amiga, estava esperando. Desejando vingança, Pilar se casa com Jerônimo, inimigo de Murilo, enquanto este se casa com Hilda, uma jovem que sempre o amara. Dessa união nasce Leonardo, e Murilo vai seguir carreira política em Brasília, enquanto Pilar tem uma filha, Marina, e fica viúva. A filha de Eliane nasce, mas a mãe morre no parto e Pilar assume a educação da menina, dando-lhe o nome da mãe, Eliane.

Vinte e cinco anos se passam, Murilo está de volta a Resplendor e reencontra Pilar querendo fazer de sua filha, Marina, a prefeita da cidade, destino que ele reservara para seu filho, Leonardo. Mas os dois não contam que seus filhos, ao se conhecerem, se apaixonam e têm que esconder esse amor por causa da rivalidade entre seus pais, rivalidade essa que oculta um amor mal resolvido.

Mas os Pontes e os Batista terão na briga pelo comando de Resplendor um adversário perigoso:Cândido Alegria, um homem que enriqueceu roubando e matando o amigo português Benvindo Soares, e que nutre uma paixão por Pilar Batista. Para conseguir o que quer - a prefeitura de Resplendor e o coração de Pilar - Cândido Alegria conta com a ajuda da ambiciosa Eliane, a agregada da família Batista, que nem desconfia de que ele é o seu pai biológico.

Mas Resplendor tem outros mistérios. A cidade recebe a visita do enigmático fotógrafo Jorge Tadeu, que se ocupa em fotografar e seduzir as mulheres casadas da cidade. Entre elas, Úrsula, filha da beata Gioconda, a irmã de Murilo Pontes.[1]

Também está na cidade um grupo de ciganos liderados por Yago. A irmã de Yago, a bela Vida, se apaixona por Carlão Batista, mas tenta fugir a essa paixão, por saber que seu irmão não permitirá esse envolvimento. Carlão é o cunhado de Pilar e proprietário do Grêmio Recreativo Resplendorino, que é dirigido por seu amigo e confidente Adamastor.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Lima Duarte como Murilo Pontes.
Renata Sorrah como Pilar.
Nívea Maria como Ximena Vilares.
Osmar Prado como Sérgio Cabeleira.
Ator Personagem
Lima Duarte Murilo Pontes
Renata Sorrah Pilar Farias Batista
Maurício Mattar Leonardo Pontes
Adriana Esteves Marina Farias Batista
Armando Bógus Cândido Alegria
Eva Wilma Hilda Pontes
Fábio Jr. Jorge Tadeu
Eloísa Mafalda Gioconda Pontes
Marco Nanini Ivonaldo Pontes
Arlete Salles Francisquinha (Francisca Queiroz)
Elizângela Rosemary Pontes
Nelson Xavier Delegado Queiroz
Paulo Betti Carlão (Carlos Farias Batista)
Miriam Pires Dona Quirina Farias Batista
Osmar Prado Sérgio Cabeleira
Nívea Maria Ximena Vilares
Cecil Thiré Prefeito Kléber Vilares
Andréa Beltrão Úrsula Pontes
Pedro Paulo Rangel Adamastor
Tânia Alves Lola
Ênio Gonçalves Diamantino
Lília Cabral Alva
Luíza Tomé Vida
Humberto Martins Yago
Carla Marins Eliane
Raymundo de Souza Emanuel (Sete Estrelas)
Paula Burlamaqui Nair
João Carlos Barroso Arquibaldo
Cláudio Corrêa e Castro Maurício
Walter Breda Bernardo
Bruna Lombardi Joana
Gracindo Júnior Felipe Daniels
Tereza Seiblitz Jerusa
Eduardo Moscovis Tibor
Isadora Ribeiro Suzana Frota
Ilva Niño Naninha
Antônio Pompêo Padre Otoniel
Andréa Avancini Luana
Selton Mello Bruno
Lu Mendonça Nice
Roberto Frota Heraldo
Maria Mariana Olímpia
Jackson Costa Ulisses
Patricia Furtado Daniela Pontes
Thiago Justino Flô
Daniela Faria Liz
Ricardo Pavão Bilico

Participações na primeira Fase[editar | editar código-fonte]

Ator Personagem
Nelson Baskerville Murilo Pontes
Cláudia Scher Pilar Batista
Felipe Camargo Jerônimo Batista (marido de Pilar)
Andréa Murucci Hilda Pontes
Geraldo Del Rey Sebastião (pai de Pilar)
Luciana Braga Eliane (mãe)
Buza Ferraz Benvindo Soares
Jackson Souza Padre Diogo
Francisco Carvalho Super Téo
Elias Gleizer Juca Badaró
Carmem Santos Virgínia
Lucilio Gomes Luciano (Empresario de diamantes)
Marcio Ehrlich Van Damme (negociante belga de diamantes)

