Candelária (Rio Grande do Sul)

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Município de Candelária
Bandeira de Candelária
Brasão de Candelária
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 7 de julho
Fundação 7 de julho de 1925 (89 anos)
Gentílico candelariense
CEP 96930-000
Prefeito(a) Paulo Butzge (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Candelária
Localização de Candelária no Rio Grande do Sul
Candelária está localizado em: Brasil
Candelária
Localização de Candelária no Brasil
29° 40' 08" S 52° 47' 20" O29° 40' 08" S 52° 47' 20" O
Unidade federativa  Rio Grande do Sul
Mesorregião Centro Oriental Rio-grandense IBGE/2008[1]
Microrregião Santa Cruz do Sul IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Vale do Sol, Vera Cruz, Cachoeira do Sul, Rio Pardo, Passa-Sete, Cerro Branco, Novo Cabrais
Distância até a capital 180 km
Características geográficas
Área 943,731 km² [2]
População 31 334 hab. População Estimada IBGE/2013[3]
Densidade 33,2 hab./km²
Altitude 57 m
Clima subtropical Cfa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,756 alto PNUD/2000[4]
PIB R$ 348 307,208 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 11 469,17 IBGE/2008[5]
Página oficial

Candelária é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul.

História[editar | editar código-fonte]

Redução Jesus Maria (1633-1636)[editar | editar código-fonte]

Remonta a Novembro de 1633 a fundação da Redução Jesus Maria pelo jesuíta espanhol Pedro Mola, no local que hoje é conhecido como Trincheira, na localidade de Linha Curitiba, a cerca de 3,5 km da cidade. Esta povoação de índios é uma das 18 fundadas na primeira fase das reduções, tendo elas surgido em virtude de um acordo entre o governador da Província do Rio da Prata e a Companhia de Jesus em 4 de julho de 1626.

A mais próspera das 18 reduções era a de Jesus Maria, na qual viviam cerca de 6 mil índios da nação Tupi-Guarani em uma espécie de cidade que apresentava condições de vida favoráveis em termos de subsistência. Dedicavam-se a agricultura, produzindo milho, trigo e mandioca, além de possuírem significativos rebanhos de bovinos, ovinos e suínos.

Justamente pela pujança e grandeza da redução candelariense, bandeirantes paulistas foram atraídos na intenção de aprisionar índios e escravizá-los. Porém a redução contava com um ferrenho sistema de defesa formado por trincheiras, paliçadas e armamentos, além de índios adestrados militarmente por especialistas em operações de guerra. Uma boa explicação para a heróica resistência de seis horas(das 8h as 14h) frente a bandeira poderosa comandada por Antônio Raposo Tavares.Na batalha de 3 de dezembro de 1636 caiu, com ares de heroísmo, a resistência da Redução de Jesus Maria, pondo fim ao primeiro capítulo da história candelariense.

Colonização até hoje (1862-)[editar | editar código-fonte]

Em 1862 dois filhos de imigrantes alemães, João Kochenborger e Jacob Welsch decidiram mudarem-se da cidade de Rio Pardo para as terras onde hoje está Candelária, na época um distrito de Rio Pardo. Kochenborger passou a viver onde hoje é Linha Curitiba e, anos mais tarde construiu um aqueduto com a finalidade de transportar água do arroio Molha Grande até sua propriedade, onde a força hidráulica movimentaria um engenho de serra e um moinho de milho e trigo.

Jacob Welsh depois de residir por um período na atual rua Dr. Middendorf, mudou-se para onde hoje é a linha Passa Sete, ali estabelecendo-se para o resto da vida.

O povoado cresceu significativamente baseado na agricultura e pecuária, tendo aos poucos o desenvolvimento do comércio e pequenas indústrias. Devido ao desenvolvimento, em 9 de maio de 1876 o distrito foi elevado a freguesia, denominada Nossa Senhora de Candelária.

No alvorecer do século XX o núcleo urbano contava com aproximadamente 150 moradores, estabelecidos majoritariamente às margens da Rua do Comércio, atual Avenida Pereira Rego. Pois foi justamente o Coronel José Antônio Pereira Rego, chefe da política republicana de Rio Pardo, que instruiu os partidários já desde 1924 em reuniões no Clube Rio Branco, marcando a tentiva de emancipação política de Candelária.

O movimento contava com o apoio do também republicano e Presidente do Estado Dr. Borges de Medeiros, desta forma deu-se em 7 de julho de 1925 o decreto de criação de Candelária, tendo sido nomeado Intendente o Sr. Albino Lenz.

