História do Sport Club Corinthians Paulista

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A história do Sport Club Corinthians Paulista cobre mais de um século de futebol do clube brasileiro baseado em São Paulo, fundado em 1 de setembro de 1910 e reconhecido como um dos mais bem-sucedidos entre as equipes do futebol do Brasil.

História[editar | editar código-fonte]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

O Corinthian Football Club (em foto do período 1896-1897), que inspirou a criação do Sport Club Corinthians Paulista

Poucos anos após sua chegada em São Paulo, o futebol tornou-se um dos esportes mais populares entre os paulistanos, tendo sua prática disseminada por diversas partes da cidade. Embora fosse jogado por todas as classes sociais, essas não se misturavam. Em 1901, cinco clubes de origem aristocrático e burguesa fundaram a Liga Paulista de Foot-Ball, a entidade que controlaria oficialmente o futebol local e organizou a primeira edição do Campeonato Paulista em 1902. Entre eles, estavam o Club Athlético Paulistano, o São Paulo Athletic Club[nota 1] e a Sport Club Germânia, e seus praticantes eram principalmente jovens brancos que integravam as classes mais altas, principalmente estudantes.[1] A seleção criteriosa imposta pelos clubes da LPF, presente nos seus estatutos, propositalmente excluía times oriundos das classes populares, que paralelamente organizavam seu próprio futebol, denominado informalmente de varzeano ou dos arrabaldes, sem contar com prestígio por parte da elite paulistana e da sua imprensa, para quem o futebol das classes populares era distinto daquele praticado pelos mais abastados.[2] [3]

No entanto, se as barreiras de classe eram significativas em modalidades como ciclismo e tênis, elas começavam a ser rompidas com o passar dos anos no futebol, esporte que contava com cada vez mais afeição da população de São Paulo pelo futebol, seja nos espaço da elite econômica paulistana ou nos bairros e terrenos vazios da cidade.[3] A crescente rivalidade entre os clubes da LPF e o aumento dos clubes dos arrabaldes produziriam transformações importantes no futebol paulistano. Uma das primeiras sinalizações nesse sentido veio quando uma parcela dos clubes aristocráticos passou a buscar, a partir de 1908, bons jogadores, independente das suas origens sociais, nos times de bairro.[4] Estes, por sua vez, desejaram participar do futebol oficial.[3]

Nesse contexto, associado ao clima de euforia esportiva vivido em São Paulo, causava grande repercussão na imprensa paulista as notícias vindas do Rio de Janeiro de que um clube inglês de futebol estava fazendo grandes exibições no campo das Laranjeiras. Convidado pelo Fluminense Football Club para uma série de amistosos, o escrete londrino do Corinthian Football Club, que ficou conhecido no país como "Corinthian team', derrotou impiedosamente o então tetracampeão carioca por 10–1 em 22 de agosto de 1910. Os ingleses também derrotaram um combinado carioca, por 8–1, no dia 24, e um combinado brasileiro, por 5–2, no dia 26.

O impacto dessas notícias fez com que a Liga Paulista de Foot-Ball solicitasse um convite para o "Corinthian Team" realizar amistosos contra o Paulistano, a Atlética das Palmeiras[nota 2] e o São Paulo AC, as três maiores forças do futebol local até então, no Velódromo Paulistano, na rua da Consolação. A chegada do esquadrão londrino a São Paulo foi um acontecimento que recebeu cobertura destacada na imprensa local, sendo a delegação do Corinthian acompanhada por multidões, que cercavam o Magestic Hotel, para conhecer os grandes esportistas do "país do futebol". Em três amistosos, mais três vitórias: 2–0 diante da Atlética das Palmeiras (em 31 de agosto), 5–0 no Paulistano (em 2 de setembro) e 8–2 no São Paulo AC (em 4 de setembro).

A origem humilde (1910)[editar | editar código-fonte]

Durante a partida contra o Atlética das Palmeiras em 31 de agosto, um grupo de jovens operários acompanhou atentamente a partida. Impressionados com a exibição do escrete londrino, Joaquim Ambrósio e Antônio Pereira (pintores de parede), Rafael Perrone (sapateiro), Anselmo Correia (motorista) e Carlos Silva (trabalhador braçal) voltaram para casa, no Bom Retiro (então um reduto típico de imigrantes italianos), empolgados e discutindo sobre os lances da vitória do time inglês.[1] Depois daquela atuação do "Corinthians team", não se falava de outra coisa no bairro.[5] Naquela época, aqueles operários costumavam bater bola com outros trabalhadores pelas ruas dali, mais precisamente na rua Júlio Conceição com a rua dos Italianos.[5] Em meio àquela conversa, o grupo parou em frente a um terreno baldio da Rua dos Imigrantes (atual Rua José Paulino). Toda vez que passavam por ali, Joaquim Ambrósio insistia na ideia: A gente tem que resolver logo a fundação desse time. Estamos perdendo tempo e bem podemos conseguir esse terreno ali para fazermos nosso campo. A gente procura os donos, fala com eles e tudo fica certo.[6] Assim, finalmente eles decidiram fundar um clube.[7] Rafael Perrone levantou a hipótese que a chuva poderia atrapalhar a reunião do dia seguinte, já que ela seria realizada em plena via pública, em frente ao terreno, e não havia telhado para cobrir os entusiastas.[1]

Mas não houve chuva naquela noite de 1º de setembro. E por volta das 20h30 daquela data, em frente aquele terreno da Rua dos Imigrantes, reuniram-se num salão de barbeiro da rua dos Italianos, esquina com a rua Júlio Conceição, de propriedade de Salvador Bataglia, os cinco rapazes se reuniram juntamente com outros moradores do bairro para lavrar a primeira ata de fundação do novo clube debaixo de um lampião de gás.[8] Também foi eleita a primeira diretoria, cujo primeiro presidente eleito foi o alfaiate Miguel Bataglia, além dos vices-presidentes Salvador Lapomo e Alexandre Magnani, do secretário Antônio Alves Nunes, do tesoureiro João da Silva e do procurador-geral Carlos da Silva.[nota 3] [nota 4]

Em uma nova reunião, marcada quatro dias depois na casa do presidente, às 20h, foi decidido o nome do novo time. Com a sessão aberta para os debates, Joaquim Ambrósio foi o primeiro a falar e sugeriu a denominação de Corinthian em homenagem à equipe inglesa que realizara grandes exibições há alguns dias, uma ideia com a qual todos concordaram e ficaram de pé, em sinal de aprovação.[nota 5] Com a voz emocionada ao declarar aprovado o nome do clube, Miguel Bataglia levantou-se e declarou: "Está adotado o nome de Sport Club Corinthians Paulista para o nosso grêmio".[1] A primeira sede provisória foi instalada na rua dos Imigrantes, 34.[8]

Contudo, havia alguns empecilhos a serem enfrentados, a começar pela aquisição de uma bola e de um campo. Como não dispunham de recursos, o jeito foi iniciar uma campanha para angariar sócios. Embora houvesse muitas dificuldades para que os moradores participassem do quadro associativo, o número de adeptos foi crescendo e, para se comprar a primeira bola, uma lista percorreu todo o bairro, pois era necessário 6 mil-réis para se adquirir o principal instrumento do novo time.[1] Por conta de uma exigência dos diretores corintianos, só poderia contribuir quem fosse sócio. Finalmente, os diretores conseguiram arrecadar dinheiro para comprar uma bola oficial em uma pequena loja na rua São Caetano.[1]

As mesmas dificuldades para comprar uniformes. [nota 6] Inicialmente, o time jogava com camisas comuns brancas. Consta que, com o passar do tempo, experimentou-se investir em um uniforme para si, com camisas creme, com gola, punho e barras pretas - como era o uniforme do Corinthian inglês. Contudo, com o decorrer das lavagens, o creme desbotava e as camisas ficaram brancas. Como não havia disponibilidade para a compra de mais um uniforme, o branco juntou-se ao preto dos calções e assim ficou determinado as cores do time.[1]

Já o campo escolhido para as práticas futebolísticas foi mesmo o terreno na rua dos Imigrantes, que abrigava anteriormente um depósito de lenha. Por essa razão, a primeira casa corintiana ganhou o apelido de "Lenheiro".[10] Alugada por 30 mil réis ao mês, o campo de 80 por 60 metros foi capinado na base da foice e da enxada e depois murado pelos fundadores Antônio Pereira e Joaquim Ambrósio.[10] Foi lá que o Corinthians mandou seus primeiros jogos, ainda na várzea, de 1910 a 1912.

