Christa Ludwig

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Christa Ludwig (Berlim, 16 de Março de 1928) é uma mezzo-soprano alemã aposentada. Com uma carreira que durou da década de 1940 até a o começo da década de 1990.

Ludwig nasceu em Berlim em uma família musical, seu pai, Anton Ludwig foi um tenor e um administrador operístico, sua mãe, a mezzo-soprano Eugenie Besalla-Ludwig que cantou na Ópera Aachen durante o período que Herbert von Karajan foi diretor musical. A primeira professora de canto de Ludwig foi sua própria mãe. Ludwig fez sua estréia em 1946 aos dezoito anos de idade como Orlovsky em Die Fledermaus (Richard Strauss) em Frankfurt, onde ela cantou até 1952. Ela também foi membro da Ópera de Darmstadt de 1952 até 1954 e de 1954 até 1955 ela cantou na Ópera Estatal de Hannover. Ela também trabalhou na Ópera Estatal de Viena em 1955, onde ela se tornou a principal artista e foi apontada a Kammersängerin em 1962 e fez performance com a companhia por mais de trinta anos. Em 1954, Ludwig fez sua estréia no Festival de Salzburgo como Cherubino em Le Nozze di Figaro e apareceu no festival regularmente até 1981. Ludwig fez sua estréia como Brangäne em Tristan und Isolde no Festival de Bayreuth em 1966. Em 1960 ela interpretou Adalgisa ao lado de Maria Callas (que interpretou Norma) na ópera Norma de Bellini. Sua estréia nos Estados Unidos aconteceu na Ópera Lírica de Chicago como Dorabella em Così Fan Tutte em 1959. No mesmo ano, ela fez sua estréia no Metropolitan Opera como Cherubino e consequentemente ela cantou cento e vinte e uma performances até 1993, incluindo a estréia de Die Frau Ohne Schatten no Met. Ludwig apareceu pela primeira vez no Royal Opera House, Covent Garden em 1969 como Amneris em Aida.

Com a voz de Ludwig mais madura, ela expandiu seu repertório do mezzo- lírico e spinto para papéis dramáticos. Seu vasto repertório incluiu Carmen, Ulrica (Un Ballo in Maschera de Verdi), Octavia (L'incoronazione di Poppea de Monteverdi), Dido (Les Troyens de Berlioz), Kundry (Parsifal de Wagner), Klytemnestra (Elektra de Strauss), Lady Macbeth (Macbeth de Verdi), Dyer (Die Frau Ohne Schatten de Strauss), Marchallin (Der Rosenkavalier de Strauss), Leonore (Fidelio de Beethoven) e papéis de obras contemporâneas. Fora performances operísticas, ela também apresentava recitais frequentemente. Suas performances de Schubert, Schumann, Brahms, Wolf, Mahler e Strauss foram muito admiradas e aclamadar.

A última performance de Ludwig foi na ópera Elektra na Ópera Estatal de Viena em 1994.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

De 1957 até 1970, Ludwig foi casada com o baixo-barítono Walter Berry. O casal apresentavam-se juntos frequentemente. Em 1972 ela casou-se com o diretor de cenário francês Paul-Emile Deiber.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Ludwig, Christa; Csobádi, Peter (1994). …und ich wäre so gern Primadonna gewesen: Erinnerungen. Berlin : Henschel.