A Favorita

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A Favorita
Informação geral
Formato Telenovela
Duração 01h 20min (exceto quartas-feiras)
50 minutos (quartas-feiras)
Criador(es) João Emanuel Carneiro
País de origem  Brasil
Idioma original Língua portuguesa
Produção
Diretor(es) Ricardo Waddington
Elenco Patrícia Pillar
Claudia Raia
Murilo Benício
Mariana Ximenes
Deborah Secco
Cauã Reymond
Carmo Dalla Vecchia
Thiago Rodrigues
Mauro Mendonça
Glória Menezes
Tarcísio Meira
Ary Fontoura
ver mais
Tema de abertura "Pa'Bailar" - Bajofondo
Tema de
encerramento
"Pa'Bailar" - Bajofondo
Exibição
Emissora de
televisão original
Brasil Rede Globo
Formato de exibição 1080i (HDTV)
Transmissão original 2 de junho de 200816 de janeiro de 2009
N.º de episódios 197 (originais)

10 (Vídeo Show)

50 (Novelas Globo)

Cronologia
Último
Último
Duas Caras
Caminho das Índias
Próximo
Próximo
Programas relacionados Da Cor do Pecado
Cobras & Lagartos
Avenida Brasil

A Favorita é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo no tradicional horário das oito, entre 2 de junho de 2008 e 16 de janeiro de 2009, em 197 capítulos, sucedendo Duas Caras e precedendo Caminho das Índias.

Escrita por João Emanuel Carneiro, com a colaboração de Denise Bandeira, Fausto Galvão, Márcia Prates e Vincent Villari, contou com direção de Paulo Silvestrini, Gustavo Fernandez, Roberto Vaz, Pedro Vasconcelos, Marco Rodrigo, Roberto Naar e Isabela Secchin, e direção geral e de núcleo de Ricardo Waddington

Contou com Claudia Raia, Mariana Ximenes, Carmo Dalla Vecchia, Cauã Reymond, Murilo Benício, Elizângela, Deborah Secco, Ary Fontoura, Lilia Cabral, Paula Burlamaqui, Thiago Rodrigues, Taís Araújo, Emanuelle Araújo, Glória Menezes, Mauro Mendonça e Patrícia Pillar nos papéis principais.

Foi exibida no quadro Novelão do Vídeo Show, entre 22 de abril e 3 de maio de 2013, num compacto de 10 capítulos.[1] [2] Em 2014, é lançada pela Globo Marcas em DVD. [3] [4]

Será reprisada a partir de 10 de novembro de 2014 até o final de Janeiro de 2015, dentro da página Novelas Globo no Facebook em 50 capítulos compactados, substituindo Belíssima e sendo substituído por Paraíso Tropical.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Novela contemporânea ambientada em São Paulo, A Favorita apresenta como trama central a rivalidade entre Flora (Patrícia Pillar) e Donatela (Claudia Raia), antigas parceiras da fictícia dupla sertaneja Faísca e Espoleta.

Após cumprir uma pena de 18 anos de reclusão pelo assassinato de Marcelo Fontini (Flávio Tolezani), o marido de Donatela, Flora deixa a prisão disposta a provar a sua inocência, acusando a ex-parceira de ter cometido o crime. Ao mesmo tempo, quer se reaproximar da filha Lara (Mariana Ximenes), criada pela rival, fruto de um relacionamento com Marcelo, de quem se tornara amante. Lara é a única herdeira de um império de papel e celulose e está no centro da disputa entre as duas personagens.

Uma das grandes novidades desta produção é a indefinição sobre os papéis de vilã e mocinha da história. Afinal, qual das duas estaria falando a verdade?

Flora foi presa com base no depoimento da manicure Cilene (Elizângela), que afirmou ter presenciado o crime. A ex-presidiária, porém, garante que foi vítima de uma farsa armada por Donatela, a quem acusa de estar interessada na fortuna da família Fontini. Segundo Flora, Donatela teria comprado a cooperação de Cilene e do Dr. Salvatore (Walmor Chagas) – médico que prestou socorro a Marcelo – para mandá-la para a cadeia e fazê-la pagar injustamente por um delito que não cometeu. Foi com a ajuda de Donatela, por exemplo, que Cilene conseguiu montar seu próprio negócio: além de usar seus dons de vidente, ela mora em uma casa onde abriga meninas que agencia para servir como acompanhantes.

A história de Donatela e Flora remonta à infância das duas. Elas cresceram como irmãs, pois Donatela perdeu os pais num acidente e foi adotada pela família de Flora. Ambas tinham vocação para o canto. Quando começaram a chamar a atenção apresentando-se em escolas e clubes, foram descobertas pelo empresário Silveirinha (Ary Fontoura), um caça-talentos que as levou para excursionar pelo Brasil afora. Silveirinha foi um misto de pai e carrasco: explorava as garotas, ficando com boa parte do cachê que recebiam, e lhes dava comida e proteção. A dupla chegou a fazer razoável sucesso, mas a carreira foi interrompida após uma turnê em que as duas conheceram os amigos Marcelo e Dodi (Murilo Benício), de quem se tornaram noivas.

Donatela se casou com Marcelo, filho do poderoso Gonçalo Fontini (Mauro Mendonça), dono de uma indústria de papel e celulose. Flora virou esposa de Dodi (Murilo Benício), rapaz de origem pobre, que trabalhava na firma do pai do amigo.

A felicidade de Donatela e Marcelo durou pouco. O primeiro filho do casal, Mateus, foi sequestrado com seis meses de idade e nunca mais apareceu. Desde então, os dois passaram a se desentender com frequência. Flora, por sua vez, separou-se de Dodi e, algum tempo depois, teve um caso com Marcelo, de quem engravidou, dando à luz Lara, o que agravou a crise entre Donatela e Marcelo e, principalmente, entre as duas amigas. No auge da crise, Marcelo é assassinado, e Flora presa em flagrante. Lara, na época, tinha três anos de idade.

Donatela afirma que o desejo de Flora, na verdade, sempre foi pegar o seu lugar. Ela defende que Flora se casou com Dodi só para poder ficar perto dela e de Marcelo e atrapalhar seu casamento. Quando percebeu que Marcelo nunca iria se separar, resolveu matá-lo. Segundo Donatela, Flora premeditou o assassinato mas as coisas não saíram como o previsto. Ela conta que, no dia do crime, saiu de casa mas voltou ao se lembrar que havia marcado hora com Cilene, sua manicure. Quando chegou, flagrou Flora atirando em Marcelo, o que foi confirmado por Cilene, única testemunha do caso. Na versão de Donatela, depois de atirar em Marcelo, Flora ainda ia atirar nela. Para se defender, iniciou uma briga com a rival, e quem pôs fim à luta foi Cilene, que conseguiu imobilizar Flora. Na briga, Flora e Donatela deixaram suas impressões digitais na arma, mas o depoimento de Cilene foi decisivo para condenar Flora.