O começo na várzea (1910-1912)[editar | editar código-fonte]

Primeira formação corintiana:
Valente, Perrone e Atílio; Lepre, Alfredo e Police; João da Silva, Jorge Campbell, Luiz Fabbi, Cézar Nunes e Joaquim Ambrósio.

A primeira partida oficial da história do Sport Club Corinthians Paulista ocorreu no dia 10 de setembro de 1910, na várzea da Lapa, contra o União Lapa Futebol Clube. Os jogadores saíram do Bom Retiro ainda na madrugada e caminharam até o bairro onde a partida foi realizada.[nota 7] O adversário, então uma das mais respeitáveis equipes do futebol varzeano paulistano, acabou vencendo por 1–0.[11] A base daquele primeira formação corintiana era formada por seis jogadores de um time do bairro do Bom Retiro, a Associação Atlética Botafogo, mais os cinco fundadores do Corinthians.[2] [12]

Quatro dias depois, na tarde do dia 14 de setembro, o Corinthians fez sua segunda partida amistosa e a primeira em casa, no campo do Lenheiro.[11] No duelo contra o Estrela Polar, os corintianos venceram por 2–0, com um gol do centroavante Luiz Fabbi (o primeiro da história do time) e outro de Jorge Campbell. Treze dias depois, o Corinthians recebeu a Associação Atlética da Lapa, uma equipe formada apenas por atletas ingleses, e acabou vencendo por 5–0. Após a vitória, houve festa no bairro do Bom Retiro e a equipe foi ganhando dos populares locais.[nota 8]

Nos dois anos seguintes, os corintianos se firmaram como uma das maiores forças, senão a maior, do cenário da várzea paulistana.[nota 9] . Por sua raça e vontade vencer, foi apelidado carinhosamente naquele tempo de "o galo brigador do Bom Retiro".[1] No entanto, desse período inicial da história corintiana, não há informações sobre uma série de partidas que a equipe disputou, tampouco se participou de campeonatos entre times de bairro nem como o se sustentava financeiramente.[14]

Sabe-se que a equipe também realizou suas primeiras partidas fora da capital, como um duelo contra a Ponte Preta, disputada no campo do Largo São Benedito, em Campinas, em 17 de setembro de 1911, que terminou com a vitória do time do Bom Retiro por 1–0.[15] Era uma mostra de que o Corinthians já era um time conhecido fora da cidade de São Paulo, a ponto de um clube de outra cidade se dispor a pagar as despesas, notadamente de transporte ferroviário, para poder disputar um amistoso.[14] Ademais, o clube já tinha ao menos um homônimo em Campinas e outro Jundiaí.[15] [16]

Outro fato do período foi a tentativa do Corinthians de ingressar na LPF em 1912 para assumir a vaga do Sport Club Internacional, que se havia retirado da liga, mas acabou retornando a mesma, frustrando o sonho corintiano.[13]

Estreia na LPF e os primeiros títulos estaduais (1913-1916)[editar | editar código-fonte]

Foto da equipe do Corinthians campeã paulista em 1914
Amílcar tornou-se o primeiro jogador do Corinthians a ser convocado para a Seleção Brasileira

Mas o desejo de enfrentar as equipes da elite paulistana permaneceu entre os corintianos. Nas disputas de bairro, o Corinthians arrastava grandes públicos para seus jogos, o que atraiu a atenção da Liga Paulista de Foot-Ball, financiada pela cobrança de ingressos para as partidas de seu torneio.[2] [17] A possibilidade de aceitar o ingresso de clubes de raízes populares gerou um racha na própria LPF entre os filiados favoráveis e contrários a medida.[nota 10] Paralelamente à polêmica, o Paulistano exigia da entidade um aluguel de 200 mil réis de aluguel por cada jogo que fosse realizado no seu estádio, o Velódromo, mas a Liga acertou o uso do Parque Antárctica, de propriedade do Germânia, pela mesma quantia e por mês, em vez de por partida.[2] Teria sido o estopim para que o Paulistano rompesse com a LPF e liderasse um movimento para a criação de uma entidade rival, a Associação Paulista de Sports Athléticos (Apea), que já naquele ano organizou um campeonato paulista paralelo com a presença da Atlética das Palmeiras e do Mackenzie.[nota 11] Além do Germânia, a LPF contou com a fidelidade de Americano e Internacional[nota 12] E assim, o Corinthians ganhou uma chance para disputar uma seletiva contra o São Paulo Football Club (do Bixiga), o São Paulo Railway Football Club (da Luz) e o Minas Gerais Football Club (do Brás), este último tido uma agremiação de grande rivalidade com os corintianos.[20] Somente o vencedor poderia disputar campeonato oficial da Liga Paulista de Futebol, embora sua vaga não estivesse garantida automaticamente, já que além da vitória em campo, ele seria avaliado por uma comissão especial encarregada de decidir sobre a entrada de um clube conforme um nível de "bons modos sociais" condizentes com o que a liga e parte da imprensa esperavam.[nota 13] No sorteio, ficou definido que o Corinthians enfrentaria primeiro o Minas Gerais. No dia 23 de março, os corintianos venceram o duelo, por 1–0.[22] Uma semana depois, o alvinegro voltou a campo para decisão contra o São Paulo do Bixiga, que acabou goleado por 4–0.[22] No dia seguinte, o jornal O Comércio de São Paulo do dia seguinte elogiou o "comportamento social" do escrete corintiano.[nota 14] Naquele mesma data, após a diretoria da LPF se reunir com representantes dos clubes filiados, bem como com a comissão que emitiria parecer sobre a entrada do novo clube na Liga, a entidade aprovou o ingresso dos Corinthians no campeonato da entidade. Estava dado o primeiro para o alvinegro do Bom Retiro deixasse de ser um clube de bairro e se tornasse um clube da cidade.[nota 15] Disputado entre 6 de abril e 26 de outubro, o Paulista da LPF de 1913 também contaria com os estreantes Ypiranga e Santos.[nota 16] A estreia oficial corintiana foi contra o Germânia, em 20 de abril, em confronto que terminou com a vitória adversária, pelo placar de 3–1.[22] Ao final da competição, o Corinthians fez uma campanha aquém das expectativas geradas pela imprensa esportiva e pelo próprio clube[18] , somando 1 vitória, 4 empates e 4 derrotas.[nota 17] Apesar do desempenho regular, o time revelou Neco e Amílcar, que seriam os dois primeiros ídolos corintianos.[2] Ainda naquele ano, foi criado o primeiro escudo do clube, a princípio composto apenas pelas letras "C" e "P" maiúsculas, de Corinthians Paulista.

Em 1914, o Corinthians disputou pela segunda vez em sua história um Paulista da LPF. Disputado entre 5 de abril e 22 de novembro de 1914, o campeonato teve inicialmente sete equipes.[nota 18] A estreia ocorreu em dia 12 de abril diante do Sport Club Luzitano, no campo do Parque Antárctica, com uma vitória corintiana por 6–0.[25] A partir dali, os alvinegros conquistaram outras sete vitórias consecutivas e podiam ser campeões com um jogo de antecedência caso vencessem a Associação Atlética Campos Elíseos, no Parque Antárctica, na tarde do dia 8 de novembro. Com uma equipe escalada com Aristides, Fúlvio e Casemiro González; Police, Bianco e César Nunes; Américo, Peres, Amílcar, Apparício e Neco, o Corinthians venceu o confronto por 4–0, gols de Apparicio, Neco, Police e Peres, e conquistou pela primeira vez - e com apenas quatro anos de existência - seu primeiro título paulista.[25] O clube terminou sua participação naquele Paulista de forma invicta, com 10 vitórias em 10 jogos disputados, 37 gols marcados e 9 gols tomados[nota 19] , além de ter Neco como artilheiro, com 12 gols. O troféu de prata continha a inscrição "Liga Paulista de Foot-Ball" e "S. C. Corinthians Campeão - 1914".[2] Mesmo tendo vencido o campeonato de uma entidade em decadência, o título paulista trouxe prestígio aos corintianos.[18] Ademais, nas duas partidas que fez contra o Torino, os primeiros amistosos contra uma equipe estrangeira da história do clube do Bom Retiro, o Corinthians foi o único a oferecer alguma resistência.[nota 20] Os italianos venceram as duas partidas (3–0 e 2–1)[25] , embora o segundo resultado tenha sido questionado pelos corintianos, que protestaram que a bola não teria entrado no gol decisivo, marcado por Debernardi no fim.[2] A vitória suada também rendeu elogios do técnico Vittorio Pozzo ao time alvinegro.[2] Ainda naquele ano, Alexandre Magnani deixaria a presidência do clube, após quatro anos no cargo. Quem assumiu seu lugar foi Ricardo Oliveira. Logo após sua posse, foi convocada uma assembleia extraordinária para comunicar a mudança da sede administrativa do clube para a rua dos Protestantes.[26] A iniciativa, que causou discórdia entre muitos sócios e uma grave crise financeira ao clube, era uma parte da estratégia da diretoria de aproximar o clube do centro da cidade, diminuindo a identidade corintiana como a de um clube do Bom Retiro, e da Apea.[27]