Política[editar | editar código-fonte]

Lista de Prefeitos[editar | editar código-fonte]

  • Cel. Albino Lenz (7 de julho de 1925 - 15 de novembro de 1929)
  • Dr. Arnaldo Schilling (15 de novembro de 1929 - 27 de dezembro de 1932)
  • Carlos Antonio Graeff (27 de dezembro de 1932 - 01 de dezembro de 1934)
  • Major Felisberto Muniz Reis (01 de dezembro de 1934 - 21 de dezembro de 1935)
  • Cel. Albino Lenz (21 de dezembro de 1935 - 14 de novembro de 1945)
  • Dr. Sylvio Fonseca Pires (17 de novembro de 1945 - 10 de dezembro de 1945)
  • Antônio Lorenzone (07 de janeiro de 1945 - 2 de março de 1946)
  • Cel. Albino Lenz (02 de março de 1946 - 31 de dezembro de 1951)
  • Balduino Leo Ellwanger (31 de dezembro de 1951 - 1 de janeiro de 1955)
  • Estácio Pessoa de Oliveira (02 de janeiro de 1956 - 31 de março de 1959)
  • Christiano Affonso Graeff (31 de março de 1959 - 31 de dezembro de 1959)
  • Ewaldo Eugênio Prass (31 de dezembro de 1959 - 31 de dezembro de 1963)
  • Cel. Albino Lenz (31 de dezembro de 1963 - 31 de dezembro de 1968)
  • Elcy Simões de Oliveira (01 de janeiro de 1969 - 31 de dezembro de 1972)
  • Sebaldo Wholenberg (01 de janeiro de 1973 - 31 de dezembro de 1976)
  • Elcy Simões de Oliveira (01 de janeiro de 1977 - 31 de dezembro de 1982)
  • Ronildo Gehres (01 de janeiro de 1983 - 31 de dezembro de 1988)
  • Elcy Simões de Oliveira (01 de janeiro de 1989 - 31 de dezembro de 1992)
  • Moacir Rodolfo Thomé (01 de janeiro de 1993 - 31 de dezembro de 1996)
  • René Hübner (01 de janeiro de 1997 - 31 de dezembro de 2000)
  • Elcy Simões de Oliveira (01 de janeiro de 2001 - 31 de dezembro de 2004)
  • Lauro Mainardi (01 de janeiro de 2005 - 31 de dezembro de 2012)
  • Paulo Roberto Butzge (01 de janeiro de 2013 - presente)

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a uma latitude 29º40'09" sul e a uma longitude 52º47'20" oeste, estando a uma altitude de 57 metros.

Possui uma área de 940,11 km² e sua população em 2007 era de 29.444 habitantes.

Relevo[editar | editar código-fonte]

Candelária encontra-se na bacia do rio Pardo, do qual obtém água para consumo urbano e também para atividades agrícolas. O relevo varia de montanhoso no norte, contando também com chapadas, planícies retilíneas e coxilhas no sul, sendo uma área de transição do Escudo Rio-Grandense.

Limites[editar | editar código-fonte]

Cultura[editar | editar código-fonte]

O município tem como característica forte presença de costumes germânicos devido a sua colonização, sendo comum encontrar pelas ruas pessoas falando no idioma alemão e, no interior, este ser o primeiro idioma a ser aprendido pelas crianças. Outro fato marcante é a forte presença de bicicletas na cidade, devido ao relevo favorável.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Cerro Botucaraí, o maior pico isolado do Rio Grande do Sul.

Candelária possui um aqueduto transformado em ponto turístico, conhecido como Aqueduto de Candelária. Conta também com o Cerro do Botucaraí, conhecido como o Santo Cerro, para onde acorrem peregrinos em épocas de sexta-feira santa, páscoa e Natal.

Outro destaque é a ponte de pedra conhecida como Ponte do Império, que fazia parte da estrada do Botucaraí, importante caminho da época imperial.

A cidade tem também a Praia Carlos Larger, ponto de encontro de muitas pessoas no verão, onde ocorre o concurso de beleza Musa do Sol, além de outras atrações.

A Cascata da Ferradura é um bonito ponto turístico, propício para banho, porém pouco conhecido ainda.

O município também sedia eventos como a Expocande (Exposição Industrial, Comercial, Serviços e Agronegócios de Candelária) realizada no Parque de Eventos Itamar Vezentini, a Festa da Colônia, a Chocande (Feira do Chocolate Caseiro e Artesanato de Candelária) e o Natal das Candeias, realizados no centro da cidade.

Paleontologia[editar | editar código-fonte]

Estauricossauro rincossauro

Em Candelária existe uma quantidade muito grande de fósseis de dinossauros e uma espécie (Guaibassauro) dele foi descoberta em Candelária. O Museu Aristides Carlos Rodrigues possui um acervo de fósseis da região.

Réplica do Guaibassauro no Museu Aristides Carlos Rodrigues.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. População Estimada 2013. População Estimada 2013. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (10 de setembro de 2013). Página visitada em 26 de abril de 2014.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]