De acordo com Donatela, ela e Dodi foram vítimas de Flora, e a tragédia os aproximou. Dezoito anos após o crime, os dois estão casados e vivem com Lara no mesmo rancho dos pais de Marcelo, Gonçalo e Irene (Glória Menezes). Silveirinha, além de mordomo da casa, é o confidente de Donatela. Disposta a evitar a qualquer custo que Flora se aproxime da filha, Donatela fica em seu encalço desde o momento em que ela sai da prisão. Além de contratar detetives, alia-se a Pedro (Genésio de Barros), pai de Flora, que também insiste em dizer que a filha biológica é muito perigosa e nem um pouco confiável. Para Donatela, Flora é uma psicopata e, por isso, Lara tem que ser mantida fora de seu alcance.

Donatela diz amar a filha mais do que tudo na vida e tem uma ótima relação com Gonçalo, já que o empresário se tornou eternamente grato por ela ter se mostrado altruísta ao se dispor a criar sua neta, filha da amante e assassina do marido. Irene, por sua vez, sempre teve reservas em relação a Donatela, a quem julga ignorante e fútil. Donatela, realmente, é tida por todos como uma perua arrogante e consumista. Seus modos rudes contrastam com o ar angelical e sofredor de Flora. Esta insiste na afirmação de que Donatela é falsa.

Na versão de Flora, Donatela, desde criança, sempre seguiu seus passos e desejou tudo o que era dela, inclusive os rapazes com quem se envolvia. Flora alega, ainda, que Donatela e Dodi sempre foram amantes e tanto ela como Marcelo foram vítimas de um golpe minuciosamente planejado. Donatela teria dado em cima de Marcelo já com o intuito de se casar com o jovem milionário, enquanto Dodi conquistaria Flora para se manter próximo à amante e ao dinheiro que ela passaria a ter. Além disso, o filho sequestrado de Donatela e Marcelo, na verdade, seria filho de Dodi. Para que Marcelo não descobrisse a verdade, o casal teria dado um jeito de sumir com a criança. Como a verdade veio à tona, Flora e Marcelo se aproximaram e redescobriram o amor. Quando Donatela descobriu que Marcelo iria se separar dela e que ela perderia todo o dinheiro que sempre quis, premeditou o assassinato, junto com Dodi. E deu um jeito para que ela, Flora, estivesse na casa de Marcelo no momento do crime, sendo acusada por uma falsa testemunha. Segundo Flora, Donatela lhe tirou tudo o que tinha: Marcelo, sua promessa de felicidade e Lara, sua única filha.

A saída de Flora da prisão detona uma série de mudanças na vida dos Fontini. Donatela descobre que Dodi, além de traí-la com outras mulheres, desvia altas somas de dinheiro da empresa, e põe fim ao casamento. Em seu caminho aparece o jornalista investigativo Zé Bob (Carmo Dalla Vecchia), outro elo de ligação com Flora, já que, ironicamente, o sedutor personagem acaba sendo disputado pelas duas, a quem conhece por acaso. Zé Bob é o solteirão mais requisitado da praça e tem prestígio no meio jornalístico. Ele trabalha no jornal O Paulistano e vive em busca de provas contra as falcatruas do político Romildo Rosa (Milton Gonçalves). Logo no início da trama, o jornalista descobre que é pai de Camila (Hannah Romanazzi), filha de Rita (Christine Fernandes), funcionária do assessor de Romildo, Gurgel (Mário Gomes).

Aos poucos, Flora consegue uma aliada em sua defesa: Irene, a mãe de Marcelo e avó de Lara, acredita na inocência da moça e faz tudo para reaproximá-la da neta, contribuindo para a derrocada de Donatela. A guerra declarada entre a mãe biológica e aquela que a criou deixa Lara abalada e confusa: assim como Zé Bob e o público, ela não sabe em quem acreditar.

A resposta para o enigma central veio ao fim do primeiro terço da trama. Em uma das cenas mais comentadas da novela, após Donatela ameaçar matar Flora com um revólver, o público (e somente o público) fica conhecendo a verdade: a vilã se revela. Flora enfrenta Donatela e diz que ela nunca teria coragem de atirar, porque a verdadeira assassina ali é ela. Flora enganou a todos com sua falsa doçura, inclusive os telespectadores que acreditaram nela. Mas os personagens continuam sendo enganados. Com a revelação, o autor muda o jogo com o público: dali para a frente, a torcida é para que Flora seja desmascarada. Assim termina o que João Emanuel Carneiro chamou de primeiro ato da novela.

No segundo ato, Donatela passa a ser perseguida como assassina, após mais uma armação de Flora para incriminar a antiga parceira. Com a ajuda de Dodi e Silveirinha, que viram seus cúmplices secretos, Flora atrai Donatela até um galpão abandonado, onde mata o Dr. Salvatore, e faz com que Zé Bob encontre a rival no local do crime, com a arma na mão. O depoimento do jornalista, embora ele frise que não a viu atirar, é decisivo para a condenação de Donatela. Após uma frustrada tentativa de sair do país, ela é encarcerada e passa por maus momentos na prisão, inclusive porque Flora é amiga de uma das carcereiras.

Na prisão, Donatela conhece Diva (Giulia Gam), uma detenta que está prestes a deixar o presídio. As duas se tornam amigas. Diva, na verdade, é Rosana, ex-mulher do famoso cantor Augusto César (José Mayer), a quem abandonou – e também ao namorado Elias (Leonardo Medeiros), já que era amante assumida dos dois – para fugir com outro homem, Pepe Molinos (Jean Pierre Noher). Tempos depois, Diva/Rosana se envolveu com um guerrilheiro colombiano, sendo presa por tráfico de armas. Sabendo que uma quadrilha está à sua espera do lado de fora dos muros da prisão, Diva inventa para Pepe e Donatela que está doente e tem pouco tempo de vida. Portanto, arma um plano para que a ex-socialite saia disfarçada em seu lugar. Aqui começa o terceiro ato da novela: a volta de Donatela.