No começo de 1915, após mais uma tentativa fracassada de unificar as entidades do futebol do estado de São Paulo, o Corinthians se desfiliou da LPF e pediu ingresso na Apea.[nota 21] Esta aceitou a filiação corintiana, porém, com restrições: o Corinthians seria um membro extraordinário, ou seja, não gozaria de prerrogativas da entidade, como participação no conselho deliberativo, nem do campeonato daquela temporada, que já havia começado. Além disso, a Apea criou mecanismos estatutários que impediam um clube filiado a ela de jogar com outro não filiado, bem como de um atleta de um clube filiado a mesma de defender, mesmo que por algum tempo, um time ligado à LPF.[18] Com isso, o Corinthians ficou impedido de disputar o Paulista da Apea e só poderia ceder seus jogadores para os clubes dessa associação. Ao longo da temporada, a Apea prometeu aos corintianos agendar amistosos com todos os seus filiados, mas apenas duas partidas foram realizadas (contra Scottish Wanderers Football Club e Atlética das Palmeiras), enquanto os demais eram adiados e, posteriormente, cancelados.[nota 22] Com a indiferença da Apea, o alvinegro enfrentou sérias dificuldades financeiras, já que deixaria de arrecadar com as rendas dos jogos, e ainda teve de emprestar seus melhores jogadores. O resto da equipe passou a temporada fazendo amistosos no interior, entre os quais, duelos contra o Paulista Sport Club, o Corinthians Jundiayense e o Guarany Foot-Ball Club[16] , solução que serviu para amenizar a grave situação das finanças corintianas. A própria crise econômica também causou fortes turbulências políticas dentro do Corinthians e alguns associados acusavam responsabilizaram a diretoria por aquela difícil situação. Com dívidas, os dirigentes pediram um empréstimo para saldá-las, mas o fato de os móveis do clube estarem relacionados como garantia do empréstimo deixou muitos sócios revoltados e houve até mesmo acusações de que dirigentes usaram o dinheiro da associação em benefício próprio.[18] Neco e outros jogadores invadiram a sede alugada na Luz para salvar os móveis que deveriam ser confiscados para o pagamento das dívidas geradas pelo aluguel.[29] Pressionado, o presidente Ricardo de Oliveira renunciou ao cargo, tendo assumido o vice João Baptista Maurício, que também havia emprestado dinheiro ao clube.

Após ser maltratado pela Apea, não restou outra alternativa ao Corinthians a não ser pedir sua refiliação à LPF em 1916, mesmo após desmerecê-la no ano anterior. Apresentando fortes sinais de decadência, a velha entidade organizou seu último Paulista, que foi inchado com clubes de origem varzeana. Ainda assim, o Corinthians precisou passar por uma seletiva contra o Antarctica Foot-Ball Club.[30] A goleada alvinegra de 8–0 garantiu ao alvinegro a classificação para campeonato, que seria disputado inicialmente por 14 equipes.[nota 23] Sem contar com jogadores importantes da base campeã de 1914, como Bianco (que foi para o Palestra Itália), Casemiro (no Mackenzie), Peres (no Ypiranga) e Police (no Botafogo Futebol e Regatas, o Corinthians estreou com uma vitória diante do Maranhão, por 3–1.[30] Mas o campeonato não seria concluído. Com a reunificação acordada entre LPF e da APEA a partir de 1917, diversos jogos foram cancelados. O Corinthians deixou de enfrentar o Vicentino (17 de dezembro), Paysandu (25 de dezembro), Ruggerone (4 de fevereiro) e Minas Gerais (18 de fevereiro), mas foi declarado o campeão da competição, com nove vitória em nove jogos, a última delas por 3–0 sobre o Sport Club Americano.[30] Apparício terminou a competição como o artilheiro, com sete gols. Ainda naquele ano, o Corinthians ganhou três partidas amistosas que ofereciam troféus ao vencedor: a taça Beneficência Espanhola, vencendo o Germânia por 4–1, a taça Cronistas Esportivos, batendo o combinado Inter/Vicentino por 3–0 e a taça dr. Alcântara Machado, derrotando o Taubaté por 2–0.[30] O jurista, ex-vereador e então deputado estadual José de Alcântara Machado havia se encarregado de fazer todas as tramitações com a Prefeitura de São Paulo para que o Corinthians conseguisse um terreno na Ponte Grande (atual Ponte das Bandeiras, próximo do Rio Tietê, que divide a capital paulista) onde pudesse construir um novo estádio próprio.[31] Ainda em 1916, foi assinado o contrato de arrendamento de uma área de 13 506 metros quadrados na presença do prefeito Washington Luís.[32]

Entre os grandes paulistas (1917-1921)[editar | editar código-fonte]

Neco (em foto de 1920) é tido como o primeiro grande ídolo corintiano e foi o primeiro jogador do clube a ser homenageado com um busto no Parque São Jorge

Após a dissolução da Liga Paulista de Foot-Ball, seus filiados foram integrados à liga da Associação Paulista de Sports Atléticos, que passou a se chamar Associação Paulista de Esportes Atléticos. Último campeão da LPF, o Corinthians disputou o Campeonato Paulista unificado de 1917 com outras oito equipes. Mas com diversos jogadores da base campeã paulista de 1914 e 1916 em declínio técnico, os corintianos sofreram diante de adversários mais fortes, como o poderoso Paulistano e o Palestra Itália, clube com o qual o alvinegro já possuía uma grande rivalidade. O alvinegro perdeu as duas partidas que realizou com ambos e, na classificação final, terminou a competição na terceira colocação (com oito vitórias, três empates e cinco derrotas. Também naquele ano, após as primeiras duas mudanças no escudo corintiano, este ganhou um formato redondo, utilizado até a atualidade. Ainda coube ao presidente em exercício João Martins de Oliveira a tarefa de conduzir o processo de construção do novo estádio do clube, na Ponte Grande. Sem conseguir o apoio de fábricas de cerveja Germânia e Antárctica para bancar parte das despesas, o dirigente conseguiu recrutar sócios para participarem de um mutirão de obras, que incluiu até mesmo alguns jogadores.[33] [26]

Em 17 de março de 1918, o estádio da Ponte Grande foi inaugurado com um amistoso contra o Palestra Itália, que terminou em 3–3.[nota 24] Naquela temporada, o clube chegou ao vice-campeonato do Paulista, em um campeonato marcado pela suspensão de partidas e interrupção do torneio, que foi comprometido pelo surto de gripe espanhola em São Paulo. Em dezembro, o Corinthians realizou sua primeira partida interestadual, vencendo o Clube de Regatas Flamengo no campo do Paysandu, pelo placar de 2–1.

