Agudo

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Município de Agudo
Conordia avenue.jpg

Bandeira de Agudo
Brasão de Agudo
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 16 de fevereiro de 1959
Gentílico agudense
Lema
Prefeito(a) Ari Alves da Anunciação
(20052008)
Localização
Localização de Agudo
Localização de Agudo no Rio Grande do Sul
Agudo está localizado em: Brasil
Localização de Agudo no Brasil
29° 38' 42" S 53° 14' 24" O29° 38' 42" S 53° 14' 24" O
Unidade federativa  Rio Grande do Sul
Mesorregião Centro Ocidental Rio-grandense IBGE/2008[1]
Microrregião Restinga Seca IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Cerro Branco, Nova Palma, Ibarama, Lagoa Bonita do Sul, Restinga Seca, Paraíso do Sul, Dona Francisca
Distância até a capital 250 km
Características geográficas
Área 536,117 km² [2]
População 16 729 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 31,2 hab./km²
Altitude 83 m
Clima subtropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH 0,786 médio PNUD/2000[4]
PIB R$ 243 737,920 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 14 242,02 IBGE/2008[5]

Agudo é um município brasileiro localizado no estado do Rio Grande do Sul.

O nome "Agudo" é devido ao morro localizado na região, denominado Morro Agudo, por ter uma característica acentuada. O morro é considerado uma atração local e encontra-se de frente à avenida principal da cidade (Avenida Concórdia).

Índice

[editar] História

No território que compreende o atual município foram encontrados vestígios arqueológicos das tradições humaitá, vieira e tupi-guarani. Esses índios foram aldeados nos séculos XVII e XVIII nas missões jesuíticas espanholas.

A região aparece pela primeira vez em um mapa de 1800 organizado pela Província, onde consta um morro nominado "Agudo". Nessa região foi criada pelo Governo Provincial a Colônia Santo Ângelo em homenagem ao Presidente da Província, Ângelo Muniz Ferraz. Os primeiros imigrantes alemães só chegam na região em 1 de novembro de 1857, desembarcando no Cerro Chato, margem esquerda do Rio Jacuí. Antes da chegada dos imigrantes alemães habitavam nas proximidades alguns sesmeiros de origem lusitana.

O primeiro diretor da Colônia foi Florian Von Zurowski, que logo foi substituído pelo Barão Von Kahlden, que foi a primeira personalidade importante da história da Colônia Santo Ângelo, onde atuou como administrador público.

A 4 de setembro de 1855, a Câmara Municipal de Cachoeira do Sul dividiu a Colônia Santo Ângelo em seis grandes complexos de acordo com a Lei Municipal nº 1.433 de janeiro de 1844, para a arrecadação de Imposto Colonial. Isso impossibilitava a colônia de tornar-se um grande município. A partir de 1865, a Colônia Santo Ângelo se torna o 1º Distrito de Cachoeira do Sul, estendendo-se à margem esquerda do Rio Jacuí até a Colônia Germânica (atualmente Candelária).

Já no século XX, Agudo é elevada a categoria de vila em 1938. O nome "Agudo" provêm de um morro a oeste do município com 429 m de altura, que possui característica acentuada.

O movimento de emancipação de Agudo foi iniciado a partir de 1957, objetivo alcançado dois anos depois quando a Lei nº 3.718 de 16 de fevereiro de 1959 criou o município, com uma área de 553 km².

[editar] Geografia

A cidade encontra-se ao centro do estado, a uma altitude de 83 metros, com uma população estimada em 2004 de 17.833 habitantes, tendo uma densidade demográfica de 33,45 hab/km² e área de 533,1 km², o que representa 0,1994% do estado.

[editar] Relevo

Na região pertencente ao município de Agudo, podemos destacar três principais: a várzea, áreas onduladas e de alta declividade.

A várzea costeia o rio Jacuí, o que faz com que a área seja própria para a cultura irrigada do arroz, principal produto agudense. É na várzea onde a sede do município foi instalada, cercada por uma cadeia de morros, a área de alta declividade, que caracterizam a região da Depressão Central do Rio Grande do Sul. É nessas áreas altas onde a vegetação nativa mais se mantém e que o fumo, segunda maior cultura de Agudo, predomina. Também o vemos plantado juntamente com o feijão, milho, mandioca e batata-doce nas áreas onduladas, relevo que apresenta ora saliências, ora depressões.

[editar] Hidrografia

Os imigrantes alemães que deram origem a Agudo vieram por meio do rio Jacuí, também de extrema importância na irrigação do arroz, no abastecimento de água e para a pesca. Em Agudo, o rio recebe inúmeros afluentes: Lajeado do Gringo (limite natural entre Agudo e Ibarama), Arroio do Lino Friederich, Arroio da Kroemer, Arroio Corupá, Arroio Hentschke, Arroio Grande, Sanga da Boa Vista (limite natural entre Agudo e Paraíso do Sul), além de vários outros. O Jacuí também delimita as divisas de Agudo entre outras cidades como Nova Palma, Dona Francisca, Restinga Seca.

Também destaca-se o Arroio Corupá, que recebe vários afluentes, destacando-se: Lajeado da Grota, Arroio Hotto Kegler, Arroio Teutônia, Arroio São Pedro e Arroio Araçá (limite natural entre Agudo e Lagoa Bonita do Sul). Esse arroio e seus afluentes percorrem uma região de relevo acidentado, formando muitas corredeiras e cascatas, sendo a mais conhecida a Cascata Raddatz.

