Baixo (voz)

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Outras classificações

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O Baixo é o tipo de voz mais grave e rara masculina, e tem o menor alcance vocal de todos os tipos de voz. Apoiando-se na caixa torácica, o cantor pode desenvolver as mais profundas sonoridades. A passagem produz-se, em regra, perto do Ré bemol 3, embora a projeção na cabeça, a ampliação do som, seja, normalmente, muito limitada por problemas de tessitura, sendo compensada no registro grave. Assim, as ressonâncias são procuradas muitas vezes em cavidades faríngeas ou nasais que permitem colocar a voz mais na máscara. A sua tessitura média costuma estender-se do Ré ao Sol 3. Esse tipo de voz tem uma enorme consistência e amplitude na zona grave média, para que costumam estar escritas as suas particellas, não se chegando, assim, a alcançar muitas vezes a zona da passagem; contudo alguns papéis exigem o baixo cantar um Sol 3.

Variações nas Faixas Graves[editar | editar código-fonte]

Dentro de ópera, a nota mais baixa no repertório padrão do baixo é D2, cantada pelo personagem Osmin em Die Entführung aus dem Serail, mas alguns papéis caem abaixo de F2. Embora a nota de Osmin é a mais baixa 'exigida' no repertório operático, notas mais baixas são ouvidas, escritas e não escritas: por exemplo, é tradicional para os baixos interpolar um C baixo no dueto "Ich gehe doch rathe ich dir" na mesma ópera; em O Cavaleiro da Rosa, Barão Ochs tem um C2 opcional.

A altura extrema: alguns papéis graves na chamada repertório padrão vai de F ♯ alto ou G (F ♯ 4 e G 4, a uma média acima do C), mas alguns papéis passam por cima de F4. No repertório operístico para o baixo, as notas mais altas são um G ♯ 4, (O Barber em The Nose por Shostakovich) e na ária "Fra l'ombre e gl'orrori" de Handel na serenata Aci, Galatea e Polifemo, Polifemo atinge um A4.

Influência cultural e variação individual cria uma grande variação na diversidade e qualidade dos cantores baixo. Obras para baixos incluíram notas tão baixas quanto os B-flat duas oitavas e um tom abaixo do C médio (B ♭ 1), por exemplo, na Sinfonia No. 2 de Gustav Mahler e Vésperas de Rachmaninov. Muitos baixos profundos tem problemas para chegar as notas, e o uso delas em obras de compositores eslavos levou ao termo coloquial "baixo russo" para um excepcionalmente profunda variação do baixo profundo que podem facilmente cantar essas notas. Algumas músicas religiosa tradicional da Russia pede A2 (110 Hz ) cantando zangão, que é duplicado por um 1 (55 Hz) em raras ocasiões em que um coro inclui cantores excepcionalmente talentosos que podem produzir está voz muito baixa.

Os alemães classificam como Tiefer Bass. Neste repertório concreto, são de grande importância os nomes de Ivar Andrésen (1896-1940) e de Alexander Kipnis, capazes também de abordar um repertório mais próprio do baixo cantante. Dentre os mais atuais, podemos mencionar os alemães Ludwig Weber, Joseph Greindl e Got­tlob Frick. No repertório russo, no qual as vozes de baixo são tão importantes, há que referir a ária de Pimen, que exige um baixo verdadeiramente profundo, não porque desça a profundidades abis­sais, mas sim pela forma como a tessi­tura é tratada. Dentro da produção ita­liana, onde não abundam os papéis pre­vistos nitidamente para vozes tão gra­ves, podemos mencionar o Ramfis de Aida ou, em menor grau, o Sparafucille de Rigoletto.[1]

Tipos de baixos[editar | editar código-fonte]

Baixo cantante é uma voz mais alta, mais lírica.[2] Ela é produzida usando uma produção vocal mais italiana, e possui um vibrato mais rápido, do que o seu germânico/anglo-saxão equivalente mais próximo, o baixo-barítono.

  • Hoher Baixo /baixo-barítono dramático

Hoher Baixo é muita vez um dramático baixo-barítono, com voz pesada e metálica. Alguns papéis para está voz:

  1. Igor, Knyaz Igor de Alexander Borodin
  2. Boris e Varlaam, Boris Godunov por Modest Mussorgsky
  3. Klingsor, Parsifal por Richard Wagner
  4. Wotan, Der Ring des Nibelungen por Richard Wagner
  5. Caspar, Der Freischütz de Carl Maria von Weber
  6. Banquo , Macbeth por Giuseppe Verdi
  7. Zaccaria, Nabucco de Giuseppe Verdi
  8. Fiesco, Simon Boccanegra por Giuseppe Verdi


  • Baixo Buffo

Buffo, literalmente "engraçado", são papéis de baixos líricos que exigem de seus praticantes uma técnica sólida, uma capacidade para manter o canto e qualidades tonais maduras. Eles são geralmente o antagonista estrondoso do herói/heroína ou fazem papéis de tolos.

Às vezes referido como baixo dramático, é a forma pesada do baixo cantante. No canto popular, é referido como baixo 2. Segundo JB Steane no Voices, Singers & Critics, o baixo profundo "deriva de um método de produção que elimina o vibrato italiano mais rápido. Em seu lugar á uma espécie de solidez tonal, uma parede frontal semelhante, o que pode no entanto, revelar-se suscetível a outro tipo de vibrato, o ritmo lento ou oscilação. " [3] É facilmente reconhecido pelos seus graves sombrios e assustadores.

Raríssimo, o baixo superprofundo é o tipo mais grave da voz humana. Seu timbre é escuro, extremamente grave e assustador. Seu vibrato é lento devido ao peso natural de seu timbre. Seus papéis mais famosos em óperas incluem: Il Commendatore, em Don Giovanni de Wolfgang Amadeus Mozart, Fafner em Das Rheingold e Siegfried de Richard Wagner e O Grande Inquisidor em Don Carlo de Giuseppe Verdi


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Referências

  1. Sadie, Stanley. The New Grove Dictionary of Opera. 2º edição. ed. Londres: [s.n.], 2001.
  2. Guia do Baixo.
  3. Tipos de Vozes.