Na temporada seguinte, o Corinthians terminou o Paulista de 1919 na terceira colocação, terminando atrás dos rivais Paulistano e Palestra Itália. No entanto, os corintianos venceram pela primeira vez um clássico contra os palestrinos, 2–1, no dia 9 de novembro de 1919. Ainda naquele ano, Asdrubal Cunha, mais conhecido como Bingo, tornou-se oficialmente o primeiro jogador negro a defender o quadro principal corintiano.[nota 25]

O Corinthians iniciou a década de 1920 com mudanças em seu escudo, que teve adicionado um círculo com o nome do clube e o ano de fundação, além da Bandeira de São Paulo no centro. Repetindo as duas temporadas anteriores, o Corinthians chegou na terceira colocação nos Paulistas de 1920 e 1921, edições que mais uma vez foram dominadas por Paulistano e Palestra Itália. Contudo, há de se destacar duas pujantes goleadas corintianas nestes dois campeonatos. A primeira delas sobre o Santos, por 11–0, no dia 11 de julho de 1920. Este resultado é até hoje a vitória por maior diferença de gols a favor do clube em todos os tempos. No torneio do ano seguinte, o Corinthians aplicou a maior goleada de sua história: 12–2 frente ao "mosqueteiro" Internacional, no dia 23 de outubro de 1921.

A primazia corintiana (1922-1930)[editar | editar código-fonte]

Time que conquistou o primeiro Tri Campeonato em 1930.

O Paulista de 1922 foi um dos mais importantes da história corintiana. Primeiro, porque, naquele ano, comemorava-se o centenário da Independência do Brasil. Segundo, porque a troféu em disputa - a "Taça do Centenário da Independência" - foi conquistado no jogo contra o poderoso Paulistano, o time da elite e espécie de antítese corintiana naquele início de século. Na campanha vitoriosa, o Corinthians venceu 14 partidas, empatou duas e perdeu apenas outras duas, ficando um ponto a frente do rival Palestra Itália. Entre os heróis de 1922, estavam o zagueiro Armando Del Debbio, o meia Tatu (autor de um dos gols do título)[nota 26] e o atacante Gambarotta - sem deixar de mencionar ídolos já consagrados Amílcar e Neco.[nota 27]

A mesma base vitoriosa seria mantida para as duas conquistas seguintes. Os corintianos faturaram o bicampeonato no Paulista de 1923 com 14 vitórias, um empate e duas derrotas. Um dos momentos especiais da equipe corintiana foi a goleada por 4–1 sobre o Palestra, no dia 8 de julho. No segundo turno, os rivais palestrinos resolveram não entraram em campo no Derby, em protesto contra a APEA, depois que o Germania levou uma vitória do Palestra ao tribunal da entidade. O Corinthians, que não tinha nada a ver com isso venceu por W.O. e esta vitória foi importante para o bicampeonato.[37]

Já o tricampeonato no Paulista de 1924 foi conquistado somente na última rodada. Corinthians e Paulistano disputaram ponto a ponto a liderança do torneio e chegaram até a rodada decisiva empatados em 23 pontos. E os dois rivais se encontrariam justamente na última rodada e o vencedor do confronto seria o campeão paulista de 1924. E no duelo disputado no dia 11 de janeiro de 1925, o Corinthians venceu por 1–0 e ao tricampeonato estadual.

Na temporada seguinte, no entanto, o Corinthians deixou escapar o quarto título paulista consecutivo. Invicto até o encerramento da penúltima rodada, o alvinegro perdeu o última partida na competição, diante do rival Paulistano. O título do Paulista de 1925 acabou com a Associação Atlética São Bento, com 16 pontos, um a frente de Corinthians (vice-campeão) e Paulistano (3º colocado). Com o êxito das atividades futebolísticas, a sede corintiana na Ponte Grande ficou pequena demais diante das necessidades do clube e demandas da crescente torcida. A partir de novembro daquele ano, foi criado um fundo de reserva para levantar recursos para a compra de um terreno onde seria instalada a nova sede, um novo campo de futebol e outros equipamentos para demais atividades esportivas.[38] Em 2 de junho de 1926, os diretores aprovaram a aquisição do campo do Parque São Jorge, à época pertencente ao Sport Club Syrio, comprado junto ao empresário Nagib Salem por 700 contos de réis (moeda da época), em várias prestações, quando lá existia apenas um campo.

O estádio foi construído aos poucos e ganharia o nome de estádio Alfredo Schürig, mas carinhosamente passou a ser conhecido como Fazendinha.[39] Também naquele ano, o futebol paulista teve uma nova cisão, quando o Paulistano rompeu com a APEA e decidiu criar uma nova liga de futebol, denominada Liga de Amadores de Futebol (LAF). A divisão perdurou por três temporadas. O Corinthians permaneceu na APEA e disputou o Paulista daquele ano desta liga, mas terminou a competição na terceira colocação (atrás do Palestra Itália e do Auto Sport Club).

Em 1927, o Corinthians foi convidado para integrar a LAF e chegou a aceitar a oferta da liga rival, mas no último momento desistiu e retornou à APEA. O Paulista daquele ano foi dominado pelo Palestra. Como consolo, os corintianos bateram os campeões palestrinos por 3–1 na última rodada e lhe tiraram a invencibilidade no torneio. O clube do Parque São Jorge terminou a competição na terceira colocação.

No final da década, o Corinthians seria tricampeão Paulista pela segunda vez. Tendo como maiores rivais Palestra e Santos, o Corinthians faturou o Paulista de 1928 com um jogo de antecipação. O título paulista foi conquistado diante da Associação Portuguesa de Desportos, com uma vitória por por 3–2 no dia 25 de novembro de 1928.

Contra a mesma Portuguesa e novamente com um jogo de antecipação, o Corinthians faturou o bicampeonato no Paulista de 1929. O time do Parque São Jorge arrasou - no dia 3 de novembro de 1929 - o adversário com uma goleada por 7–1. Para coroar a grande conquista, mais uma goleada, desta vez contra o maior rival Palestra Itália: 4–1.

O Paulista da APEA em 1930 ganhou a adesão de alguns clubes que deixaram a LAF - e com isso, a liga foi extinta pelo Paulistano. O Corinthians liderou de ponta a ponta o torneio, sempre acompanhado de perto de Palestra Itália, Santos e São Paulo da Floresta. O Corinthians chegou a última rodada com 42 pontos e só não seria campeão se fosse derrotado pelo Santos, que somava 40 pontos. Se o time do litoral vencesse, haveria a disputa de um jogo-extra para definir o campeão. Mesmo precisando apenas de um empate, os corintianos arrasaram os rivais santistas, vencendo a partida - disputada em 4 de janeiro de 1931 - por 5–2. Com mais estes cinco gols, o ataque corintiano chegou ao total de 94 em 26 jogos, com a fantástica média de 3,6 gols por partida.

A base do time quase não mudou nestas três conquistas: Tuffy, Pedro Grané e Del Debbio; Nerino, Guimarães e Munhoz; Filó, Apparício, Neco, Rato e De Maria. Grande destaque para as atuações do legendário trio formado pelo goleiro Tuffy e os zagueiros Pedro Grané e Del Debbio, dos atacantes Filó (um novo ídolo dos corintianos) e Neco (que se despedia do futebol, após 19 anos de dedicação ao clube do coração, e se consagrando como um dos grandes ídolos da história corintiana).

1931 - 1934: ventos do profissionalismo[editar | editar código-fonte]

Em 1931, o Corinthians perdeu importantes jogadores para o futebol italiano. Numa época em que o clube possuía a melhor equipe do futebol paulista formada por descendentes de italianos, quase metade deles deixou o clube para atuar pela Lazio, de Roma.[35] Entre eles, o zagueiro Del Debbio e os atacantes Filó, Rato e De Maria. Já Tuffy, Gambinha e Munhoz foram afastados por problemas técnicos.[40] Com sete baixas importantes, a diretoria abriu-se para reforços de atletas negros, marcando definitivamente a aceitação destes na história corintiana, sendo os primeiros deles o goleiro João Henrique de Oliveira, mais conhecido como Onça, e o zagueiro Jaú.[nota 28] [35] }}

Na temporada seguinte, mais uma vez o Corinthians decepcionou. Com um fraca campanha (cinco vitórias e seis derrotas), o clube terminou o Paulista de 1932 na sexta colocação pelo segundo ano consecutivo.

A profissionalização do futebol do Brasil a partir de 1933 teve efeitos no Parque São Jorge. Entre 1933 e 1934, o Corinthians contratou o uruguaio Pedro Mazzulo para dirigir a equipe agora profissional, se tornando o primeiro técnico do clube nesta nova era. Naquele período, também surgiram os atacantes Zuza e Teleco, dois dos mais importantes da história do alvinegro. Mas em campo, o desempenho corintiano ainda estava aquém do desejado pelos torcedores do clube.

