Agudo
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| Município de Agudo | |||||
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| Hino | |||||
| Aniversário | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Fundação | 16 de fevereiro de 1959 | ||||
| Gentílico | agudense | ||||
| Lema | |||||
| Prefeito(a) | Ari Alves da Anunciação | ||||
| Localização | |||||
| Unidade federativa | |||||
| Mesorregião | Centro Ocidental Rio-grandense IBGE/2008 [1] | ||||
| Microrregião | Restinga Seca IBGE/2008 [1] | ||||
| Região metropolitana | |||||
| Municípios limítrofes | Cerro Branco, Nova Palma, Ibarama, Lagoa Bonita do Sul, Restinga Seca, Paraíso do Sul, Dona Francisca | ||||
| Distância até a capital | 250 quilômetros | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 536,117 km² | ||||
| População | 17.114 hab. est. IBGE/2008 [2] | ||||
| Metro | {{{população_metro}}} hab. est. IBGE/2008 [2] | ||||
| Densidade | 33,6 hab./km² | ||||
| Altitude | 83 metros | ||||
| Clima | subtropical | ||||
| Fuso horário | UTC-3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,786 médio PNUD/2000 [3] | ||||
| PIB | R$ 169.252 mil IBGE/2005 [4] | ||||
| PIB per capita | R$ 9.446,00 IBGE/2005 [4] | ||||
Agudo é um município brasileiro localizado no estado do Rio Grande do Sul. Encontra-se a uma altitude de 83 m com uma população estimada em 2004 de 17.833 habitantes, tendo uma densidade demográfica de 33,45 hab/km² e área de 533,1 km², o que representa 0,1994% do estado.
A cidade encontra-se ao centro do estado. Apesar de ter como vizinhos alguns municípios pertencentes à Quarta Colônia de Imigração Italiana, Agudo é a cidade sede da Colônia Santo Ângelo, de imigração alemã. A cultura herdada pelos imigrantes é presente até hoje e pode ser observada em algumas manifestações de Agudo como feiras, festas e a tradição da língua alemã, que ainda é ensinada tanto domesticamente quanto nas escolas, preservada principalmente no meio rural. Com isso é possível facilmente ver pessoas falando no idioma.
O nome "Agudo" é devido ao morro localizado na região, denominado Morro Agudo, por ter uma característica acentuada. O morro é considerado uma atração local e encontra-se de frente à avenida principal da cidade (Avenida Concórdia).
Índice |
[editar] História
No território que compreende o atual município foram já encontrados vestígios arqueológicos das tradições humaitá, vieira e tupi-guarani. Esses índios foram aldeados nos séculos XVII e XVIII nas missões jesuíticas espanholas.
A região e o morro Agudo aparecem pela primeira vez em um mapa de 1800 organizado pela Província. Nessa região foi criada pelo Governo Provincial a Colônia Santo Ângelo em homenagem ao Presidente da Província, Ângelo Muniz Ferraz. Os primeiros imigrantes alemães só chegam na região em 1 de novembro de 1857, desembarcando no Cerro Chato, margem esquerda do Rio Jacuí. Antes da chegada dos imigrantes alemães habitavam nas proximidades alguns sesmeiros de origem lusitana.
O primeiro diretor da Colônia foi Florian Von Zurowski, que logo foi substituído pelo Barão Von Kahlden, que foi a primeira personalidade mais importante da história da Colônia Santo Ângelo, onde atuou como administrador público.
A 4 de setembro de 1855, a Câmara Municipal de Cachoeira do Sul dividiu a Colônia Santo Ângelo em seis grandes complexos de acordo com a Lei Municipal nº 1.433 de janeiro de 1844, para a arrecadação de Imposto Colonial. Isso impossibilitava a colônia de tornar-se um grande município. A partir de 1865, a Colônia Santo Ângelo se torna o 1º Distrito de Cachoeira do Sul, estendendo-se à margem esquerda do Rio Jacuí até a Colônia Germânica (atualmente Candelária).
Já no século XX, Agudo é elevada a categoria de vila em 1938. O nome "Agudo" provêm de um morro a oeste do município com 429 m de altura, que possui característica acentuada.
O movimento de emancipação de Agudo foi iniciado a partir de 1957, objetivo alcançado dois anos depois quando a Lei nº 3.718 de 16 de fevereiro de 1959 criou o município, com uma área de 553 km².
[editar] Geografia
[editar] Relevo
Na região pertencente ao município de Agudo, podemos destacar três principais: a várzea, áreas onduladas e de alta declividade.
A várzea costeia o rio Jacuí, o que faz com que a área seja própria para a cultura irrigada do arroz, principal produto agudense. É na várzea onde a sede do município foi instalada, cercada por uma cadeia de morros, a área de alta declividade, que caracterizam a região da Depressão Central do Rio Grande do Sul. É nessas áreas altas onde a vegetação nativa mais se mantém e que o fumo, segunda maior cultura de Agudo, predomina. Também o vemos plantado juntamente com o feijão, milho, mandioca e batata-doce nas áreas onduladas, relevo que apresenta ora saliências, ora depressões.
