Fotojornalismo

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Um exemplo de fotografia jornalística: Migrant Mother, de Dorothea Lange (1936).

O fotojornalismo preenche uma função bem determinada e tem características próprias. O impacto é elemento fundamental. A informação é imprescindível.

É na fotografia de imprensa, um braço da fotografia documental, que se dá um grande papel da fotografia de informação, o fotojornalismo. É no fotojornalismo que a fotografia pode exibir toda a sua capacidade de transmitir informações. E essas informações podem ser passadas, com beleza, pelo simples enquadramento que o fotógrafo tem a possibilidade de fazer. Nada acontece hoje nas comunicações impressas sem o endosso da fotografia.

Existem, basicamente, quatro gêneros de fotografia jornalística:

  • As fotografias sociais: Nessa categoria estão incluídas a fotografia política, de economia e negócios e as fotografias de fatos gerais dos acontecimentos da cidade, do estado e do país, incluindo a fotografia de tragédia.
  • As fotografias de esporte: Nessa categoria, a quantidade de informações é o mais importante e o que influi na sua publicação.
  • As fotografias culturais: Esse tipo de fotografia, tem como função chamar a atenção para a notícia antes de ela ser lida e nisso a fotografia é única. Neste item podemos colocar um grande segundo grupo, a esportiva, pois no fotojornalismo o que mais vende após a polícia é o esporte.
  • As fotografias policiais: muitos, quase todos os jornais exploram do sensacionalismo para mostrar acidentes com morte, marginais em flagrante, para vender mais jornais e fazer uma média com os assinantes. Pode-se dizer que há uma rivalidade entre os jornais para ver qual aquele que mostra a cena mais chocante num assalto, morte, acidente de grande vulto.

A fotografia nos meios de comunicação social, principalmente em impressos (jornais, revistas e folhetos) é o mais importante, sem uma imagem o material fica pobre.

A fotografia em preto e branco publicada em jornais, existe há mais de cem anos e é uma das características do fotojornalismo. Embora, a fotografia colorida tenha ganhado espaço nessa categoria, no início dos anos 70 com as revistas semanais como Veja e Leia (revistas brasileiras).

Índice

[editar] História do Fotojornalismo

Os daguerreótipos obtidos pelos irmãos Natterer em 1841, retratando a procissão de centésimo aniversário de Joseph II, em Viena, foram o primeiro registro fiel de um evento a ser divulgado. O curto tempo de exposição - apenas um segundo, o que levou as imagens a serem intituladas Sekundebilder - permitiu, pela primeira vez, o congelamento do movimento.

O final do século XIX e início do século XX vê o aparecimento de películas cada vez mais sensíveis. Isso irá permitir o registro da ação durante seu desenrolar, o que acabará por se tornar a característica definidora do fotojornalismo.

[editar] Técnica

Com o passar dos tempos os repórteres-fotográficos desenvolvem o que podemos chamar de visão periférica, uma graduação maior de visão.Os graus de visão do repórter aumentam por ter que cuidar à distancia e próximo, exemplo claro disso é o futebol, onde ambos extremos são utilizados.

[editar] Fotojornalismo independente

A idéia do fotojornalismo independente surgiu na França após a II Guerra Mundial. Formou-se agencia de fotografos com um mesmo objetivo: ter liberdade de pauta, discutir os trabalhos realizados, se aprofundar nas reportagens e sobretudo lutar pelos direitos autorais e a posse dos negativos originais. A Agência Cooperativa Magnum, fundada em 1947 em Paris, por quatro fotografos: Henri Cartier-Bresson, Robert Capa, David Seymour e George Rodger, foi a pioneira. O movimento de reconstrução da Europa e o progresso tecnológico exigido pela destruição da guerra proporcionaram a criação de uma forma nova de fazer e comercializar a fotografia e discutir sua função. Paris, pela sua importância geográfica e ideológica, facilitava isso. A criação dessa nova forma de agenciar imagens viria modificar toda a história do fotojornalismo no mundo.

[editar] Agências de notícias

Com o tempo, as Agências de Notícias proliferaram-se, e hoje muitos jornais de pequeno e médio porte criam agências, agenciando seus fotógrafos para venda de seus trabalhos e em redes de jornais a circulação interna das fotografias. Podemos observar sobre as imagens a agência ou a abreviatura.

[editar] Paparazzi

Com a História da morte da princesa Diana se criou um folclore sobre os Paparazzi, esses fotógrafos de ocasião podem chegar a ficar famosos em virtude de suas fotos. Estar a postos com uma câmara na mão basta para registrar uma imagem que pode render muito dinheiro, e também reputação. A cantora norte americana Britney Spears costuma ser alvo dos paparazzi que faturam milhões com fotos dela em ocasiões constrangedoras , certas partes dos EUA já adotaram políticas contra este tipo de profissional.