Inferior aos rivais Palestra Itália, São Paulo e Portuguesa de Desportos, o Corinthians não passou do quarto lugar nos Paulistas de 1933 (onde sofreu sua pior goleada diante do Palestra Itália: 0-8) e 1934.

1935 - 1939: redenção e "Tri do Tri"[editar | editar código-fonte]

Teleco foi um formidável goleador corinthiano, com a espantosa marca de 251 gols em 246 partidas (média de 1,02 gol por partida), sendo o terceiro maior marcador da história corinthiana até o momento. Foi o artilheiro máximo dos campeonatos paulistas de 1935, 1936, 1937, 1939 e 1941. Era conhecido como O Rei das Viradas

Os dois anos seguintes foram marcados por mais frustrações. No Campeonato Paulista de 1935, o Corinthians perdeu o título para o Santos - jogando no Parque São Jorge. No estadual do ano seguinte, nova decepção. Após ter vencido o primeiro turno e manter uma invencibilidade de 36 jogos, o Corinthians perdeu o campeonato, na melhor de três, para o Palestra Itália: 1–0, 0–0 e 2–1. Mas a partir de 1937, o Corinthians voltaria a comandar o futebol paulista. Naquele ano, o espanhol Manoel Correcher assumiu a presidência do clube, e a equipe faturou seu primeiro título profissional. Deste elenco, os grandes destaques eram o zagueiro Jaú (futuro titular da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1938), o meio-campo José Augusto Brandão (que também integrou o selecionado canarinho no Mundial da França de 1938) e os atacantes Filó (veterano ídolo corintiano, que havia voltado da Itália depois de anos na Lazio) e o Teleco (goleador do time naquele Paulista).

Estes mesmos ídolos fizeram parte do elenco bicampeão invicto do Paulista de 1938, que também revelou o atacante baiano Servílio de Jesus, chamado de "O Bailarino" por sua habilidade com a bola nos pés. Naquela temporada, a final teve que ser realizada em dois dias. No domingo, a chuva interrompeu a partida que o São Paulo vencia por 1–0. Na terça-feira, disputaram-se os minutos finais da primeira etapa e todo o segundo tempo. O Corinthians chegou ao empate com um gol de Carlito e ficou com a taça.[nota 29]

No ano seguinte, 1939, o Corinthians sagrou-se tricampeão paulista pela terceira vez, fato que nenhum outro clube do Estado conseguiu igualar até hoje.

1941 - 1950: tempos de jejum[editar | editar código-fonte]

Em 1941, o Corinthians novamente conquistou o Campeonato Paulista. O título só não foi de maneira invicta por conta de uma derrota, na última rodada, contra o Palestra Itália. O time era ótimo, e a linha média Jango, Brandão e Dino, impecável. A festa do título corintiano foi realizada no recém-inaugurado estádio do Pacaembu.

Contudo, nos nove anos seguintes, o Corinthians viveu um jejum de títulos paulistas. Sem conquistas estaduais, o clube do Parque São Jorge consolou-se em levar por quatro vezes a Taça São Paulo (em 1942, 1943, 1947 e 1948) - torneio que reunia os três primeiros colocados do ano anterior. Sem ter a disposição seu poderio técnico dos últimos cinco anos, o Corinthians foi vice-campeão paulista cinco vezes, sendo três delas seguidas, entre 1942 e 1950, numa época de ascensão do São Paulo, liderado pelo atacante Leônidas da Silva, como nova força no futebol paulista.

Mesmo com a contratação de nomes de peso no futebol nacional, como a do zagueiro Domingos da Guia, aos 32 anos, em 1944, ou dos atacantes Milani e Hércules em anos seguintes, o Corinthians amargaria quase uma década sem conquistas importantes. A situação só começaria a mudar a partir de 1949, quando uma nova geração de pratas-da-casa foi conduzida pelo técnico Rato (o mesmo Rato campeão como jogador na década de 1920) ao time principal. Os frutos seriam colhidos na primeira metade da década seguinte.

1950 - 1954: época de ouro[editar | editar código-fonte]

Gilmar, considerado o maior goleiro da história do Corinthians, defendeu o clube durante 10 anos, de 1951 a 1961 (à direita na foto, com Pelé, após a vitoriosa final da Copa do Mundo de 1958)

Em 1950, ano da disputa da Copa do Mundo de futebol no Brasil, a equipe foi campeã pela primeira vez do Torneio Rio-São Paulo, competição disputada entre as principais equipes dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Em 1951, no Campeonato Paulista, a linha de frente composta por Carbone, Cláudio, Luisinho, Baltasar e Mário marcou 103 gols em 28 partidas. Com esse desempenho, a equipe conquistou o título, além de ter Carbone como maior marcador da competição, com 30 gols.[41] O clube venceria também o título paulista de 1952.

Em 1953, num torneio realizado na Venezuela, o Corinthians conquistou sua primeira competição envolvendo equipes de diferentes continentes, a Pequena Taça do Mundo. Na ocasião, o Corinthians foi a Caracas, capital venezuelana, e conseguiu seis vitórias consecutivas, contra as equipes da AS Roma, do FC Barcelona e da Seleção de Caracas. Também em 1953 conquistou novamente o Torneio Rio-São Paulo. Em 1954 o Corinthians recebeu a Taça do IV Centenário de São Paulo ao conquistar o campeonato estadual. No mesmo ano, alcançaria o bicampeonato do Torneio Rio-São Paulo.[42]

1955 - 1976: o jejum[editar | editar código-fonte]

Embora tenha conquistado apenas um grande título pelo Corinthians (o Torneio Rio-São Paulo de 1966), Rivellino (aqui em uma foto tirada durante um treinamento na Copa do Mundo de 1974) é, ainda assim, considerado por muitos como o maior jogador da história do clube

Entre 1955 e 1977, o futebol do clube somente conquistou uma competição dentro do país: o Torneio Rio-São Paulo de 1966 (dividido com Botafogo, Santos e Vasco, em virtude da Copa do Mundo na Inglaterra; os quatro times eram semifinalistas, porém a Copa tornou impossível o término da disputa). Nesse período, os seguidores do Corinthians receberam o apelido 'Fiel Torcida'. Também nesse período, o Santos FC, de Pelé, dominava o futebol na época, conquistando 2 libertadores e 2 mundiais interclubes (1962-1963).

Uma das lendas mais conhecidas do Corinthians é a suposta maldição lançada por Pelé: O time fora o campeão paulista do quarto centenário da cidade de São Paulo, em 1954. O menino Pelé foi apresentado, logo em seguida ao time e recusado. Jurou que enquanto jogasse futebol, o Corinthians não seria campeão paulista. 23 anos depois, em 1977, Pelé abandonou definitivamente os gramados e o Corinthians naquele ano voltou a ser campeão paulista.[nota 30] conseguiu estabelecer a marca de onze anos sem ser vencido pelo Corinthians por campeonatos paulistas.[43]

O clube conseguia vencer algumas competições fora do Brasil, como o Torneio de Torino (1966 e 1969), o Torneio Costa do Sol (1969) e o Torneio Internacional de Nova Iorque (1969). Porém, todas eram competições amistosas.

Em 1971 começou a ser disputado o Campeonato Brasileiro. O Corinthians conseguiria, nas duas primeiras edições, o 4º lugar. Nos dois anos seguintes suas campanhas não tiveram tal nível, melhorando em 1975 quando o clube alcançou a 6ª colocação, porém em 1976 o clube conseguiria sua melhor colocação até então, alcançando o 2º lugar.