O plano é posto em prática e Donatela deixa a prisão, sendo que Diva põe fogo na cela da amiga, simulando sua própria morte, com a anuência da diretora do presídio. O corpo encontrado na cela é de uma detenta que havia acabado de morrer. Donatela e Pepe, ao saberem do incêndio, acham que Diva deu fim à própria vida. Mas, para todos os efeitos, foi Donatela quem morreu. É o que pensam todos os personagens. Donatela chega a ir escondida ao próprio enterro, e fica penalizada com o sofrimento de Lara. Mas não pode se revelar, sob o risco de voltar para a cadeia.

Diva, por sua vez, sai da prisão diretamente para o esconderijo de uma quadrilha de traficantes de armas. Ela ainda faz parte do esquema montado pelo namorado guerrilheiro, fazendo negócios com Romildo Rosa.

Depois de passar algum tempo escondida no sítio de Augusto César, cuidando dele e de Shiva Lênin (Miguel Rômulo), o filho de Diva que ninguém sabe se é de Augusto ou de Elias – a novela chega ao fim sem revelar a paternidade do rapaz –, Donatela dá início à sua vingança: agora é ela quem tem que provar sua inocência e recuperar tudo o que perdeu.

Donatela vai conquistando aliados para desmascarar Flora. Além de Pepe Molinos e do pai adotivo, Pedro, ela passa a contar com a ajuda do namorado Zé Bob e de Tuca (Rosi Campos), a editora do jornal O Paulistano. Futuramente, um outro importante aliado entra na luta: Halley (Cauã Reymond), o filho de Cilene. O rapaz é tido como filho de Silveirinha e Cilene. Só mais tarde na trama o público descobre que ele é Mateus, o filho sequestrado de Donatela, que fora levado por Silveirinha. O mordomo, que sempre se fez de amigo da patroa, na verdade nunca se conformou com o fim da dupla sertaneja e a interrupção do sucesso. Durante anos, guardou um profundo rancor de Donatela, que veio à tona em uma das grandes cenas da novela, quando ele diz tudo o que pensa dela e chega a lhe cuspir na cara. Ele havia sequestrado o bebê para pedir o resgate, mas acabou desistindo ao ver que Cilene se afeiçoara ao menino. Cilene, no entanto, nunca soube a verdade. Silveirinha levou o menino para ela dizendo que ele era órfão. Ela tratou de lhe dar um nome e passou a considerá-lo seu filho.

Ao descobrir que é filho de Donatela, Halley fica desesperado porque, a essa altura, ele está quase noivo de Lara. A jovem começou a novela namorando Cassiano (Thiago Rodrigues), jovem operário da fábrica de seu avô, que se revela um cantor e compositor de sucesso. Mas as armações de Flora, e a desconfiança de Lara em relação à retirante Maria do Céu (Deborah Secco), que é apaixonada por Cassiano, fazem com que ela rompa o namoro. O mulherengo e irresponsável Halley se aproxima de Lara quando começa a trabalhar como seu segurança, a pedido de Gonçalo, mas acaba se apaixonando de verdade pela moça. No fim, todos descobrem que Lara não é filha de Marcelo, mas de Dodi – que também nunca soube disso. Essa foi a razão para que Flora matasse o marido de Donatela. Marcelo flagrou Flora com Dodi e, descobrindo a verdade, estava disposto a desmascará-la. Consequentemente, Lara não seria mais herdeira dos Fontini. Por isso Flora, que sempre ambicionou poder e riqueza, planejou o crime.

Flora carrega uma série de crimes nas costas. Após ter matado Marcelo e Dr. Salvatore, ela ainda faz outras vítimas, com a ajuda de Dodi: mata a jornalista Maíra (Juliana Paes), que descobrira toda a farsa mas foi silenciada antes que conseguisse acionar o amigo Zé Bob; tenta matar o próprio Zé Bob; e, em uma sequência espetacular (desta vez contando com a ajuda de Silveirinha), mata também Gonçalo Fontini que, a essa altura, já havia descoberto toda a verdade. Antes que consiga ir à delegacia desmascarar a vilã com as provas que conseguiu, Gonçalo é atraído até sua casa e se depara com um circo dos horrores armado por Flora e Silveirinha. A vilã faz o empresário acreditar que Irene e Lara estão mortas dentro de casa, e ele tem um infarto fulminante. Tempos antes, Flora já havia trocado os comprimidos contra hipertensão que Gonçalo tomava por pílulas de farinha.

Com a morte de Gonçalo e o apoio de Irene, que sempre acreditou nela, Flora assume a presidência da fábrica. Até que Irene e Lara descubram toda a verdade, ela consegue fazer um negócio escuso com uma multinacional, o que acarreta um prejuízo enorme não só à empresa, como às finanças da família. Irene é obrigada a vender o rancho, e Flora, através de um testa-de-ferro, compra a mansão. Ela consegue todo o poder que sempre almejou, até que Donatela e seus amigos conseguem desmascará-la, fazendo com que ela assuma publicamente a autoria dos crimes. Donatela se reaproxima de Flora em nome dos velhos tempos e consegue ludibriar a ex-parceira. Desta vez, é Silveirinha quem, cansado das humilhações que Flora o faz sofrer, ajuda Donatela em seu plano. Antes de ser desmascarada, Flora ainda mata Dodi, com quem havia se casado, chantageada por ele.

Flora é presa mas consegue fugir, reaparecendo no casamento de Donatela e Zé Bob. Na festa, ela esfaqueia Silveirinha, mas é obrigada a fugir antes de conseguir matá-lo. E reaparece novamente na lua de mel dos recém-casados. Antes que a vilã mate Zé Bob, porém, Lara chega a tempo e atira na mãe biológica. Flora, enfim, volta para a cadeia, onde é maltratada, tem que fazer serviços pesados e diz às prisioneiras novatas que se chama Donatela.

O destino de Silveirinha é singular: no final, ele aparece empresariando uma nova dupla infantil. Enquanto Donatela, ao lado de Zé Bob, relembra uma passagem dela e de Flora quando crianças: Flora diz à irmã adotiva que ela é a sua favorita.

Produção[editar | editar código-fonte]

O Vale do Anhangabaú, no centro da cidade de São Paulo, é um dos principais cenários da trama.