[editar] Crédito fotográfico - direito autoral

No Brasil a lei do direito autoral garante ao fotógrafo, pode ser a primeira de sua vida, mas que tenha o nome do seu autor. Ao observarmos as publicações de renome e as que são dignas publicam num cantinho da fotografia o nome do fotógrafo, mesmo que acompanhado de possível Agência de Notícias, bem como seu veículo de comunicação. O crédito fotográfico obrigatório em todas as publicações, mundialmente conhecido como tal onde o nome do fotógrafo deve constar na obra.

[editar] Fotografia publicada

Na maioria dos meios de comunicação os fotógrafos independentes ganham por foto publicada, então, se enviam dezenas de fotografias e só uma for publicada só receberão por ela. Para muitos, principalmente quem está iniciando é algo muito bom ver seu crédito fotográfico.

[editar] Fotojornalistas brasileiros

  • Antonio Augusto Fontes: Nasceu em João Pessoa, Paraíba, em 1948, o fotógrafo Antonio Augusto Fontes viveu de 1971 a 1973 nos Estados Unidos, realizando o ensaio A América e os Americanos. Em 1974 estabeleceu-se no Rio de Janeiro. De 1975 a 1980 consultor técnico do arquivo fotográfico do Centro de Pesquisa e Documentação da Fundação Getúlio Vargas e do Arquivo Nacional. Trabalhou como fotógrafo das revistas Veja (1982 a 1984), Exame (1982 a 1984) e IstoÉ (1984 a 1986).
  • Emidio Luisi: Nasceu em Sacco, no Sul da Itália, em 1947, com 7 anos de idade o fotógrafo Emidio Luisi radicou-se no Brasil. Começou a fotografar no final da década de 70, especializando-se em fotojornalismo, etnofotografia, espetáculos de dança e teatro. Coordena oficinas de ensino de fotografia em várias cidades brasileiras. Recebeu o XI Prêmio Abril de Fotojornalismo. Dirige a Agência Fotograma de Fotojornalismo e Documentação em São Paulo.
  • José Medeiros:"Pioneiro do fotojornalismo no Brasil". A respeito, veja o livro "Olho da Rua -- O Brasil nas Fotos de José Medeiros; Aprazível Edições; 228 páginas.(Revista Veja, 02.11.2005, pág. 114);
  • Juca Martins: Nasceu em Barcelos, Portugal, em 1949, vive em São Paulo desde 1957. Inicia carreira de fotojornalista em 1969, tendo atuado nos principais veículos de comunicação do País. Em 1979 fundou a Agência F4; no final da década de 80 registrou intensamente a repressão policial aos movimentos sindicalistas paulistas, tendo recebido, entre outros, os prêmios Esso de Fotografia, Wladimir Herzog de Direitos Humanos e, por duas vezes, o Internacional Nikon. Atualmente dirige a agência Olhar Imagem em São Paulo. www.olharimagem.com
  • Juvenal Pereira: Nasceu em Romaria, Minas Gerais, em 1946, iniciou carreira como fotógrafo free-lancer para os jornais de Belo Horizonte e na sucursal da revista O Cruzeiro. De 1971 a 1974 trabalhou na sucursal de O Cruzeiro de Salvador, Bahia. Em 1974 viveu no Rio Grande do Sul, registrando a vida e os costumes gaúchos, e, neste período, trabalhou como free-lancer para o jornal Zero Hora, de Porto Alegre. Viveu em Brasília de 1975 a 1981, fotografando para as revistas Veja e IstoÉ e para os jornais Correio Braziliense, Diário de Brasília e Jornal de Brasília. Um dos fundadores da União dos Fotógrafos de Brasília, do Núcleo dos Amigos da Fotografia (Nafoto), em São Paulo, e criador do evento bienal Mês Internacional da Fotografia. Vive em São Paulo desde 1981, onde fotografa como free-lancer para jornais e revistas do País e do exterior.

[editar] Referências Bibliográficas

FRIZOT, Michel. The New History of Photography. Köln: Könemann, 1998.

HORTON, Brian. Associated Press Guide to Photojournalism. New York: McGraw-Hill, 2000.

KEENE, Martin. Fotojornalismo: Guia Profissional. Lisboa: Dinalivro, 2002.

MARINOVICH, Greg. O Clube do Bangue-bangue"Instantâneos de uma Guerra Oculta"'. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.

SOUSA, Jorge Pedro. Uma História Crítica do Fotojornalismo Ocidental. Chapecó/Florianópolis: Letras Contemporâneas, 2004.

[editar] Ver também


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