A invasão corintiana e o fim da angústia[editar | editar código-fonte]

Basílio foi o autor do histórico gol que acabou com o jejum de 23 anos sem títulos, em 1977 (aqui, no Palácio do Planalto, em foto de 2007)

Nas semifinais de 1976, o Corinthians enfrentou o Fluminense. No dia 5 de dezembro, se disputaria, no Estádio do Maracanã (no Rio de Janeiro) a segunda partida dessa fase da competição. A equipe 'mandante' era o Fluminense, já que a primeira partida foi disputada em São Paulo. Porém, os corintianos, apoiados por torcedores de outras equipes do Rio de Janeiro, compareceram em grande número, chegando a dividir as localidades do estádio com os seguidores da equipe local. Esse fato ficou conhecido como a Invasão corintiana[44] A partida resultou na classificação do Corinthians para a final, onde terminou sendo derrotado pelo SC Internacional de Porto Alegre.[45]

No dia 13 de outubro de 1977, no Estádio do Morumbi, o Corinthians, comandado pelo saudoso técnico Osvaldo Brandão (o mesmo técnico do título de 1954), voltaria a ser Campeão Paulista após mais de duas décadas, ao vencer a Ponte Preta por 1–0 no terceiro jogo da final, com gol de Basílio.[46] Na penúltima partida da final, que ocorreu no dia 9 de outubro, foi estabelecido o recorde de público do Estádio do Morumbi em um jogo de futebol, ao haver 147.032 pessoas presentes na ocasião.[47]

1981 - 1985: a democracia corintiana[editar | editar código-fonte]

Sócrates, ídolo do Corinthians na década de 1980 e um dos mentores da democracia corintiana

Após quebrar o 'jejum' de títulos paulistas, o Corinthians emplacou na década de 1980 um movimento inovador no futebol mundial, conhecido como democracia corintiana.[nota 31] O movimento teve como marco a luta de um grupo de jogadores por maior democracia dentro do clube, presidido por Vicente Matheus - no cargo desde 1972.

Em 1981, o Corinthians teve uma de suas piores temporadas de sua história. O time terminou na 26ª posição no Campeonato Brasileiro, e amargou um oitavo lugar no Campeonato Paulista. Este mal desempenho no estadual levou o time para a disputa da Taça de Prata de 1982, equivalente atual da segunda divisão nacional.[nota 32]

Em abril de 1982, Waldemar Pires foi eleito o novo presidente do clube, encerrando o reinado de Vicente Matheus. Pires descentralizou as decisões da diretoria, nomeando vice-presidentes que assumiram setores específicos do clube. Sérgio Scarpelli cuidava das finanças e Washington Olivetto respondia pelo marketing. Foi criado o cargo de diretor de futebol para fazer a ponte entre os jogadores e a diretoria. O indicado para o cargo foi o sociólogo Adílson Monteiro Alves, um cartola inexperiente, mas que sabia ouvir as reivindicações dos jogadores.[48] Entre eles estavam os politizados Sócrates, Wladimir[nota 33] e, mais tarde, Casagrande.[48]

Foi aí que teve início a revolução que, entre outras medidas, liberava os atletas casados da obrigatoriedade da concentração. Todas as decisões eram resolvidas através do voto, das contratações ao local de concentração, além dos próprios atletas se sentirem noDireito de discutir questões de interesse da sociedade civil.[49]

Em campo, a autogestão rendeu o bicampeonato no Campeonato Paulista de 1982 e 1983. No Campeonato Brasileiro, a equipe dirigida pelo técnico Mário Travaglini disputou a Taça de Prata, equivalente da segunda divisão, mas os melhores colocados da primeira fase se classificavam para a segunda fase da Taça de Ouro, a divisão principal, e o Corinthians chegou às semifinais do Campeonato Brasileiro de 1982.[48]

O bom desempenho de atletas como Biro-Biro, Ataliba, Zé Maria, Zenon e Eduardo dentro de campo foi fundamental para legitimar o movimento. No começo, muitos jogadores sentiam receio em manifestar suas ideias, mas com o tempo, ganharam funções fora do gramado. Mas o movimento não era unanimidade. O goleiro Leão, um dos jogadores mais importantes da campanha do Corinthians no Paulista de 1983, não se dava bem com Sócrates e companhia e tinha fama de contra-revolucionário.[48] Outro que tentou tumultuar o ambiente era o ex-presidente Vicente Matheus.[48]

A Democracia entrou em declínio a partir de 1984, quando Sócrates foi para jogar na Fiorentina, da Itália, e Casagrande foi emprestado para o São Paulo. Em 1985, Waldemar Pires tentou eleger Adílson Monteiro Alves como sucessor, mas foi derrotado por Roberto Pasqua. Era o fim da Democracia Corintiana.[48]

1985 - 1993: a volta de Matheus e o título brasileiro[editar | editar código-fonte]

Marlene Matheus assumiu a presidencia após a saída de seu marido, Vicente Mateus. Foi a primeira mulher a se tornar presidente do clube

Com o fim da Democracia Corintiana, o Corinthians retomou os velhos princípios que regiam o comando do clube antes deste movimento. Em 1987, houve novas eleições presidenciais, e Roberto Pasqua foi derrotado por Vicente Matheus. Em 1988, o clube conquistava seu 20º campeonato estadual.

Depois de uma temporada em branco, o Corinthians conquistaria em 1990 um dos títulos mais importantes de sua história. Dirigida pelo técnico Nelsinho, a equipe faturou seu primeiro Campeonato Brasileiro. Depois de uma campanha regular na fase de classificação, o time do Parque São Jorge derrotou Atlético Mineiro e Bahia nas quartas e semifinais, respectivamente, e chegou pela segunda vez em sua história à decisão do nacional. O meio-campo Neto foi o grande destaque corintiano nestas partidas decisivas. Na decisão, o Corinthians enfrentaria o São Paulo, tido como favorito na decisão,[50] em duas partidas no Estádio do Morumbi. No primeiro duelo, realizado no dia 9 de dezembro, o time do Parque São Jorge venceu por 1–0, com um gol do volante Wilson Carlos Mano.[51] Na segunda partida, em 16 de dezembro, novamente prevaleceram o talento do meia Neto, a agilidade do goleiro Ronaldo e a raça dos volantes Márcio Bittencourt e Wilson Mano sobre o time de Zetti, Cafu, Leonardo, Raí e companhia.[50] Diante de um público de mais de 100 mil pessoas no Morumbi, o atacante Tupãzinho tabelou com o atacante Fabinho e mandou a bola para as redes de Zetti, aos 9min do segundo tempo, de carrinho, em meio à gigante zaga são-paulina.[50]

Com as duas vitórias, o Corinthians se sagrava campeão brasileiro pela primeira vez e ganhava o direito de disputar, pela segunda vez em sua história, a Taça Libertadores da América do ano seguinte. Em 1991, o Corinthians não conseguiu repetir a temporada anterior. Apesar de iniciar a temporada com a conquista da Supercopa do Brasil, contra o Flamengo (campeão da Copa do Brasil de 1990), o time do Parque São Jorge fracassou na disputa dos títulos estadual, do nacional e do continental. No Paulista, o clube foi derrotado na final, diante do São Paulo. Na Libertadores, após uma campanha regular na fase de classificação, o clube caiu diante do Boca Juniors nas oitavas-de-final. No Brasileiro, o clube sequer chegou na fase semifinal, ficando em quinto lugar na classificação geral.[52] Ainda naquele ano, Vicente Mateus deixou a presidência corintiana. Sua esposa, Marlene Matheus, assumiu o clube e ficaria no cargo até 1993.

1993 - 2007: era Dualib[editar | editar código-fonte]

Em 1993, em nova eleição o presidente eleito seria Alberto Dualib, e o clube conquistaria nos anos seguintes o Campeonato Paulista de 1995 e o seu primeiro título na Copa do Brasil e de forma invicta..[53] Mesmo assim, Dualib imitou a iniciativa do Palmeiras em filiar o clube a um parceiro,[54] que na época tinha um acordo com a Parmalat.

Com isso, veio o primeiro parceiro da Era Dualib, assinado em janeiro de 1997, com o Banco Excel, que patrocinaria sua camisa, por R$ 12 milhões (R$ 5 mi no primeiro ano e o restante parcelado no seguinte). Mário Sérgio, ex-jogador de futebol e treinador do Alvinegro entre 1993 e 1995, foi quem ficou encarregado de gerenciar o futebol e as contratações da equipe. Para causar impacto o banco apostou na chegada de Túlio Maravilha,[55] vindo do Botafogo onde acabará de fazer 100 gols no ano. Outros grandes reforços foram o zagueiro Antônio Carlos, e o volante Rincón e o atacante Edílson.

O primeiro resultado da associação veio logo em junho, com o título paulista. A conquista, aliás, acabou ajudando a abafar a participação de Dualib no "Escândalo Ivens Mendes"[56] - famoso caso em que Dualib foi flagrado em conversa telefônica com então o presidente do Atlético-PR, Mario Celso Petraglia, sobre dinheiro que doaria para a campanha política de Ives Mendes, candidato a deputado federal.