Depois de ser o responsável por duas telenovelas cuja audiência no horário das 19h havia quebrado recordes — Da Cor do Pecado e Cobras & Lagartos — o autor João Emanuel Carneiro teve a oportunidade de ter exibida sua terceira obra no horário das oito, uma faixa do horário nobre da TV Globo conhecida pela presença apenas de autores tradicionais.[5] [6]

Inicialmente, a trama se chamaria Karma; depois o nome mudou para Juízo Final. Mas a Rede Globo, que teve problemas com o nome, decidiu mudar o título da trama para A Favorita, alegando que o título traria mais proximidade da novela com o público em geral.[7]

O autor disse, em entrevista ao Vídeo Show, que já havia pensado no roteiro (ou pelo menos na sinopse da trama) desde quando escreveu Da Cor do Pecado e que objetivava criar uma obra inovadora, sem a presença de uma "mocinha clássica de novela".[8]

Inicialmente, a trama seria ambientada no Centro Oeste do Brasil, com as cenas urbanas se passando em Brasília, porém, o autor João Emanuel Carneiro revelou, em entrevista à Folha de São Paulo, que não sabe fazer novela regionalista e por isso mudou a trama para São Paulo. Mas, para não fazer uma trama apenas urbana, criou a cidade rural fictícia de Triunfo, para dividir as cenas.[6]

CBI Esplanada, no Vale do Anhangabaú. O edifício representa a sede da Fontini Papel e Celulose na trama.

Mudanças de enredo e elenco[editar | editar código-fonte]

Algumas mudanças de enredo na trama foram causadas pelos atores e atrizes da trama. A personagem Maíra Carvalho, interpretada pela atriz Juliana Paes, foi atropelada no capítulo exibido no dia 21 de agosto pelos capangas do vilão Dodi (Murilo Benício), e dois dias depois teve seus aparelhos desligados por Flora (Patrícia Pillar), que a matou. Isso aconteceu porque Juliana precisou sair do elenco de A Favorita para ser a protagonista da próxima novela das oito: a indiana Maya Meetha, da novela Caminho das Índias, da autora Glória Perez, que pediu ao companheiro de profissão para que liberasse a atriz.[9]

Uma mudança menos drástica foi a da participação da personagem Arlete. Sua intérprete, Ângela Vieira, ameaçou sair da novela, pois sua personagem aparecia pouco, e quando aparecia não possuía falas de muita importância. A partir do dia 13 de outubro, Arlete começou a aparecer mais na trama, tendo como foco o acidente do filho, Damião, e seu envolvimento passado com o deputado Romildo Rosa.[10]

Iran Malfitano, o intérprete do personagem Orlandinho Queiroz, inicialmente faria uma pequena participação especial de dois capítulos. Porém, o seu personagem chamou a atenção do público, e então ele continuou na trama.[11]

O vilão Dodi Gentil seria originalmente interpretado pelo ator Fábio Assunção, mas o mesmo abdicou do papel alegando que estava com "problemas de saúde". O ator foi então substituído por Murilo Benício, que pediu para fazer o papel, pois estava fazendo apenas personagens de comédia e "mocinhos", como o próprio disse.[12] O ator foi muito elogiado por sua atuação.

Entre os atores que tiveram que mudar de visual por causa da novela, estão: Deborah Secco, Mariana Ximenes, Taís Araújo, Graziella Schmitt, Christine Fernandes, Iran Malfitano, Murilo Benício e Juliana Paes antes da trama, e Cláudia Raia e Carmo Dalla Vecchia no meio da trama.[13]

Elenco[editar | editar código-fonte]

Ator Personagem
Claudia Raia Donatela da Silva Pinto Fontini / Diva Palhares / Faísca[14]
Patrícia Pillar Flora Pereira da Silva / Sandra Maia / Espoleta[14]
Mariana Ximenes Lara Pereira Fontini[14]
Carmo Dalla Vecchia José Roberto "Zé Bob" Duarte[14]
Cauã Reymond Halley Gonzaga da Silveira / Mateus Fontini[14]
Murilo Benício Eduardo Gentil (Dodi)[14]
Ary Fontoura Francisco "Silveirinha" Silveira[14]
Elizângela Jucilene "Cilene" Maria Gonzaga de Sampaio[14]
Deborah Secco Maria do Céu Ferreira da Silva / Pâmela Queiroz[14]
Mauro Mendonça Gonçalo Fontini[14]
Glória Menezes Irene Fontini[14]
Thiago Rodrigues Cassiano Copola Mendonça[14]
Taís Araújo Alícia Rosa[14]
Emanuelle Araújo Manuela "Manu" Ferreira[14]
Lília Cabral Catarina Copola Monteiro[14]
Paula Burlamaqui Stela Ribas[14]
Jackson Antunes Leonardo "Léo" Monteiro[14]
Giulia Gam Diva Palhares/ Rosana[14]
José Mayer Augusto César Rodrigues[14]
Helena Ranaldi Dedina Barreto[14]
Leonardo Medeiros Elias Filho[14]
Malvino Salvador Damião Salvador[14]
Ana Roberta Gualda Grace Ferreira da Silva[14]
Tarcísio Meira Frederico Copola[14]
Suzana Faini Iolanda Marelo Copola[14]
Cláudia Ohana Maria Aparecida "Cida" Marelo Copola[14]
Bento Ribeiro João Calos "Juca" Moura[14]
Gisele Fróes Lorena Copola Mendonça[14]
Chico Diaz Átila Mendonça[14]
Genézio de Barros Pedro Pereira da Silva[14]
Iran Malfitano Orlando "Orlandinho" Queiroz[14]
Milton Gonçalves Romildo Rosa[14]
Fabrício Boliveira Eduardo "Didu" Rosa [14]
Christine Fernandes Rita Porto[14]
Ângela Vieira Arlete Salvador[14]
Giovanna Ewbank Maria do Perpétuo Socorro / Sharon[14]
Graziella Schmitt Tina Tinia[14]
Raquel Galvão Melissa[14]
Selma Egrei Dulce Porto[14]
Miguel Rômulo Shiva Lenin Costa[14]
Clarice Falcão Mariana Copola Monteiro[14]
Rosi Campos Tereza "Tuca" Baterfer[14]
Jean Pierre Noher Pepe Molinos[14]
Lúcio Mauro Sabiá Gentil Fontana[14]
Cláudia Missura Maria de Fátima "Fafá" Gentil Fontana[14]
Mário Gomes Francisco Gurgel[14]
Bel Kutner Amélia "Amelinha" Mendonça Gurgel[14]
Alexandre Nero Vanderlei Peive[14]
Alexandre Schumacher Norton Ari[14]
Luiz Baccelli Darcy Queiroz[14]
Aramis Trindade Clemente Toti[14]
Thiaré Maia Luma Hugareto[14]
Cleide Queiroz Antônia[14]
Rui Resende Pereira[14]
Hanna Romanazzi Camila Porto Duarte[14]
Eduardo Melo Domênico Copola Monteiro[14]
Sofia Terra Carolina Mendonça Gurgel[14]
Renan Mayer Tiago Mendonça Gurgel[14]
Walmor Chagas Dr. Dante Salvatore[14]
Nelson Xavier Edvaldo Ferreira da Silva[14]
Flávio Tolezani Marcelo Fontini[14]
Juliana Paes Maíra Carvalho