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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  • A cidade de Resplendor e o enredo da novela foram inspirados no cotidiano da cidade de Lençóis (Chapada Diamantina), que durante o século XX foi a maior exportadora de diamantes do mundo. Em diversos capítulos, os diálogos deixam claro a importância do garimpo de diamantes para a cidade fictícia de Resplendor que, em alguns trechos, é chamada de "A Capital dos Diamantes".
  • Os primeiros capítulos e a maior parte das tomadas externas e aéreas foram feitas na Chapada Diamantina e, em especial, no município de Lençóis.
  • "Pedra sobre Pedra" foi reprisada no Vale a Pena Ver de Novo entre 10 de abril e 11 de agosto de 1995, as 14h20, em 90 capítulos.
  • Pedra sobre pedra foi uma co-produção com a RTP, de Portugal, que financiou 20% da produção. Dois atores portugueses vieram ao Brasil especialmente para fazer parte do elenco: Carlos Daniel e Suzana Borges.
  • O realismo fantástico, característica da obra de Aguinaldo Silva, esteve presente nesta novela, através da flor de Jorge Tadeu, personagem de Fábio Jr., que enlouquecia as mulheres que a comiam; do personagem Sérgio Cabeleira, vivido por Osmar Prado, que sofria nas noites de lua cheia, por se sentir atraído por ela; e pela personagem dona Quirina, de Miriam Pires, que, apesar dos 120 anos, tinha uma memória prodigiosa.
  • A disputa política dualista entre famílias tradicionais foi inspirada em conflitos reais da região de Lençóis.
  • Uma das cenas mais marcantes da novela, foi a do assassinato de Jorge Tadeu (Fábio Jr.), encontrado morto, em sua cama, enquanto borboletas sobrevoavam seu corpo. Essa cena foi ao ar no capítulo de número 30, no ar em 8 de fevereiro de 1992, um sábado. A pergunta "Quem matou Jorge Tadeu?!" parou o país. Gioconda (Eloísa Mafalda) era sua assassina. O mistério foi revelado no último capítulo.
  • Outra cena marcante foi a do último capítulo, em que Cândido Alegria (Armando Bogus), se transforma em pedra, e se desfaz, em argila.
  • As namoradas do retratista Jorge Tadeu (Fábio Jr.) foram vividas por Andréa Beltrão, que fazia a esfuziante Úrsula; a delegada Francisquinha, vivida por Arlete Salles; a fogosa Rosemary, personagem de Elizângela; a recatada Suzana, personagem de Isadora Ribeiro; a discreta Ximena, personagem de Nívea Maria, e por fim, a senhora Hilda Pontes, personagem de Eva Wilma.
  • Foi a primeira novela do ator Eduardo Moscovis, ainda como Carlos Eduardo de Andrade.
  • Foi a última novela de Armando Bogus, que ainda faria a minissérie Sex Appeal, em 1993. Ele veio a falecer em 2 de maio de 1993.
  • Estréia de Isadora Ribeiro em novelas globais. A atriz já tinha feito Brasileiras e Brasileiros, em 1990, no SBT.
  • Primeira novela "das oito" de Tereza Seiblitz, que havia estreado no horário das 18h, em Barriga de Aluguel, em 1990.
  • A música tema de Úrsula, personagem de Andréa Beltrão, Madana Mohana Murari, de Tomaz Lima, o Homem de Bem, tornou-se uma das 10 músicas mais tocadas do Brasil na época. Foi a primeira vez que um mantra atingiu os meios de comunicação.
  • A relação entre o enredo e o ambiente original do interior baiano foi tão significativo, que parte do cenário colonial montado no Projac para a segunda parte da novela, replicava construções reais do casario da tombada Lençóis.
  • Pilar Batista, a protagonista da novela, estava destinada inicialmente a Betty Faria, mas acabou ficando com Renata Sorrah, que brilhou nas suas cenas de rivalidade com Murilo Pontes, personagem de Lima Duarte.
  • Interessante abordagem foi feita a cerca do sentimento homossexual enrustido do personagem Adamastor, vivido por Pedro Paulo Rangel por Carlão Batista, personagem de Paulo Betti.
  • Adriana Esteves e Maurício Mattar defenderam muito bem seus personagens, Marina e Leonardo, que viviam um romance proibido, uma vez que eram filhos dos inimigos políticos, Pilar Batista (Renata Sorrah) e Murilo Pontes (Lima Duarte).
  • Gioconda Pontes, (Eloísa Mafalda), chamava Eliane (Carla Marins), a filha de Cândido Alegria (Armando Bogus), de "bastardinha". Carla Marins foi o grande destaque do ano, se tornando capa da edição de 17 anos de aniversário da revista Playboy, em agosto de 1992.
  • Aguinaldo Silva, Ricardo Linhares e Ana Maria Moretzsohn já haviam feito outra parceria, a novela Tieta.
  • A novela retratava o mundo cigano através dos personagens de Luiza Tomé, como a cigana Vida; Humberto Martins, como o cigano Iago e Eduardo Moscovis, como o cigano Tibor. 3 anos depois, em 1995, a autora Glória Perez, usaria o universo dos ciganos, para desenvolver sua novela, Explode Coração.
  • Pedra sobre pedra foi reapresentada na Globo Internacional, em 2001, enquanto a matriz brasileira revia A Gata Comeu. Em Portugal, Pedra sobre pedra já voltou ao ar por mais de três vezes, sempre na co-produtora RTP. A última exibição em Portugal foi na RTP1 no horário das 14 horas (hora de almoço) em 2001.
  • Murilo Pontes, personagem de Lima Duarte, voltaria à cena 5 anos depois, em uma mesma novela de Aguinaldo Silva, A Indomada, em 1997. Na ocasião, ele participava de um jogo de pôquer, na cidade de Greenville.
  • Quem aparece na abertura da novela é a modelo Mônica Fraga. A modelo tornou-se atriz e tem participado de novelas globais, como Tropicaliente e Senhora do Destino. Através da computação gráfica, o corpo da modelo foi transformado em rochas e montanhas. As gravações da vinheta de abertura foram feitas em Lençóis, na Chapada Diamantina, na (Bahia), onde havia formas naturais que favoreciam a montagem desejada. Depois, em computador, as pernas e seu rosto e colo ganhavam o contorno das paisagens da chapada.
  • Título provisório: Resplendor, que seria aproveitado em outra trama de Ana Maria Moretzsohn, a telenovela "Esplendor".
  • A personagem de Marina Batista foi destinada a Cristiana Oliveira, mas quem ficou com o papel foi Adriana Esteves.
  • A fictícia cidade de Serro Azul, referida muitas vezes pelos personagens como um município vizinho de Resplendor, foi reutilizada da mesma em tramas futuras de Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares como Fera Ferida, A Indomada e Saramandaia.
  • Teve média geral de 56 pontos.