Em 1998, o clube se reforçou com a chegada do técnico Vanderlei Luxemburgo e se aliava com Gamarra, Marcelinho Carioca, Vampeta e Ricardinho. Com isso, o Corinthians voltou a ganhar o Brasileirão. Mas, já no segundo semestre, vivia a incerteza da continuação da parceria. O Excel faliu e foi comprado pelo espanhol Bilbao Vizcaya. Os estrangeiros decidiram não continuar investindo no futebol e apenas cumpriram o contrato até o fim: em dezembro de 1998. A parceria, porém, só foi definitivamente encerrada em janeiro de 1999, depois que o HTMF, que seria a nova parceira do clube, quitou uma dívida do clube com o parceiro anterior.

Com os boatos da falência do Banco Excel, o novo parceiro seria o Banco Icatú,[57] onde suas intenções em patrocinar o Corinthians foram revelada oficialmente no fim de 1998, mas as negociações já aconteciam nos oito meses anteriores.

Dida foi campeão brasileiro em 1999 e mundial em 2000.

No papel, a parceria Corinthians-Icatú duraria dez anos, com chance de renovação por mais 20. O banco gerenciaria o departamento de futebol, e, em troca, ficaria com todas as receitas geradas pelo setor. A partir do terceiro ano de parceria o Corinthians passaria a ter participação nos lucros e não precisaria se preocupar com eventuais dívidas. Estava nos planos a construção de um estádio para 45 mil pessoas e a conclusão das reformas do CT de Itaquera. A parceria inclusive teria ajudado no contrato com a Embratel em 1998, porém desentendimentos entre a diregencia do clube e o banco fizeram não sair do papel.

Mal acabou a parceria com o Banco Excel e logo acertou com o Hicks, Muse, Tate & Furst Incorporated - HTMF[58] (atual Traffic) em abril de 1999. Apesar de a verba ser maior do que a de Icatú e Excel (R$ 100 milhões só no primeiro ano, incluindo despesas para sanar dívidas, acertar contratações,finalizar CT de Itaquera e claro com a construção de um estádio), os moldes eram parecidos e também duraria, inicialmente, dez anos - com chance de renovação por mais dez.

A principal medida decorrente da parceria foi a transformação do departamento de futebol corintiano em empresa, com o nome "Corinthians Licenciamento Limitada Hicks Muse". Em troca dos investimentos milionários para formar equipes vencedoras, o Timão teve de ceder em alguns pontos, como, por exemplo, deixar de lucrar em transferências. Na hora de vender jogadores contratados já na época do HTMF, o clube ficava com apenas 15% do total. E os lucros com revelações que surgissem no período da parceria eram divididos em 50% para cada uma das partes.

Com a base montada já pelo Excel, trouxe mais reforços e transformou o time num verdadeiro esquadrão, porém o ano começou com baixa com a saída de Luxemburgo, que foi comandar a seleção brasileira, mas com os reforços de Dida, Luizão, Fernando Baiano e Fábio Luciano. Mesmo assim, a equipe faturou o Paulistão e o Brasileirão de 1999. Por ter sido campeão brasileiro do país sede (Brasil) ganhou o direito de participar do primeiro Mundial de Clubes, reconhecido pela FIFA em 2000, onde venceu o CR Vasco da Gama nos penaltis e se sagrou campeão.

Fora de campo outro destaque. Em 2000 o deputado estadual paulista Afanásio Jazadji (PFL) submeteu o projeto de lei nº160 com o objetivo de declarar o Corinthians patrimônio cultural, social e esportivo do estado.[59]

O argentino Carlos Tévez (à esquerda, ao lado do então presidente do Brasil Lula), foi principal contratação da parceria com a MSI e principal jogador do Corinthians na conquista do Campeonato Brasileiro de 2005

Após a eliminação da equipe na Copa Libertadores da América desse mesmo ano pelo Palmeiras na fase semifinal, vários jogadores, como Marcelinho Carioca e Edílson, e o técnico Oswaldo de Oliveira saíram do clube. Apesar disso, essa até então foi a segunda melhor campanha do time na libertadores até os dias atuais e tendo o atacante Luizão como um dos maiores artilheiros da história do torneio. Mas após isso, a equipe terminou na penúltima colocação do Campeonato Brasileiro de 2000, chegando a perder nove partidas consecutivas.[60]

Mesmo com a saída de grandes jogadores, o clube ganharia o Paulistão de 2001, e no ano seguinte, comandada por Carlos Alberto Parreira, a equipe alcançou sua quinta conquista do Torneio Rio-São Paulo, vencendo o São Paulo FC, em 2002. No mesmo ano, o clube venceu a Copa do Brasil, derrotando o Brasiliense na final. A Copa do Brasil marcou o fim da parceria com a HTMF, após uma sequência vitoriosa de títulos.

Já sem parceiro, o clube chegou às finais do Campeonato Brasileiro, mas acabou derrotado pelo Santos FC.[61]

Em 2003, o clube conquistaria seu 25º Campeonato Paulista de futebol , mas o ano terminaria com a eliminação da equipe na Taça Libertadores da América e com uma 11ª colocação no Campeonato Brasileiro.

O presidente Lula recebe o Corinthians no Planalto.

A última parceria foi com a Media Sports Investiment - MSI, aprovada numa reunião conturbada do Conselho Deliberativo, em novembro de 2004. Os opositores do MSI reclamavam principalmente por não saber a origem do dinheiro e por suspeitar que seria ilícito, dúvida que ganhou mais força em 2007.O acordo determinava que a parceria deveria durar dez anos, e o grupo comprometeu-se a cuidar do departamento de futebol profissional do clube contratando atletas, pagando salários, dívidas, e prometendo a construção de um estádio[62]

A parceria tinha como principais nomes Boris Berezovsky, magnata russo que está exilado em Londres, procurado por fraudes em seu país de origem, seria o verdadeiro investidor corintiano. O iraniano Kia Joorabchian, que ainda é, pelos menos oficialmente, presidente do MSI, é considerado apenas um laranja. O parceria tinha também como aliado o dono do Chelsea, Roman Abramovic.

A parceria mal começou e Berezovsky e Kia, ao lado de Alberto Dualib, Nesi Curi e outros membros da parceria, eram acusados pela Justiça de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

A MSI pareceu no começo, uma "parceria dos sonhos" contratando jogadores a peso de ouro, como o argentino Carlitos Tevez e Mascherano e os brasileiros Nilmar, Roger, Carlos Alberto e Gustavo Nery (onde todos os brasileiros estavam em clubes europeus). Com isso, o time ganhou o apelido de "galácticos", em comparação ao também time de grandes jogadores do Real Madrid, onde o time tinha o mesmo apelido.

No dia 4 de dezembro de 2005, o Corinthians alcançou seu quarto título brasileiro na cidade de Goiânia, mesmo perdendo para a equipe do Goiás, já que o SC Internacional, única equipe que ainda possuia possibilidades de ser campeã, junto ao Corinthians, perdera sua partida em Curitiba.[63]

Com a conquista, os jogadores foram até o Palácio do Planalto visitar o presidente da República Lula, que é torcedor do Corinthians.[64]

A chegada de Leão coincindiu com a saída dos principas craques do clube.

Em 2006 a parceira investiu menos que no ano anterior, mas além de manter a maior parte do elenco (a ausência do goleiro Fábio Costa, que foi para o Santos, foi a mais sentida), o clube apostou na volta de Ricardinho, que estava no Santos, e nas promessas Ramon e Renato, do Atlético-MG, além de outros jogadores menos badalados.

Com o grande objetivo em conquistar a América, o clube foi novamente eliminado da Taça Libertadores, pelo River Plate da Argentina nas oitavas-de-final, assim como em 2003. Revoltados, muitos torcedores tiveram um grave enfrentamento com a polícia dentro do próprio Estádio do Pacaembu na tentativa de invadir o campo de jogo, provocando o encerramento antecipado da partida.[65]

A primeira fonte de desentendimento foi a volta de Marcelinho Carioca, bancada pelo presidente do clube e não pela parceira, que deveria ser a responsável pelas contratações. Porém, houve problemas dentro de campo (mau desempenho nos campeonatos e desentendimentos de jogadores entre si e do ídolo Tevez com a torcida) e fora (o técnico Emerson Leão se desentendia com os argentinos[66] e depois com C. Alberto, Kia e Dualib estavam rompidos, não havia mais tanta injeção de dinheiro como antes etc). O clube passou o ano em branco e viu seus principais jogadores saírem tanto em agosto, na janela de transferência para o mercado europeu (Tevez e Mascherano foram para o desconhecido West Ham da Inglaterra), quanto no final de ano (Carlos Alberto, Gustavo Nery, Sebá, Ramon, Renato entre outros).

