Zé Ramalho

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Zé Ramalho
Ze Ramalho.jpg
Zé Ramalho em 2008
Informação geral
Nome completo José Ramalho Neto
Nascimento 3 de outubro de 1949 (65 anos)
Origem Brejo do Cruz, Paraíba
País Flag of Brazil.svg Brasil
Gênero(s) MPB, folk rock, folk, blues, forró
Instrumento(s) Guitarra (Acústica e elétrica), harmônica
Período em atividade 1974–atualidade
Página oficial www.ZeRamalho.com.br

José Ramalho Neto (Brejo do Cruz, 3 de outubro de 1949), mais conhecido como Zé Ramalho, é um cantor e compositor brasileiro. É primo da cantora Elba Ramalho.

Suas influências musicais são uma mistura de elementos da cultura nordestina (cantadores, repentistas e rabequeiros), da Jovem Guarda (Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Golden Boys e Renato e seus Blue Caps), a sonoridade dos Beatles e a rebeldia de The Rolling Stones, Pink Floyd, Raul Seixas e, principalmente, Bob Dylan. Há elementos da mitologia grega e de histórias em quadrinhos em suas músicas.

Tem seis filhos: Christian (1974), Antônio Wilson (1978), João (1979), Maria M. (1981), José (1992) e Linda (1995); além de cinco netos, Ester (1999) e Miguel (2004), filhos de Maria com Zé Carlos; Ana Lua (2002), filha de João com Mariana; Maria Luísa, (2009) e Felipe (2011), filhos de Christian e Tatiana. É casado com Roberta Ramalho, mãe de José e Linda, há 27 anos.

Em outubro de 2008, a revista Rolling Stone promoveu a Lista dos Cem Maiores Artistas da Música Brasileira, cujo resultado colocou Zé Ramalho na 41ª posição.[1]

Infância[editar | editar código-fonte]

José Ramalho nasceu em 3 de outubro de 1949 em Brejo do Cruz/PB, filho de Estelita Torres Ramalho, uma professora do ensino fundamental, e Antônio de Pádua Pordeus Ramalho, um seresteiro. Quando tinha dois anos de idade, seu pai se afogou numa represa do sertão, e passou a ser criado por seu avô. A relação entre os dois seria mais tarde homenageada na canção "Avôhai". Após passar a maior parte da sua infância em Campina Grande, sua família se mudou para João Pessoa. Esperava-se que ele se formasse em Medicina.

Assim que a família se estabeleceu em João Pessoa, ele participou de algumas apresentações de Jovem Guarda, sendo influenciado por Renato Barros, Leno e Lílian, Roberto Carlos & Erasmo Carlos, Golden Boys, The Rolling Stones, Pink Floyd e Bob Dylan.

Em 1974, seu primeiro filho, Christian, nasceu.

Os primeiros trabalhos: 1974-1975[editar | editar código-fonte]

Em 1974, ele tocou na trilha sonora do filme Nordeste: Cordel, Repente e Canção, de Tânia Quaresma. Na época, passou a misturar as suas influências: de Rock "n" Roll a forró. Um ano depois, gravou seu primeiro álbum, Paêbirú, com Lula Côrtes na gravadora Rozenblit. Hoje em dia, as cópias desse disco valem muito por serem raras.

Começo da carreira: 1975-1984[editar | editar código-fonte]

Em 1977, gravou seu primeiro álbum solo, Zé Ramalho. No próximo ano, seu segundo filho, Antônio Wilson, nasceu.

Em 1979, veio o terceiro filho, João, fruto de sua relação com Amelinha, e também o segundo álbum, A Peleja do Diabo com o Dono do Céu. Mudou-se para Fortaleza em 1980, onde escreveu seu livro Carne de Pescoço. O terceiro álbum A Terceira Lâmina, foi lançado em 1981, ano em que nasceu sua primeira filha, Maria Maria; logo após, veio o quarto disco, Força Verde, em 1982.

Em 1983, após o lançamento do quinto álbum, Orquídea Negra, terminou sua relação com Amelinha e se mudou para o Rio de Janeiro. Depois de gravar "Por aquelas que foram bem amadas ou para não dizer que não falei de rock", no início do ano de 1984, casou com Roberta Ramalho, com quem é casado até hoje.

Queda na popularidade: 1985-1990[editar | editar código-fonte]

Os anos 80 seriam palco de uma queda no sucesso de Zé Ramalho, com o lançamento dos álbuns Pra Não Dizer Que Não Falei de Rock ou Por Aquelas Que Foram Bem Amadas (1984), De Gosto de Água e de Amigos (1985), Opus Visionário (1986) e Décimas de um Cantador (1987). Uma possível causa dessa fase ruim seria o uso de experimentalismo na música. Em 1990, ele tocou nos Estados Unidos para um público brasileiro.

