Fotojornalismo
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O fotojornalismo preenche uma função bem determinada e tem características próprias. O impacto é elemento fundamental. A informação é imprescindível.
É na fotografia de imprensa, um braço da fotografia documental, que se dá um grande papel da fotografia de informação, o fotojornalismo. É no fotojornalismo que a fotografia pode exibir toda a sua capacidade de transmitir informações. E essas informações podem ser passadas, com beleza, pelo simples enquadramento que o fotógrafo tem a possibilidade de fazer. Nada acontece hoje nas comunicações impressas sem o endosso da fotografia.
Existem, basicamente, quatro gêneros de fotografia jornalística:
- As fotografias sociais: Nessa categoria estão incluídas a fotografia política, de economia e negócios e as fotografias de fatos gerais dos acontecimentos da cidade, do estado e do país, incluindo a fotografia de tragédia.
- As fotografias de esporte: Nessa categoria, a quantidade de informações é o mais importante e o que influi na sua publicação.
- As fotografias culturais: Esse tipo de fotografia, tem como função chamar a atenção para a notícia antes de ela ser lida e nisso a fotografia é única. Neste item podemos colocar um grande segundo grupo, a esportiva, pois no fotojornalismo o que mais vende após a polícia é o esporte.
- As fotografias policiais: muitos, quase todos os jornais exploram do sensacionalismo para mostrar acidentes com morte, marginais em flagrante, para vender mais jornais e fazer uma média com os assinantes. Pode-se dizer que há uma rivalidade entre os jornais para ver qual aquele que mostra a cena mais chocante num assalto, morte, acidente de grande vulto.
A fotografia nos meios de comunicação social, principalmente em impressos (jornais, revistas e folhetos) é o mais importante, sem uma imagem o material fica pobre.
A fotografia em preto e branco publicada em jornais, existe há mais de cem anos e é uma das características do fotojornalismo. Embora, a fotografia colorida tenha ganhado espaço nessa categoria, no início dos anos 70 com as revistas semanais como Veja e Leia (revistas brasileiras).
Índice |
[editar] História do Fotojornalismo
Os daguerreótipos obtidos pelos irmãos Natterer em 1841, retratando a procissão de centésimo aniversário de Joseph II, em Viena, foram o primeiro registro fiel de um evento a ser divulgado. O curto tempo de exposição - apenas um segundo, o que levou as imagens a serem intituladas Sekundebilder - permitiu, pela primeira vez, o congelamento do movimento.
O final do século XIX e início do século XX vê o aparecimento de películas cada vez mais sensíveis. Isso irá permitir o registro da ação durante seu desenrolar, o que acabará por se tornar a característica definidora do fotojornalismo.
[editar] Técnica
Com o passar dos tempos os repórteres-fotográficos desenvolvem o que podemos chamar de visão periférica, uma graduação maior de visão.Os graus de visão do repórter aumentam por ter que cuidar à distancia e próximo, exemplo claro disso é o futebol, onde ambos extremos são utilizados.
[editar] Fotojornalismo independente
A idéia do fotojornalismo independente surgiu na França após a II Guerra Mundial. Formou-se agencia de fotografos com um mesmo objetivo: ter liberdade de pauta, discutir os trabalhos realizados, se aprofundar nas reportagens e sobretudo lutar pelos direitos autorais e a posse dos negativos originais. A Agência Cooperativa Magnum, fundada em 1947 em Paris, por quatro fotografos: Henri Cartier-Bresson, Robert Capa, David Seymour e George Rodger, foi a pioneira. O movimento de reconstrução da Europa e o progresso tecnológico exigido pela destruição da guerra proporcionaram a criação de uma forma nova de fazer e comercializar a fotografia e discutir sua função. Paris, pela sua importância geográfica e ideológica, facilitava isso. A criação dessa nova forma de agenciar imagens viria modificar toda a história do fotojornalismo no mundo.
[editar] Agências de notícias
Com o tempo, as Agências de Notícias proliferaram-se, e hoje muitos jornais de pequeno e médio porte criam agências, agenciando seus fotógrafos para venda de seus trabalhos e em redes de jornais a circulação interna das fotografias. Podemos observar sobre as imagens a agência ou a abreviatura.
[editar] Paparazzi
Com a História da morte da princesa Diana se criou um folclore sobre os Paparazzi, esses fotógrafos de ocasião podem chegar a ficar famosos em virtude de suas fotos. Estar a postos com uma câmara na mão basta para registrar uma imagem que pode render muito dinheiro, e também reputação. A cantora norte americana Britney Spears costuma ser alvo dos paparazzi que faturam milhões com fotos dela em ocasiões constrangedoras , certas partes dos EUA já adotaram políticas contra este tipo de profissional.
[editar] Crédito fotográfico - direito autoral
No Brasil a lei do direito autoral garante ao fotógrafo, pode ser a primeira de sua vida, mas que tenha o nome do seu autor. Ao observarmos as publicações de renome e as que são dignas publicam num cantinho da fotografia o nome do fotógrafo, mesmo que acompanhado de possível Agência de Notícias, bem como seu veículo de comunicação. O crédito fotográfico obrigatório em todas as publicações, mundialmente conhecido como tal onde o nome do fotógrafo deve constar na obra.
[editar] Fotografia publicada
Na maioria dos meios de comunicação os fotógrafos independentes ganham por foto publicada, então, se enviam dezenas de fotografias e só uma for publicada só receberão por ela. Para muitos, principalmente quem está iniciando é algo muito bom ver seu crédito fotográfico.