Elenco de apoio[editar | editar código-fonte]

  • Alan Pontes - Dodi Fontana (jovem)
  • Alexandre Damascena - Pimentel
  • Alexsandro Palermo - Jornalista da redação de "O Paulistano"
  • Alice Assef - Patrícia
  • Amilton Monteiro - Dr. Machado
  • Ana Luiza Folly - Kelly
  • André Luiz Frambach - Huguinho (amigo de Domênico)
  • Aury Porto - Marconi
  • Bento Ribeiro - Juca (João Carlos)
  • Bertrand Duarte - Nestor
  • Bruno Bezerra - Gabriel
  • Carl Schumacher - Adalberto Galdino
  • Carla Andréa - Júnia
  • Carla Tausz - Roseli
  • Carlos Meceni - promotor no julgamento de Donatela
  • Charle Myara - juiz de paz
  • Cláudia Provedel - Cibele Fernandes
  • Cláudio Albuquerque - Edu
  • Cláudio Galvan - Ernesto
  • Cristiana Peres - Flora (jovem)
  • Cyria Coentro - Bianca
  • Daniel Barcellos - Roberval
  • Daniel Belmonte - paulinho
  • Daniela Fontan - Rosa
  • Deco Mansilha - Marcelo Fontini (jovem)
  • Docimar Moreyra - Zezé
  • Douglas Simon - policial que atende á denúncia do assassinato de Dodi no rancho
  • Deivy Rose - Alice Salvatore
  • Dida Camero - Dinorá Sampaio
  • Dionísio Neto - Tito
  • Edmilson Barros - Adailton
  • Edmo Luís - Reinaldo
  • Elisabeth Braga - Senhora no ponto de ônibus
  • Emerson Montovani - Jornalista
  • Fabíula Nascimento - Luzia
  • Farneto Farah - vizinho de Pedro
  • Fausto Silva - como ele mesmo
  • Fiorella Mattheis - Cristal
  • Fernanda de Freitas- Luana
  • Fernanda Padilha - Donatela (jovem)
  • Geninha da Rosa Borges - Dona Angelina
  • Giácomo Pinotti - Mário
  • Gilberto Hernandez - Detetive Borges
  • Gustavo Ottoni - promotor de Justiça
  • Hebert Freitas - Rapaz no ponto de ônibus
  • Isabelle Drummond - Carla
  • João Carlos Andreazza - Durval
  • Junior Prata Caminhoneiro
  • Lui Strassburger - delegado
  • Luiz Ramalho - Baiano (Donato Moura)
  • Magali Biff - Gislaine
  • Mariah da Penha - Jurema
  • Mário Hermeto - Tony (Antônio Pereira)
  • Marcelo Souto Maior - Celinho
  • Marcelo Várzea - médico responsável pela cirurgia de Zé Bob
  • Marcia Otto - ajudante de Stela
  • Márcio Ribeiro - patrão de Halley na transportadora
  • Maximilian Marian Rêssier : Irino Rosa
  • Miguel Nader - Taruga
  • Milton Andrade - juiz no julgamento de Donatela
  • Mitzi Evelyn - Luciana
  • Nêmora Cavalheiro - Bárbara
  • Noemi Gerbelli - Sofia
  • Osvaldo Baraúna - Jota
  • Paulo Ascenção - Detetive Paulão
  • Paulo Ivo - Sinval
  • Pietro Mário - padre do casamento de Céu e Orlandinho
  • Prazeres Barbosa - Tia Raimunda
  • Renata Tobelem - Maria
  • Rogério Romera - Darley
  • Ruy Rezende - Pereira
  • Suely Franco - Geralda
  • Sílvio Pozzato - mordomo de Flora no rancho
  • Suzana Abranches - camareira de hotel
  • Theodoro Cochrane - Bruno Aguiar (Bruninho)
  • Thomaz Franzese - Dr. Roberto
  • Thogun - Tonelada
  • Tina Kara - repórter
  • Victor di Mello - médico que coida de Alícia quando ela leva um tiro
  • William Ferreira - Mr. Johnson
  • William Vita - Ruy