Exibição em outros países[editar | editar código-fonte]

A novela foi vendida para Bolívia, Chile, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Paraguai, Peru, Portugal, República Dominicana, Uruguai e Venezuela, entre outros países.[2]

Trilha Sonora[editar | editar código-fonte]

Trilha Sonora - Volume 1[editar | editar código-fonte]

Pedra Sobre Pedra - Volume 1
Trilha sonora
Lançamento 1992
Gênero(s) Vários
Gravadora(s) Som Livre

Capa: Adriana Esteves

N.º Título Música Personagem Duração
1. "Entre a Serpente e a Estrela (Amarillo By Morning)"   Zé Ramalho Murilo 3:03
2. "O Homem Que Amei (Someone That I Used To Love)"   Fafá de Belém Pilar 4:07
3. "Cabecinha no Ombro" (part. Roberta Miranda) Fagner Jorge Tadeu 4:12
4. "Dona de Mim"   14 Bis Sérgio Cabeleira 3:42
5. "Regra do Jogo"   Sá & Guarabira Cândido Alegria 5:12
6. "Madana Mohana Murari"   Homem de Bem Úrsula 6:14
7. "Pedras Que Cantam"   Fagner Abertura 2:31
8. "Resplendor"   André Sperling Queiroz 2:16
9. "O Que a Noite Faz"   Elba Ramalho Lola 4:57
10. "Esse Amor"   Danilo Caymmi Leonardo 3:19
11. "Medo"   André Sperling Cenas de Ação 2:08
12. "Herdeira da Noite"   Ithamara Koorax Marina 4:03
13. "Como Se Fosse"   Jim Porto Daniela e Tíbor 3:48
14. "Vida Cigana"   Instrumental Núcleo dos ciganos 2:19

Trilha Sonora - Volume 2[editar | editar código-fonte]

Pedra Sobre Pedra - Volume 2
Trilha sonora
Lançamento 1992
Gênero(s) Vários
Gravadora(s) Som Livre

Capa: Isadora Ribeiro

N.º Título Música Personagem Duração
1. "Pergunte Pro Seu Coração"   Roberto Carlos Leonardo e Marina 4:45
2. "Outono"   Djavan Leonardo e Marina 4:16
3. "Passion"   Gipsy Kings Eliane e Yago 3:00
4. "Tomara"   Alceu Valença Resplendor 3:28
5. "Negrinho do Pastoreiro"   Be Happy Alva 3:06
6. "Noturno Em Mi Bemol Maior, Op. 9, N° 2"   The Philadelphia Orchestra Hilda 4:53
7. "Faz de Mim"   Dominguinhos Carlão e Vida 3:56
8. "Brincar de Ser Feliz"   Chitãozinho & Xororó Daniela e Tíbor 4:02
9. "Te Amo"   Wanderléa Ulisses e Jerusa 3:26
10. "Fantasia"   André Sperling Vida 4:26
11. "Valsa"   Carlos Paredes Inês e Ernesto 2:40
12. "Ritmo do Coração (Track Of Speed)"   Instrumental Geral 3:32

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Troféu APCA (1992):

Troféu Imprensa (1992):

Referências


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