Acusação de plágio[editar | editar código-fonte]

Zé Ramalho foi acusado na edição da revista Veja de 21 de julho de 1982 de plagiar na letra da canção "Força Verde"[2] , um texto de William Butler Yeats utilizado como introdução pelo roteirista Roy Thomas numa revista em quadrinhos do Hulk publicada no Brasil 10 anos antes pela GEA[3] .

Após esse fato, outras acusações de plágio vieram a tona, uma delas foi referente a uma música de muito sucesso cantada por Amelinha (Mulher nova, bonita e carinhosa…), porém, todas as acusações se mostraram inidôneas.

De volta ao sucesso: 1991-2001[editar | editar código-fonte]

Em 1991, sua única irmã, Goretti, morreu. Ainda assim, gravou seu décimo primeiro álbum, Brasil Nordeste (que continha regravações de músicas típicas nordestinas) e voltou ao seus tempos de sucesso. A canção "Entre a Serpente e a Estrela" foi utilizada na trilha sonora da novela Pedra Sobre Pedra. Em 1992, teve seu quinto filho, José, (o primeiro com Roberta), fato que foi seguido pelo lançamento do álbum Frevoador. Em 1995, nasceu a segunda filha: Linda.

Em 1996, gravou o álbum ao vivo O Grande Encontro com Elba Ramalho e os famosos nomes da MPB Alceu Valença e Geraldo Azevedo. No mesmo ano, lançou o álbum Cidades e Lendas.

O sucesso de O Grande Encontro foi grande o suficiente pra que Zé Ramalho decidisse gravar uma nova versão de estúdio em 1997, desta vez sem Alceu Valença. O álbum vendeu mais de 300.000 cópias, recebendo os certificados ouro e platina.

Para celebrar seus vinte anos de carreira, lançou o CD Antologia Acústica. A gravadora Sony Music também lançou uma box set com três discos: um de raridades, um de duetos e um de sucessos. A escritora brasileira Luciane Alves lançou o livro Zé Ramalho – um Visionário do século XX.

Antes do fim do milênio, um outro sucesso Admirável Gado Novo (primeiramente lançado no álbum A Peleja do Diabo com o Dono do Céu) foi usado como tema do líder sem terra Regino, personagem emblemático de Jackson Antunes na novela O Rei do Gado. Ele também lançou o álbum Eu Sou Todos Nós, seguido do Nação Nordestina, sendo que nesse último a música nordestina foi novamente explorada. O álbum foi indicado para o Latin GRAMMY Award de Melhor Álbum de Música Regional ou de Origem Brasileira.

O terceiro milênio: 2001- atualmente[editar | editar código-fonte]

O primeiro trabalho do século XXI foi o álbum tributo Zé Ramalho Canta Raul Seixas, com regravações de canções do músico baiano. Dividiu o palco com Elba Ramalho no Rock in Rio III. Em 2002, a Som Livre lança um CD de grandes sucessos chamado Perfil, parte da série Perfil. Também em 2002, veio o décimo sétimo álbum, O Gosto da Criação.

Em 2003, Estação Brasil, um álbum com várias regravações de canções brasileiras e uma inédita foi lançado. Fez uma participação especial na faixa "Sinônimos" do álbum Grandes clássicos sertanejos, de Chitãozinho & Xororó.

Em 2005, gravou seu único álbum solo ao vivo, Zé Ramalho ao vivo. Seu mais recente álbum de inéditas Parceria dos Viajantes, foi lançado em 2007 e indicado para o Latin GRAMMY de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira.[4] [5]

Em 2008, um álbum de raridades chamado Zé Ramalho da Paraíba foi lançado pela Discoberta, seguido de um novo álbum de covers Zé Ramalho Canta Bob Dylan - Tá Tudo Mudando, homenageando o músico americano.

Em 2009, um novo álbum de covers Zé Ramalho Canta Luiz Gonzaga foi lançado para homenagear o músico pernambucano.[6]

Em 2010, continuou homenageando suas influências com o álbum Zé Ramalho Canta Jackson do Pandeiro.

Seu trabalho mais recente de covers é o álbum Zé Ramalho Canta Beatles, lançado em agosto de 2011, com regravações do Fab Four. É o seu quarto álbum de covers em três anos.

Em 2012, lançou o seu primeiro disco de inéditas em cinco anos, Sinais dos Tempos, por meio de sua nova gravadora própria, Avôhai Music.