O Arroio Grande-Nasce na localidade de Linha Nova. Recebe vários afluentes, destacando-se: Arroio Wendt, Arroio Radatz, Sanga Funda, Arroio do Engenho e Arroio Rincão Despraido. Desagua do Jacuí e também abastece a sede do município.

Entre as lagoas existentes em Agudo, destacam-se a Lagoa de Cerro Chato e Lagoa do Novo São Paulo.

Não há transporte ferroviário e aéreo, somente o rodoviário. O rio Jacuí, apesar de ser o mais importante do estado, é pouquíssimo usado para a navegação, devido ao seu leito assoredo é preciso uma drenagem para tornar a navegação possível. No passo Saint Clair, em Nova Boêmia, é realizada a travessia do rio Jacuí com barca por cabo, ligando Nova Boêmia - Agudo e Linha Ávila - Dona Francisca.

Evolução populacional de Agudo[6]
Ano
População urbana
População rural
População total
1960 1.126 11.510 12.636
1970 1.665 12.536 14.201
1980 2.432 13.226 15.658
1991 4.206 12.407 16.713
2001 5.655 11.800 17.455

[editar] Economia

A agricultura é a principal força motriz da economia agudense, destacando a cultura do arroz, fumo e morango, além de outras como milho, feijão, amendoim, soja, mandioca, batata-doce e inglesa, frutas. Uma característica herdada pelos imigrantes e bem disseminada é a existência de horta e pomar de frutíferas em sua propriedade.

Na pecuária, cria-se o gado de forma extensiva, para uso da própria família criadora (carne, couro, banha, leite), e vende-se o excedente. Também destacamos a avicultura e a apicultura.

[editar] Turismo

Para quem vem de fora, os maiores atrativos que Agudo oferece estão em ecoturismo e gastronomia. Como exemplos do primeiro caso: o Balneário Drews, o Balneário Wilke, a Cascata do Raddatz, a Cascata Friedrich, a Gruta do Índio, Morro Agudo, o Morro da Figueira (531 m de altitude), com a Rampa de asa delta e paraglider, travessia do Rio Jacuí, através de barca por cabo.

[editar] Comunicações

Agudo atualmente possui uma emissora de rádio FM, é a Rádio Comunitária Alternativa FM que opera na frequência 104.9. Esta foi inagurada 27 de janeiro de 2009 e tem uma programação voltada para comunidade agudense.

[editar] Cultura

Apesar de ter como vizinhos alguns municípios pertencentes à Quarta Colônia de Imigração Italiana, Agudo é a cidade sede da Colônia Santo Ângelo, de imigração alemã. A cultura herdada pelos imigrantes é presente até hoje e pode ser observada em algumas manifestações de Agudo como feiras, festas e a tradição da língua alemã, que ainda é ensinada tanto domesticamente quanto nas escolas, preservada principalmente no meio rural. Com isso é possível facilmente ver pessoas falando no idioma.

Como cidade de colonização alemã, Agudo tenta preservar sua cultura germânica através de grupos de dança, ensino do idioma alemão — escolar e doméstico —, música, entre outras manifestações. O Instituto Cultural Brasileiro-Alemão, existente desde 1982, preserva a cultura através do Museu Histórico Pastor Rudolf Brauer e uma biblioteca alemã, além de proporcionar cursos e oficinas.

A principal festa é a feira anual Volksfest (alemão: "Festa do Povo"), que ocorre no mês de julho, geralmente na última semana do mês. A feira compreende uma série de eventos que duram uma semana, apesar da feira em si só funcionar por três dias. Destaca-se uma grande quantidade de shows com bandas locais e danças folclórica, café colonial com comida típica da região e o comércio voltado tanto para o povo urbano quanto rural. É feriado municipal o dia 25 de julho, "Dia do Colono e do Motorista".

Agudo possui o Grupo de danças folclórico Freundschaft que representa muito bem o município, divulgando a sua cultura.

Outros eventos significativos são a "Feira da Cuca e do Moranguinho", "Choculin - Festa do Choppe, da Cuca e da Lingüiça" e a "Kerbfest".

Café colonial pode ser apreciado em diversas localidades, apresentando a variedade da culinária alemã.

[editar] Prefeitos

Prefeitos de Agudo
Prefeito
Período
Aldo Luiz Germano Berger 1959 a 1963
Hildor Max Losekann 1964 a 1968
Pedro Álvaro Müller 1969 a 1972
Ari Alves Anunciação 1973 a 1976
Pedro Osório Oliveira Shorn 1977 a 1982
Pedro Álvaro Müller 1983 a 1988
Ari Alves Anunciação 1989 a 1996
Lauro Retz 1997 a 2004
Ari Alves Anunciação 2004 a 2012

[editar] Curiosidades

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[editar] Bibliografia

  • WERLANG, William. História da Colônia de Santo Ângelo. Santa Maria: Palloti. 1995.
  • HOPPE, Leani Dânia Schumacher. Conhecendo Agudo. Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Agudo. 1992.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. Dados do IBGE.

[editar] Ligações externas

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