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • A novela marcou a estreia do autor João Emanuel Carneiro no horário das 21h.
  • É a primeira novela do autor João Emanuel Carneiro a serem gravadas em São Paulo.
  • A Favorita foi elogiada por subverter os modelos folhetinescos vigentes e por apresentar uma história com poucos personagens, concentrada em uma trama central, com bons ganchos e sem “barriga”. Também ousou nos núcleos paralelos ao fugir dos estereótipos e mostrar diferentes abordagens em relação aos negros, à família e à defesa dos homossexuais.
  • Segundo a antropóloga Esther Hamburger, A Favorita inaugurou um novo ritmo na teledramaturgia e, ao mesmo tempo, resgatou o maniqueísmo abandonado pelos autores nas últimas décadas anteriores à novela. Para ela, os heróis estavam cada vez mais anti-heróis e muitos vilões tinham um lado humano. Em A Favorita, a vilã Flora (Patrícia Pillar) rouba, mente, mata e, como se não bastasse, odeia a filha.
  • João Emanuel Carneiro contou que encontrou dificuldades em equilibrar a torcida do público entre Flora e Donatela (Claudia Raia), como era sua intenção na primeira fase da novela. Os telespectadores tomaram as dores de Flora e embarcaram em suas mentiras, e nada do que ele fizesse para fazer com que gostassem de Donatela dava certo. O autor atribui a preferência ao fato de a primeira ser pobre e, a segunda, rica. Segundo ele, o público tende a associar qualidades e virtudes a personagens de baixo poder aquisitivo, assumindo uma visão preconceituosa em relação aos ricos.
  • Patrícia Pillar foi um dos destaques da trama, entrando para o time das grandes vilãs das telenovelas. Flora tinha sempre xingamentos à ponta da língua quando se referia a seus desafetos: Lara (Mariana Ximenes) era chamada de “purgante” ou “vaquinha”, por ser filha adotiva da “vaca” Donatela (Claudia Raia).
  • Para viver sua personagem, Patrícia Pillar visitou o presídio feminino Talavera Bruce, em Bangu (zona oeste do Rio), para conhecer a realidade das detentas. Também contou com a colaboração da instrutora de dramaturgia Paloma Riani e da psicanalista Kátia Achcar, que a ajudaram na construção da subjetividade de Flora.
  • Claudia Raia contou com a ajuda do ator Cacá Carvalho e da atriz e instrutora de dramaturgia Rosana Garcia (a primeira Narizinho do Sítio do Picapau Amarelo) para dar corpo a Donatela, uma das poucas personagens dramáticas que fez na TV.
  • O ator Jackson Antunes chegou a ser agredido na rua por um telespectador, revoltado com as atitudes do personagem Leonardo. Por conta de uma trombose, ele estava de muletas quando sofreu a agressão, e teve de ficar internado durante três dias num hospital.
  • Juliana Paes deixou a novela para protagonizar Caminho das Índias (2009), de Gloria Perez.
  • Nos sete meses de exibição da novela, a Central de Atendimento ao Telespectador atendeu vários pedidos do público, com destaque para informações sobre o corte de cabelo de Lara e onde encontrar as espalhafatosas camisas de Dodi (Murilo Benício).
  • O ator Leonardo Medeiros fez sua estreia em novelas da TV Globo como intérprete do prefeito Elias. Ele já havia trabalhado nas minisséries A Muralha (2000), Os Maias (2001) e Amazônia – de Galvez a Chico Mendes (2007), além de já contar com mais de 21 filmes e uma dezena de peças de teatro em sua trajetória.
  • A novela tornou conhecido o ator Bento Ribeiro, filho do escritor João Ubaldo Ribeiro. Bento interpretou o personagem Juca, que se envolve com a caminhoneira Cida (Claudia Ohana), filha de Iolanda (Suzana Faíni) e Copola (Tarcísio Meira), caracterizando o romance de uma mulher madura com um rapaz mais jovem.
  • O apresentador Fausto Silva fez uma participação especial na novela, na cena em que Cassiano (Thiago Rodrigues) e Augusto César (José Mayer) se apresentam no programa Domingão do Faustão.
  • A novela ganhou uma paródia no humorístico Casseta e Planeta, Urgente!, chamada A Periquita.

Exibição[editar | editar código-fonte]

A novela foi exibida pela Rede Globo de 2 de junho de 2008 até 16 de janeiro do ano seguinte, quando foi ao ar o último capítulo, totalizando 197 capítulos. Se considerar a reprise desse último capítulo, apresentada no dia 17 de janeiro, são 198 capítulos. A trama era exibida inicialmente no horário das 20h55min, passando com o tempo a ser exibida cada vez mais tarde, chegando às 21h10. Isso aconteceu uma semana após o horário de verão, pois a emissora decidiu alterar os horários de seus programas a partir de Malhação, para não perder a audiência de suas tramas e telejornais.[15]

Abertura[editar | editar código-fonte]

A abertura não dá indícios sobre qual das duas personagens principais, Flora e Donatela, seria a protagonista e qual seria a antagonista. Deste modo, nos créditos de abertura os nomes de Patrícia Pillar e Cláudia Raia sempre apareceram em ordens diferentes e aleatórias. Apesar disso, algumas pessoas dizem que a abertura deixou algumas pistas sobre o desenvolvimento da trama ao mostrar Flora na maior parte do tempo no lado preto das imagens e Donatela do lado branco, além de que, quando Flora está segurando o bebê, nota-se que a tela não está dividida, isto é, só há o lado preto neste trecho da abertura. Ligando isso ao fato da cor branca significar o bem e a cor preta, seu antônimo, o mal, muitos especularam que isso significava que Flora seria a antagonista, e Donatela a protagonista da trama, além do mais, o tiro que teria matado Marcelo, saía do lado esquerdo do vídeo, ou seja, o lado em que Flora era descrita.[16]

Audiência[editar | editar código-fonte]

O primeiro capítulo da novela A Favorita marcou a pior audiência de estréia de uma novela das 21h da Rede Globo: foram registrados 35 pontos e 49% de participação. Os baixos índices deveram-se à exibição, no mesmo dia, do último capítulo da novela Caminhos do Coração, da Rede Record.[17]

A trama bateu recorde de audiência no capítulo 56, exibido em 5 de agosto: foram alcançados 46 pontos de média e 65% de participação. Neste capítulo foi revelada a identidade da verdadeira assassina da trama, no caso, a Flora.[18]

Na quarta-feira, 31 de dezembro, a novela obteve a sua menor média: 25 pontos de média com picos de 32 pontos. Essa queda gigantesca deu-se ao fato de este ser o último dia do ano, portanto noite de réveillon, dia em que não há tantas pessoas em casa. No mesmo dia, a novela Três Irmãs também marcou uma marca ruim de 19 pontos, e a novela Negócio da China, por sua vez também teve uma baixa audiência com 18 pontos.[19]

No penúltimo capítulo, exibido no dia 15 de janeiro de 2009, a trama registrou média de 52 pontos, picos de 55 pontos e um share de 76% (o maior índice em cinco anos, desde Senhora do Destino, de Aguinaldo Silva, em 2004).[20] [21] No capítulo, Flora invade a festa de casamento de Donatela e Zé Bob, esfaqueia Silveirinha e vai à lua-de-mel do casal.

