Paêbirú
| Paêbirú | |
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| Álbum de estúdio por Lula Côrtes e Zé Ramalho | |
| Lançamento | 1975 |
| Gravação | Outubro-Dezembro, 1974 no Estúdio Rozemblit em Recife, Brasil. |
| Gênero(s) | Folk Psicodélico, Free Jazz |
| Duração | 55:30 |
| Gravadora(s) | Solar |
| Opiniões da crítica | |
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Paêbirú, (Peabiru ou Paêbirú: Caminho da Montanha do Sol caminho que se estendia por mais de mil e duzentos quilômetros da costa brasileira do Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico) é um álbum brasileiro lançado no ano de 1975 por Lula Côrtes e Zé Ramalho. O disco contém uma grande miscelânea de gêneros musicais como o rock psicodélico, jazz, e ritmos regionais do Nordeste Brasileiro. Foi um dos primeiros discos não declarados da psicodélia brasileira.[1] O disco é hoje o vinil com maior valor comercial no Brasil. Bem conservado, um disco da edição original vale em torno de 4 mil reais.[2]
Índice |
[editar] Cultura
A principal inspiração dos musicos na criação do disco foi a Pedra do Ingá, situada no município de Ingá, no interior da Paraíba, que é hoje um dos monumentos arqueológicos mais significativos do mundo.
No decorrer da criação do disco, a variedade de lendas sobre Sumé – entidade mitológica em que os indígenas acreditavam antes da colonização – inspiraram além da faixa de abertura, diversas passagens do álbum. Outras entidades importantes da cultura brasileira como Iemanjá também são citadas no disco.
[editar] Álbum
Se trata de um disco de vinil duplo, com onze faixas. São composições dos próprios músicos, Lula Côrtes e Zé Ramalho. Dentre os músicos que contribuíram para a gravação do álbum, estão os renomados Alceu Valença e Geraldo Azevedo.
O álbum teve prensagem única de 1.300 exemplares. Destes exemplares, em torno de 1000 se perderam em uma enchente que ocorreu em Recife em 1975[2]. Junto com os exemplares perdidos, também foi destruída a fita máster. Este é o motivo para que uma das 300 cópias que se salvaram, tenha valor comercial médio de 4.000 reais, desbancando Louco por Você de Roberto Carlos.
A parte gráfica do disco ficou por conta de Katia Mesel, então esposa de Lula Côrtes. O encarte e capa foi resultado de várias idas até a Pedra do Ingá.
Foi relançado no ano de 2005 em vinil e CD na Europa pelo selo Mr. Bongo. Nunca foi lançado no Brasil neste formato.
[editar] Música
O disco duplo é dividido em quatro lados, e cada um é dedicado a um dos quatro elementos da natureza: Terra, Ar, Fogo e Água, respectivamente. Além dos longos instrumentais psicodélicos, e ritmos regionais, também foram adicionados sons sintéticos paralelos ao tema dos lados.
No lado "Terra", os resultados foram conseguidos através de instrumentos como tambores, flautas, congas e sax alto. Efeitos como aves em voo também foram produzidos, porém não de forma eletrônica. Outros instrumentos típicos como o berimbau também foram utilizados.
No lado "Ar", foram introduzidas conversas, risadas, e suspiros, além de harpas e violas.
"Fogo" é o lado mais pesado do disco, onde o rock e a psicodelia estão em evidência. São usados sons de guitarra distorcida, órgão e um som menos acústico. "Raga dos Raios", é até hoje considerada a melhor peça de guitarra fuzz gravada no rock nacional[1]
Em "Água" são colocados fundos sonoros de água corrente, e letras em louvação a entidades que representam o elemento, além da incorporação de gêneros dançantes como o baião.
[editar] Faixas
Todas as canções foram escritas por Lula Côrtes e Zé Ramalho, exceto onde houver citação.
[editar] Lado TERRA
- "Trilha de Sumé"/"Culto à Terra"/"Bailado das Muscarias" – 13:05
[editar] Lado AR
- "Harpa dos Ares" (Geraldo Azevedo/Côrtes/Ramalho) – 3:56
- "Não Existe Molhado Igual ao Pranto" – 7:23
- "Omm" – 5:55
[editar] Lado FOGO
- "Raga dos Raios" – 2:25
- "Nas Paredes da Pedra Encantada, Os Segredos Talhados Por Sumé" (Marcelo/Côrtes/Ramalho) – 7:25
- "Maracás de Fogo" – 2:26
[editar] Lado ÁGUA
- "Louvação à Iemanjá"/"Regato da montanha" – 5:11
- "Beira mar" – 1:34
- "Pedra Tempo Animal" – 4:09
- "Sumé" – 2:01
[editar] Músicos
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