O Casarão

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O Casarão
Informação geral
Formato Telenovela
Duração 40 min. aproximadamente
Criador(es) Lauro César Muniz
País de origem Brasil
Idioma original Português
Produção
Elenco Paulo Gracindo
Yara Côrtes
Gracindo Júnior
Sandra Barsotti
Oswaldo Loureiro
Miriam Pires
e grande elenco.
Tema de abertura "O Casarão", Dori Caymmi
Transmissão original 7 de junho de 197610 de dezembro de 1976
N.º de episódios 168
Cronologia
Último
Último
Pecado Capital
Duas Vidas
Próximo
Próximo

O Casarão foi uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo entre 7 de junho e 10 de dezembro de 1976, em 168 capítulos, substituindo Pecado Capital e substituída por Duas Vidas.

Foi escrita por Lauro César Muniz e dirigida por Daniel Filho e Jardel Mello, com Daniel Filho como diretor geral.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

A telenovela narrava três épocas ao mesmo tempo: 1900, de 1926 à 1936 e a atualidade (na época), 1976, com conteúdo inquietante, ao abordar a decadência das tradicionais oligarquias cafeeiras paulistas, e com isso discutindo temas como feminismo, política, velhice, e principalmente a evolução do comportamento.

No município de Sapucaí, norte de São Paulo, 1900. O poderoso senhor de terras Deodato Leme (Oswaldo Loureiro) consegue, graças à sua influência política, que um ramal ferroviário seja instalado nos limites de sua propriedade, a fazenda Água Santa, e procurar, com isso um meio de facilitar o escoamento do café ali cultivado. Paralelamente, constrói nos domínios de Água Santa, um portentoso casarão, que testemunhará a saga de uma família ao longo de cinco gerações até à atualidade – 1976 – onde mora Carolina (Yara Côrtes), neta de Deodato Leme. Para contar a saga familiar, três épocas são enfocadas.

De 1900 à 1910: Maria do Carmo (Analu Prestes), filha de Deodato Leme, se apaixona por um imigrante português, Jacinto de Souza (Tony Correia), mas é obrigada pelo pai a casar com Eugênio Galvão (Edson França), o engenheiro responsável pela construção do ramal ferroviário. O ponto culminante dessa fase é a morte de Deodato, em 1906, numa emboscada armada pelo próprio genro, Eugênio, que, assim, assume o controle político da região.

1926 à 1936: Sapucaí, em pleno progresso, já não depende como antes da fazenda Água Santa. Aqui, um problema semelhante ao de Maria do Carmo é enfrentado por sua filha Carolina: ela ama o artista João Maciel (Gracindo Júnior), mas acaba se casando com Atílio (Dênis Carvalho), filho de Jacinto. Esse período marca o início da decadência da família, cuja fortuna sofre um abalo com a crise econômica mundial de 1929.

1976: Agora se afloram todos os problemas criados ao longo de anos de dificuldades. As terras de Água Santa são apenas a terça parte da fazenda original. E diversos fatores somam-se para determinar a derrocada final: o surto de industrialização, o êxodo rural, a própria decadência psicológica de seus proprietários. Diante deste quadro, os filhos de Atílio e Carolina são levados a transformar a fazenda num grande loteamento, enquanto o projeto de uma nova estrada ameaça o velho casarão.

É essa realidade que João Maciel encontra quando volta a Água Santa para reaver uma escultura que ali enterrara muitos anos antes. E seu relacionamento com Carolina torna-se tenso, pois ambos revivem o amor do passado. Com a morte de Atílio, Carolina decide reaproximar-se de João Maciel.

Ao final, o casarão é vítima de uma amarga coincidência histórica: a nova ferrovia passará exatamente pelo lugar onde ele está. Nascido do progresso que a antiga estrada trouxera, ele desaparecerá por circunstâncias semelhantes. A cena final da novela foi considerada uma das mais lindas da história das telenovelas. Depois da morte de Atílio, Carolina chega ao encontro marcado com João Maciel, na Confeitaria Colombo, perguntando a ele se estava muito atrasada e obtendo como resposta:"Só quarenta anos!"

Elenco[editar | editar código-fonte]

Terceiro período: 1976[editar | editar código-fonte]

Segundo período 1926 a 1936[editar | editar código-fonte]

Primeiro período: 1900[editar | editar código-fonte]

Reprise[editar | editar código-fonte]

O Casarão foi reapresentado numa versão compacta de somente 18 capítulos, entre 21 de março até 9 de abril de 1983, contra 168 capítulos da exibição original. Substituindo Sol de Verão, de Manoel Carlos, protagonizada por Jardel Filho, que veio a falecer, em 20 de fevereiro de 1983, durante a exibição da novela, abalando a todos e antecipando o termino da novela, e a emissora ainda não tinha uma novela substituta pronta. Louco Amor, de Gilberto Braga, foi a substituta oficial da novela, estrearia somente 3 semanas depois, em 11 de abril de 1983.

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

Nacional[editar | editar código-fonte]

  1. "Fascinação" - Elis Regina
  2. "Latin Lover" - João Bosco
  3. "Menina do Mato" - Márcio Lott
  4. "Carolina" - Aquarius
  5. "Quibe Cru" - Chico Batera
  6. "Só Louco" - Gal Costa
  7. "Nuvem Passageira" - Hermes de Aquino
  8. "Coisas da Vida" - Rita Lee
  9. "Tangará" - Coral Som Livre
  10. "A Dor a Mais" - Francis Hime
  11. "Capricho" - Nara Leão
  12. "O Casarão" - Dori Caymmi - (tema de abertura)
  13. "Retrato" - Sueli Costa

Internacional[editar | editar código-fonte]

  1. "The Hands Of Time (Brian's Song)" - Perry Como
  2. "Theme From S.W.A.T." - Music Corporation
  3. "Forever Alone" - Steve McLean
  4. "I Need To Be In Love" - Carpenters
  5. "Call Me" - Andrea True Connection
  6. "Angel" - Jullian
  7. "When You're Gone" - Maggie McNeall
  8. "Living" - Alain Patrick
  9. "I'm Easy" - Keith Carradine
  10. "My Life" - Michael Sullivan
  11. "Honey, Honey" - ABBA
  12. "Girl Of The Past" - Peter McGreen
  13. "California Dreamin'" - The Vast Majority
  14. "Miss You Nights" - Cliff Richard
  15. "Nostalgia" - Francis Goya
  16. "Sharing The Night Together" - Arthur Alexander
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