Seu último capítulo, exibido no dia 16 de janeiro, obteve uma média de 52 pontos com picos de 55 e share de 69,4%, mais baixa que seu penúltimo capítulo.[22] A reprise de seu último capítulo marcou uma boa média de 34 pontos.[21] A novela fechou com média de 40 pontos na Grande São Paulo.[23]

Repercussão[editar | editar código-fonte]

Além de premiada pela crítica, a história foi bem recebida pelo público. Flora conquistou a audiência no início da trama, fazendo-se passar por inocente. Quando foi descoberta que era ela a verdadeira assassina, a maior parte do público se chocou, pois acreditava que a verdadeira vilã era Donatela.[24]

De acordo com a crítica, a personagem Flora é considerada a maior vilã da história da teledramaturgia brasileira, ganhando da personagem Odete Roitman da novela Vale Tudo, interpretada por Beatriz Segall. Referindo-se à virada na história da personagem ao longo da novela, o doutor em teledramaturgia Mauro Alencar, da Universidade de São Paulo (USP), disse: "A virada foi incrível. O trabalho da Patrícia está muito bom". Destacaram-se o olhar angelical e jeito dissimulado que Patrícia Pillar imprimiu à Flora.[25]

A novela ganhou também uma paródia do Casseta e Planeta, Urgente!, A Periquita, como o grupo humorístico faz com praticamente todas as telenovelas do horário nobre da Rede Globo.[26] [ligação inativa] Já o site oficial de Maurício Ricardo, o Charges.com.br, parceiro da emissora, parodiou a novela como A Preterida.[27]

Exibição Internacional[editar | editar código-fonte]

Na Argentina a novela foi exibida a partir do dia 21 de setembro de 2008 com o nome de La favorita: Entre la pasión y la traición.

No Chile, foi exibida pelo Canal 13. Agora novamente em 2014.

No Sérvia, foi exibida pelo RTV 1.

Em Portugal, está sendo exibida pela SIC[28] Sua exibição terminou no dia 23 de junho de 2009, conquistando o 4º lugar dos programas mais vistos do dia, com 9.0% de rating.[29] [ligação inativa]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

A trama de João Emanuel Carneiro tem sido indicada a receber vários prêmios. A novela foi vitoriosa nos prêmios:

Prêmio Qualidade Brasil 2008[30]

Troféu Raça Negra[31]

Prêmio Extra de Televisão[32]

18º Prêmio FestNatal — Os Favoritos do Público[33]

Prêmio APCA[34]

Prêmio QUEM Acontece 2008[35]

Troféu Imprensa (2009)

Melhores do Ano 2008 — Domingão do Faustão[42]

Prêmio Contigo!

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

Nacional[editar | editar código-fonte]

Capa: Patrícia Pillar e Cláudia Raia

  1. "É o Que Me Interessa" - Lenine (tema de Flora)
  2. "Amado" - Vanessa da Mata (tema de Lara)
  3. "Sou Dela" - Nando Reis (tema geral)
  4. "Não Vou Me Adaptar" - Arnaldo Antunes & Nando Reis
  5. "Quantas Vidas Você Tem?" - Moska (tema de Rita e Didu)
  6. "Fala" - Ritchie (tema de Augusto César e Máira)
  7. "Tudo Passa" - Túlio Dek (participação especial de Di Ferrero) (tema de Haley)
  8. "Pa' Bailar" - Bajofondo (tema de Abertura)
  9. "Mulher Sem Razão" - Adriana Calcanhotto (tema de Donatela e Zé Bob)
  10. "Morena dos Olhos d'Água" - Chico Buarque
  11. "O Tempo Vai Apagar" - Zé Renato (tema de Rita)
  12. "Me Abrace (Abrázame)" - Camila e Wanessa Camargo (tema romântico geral)
e ainda

Sertaneja[editar | editar código-fonte]

Capa: os desenhos da abertura da novela que representam Flora e Donatela tocando violão

  1. "Tem Que Ser Você" - Victor & Léo (tema de Céu)
  2. "Sinônimos" - Chitãozinho & Xororó (participação especial de Zé Ramalho) (tema de Flora)
  3. "Difícil Não Falar de Amor" - Daniel
  4. Por Favor, Reza pra Nóis - Leonardo (tema geral)
  5. "A Chapa Vai Esquentar" - Rud & Robson (tema de Locação)
  6. "Talvez" - César Menotti & Fabiano
  7. "De Tanto Te Querer (Ao Vivo)" - Jorge & Mateus (tema romântico geral)
  8. "Se é Pra Falar de Amor" - Mateus & Cristiano (tema de Cida)
  9. "Ainda Ontem Chorei de Saudade (Ao Vivo)" - Edson & Hudson (tema de Damião e Greice)
  10. "Cabecinha no Ombro" - Bruno & Marrone (tema geral)
  11. "Vida Louca" - Rionegro & Solimões
  12. "Meu Primeiro Amor (Lejania)" - Roberta Miranda (tema de Irene e Copola)
  13. "Saudades de Matão (Ao Vivo)" - Chitãozinho & Xororó
  14. "Andorinha" - Victor & Renan (tema de Mariana e Shiva Lênin)
  15. "Mala Pronta (Ao Vivo)" - Hugo Pena & Gabriel
e ainda mais


Internacional[editar | editar código-fonte]

Capa: Mariana Ximenes

  1. "Viva La Vida" - Coldplay (tema geral)
  2. "Bottle It Up" - Sara Bareilles (tema de Dedina)
  3. "I'm Yours" - Jason Mraz (tema de Cassiano e Alícia)
  4. "Carry You Home" - James Blunt (tema de Augusto César e Diva)
  5. "Love Is Noise" - The Verve
  6. "That's Not My Name" - The Ting Tings (tema geral)
  7. "Blame" - Tiago Iorc (tema de Halley, Orlandinho e Céu)
  8. "Fidelity" - Regina Spektor (tema de Lara)
  9. "Sweet About Me" - Gabriella Cilmi (tema de Catarina e Stela)
  10. "No Substitute Love" - Estelle (tema de Céu)
  11. "Baby When The Light" - David Guetta (tema para as festas)
  12. "Pumpkin Soup" - Kate Nash (tema de Locação)
  13. "Young Folks" - Peter Bjorn and John (tema de Céu e Orlandinho)
  14. "Monsoon" - Tokio Hotel (tema de Flora)

Instrumental[editar | editar código-fonte]

Capa: logotipo da novela

  1. A Favorita
  2. Adiós
  3. Tema para Zé Bob
  4. Solitude
  5. Tema para Triunfo
  6. Ruas de São Paulo
  7. Rondó & Lágrima
  8. Lembranças
  9. Tema para Donatela e Pedro
  10. Tema para Dodi
  11. Mistérios de Flora
  12. Pelo Caminho
  13. Corações de Metal
  14. Tango 3

Observação: Trilha sonora instrumental composta por Alberto Rosenblit.