[editar] Hidrografia
Os imigrantes alemães que deram origem a Agudo vieram por meio do rio Jacuí, também de extrema importância na irrigação do arroz, no abastecimento de água e para a pesca. Em Agudo, o rio recebe inúmeros afluentes: Lajeado do Gringo (limite natural entre Agudo e Ibarama), Arroio do Lino Friederich, Arroio da Kroemer, Arroio Corupá, Arroio Hentschke, Arroio Grande, Sanga da Boa Vista (limite natural entre Agudo e Paraíso do Sul), além de vários outros. O Jacuí também delimita as divisas de Agudo entre outras cidades como Nova Palma, Dona Francisca, Restinga Seca.
Também destaca-se o Arroio Corupá, que recebe vários afluentes, destacando-se: Lajeado da Grota, Arroio Hotto Kegler, Arroio Teutônia, Arroio São Pedro e Arroio Araçá (limite natural entre Agudo e Lagoa Bonita do Sul). Esse arroio e seus afluentes percorrem uma região de relevo acidentado, formando muitas corredeiras e cascatas, sendo a mais conhecida a Cascata Raddatz.
O Arroio Grande-Nasce na localidade de Linha Nova. Recebe vários afluentes, destacando-se: Arroio Wendt, Arroio Radatz, Sanga Funda, Arroio do Engenho e Arroio Rincão Despraido. Desagua do Jacuí e também abastece a sede do município.
Entre as lagoas existentes em Agudo, destacam-se a Lagoa de Cerro Chato e Lagoa do Novo São Paulo.
Não há transporte ferroviário e aéreo, somente o rodoviário. O rio Jacuí, apesar de ser o mais importante do estado, é pouquíssimo usado para a navegação, devido ao seu leito assoredo é preciso uma drenagem para tornar a navegação possível. No passo Saint Clair, em Nova Boêmia, é realizada a travessia do rio Jacuí com barca por cabo, ligando Nova Boêmia - Agudo e Linha Ávila - Dona Francisca.
[editar] Economia
A agricultura é a principal força motriz da economia agudense, destacando a cultura do arroz, fumo e morango, além de outras como milho, feijão, amendoim, soja, mandioca, batata-doce e inglesa, frutas. Uma característica herdada pelos imigrantes e bem disseminada é a existência de horta e pomar de frutíferas em sua propriedade.
Na pecuária, cria-se o gado de forma extensiva, para uso da própria família criadora (carne, couro, banha, leite), e vende-se o excedente. Também destacamos a avicultura e a apicultura.
[editar] Cultura
Como cidade de colonização alemã, Agudo tenta preservar sua cultura germânica através de grupos de dança, ensino do idioma alemão — escolar e doméstico —, música, entre outras manifestações. O Instituto Cultural Brasileiro-Alemão, existente desde 1982, preserva a cultura através do Museu Histórico Pastor Rudolf Brauer e uma biblioteca alemã, além de proporcionar cursos e oficinas.
A principal festa é a feira anual Volksfest (alemão: "Festa do Povo"), que ocorre no mês de julho, geralmente na última semana do mês. A feira compreende uma série de eventos que duram uma semana, apesar da feira em si só funcionar por três dias. Destaca-se uma grande quantidade de shows com bandas locais e danças folclórica, café colonial com comida típica da região e o comércio voltado tanto para o povo urbano quanto rural. É feriado municipal o dia 25 de julho, "Dia do Colono e do Motorista".
Outros eventos significativos são a "Feira da Cuca e do Moranguinho", "Choculin - Festa do Choppe, da Cuca e da Lingüiça" e a "Kerbfest".
[editar] Turismo
Agudo tem como pontos turísticos o Balneário Drews, a Cascata do Raddatz, a Cascata Friedrich, a Gruta do Índio, o Morro da Figueira (531 m de altitude), com a Rampa de asa delta e paraglider, travessia do Rio Jacuí, através de barca por cabo. Café colonial pode ser apreciado em diversas localidades.
[editar] Curiosidades
- O Grupo Gerdau teve seu início em Agudo quando João Gerdau fixou residência e sua casa comercial na localidade da Picada Morro Pelado.
- Em 2001, descobriu-se em Agudo um dinossauro, batizado em 2006 como sacisaurus agudoensis em alusão à figura folclórica Saci e à cidade. A cidade encontra-se na Paleorrota.
- A árvore e a flor símbolo da cidade são, respectivamente: ipê-roxo e amor-perfeito.
[editar] Bibliografia
- HOPPE, Leani Dânia Schumacher. Conhecendo Agudo. SMEC (Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Agudo). 1992
Referências
- ↑ 1,0 1,1 Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ Estimativas da população para 1º de julho de 2008 (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de agosto de 2008). Página visitada em 5 de setembro de 2008.
- ↑ Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ 4,0 4,1 Produto Interno Bruto dos Municípios 2002-2005. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (19 de dezembro de 2007). Página visitada em 11 de outubro de 2008.



