Meio-soprano

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Extensões vocais
Femininas
Soprano
Meio-soprano
Contralto

Masculinas

Contratenor
Tenor
Barítono
Baixo

Outras classificações

Buffos
Vozes brancas
Vozes raras
Vocal gutural

Meio-soprano[1] [2] (do italiano mezzosoprano, com o mesmo significado) é a voz feminina intermediária entre o soprano e o contralto. O meio- geralmente apresenta um timbre mais encorpado que o soprano e tem uma extensão maior na região central-grave. Em cultura artística e no meio musical, costuma ser referida — como as demais vozes e outros atributos musicais — apenas pelo termo italiano correspondente. Ressalta-se que independente do termo o mezzo-soprano pode atingir grandes extensões[3] e a tessitura é baixa.

Características vocais[editar | editar código-fonte]

Como um contralto legítimo é uma voz rara, muitas vezes o meio-soprano é quem canta as partes de contralto nos divisis dos arranjos corais e vocais, valendo isso também para o soprano. Em particular é uma voz que tem maiores possibilidade de "misturar" a voz no centro e descer com o som mais equalizado do que um soprano faria. Tais características são de importante ressalte como a amplitude de registro e a ressonância, esta feita em voz de peito.

As qualidades que identificam a voz de meio-soprano mantendo diferenças entre sopranos e contraltos são verificadas pelo timbre mais cheio, mais harmônico e mais aveludado.

Cecília Bartoli é um raro exemplar de atuação, extensão vocal e ornamentação mantida neste tipo de voz, além de dominar completamente as tessituras de sopranos e contraltos.

A extensão desta voz vai do sol3 ao dó6,[3] sendo possível atingir mais alto ou mais baixo dependendo do nível e da técnica do cantor. Pauline Viardot-García, irmã de Maria Malibran, é uma exceção, pois seu timbre descomunal atingia desde o C3 ao F6; em registro ela também dominava o repertório para o soprano e para o contralto. É uma voz frequentemente similar com o soprano e requer cuidados na classificação, sendo fundamental verificar a extensão e a potência marcante.[3]

Tipos de Meio-Sopranos[editar | editar código-fonte]

  • Coloratura Meio-Soprano

A coloratura meio-soprano tem um registo quente inferior e um registro agudo ágil. Os papéis que eles cantam nas Ópera muitas vezes exigem não só a utilização do registro inferior, mas também o salto na tessitura superior com altamente ornamentados, passagens rápidas. Eles têm uma gama de aproximadamente o G abaixo do meio C (G3) para o B duas oitavas acima do C médio (B5). Alguns coloratura meio-sopranos pode cantar até alta C (C6) ou alta D (D6), mas isso é muito raro. O que distingue essas vozes de ser chamados soprano é a sua extensão para o registro mais baixo e mais quente qualidade vocal. Apesar de coloratura meio-sopranos têm impressionantes e, por vezes emocionantes notas altas, são mais confortável cantando no meio da sua gama, ao invés do topo. [4]

  • Meio-Soprano Lírica

A lírica meio-soprano tem um intervalo de aproximadamente o G abaixo do meio C (G3) para o A duas oitavas acima do C médio (A5). Esta voz tem uma qualidade às vezes muito suave e sensível. Meio-sopranos líricas não tem o vocal da coloratura meio-soprano ou o tamanho da gama da meio-soprano dramática. A lírica meio-soprano é ideal para a maioria dos papéis de travestir.

  • Meio-Soprano Dramática

A dramática meio-soprano tem um forte registro médio, um alto registo quente e uma voz que é mais amplo e mais poderoso do que as líricas e coloratura meio-sopranos. Essa voz tem agilidade menos vocal do que a coloratura meio-soprano. O alcance da dramática meio-soprano é aproximadamente do F abaixo do meio C ao G duas oitavas acima do meio C. A dramática meio-soprano pode cantar sobre uma orquestra e coro com facilidade e muitas vezes foi usado na ópera do século 19, para retratar as mulheres mais velhas, mães, bruxas e personagens do mal. Verdi escreveu muitos papéis para esta voz no repertório italiano e também há alguns bons papéis na literatura francesa. A maioria destes papéis, no entanto, estão dentro do repertório romantismo alemão de compositores como Wagner e Richard Strauss. Como meios coloratura, meios dramáticas também são lançados frequentemente em papéis de meio-soprano lírica. [5]


Papéis operísticos[editar | editar código-fonte]

Azucena, o papel da cigana do Il Trovatore de Verdi (um dos papéis mais difíceis para o meio-soprano) tem um C6 para cantar numa das cadências. O "mezzo rossiniano", que tem uma abordagem mais leve por causa das coloraturas que tem que executar, também desmitifica a idéia da voz do mezzo ser grave. Um exemplo disso é o papel de Rosina no Il Barbieri di Siviglia de Rossini.[3]

Interpreta,Adalgisa, de Norma (escrita por Bellini para um soprano — Giulia Grisi), papel que, cantado no tom, obriga a subir até ao dó sobreagudo (dó6). É a voz característica de Amneris, de Aida, de Laura, de A Gioconda, de Açucena, de O Trovador, papéis que exigem uma voz cheia, harmônica e potente, com graves profundos e agudos seguros.[3]

Encontra-se também em Che­rubino, de As Bodas de Fígaro, e Octa­vian, de O Cavaleiro da Rosa.[3]

Além destes, outros papéis onde se pode ouvir uma voz de meio-soprano são:

Há ainda alguns papéis que podem ser feitos por mezzos ou sopranos dramáticos:


Cantoras Meio-Sopranos da Música Popular[editar | editar código-fonte]

[6]


Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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