Referências

  1. Gshow (19 de abril de 2013). Imperdível! A partir de segunda-feira, Novelão relembra A Favorita Novelão - Vídeo Show. Visitado em 02 de setembro de 2014.
  2. http://rd1.ig.com.br/televisao/globo-recorre-a-a-favorita-para-alavancar-video-show/174814
  3. DVD A Favorita - 15 discos Globo Marcas. Visitado em 02 de setembro de 2014.
  4. Redação (20 de agosto de 2014). Novela A Favorita volta em box de DVDs da Globo com almofada de brinde UOL Vírgula. Visitado em 02 de setembro de 2014.
  5. Patrícia Kogut. . "João Emanuel Carneiro, autor de 'A favorita': 'O telespectador não perdoa os ricos'". Revista da TV. Visitado em 23 de janeiro de 2009.
  6. a b Laura Mattos (3 de maio de 2008). Novo autor de novelas das oito fura "panelinha" da Globo Folha Online Folha.com. Visitado em 23 de janeiro de 2009.
  7. Olho Vivo. (2 de junho de 2013). ""A favorita": um mistério que completa cinco anos". Visitado em 23 de janeiro de 2009.
  8. Com a palavra, João Emanuel Carneiro! Globo Vídeo Video.globo.com. Visitado em 23 de janeiro de 2009.
  9. Juliana Paes vai deixar novela "A Favorita" Folha Online Folha.com (5 de junho de 2008). Visitado em 23 de janeiro de 2009.
  10. Ângela Vieira teria pedido para deixar novela Tribuna do Sol Tribunadosol.com.br (29 de setembro de 2008). Visitado em 23 de janeiro de 2009.
  11. Venci um obstáculo interpretando Orlandinho, diz ator Terra Terra Networks (27 de dezembro de 2008). Visitado em 23 de janeiro de 2009.
  12. Fábio Assunção se afasta de novela para resolver problemas pessoais Folha Online Folha.com (11 de fevereiro de 2008). Visitado em 23 de janeiro de 2009.
  13. Donatela muda o visual Meio Norte Meionorte.com (22 de agosto de 2008). Visitado em 23 de janeiro de 2009.
  14. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z aa ab ac ad ae af ag ah ai aj ak al am an ao ap aq ar as at au av aw ax ay az ba bb bc bd be bf bg bh bi Conheça o elenco completo de A Favorita teledramaturgia.com.br. Visitado em 8 de junho de 2013.
  15. Audiência das novelas da Globo sobe no Ibope com mudança de horário Na Telinha — UOL Universo Online (28 de outubro de 2008). Visitado em 21 de novembro de 2008.
  16. Abertura de "A Favorita" já indicava Flora como assassina Folha Online - Ilustrada Folha.com. Visitado em 20 de janeiro de 2009.
  17. Andréia Takano (3 de junho). Estreia de A Favorita tem audiência abaixo das expectativas: 35 pontos O Fuxico Ofuxico.terra.com.br. Visitado em 21 de novembro de 2008.
  18. http://www.meionorte.com/noticias/entretenimento/com-revelacao-de-flora-como-assassina-a-favorita-bate-novo-recorde-de-audiencia-54625.html
  19. Patrícia Kogut (7 de janeiro de 2009). 'A Favorita' marca 40 no primeiro dia do ano. Veja as audiências O Globo. Visitado em 7 de janeiro de 2009.
  20. Patrícia Kogut (16 de janeiro de 2009). 'A Favorita' bate novo recorde de audiência O Globo. Visitado em 16 de janeiro de 2009.
  21. a b Patrícia Kogut (14 de janeiro de 2009). 'Maysa' cai para 23. Veja principais audiências O Globo. Visitado em 23 de janeiro de 2009.
  22. Patrícia Kogut (19 de janeiro de 2009). Último capítulo de A Favorita marca 50 pontos. Veja as principais audiências da TV Globo na sexta-feira. O Globo. Visitado em 19 de janeiro de 2009.
  23. Viver a Vida" tem pior audiência da década e recorde de merchandising Folha Online Folha.com (9 de maio de 2010). Visitado em 9 de maio de 2010.
  24. Mariana Trigo (21 de dezembro de 2008). 'A Favorita' é eleita a melhor novela de 2008 Terra.com.br - Gente & TV Exclusivo.terra.com.br. Visitado em 15 de janeiro de 2010.
  25. Sabrina Grimberg (11 de Agosto de 2008). Flora é pior que Odete O Dia Odia.terra.com.br. Visitado em 21 de novembro de 2008.
  26. Casseta e Planeta, Rede Site globo.com.
  27. A Preterira Universo Online. Visitado em 23 de janeiro de 2009.
  28. Um mês de Favorita na SIC Marktest.com (31 de julho de 2008). Visitado em 23 de janeiro de 2009.
  29. Título ainda não informado (favor adicionar) (PDF) Mediamonitor.pt.
  30. Prêmio Qualidade Brasil Prêmio Qualidade Brasil Premioqualidadebr.org.br. Visitado em 21 de novembro de 2008.
  31. Sexta edição do Troféu Raça Negra premia 31 personalidades em SP Troféu Raça Negra Trofeuracanegra.com.br (17 de novembro de 2008). Visitado em 21 de novembro de 2008.
  32. Décimo edição do Troféu Extra de Televisão Prêmio Extra de Televisão Extra.globo.com.
  33. FestNatal — Categoria: Melhor Atriz FestNatal Festnatal.com. Visitado em 23 de janeiro de 2009.
  34. APCA ESCOLHE OS MELHORES DAS ARTES EM 2008 APCA Apca.org.br (9 de dezembro de 2008). Visitado em 23 de janeiro de 2009.
  35. (10 de dezembro de 2008) "Conheça os vencedores do 2º Prêmio QUEM Acontece". Revista Quem. Visitado em 23 de janeiro de 2009.
  36. Personalidade do Ano — Patrícia Pillar Isto é Gente Terra Networks. Visitado em 23 de janeiro de 2009.
  37. A Favorita" vence quatro categorias na eleição "Melhores de 2008"; veja os escolhidos Uol Televisão Universo Online (19 de dezembro de 2008). Visitado em 23 de janeiro de 2009.
  38. "Prêmio Press 2008 — A imprensa gaúcha merece". Revista Press. Visitado em 23 de janeiro de 2009.
  39. Resultados — iG Gente — Famosos, Artistas, Celebridades, Personalidades iG Gente Gente.ig.com.br. Visitado em 23 de janeiro de 2009.
  40. Melhores do Ano Mdemulher.abril.com.br. Visitado em 1 de fevereiro de 2009.
  41. Claudia Raia entrega prêmio O Globo.
  42. Melhores do Ano — Domingão do Faustão Tvglobo.domingaodofaustao.globo.com. Visitado em 21 de agosto de 2009.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]