No dia 22/09/2013, tocou ao lado da banda de metal Sepultura no palco Sunset do Rock in Rio 2013, no espetáculo que foi chamado de "Zépultura".[7] O show foi bastante elogiado pela crítica[8] [9] [10] [11] [12] , e agradou ao público presente.[13]

Em Novembro de 2014, Zé lançou um álbum ao vivo colaborativo com o cantor e violonista Fagner, intitulado Fagner & Zé Ramalho ao Vivo.[14]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Anterior à oficial[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio[editar | editar código-fonte]

Coletâneas[editar | editar código-fonte]

  • 2002 - Perfil
  • 2007 - Zé Ramalho em foco

Cover[editar | editar código-fonte]

Ao vivo[editar | editar código-fonte]

Caixa[editar | editar código-fonte]

  • 1996 - 20 Anos de Carreira (Sony Music)
  • 2009 - Participação de Zé Ramalho no DVD de Capim Cubano Ao Vivo em João Pessoa - PB
  • 2010 - Box - A Caixa de Pandora - (Sony Music)

Participações[editar | editar código-fonte]

DVD[editar | editar código-fonte]

  • 2001 - Zé Ramalho Canta Raul Seixas: Ao Vivo
  • 2005 - Zé Ramalho ao Vivo
  • 2007 - Parceria dos Viajantes
  • 2008 - Zé Ramalho Canta Bob Dylan - Tá Tudo Mudando
  • 2009 - Zé Ramalho - O Herdeiro de Avohai - documentário

Tele-Temas[editar | editar código-fonte]

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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  • A música "Eternas Ondas" foi originalmente composta para ser interpretada por Roberto Carlos, mas acabou sendo sucesso na voz do cearense: Fagner.
  • Elba Ramalho, sua prima, fez sucesso com a regravação de algumas músicas de Zé Ramalho, entre elas uma versão de "Chão de Giz", e sua versão de "Avohai" na primeira edição do Rock in Rio.
  • Garoto de Aluguel, canção do disco A Peleja do Diabo com o Dono do Céu, tem tons autobiográficos, pois faz referência aos primeiros anos do compositor no Rio de Janeiro.
  • Força Verde (faixa-título de seu quarto disco) foi alvo de uma acusação de plágio de uma poesia do poeta irlandês William B. Yeats.
  • Em Março de 2013 o artista foi submetido uma cirurgia conhecida popularmente como ponte de safena, ficando afastado dos palcos por 2 meses.
    • Zé Ramalho foi mencionado no filme Percy Jackson e O Ladrão de Raios, filme estrelado por Logan Lerman em 2010.

Referências

  1. Os 100 Maiores Artistas da Música Brasileira Acidezmental.xpg.com.br.
  2. Marcus Ramone (16 Julho 2006). Zé Ramalho e Hulk em: O plágio Blog do Universo HQ.
  3. Marcus Ramone. O Incrível Hulk #1 Universo HQ.
  4. O Norte Online - Zé Ramalho disputa o Grammy 2007 de Melhor Álbum de MPB.
  5. Winners of the Latin Grammy Award.
  6. Saura, Michele (20/05/2009). Zé Ramalho lança novo CD homenageando Luiz Gonzaga Entretendo.com. Visitado em 31/05/2009.
  7. musica.uol.com.br/ Zé Ramalho ganha prestígio no dia do metal e toca com "Zépultura" no Sunset
  8. folha.uol.com.br/ Em grande encontro, Sepultura e Zé Ramalho viram "Zépultura"
  9. Zé Ramalho ganha prestígio no dia do metal e toca com "Zépultura" no Sunset 28 Grupo Folha (22 de setembro de 2013). Visitado em 30 de novembro de 2014.
  10. Crítica: Sepultura com Zé Ramalho dá certo e gera um fruto cantado pelo público: Zépultura Grupo Globo (22 de setembro de 2013). Visitado em 30 de novembro de 2014.
  11. Rock in Rio 2013: 'Zépultura' domina o Palco Sunset Grupo Abril (22 de setembro de 2013). Visitado em 30 de novembro de 2014.
  12. Em grande encontro, Sepultura e Zé Ramalho viram 'Zépultura' Grupo Folha (22 de setembro de 2013). Visitado em 30 de novembro de 2014.
  13. g1.globo.com/ Sepultura e Zé Ramalho fazem massa de metaleiros cantar MPB
  14. Franco, Luiza (25 de Novembro de 2014). Fagner e Zé Ramalho lançam CD conjunto; assista a entrevista TV Folha Grupo Folha. Visitado em 30 de Novembro de 2014.
Wikiquote
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]