O Cruzeiro (revista)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Capa de uma das primeiras edições.

O Cruzeiro é uma revista semanal ilustrada, lançada no Rio de Janeiro, em 10 de Novembro de 1928, editada pelos Diários Associados, de Assis Chateaubriand. Carlos Malheiro Dias foi seu diretor no período de 1928 a 1933, sendo sucedido por Antonio Accioly Netto[1] . Foi a principal revista ilustrada brasileira da primeira metade do século XX[1] . Deixou de circular em julho de 1975.

Estabeleceu uma nova linguagem na imprensa brasileira: inovações gráficas, publicação de grandes reportagens, ênfase ao fotojornalismo[2] . Fortaleceu a parceria com as duplas repórter-fotógrafo, a mais famosa sendo formada por David Nasser e Jean Manzon que, nos anos 40 e 50, fizeram reportagens de grande repercussão[3] .

A revista deixou claro em seu primeiro editorial que se diferenciava de suas “irmãs mais velhas que nasceram das demolições do Rio Colonial”, colocando-se na vanguarda da modernidade aliando seu nome a tecnologias modernas: “O Cruzeiro encontrará ao nascer o arranha-céu, a radiotelefonia e o correio aéreo”.[4] [5]

Em 1941, O Cruzeiro também passou a ser o nome da Editora do grupo Diários Associados[6]

Entre seus diversos assuntos, a revista O Cruzeiro contava fatos sobre a vida dos astros de Hollywood, cinema, esportes e saúde. Ainda contava com seções de charges, política, culinária e moda.

Cobrindo o suicídio de Getúlio Vargas em agosto de 1954 a revista atingiu a impressionante tiragem de 720.000 exemplares. Até então, o máximo alcançado fora a marca dos 80.000. Daí em diante, o número se manteve.

Nos anos 60, O Cruzeiro entrou em declínio por má gestão, com o desuso de suas fórmulas e o surgimento de novas publicações, como as revistas Manchete e Fatos & Fotos. O fim da revista aconteceu em julho de 1975, com a consagração definitiva do instantâneo meio televisivo em favor dos impressos e o fim do império dos Diários Associados de Chateaubriand.

Colaboradores[editar | editar código-fonte]

Foram notáveis os seus colaboradores nas várias seções[1] [7] :

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. a b c Accioly Netto. O Império de papel: os bastidores de O Cruzeiro. Porto Alegre: Sulina, 1998. 166 pp. (Ilustrado)
  2. Scalzo, Marília. Jornalismo de revista. São Paulo: Contexto, 2003 páginas= 112. p. 30.
  3. Carvalho, Luiz Maklouf. Cobras criadas: David Nasser e O Cruzeiro. São Paulo: Senac, 2001. 599 pp.
  4. (10 de novembro) "editorial". O Cruzeiro 1 (1) p. 3.
  5. Carvalho, Fabio Reynol de. Ciência de Almanaque: como as imagens de Eu Sei Tudo construíram uma guerra. Campinas: Universidade Estadual de Campinas, 2011. Página visitada em 27 fev 2013.
  6. Jacques Alkalai Wainberg. Império de palavras. [S.l.]: EDIPURS, 2003. 169 pp. 9788574303765
  7. Enciclopédia Barsa universal. São Paulo: Barsa Planeta, 2007. p. 1709. 18 vol. vol. 5.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre uma revista é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.