[editar] Fotojornalistas brasileiros
- Antonio Augusto Fontes: Nasceu em João Pessoa, Paraíba, em 1948, o fotógrafo Antonio Augusto Fontes viveu de 1971 a 1973 nos Estados Unidos, realizando o ensaio A América e os Americanos. Em 1974 estabeleceu-se no Rio de Janeiro. De 1975 a 1980 consultor técnico do arquivo fotográfico do Centro de Pesquisa e Documentação da Fundação Getúlio Vargas e do Arquivo Nacional. Trabalhou como fotógrafo das revistas Veja (1982 a 1984), Exame (1982 a 1984) e IstoÉ (1984 a 1986).
- Emidio Luisi: Nasceu em Sacco, no Sul da Itália, em 1947, com 7 anos de idade o fotógrafo Emidio Luisi radicou-se no Brasil. Começou a fotografar no final da década de 70, especializando-se em fotojornalismo, etnofotografia, espetáculos de dança e teatro. Coordena oficinas de ensino de fotografia em várias cidades brasileiras. Recebeu o XI Prêmio Abril de Fotojornalismo. Dirige a Agência Fotograma de Fotojornalismo e Documentação em São Paulo.
- Evandro Teixeira, fotógrafo do carioca Jornal do Brasil desde 1963, cobriu a morte de Pablo Neruda no Chile e publicou livros sobre o centenário de Canudos. Outras coberturas fotográficas famosas foram a da Passeata dos Cem Mil e o confronto entre estudantes e a polícia na Candelária, no Rio, eventos marcantes durante os Anos de Chumbo.
- Gervásio Baptista: Nasceu na Bahia, no Brasil. Registrou vários momentos da história do Brasil e mundial.
- João Noronha: Fotojornalista e publicitário, nasceu no dia 24 de novembro de 1955 na cidade de Franca SP. Já viajou o Brasil com sua câmera e registrou momentos políticos importantes da história e também a Cultura Brasileira. Conquistou a Menção Honrosa no Concurso Nacional “Vladimir Herzog, 1991”, com a foto "Violência Urbana no Brasil”, imagem captada na Cidade de São Paulo (SP). Medalha de Bronze no concurso internacional “INTERPRESS-PHOTO”,no ano de 1991, com a foto mesma foto, "Violência Urbana no Brasil”, imagem veiculada em mais de 100 paises. Em 2006, segunda colocação no concurso para o calendário realizado pela Polícia Militar do Paraná com a foto “Renascer”, cena de resgate de uma tentativa de suicídio. Free-lancer, vive em Curitiba - PR desde 2000 e dirige a Agência Brazil Press.
- José Medeiros:"Pioneiro do fotojornalismo no Brasil". A respeito, veja o livro "Olho da Rua -- O Brasil nas Fotos de José Medeiros; Aprazível Edições; 228 páginas.(Revista Veja, 02.11.2005, pág. 114);
- Juca Martins: Nasceu em Barcelos, Portugal, em 1949, vive em São Paulo desde 1957. Inicia carreira de fotojornalista em 1969, tendo atuado nos principais veículos de comunicação do País. Em 1979 fundou a Agência F4; no final da década de 80 registrou intensamente a repressão policial aos movimentos sindicalistas paulistas, tendo recebido, entre outros, os prêmios Esso de Fotografia, Wladimir Herzog de Direitos Humanos e, por duas vezes, o Internacional Nikon. Atualmente dirige a agência Olhar Imagem em São Paulo. www.olharimagem.com
- Juvenal Pereira: Nasceu em Romaria, Minas Gerais, em 1946, iniciou carreira como fotógrafo free-lancer para os jornais de Belo Horizonte e na sucursal da revista O Cruzeiro. De 1971 a 1974 trabalhou na sucursal de O Cruzeiro de Salvador, Bahia. Em 1974 viveu no Rio Grande do Sul, registrando a vida e os costumes gaúchos, e, neste período, trabalhou como free-lancer para o jornal Zero Hora, de Porto Alegre. Viveu em Brasília de 1975 a 1981, fotografando para as revistas Veja e IstoÉ e para os jornais Correio Braziliense, Diário de Brasília e Jornal de Brasília. Um dos fundadores da União dos Fotógrafos de Brasília, do Núcleo dos Amigos da Fotografia (Nafoto), em São Paulo, e criador do evento bienal Mês Internacional da Fotografia. Vive em São Paulo desde 1981, onde fotografa como free-lancer para jornais e revistas do País e do exterior.
- Marcos Prado: Nasceu no Rio de Janeiro, em 1961, é formado em fotografia pelo Brooks Institute of Photography de Santa Barbara (EUA). De volta ao País em 1987, trabalhou até 1992 como fotógrafo da revista Trip. Neste período empreendeu várias viagens ao Oriente, engajando-se, com seu trabalho, na causa da independência do Tibet. Até 1995, desenvolvendo uma extensa documentação étnica e política da população deste País. Como free-lancer, tem fotografado para os jornais Folha de S. Paulo, Jornal do Brasil e O Globo, e para as revistas estrangeiras The Look, Sunday Times e International Magazine of Photojournalism.
[editar] Referências Bibliográficas
FRIZOT, Michel. The New History of Photography. Köln: Könemann, 1998.
HORTON, Brian. Associated Press Guide to Photojournalism. New York: McGraw-Hill, 2000.
KEENE, Martin. Fotojornalismo: Guia Profissional. Lisboa: Dinalivro, 2002.
MARINOVICH, Greg. O Clube do Bangue-bangue"Instantâneos de uma Guerra Oculta"'. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.
SOUSA, Jorge Pedro. Uma História Crítica do Fotojornalismo Ocidental. Chapecó/Florianópolis: Letras Contemporâneas, 2004.
[editar] Ver também