Ainda naquele ano, quando o José Serra assumiu a prefeitura de São Paulo, foi criado o Dia do Corinthians, no dia da fundação do clube, 1º de setembro.

2007: troca de presidente e rebaixamento[editar | editar código-fonte]

Andrés Sanchez, Presidente do Corinthians de 2007 a 2011 .

Em 2007, a crise entre a parceria e o clube se concretizava com as poucas contratações feitas. Após o Campeonato Paulista, os poucos jogadores que chegaram por intermédio da MSI, como Roger, Amoroso, Marcelo Mattos e Magrão, deixaram a equipe. O clube então apostou em vários atletas do Bragantino, equipe semifinalista do Campeonato Paulista, e recebeu de volta o emprestado Gustavo Nery, além de fechar contrato com o experiente volante Vampeta.[67] Para o comando, a saída de Leão foi substituída pelo interino Zé Augusto em uma partida até a chegada de Paulo César Carpeggiani, que não atuava em uma equipe desde 2004.[68]

Em 24 de julho, o Conselho Deliberativo corintiano votou de forma unânime pelo fim do acordo com a MSI, que deveria durar até 1º de dezembro de 2014. Na semana seguinte o presidente Alberto Dualib e seu vice Nesi Cury pediram afastamento da presidência por 60 dias, antes da assembléia do dia 7 de agosto que viria a decidir o afastamento por tempo indeterminado de ambos. Com isso, um dos vice-presidentes, Clodomil Orsi, assumiu interinamente a presidência corintiana.[69]

Com as saídas de Carpegiane,[70] o clube trocaria de técnico mais duas vezes Assumindo José Augusto,[71] treinador nas categorias de base corintianas, que comandou a equipe até setembro,[72] quando foi substituído por Nelsinho Baptista.[73]

Mesmo com a ameaça de rebaixamento, a torcida permaneceu apoiando o time.

Ainda nesse mês, Alberto Dualib renunciou definitivamente à presidência do Corinthians, após sofrer pressão da diretoria para deixar o cargo ao ser acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.[74] Após isso, foi aberto o processo para novas eleições, realizadas em 9 de outubro. A vitória foi de Andrés Sanchez, ex-aliado de Dualib e da MSI.[75]

Constantemente ameaçado em cair para a Série B, o clube caiu para a segunda divisão no dia 2 de dezembro de 2007, após o empate com o Grêmio, e a vitória do Goiás sobre o Internacional, após o arbitro voltar dois penaltis a favor do Goiás, que o goleiro Clemer havia defendido. O clube então acabou terminando a competição na 17ª colocação, sendo rebaixado à Série B do Campeonato Brasileiro.[76] [77] Em contraste, a equipe Sub-17 conseguiu seu terceiro título do Campeonato Paulista,[78] completando uma série de 56 partidas sem derrota.[79]

2008-2009: o ano da superação e a volta por cima[editar | editar código-fonte]

A torcida sempre esteve ao lado do time durante a passagem pela Série B.

Após o rebaixamento em 2007, o Corinthians se prepara para um ano de mudanças e transformações. A começar pela direção, com as saídas de Alberto Dualib e Nesi Cury em definitivo do clube[80] e a contratação do diretor técnico de futebol, o ex-jogador Antônio Carlos, que já teve uma passagem pelo clube em 1997 onde foi Campeão Paulista. A presidência provisória do time ficou nas mãos de Andrés Sanchez,[81] que tempos depois seria eleito presidente do clube, ao lado de seu vice de futebol Mario Gobbi Filho.

Com um lema de "Renovação e Tranparência", Andrés Sanchez deu uma nova cara ao clube. Projetos de marketing, como camisas comemorativas, celulares, viagens, planos de ingressos entre outros, inexistentes em outras diretorias foram criados e bem adotadores pela torcida.

A primeira mudança do time em campo foi a contratação de um novo técnico, o que já se especulava ainda no ano passado, onde muitos diziam que mesmo que o clube escapasse do rebaixamento, o então técnico Nelsinho Baptista não ficaria no comando do clube. O escolhido foi Mano Menezes, que já havia conseguido o título da 2ª divisão em 2005 com o Grêmio.

Após um pacotão de contratações e uma lista enorme de dispensas, o destaque ficou pela permanência de Felipe,[82] ídolo da equipe ano passado mesmo com o rebaixamento.

Para o patrocínio, o clube encerrou o contrato com a Samsung e acertou com a Medial Saúde, pagando o referente a 16,5 milhões de reais em um contrato de um ano, se tornando o maior patrocínio de clubes brasileiros na época, superando os R$16,2 milhões pagos ao Flamengo, e os R$16 milhões do São Paulo.[83]

Com um elenco ainda recente, o Corinthians conseguiu ficar em 5º lugar no Campeonato Paulista e chegar a final da Copa do Brasil. Destaques para a estreia do Paulistão com oito novos jogadores, e que mesmo assim consegui vencer o Guarani por 3–0, e as oitavas-de-final da Copa do Brasil, onde após perdeu o primeiro jogo para o Goiás por 3–1. A torcida lotou o Morumbi no jogo da volta, e a equipe se classificou com uma goleada de 4–0,[84] [85] onde torcedores e jogadores revidaram as provocações de um dirigente do Goiás, que disse que iria "chupar uvas roxas", após o jogo, em alusão ao 3º uniforme do Corinthians, que era da cor roxa.[86]

No Brasileiro da série B, o time estreou contra o CRB, no Pacaembú e venceu por 3–2. Durante toda a competição, a torcida mostrou o seu apoio ao time do coração, lotando os estádios por onde o Timão jogava, dentro ou fora de São Paulo, e criando "hits" que ficaram famosos inspirados em grandes cantores como Roberto Carlos, e Tim Maia. A equipe bateu todos os recordes da Série B, elhor ataque (67 gols feitos) e a defesa mais eficiente (22 gols sofridos),[87] além da classificação mais cedo para a Série A, que ocorreu na 32ª rodada após vencer o Ceará por 2–0,[88] (a 6 jogos do fim da competição e 11 pontos do segundo colocado)e conquistar o título dois jogos depois, contra o Criciúma vencendo por 2–0.[89]

Nos últimos jogos o clube teve a participação de líderes de torcida, comuns no Estados Unidos, em esportes como basquete, baseball e futebol americano. No ano seguinte as líderes de torcidas se tornariam comuns durante o Campeonato Paulista, com todas as equipes do campeonato.

Ronaldo foi contratado no final de 2008 e se tornou um dos maiores nomes no ano de 2009.

Em 9 de dezembro de 2008, o presidente corintiano Andrés Sanchez através do site oficial do clube acertou a contratação do atacante Ronaldo Luis Nazário de Lima, o "Ronaldo Fenômeno" que acertou a sua volta ao Brasil depois de 14 anos[90] pelo Corinthians.[91] [92] [93] [94] [95] Em 12 de dezembro, a diretoria organizou uma festa pela chegada do jogador no clube com a presença de torcedores no Estádio Alfredo Schürig,[96] com ingressos com o valor de 1 kg de alimento não-perecível doados as Casas André Luiz. O contrato só viria a ser assinado em 17 de Dezembro com a presença da diretoria e da imprensa.[97]

No ano de 2009, tinha tudo para ser apenas o ano do retorno a Série A, mas foi muito além disso. Com as bases da série B de 2008 e mais alguns jogadores contratados para 2009, o Corinthians formou uma das maiores equipes dos ultimos tempos, comandada por Ronaldo, André Santos, Cristian, Chicão, Alessandro, Douglas, entre outros grandes jogadores do elenco Inicou o ano vencendo um amistoso contra o Estudiantes da Argentina por 5x1, esse mesmo time que séria campeão da Copa Libertadores da América no ano de 2009, a ainda mesmo sem ter anunciado um patrocinador para o clube ganhou cerca de 1,5 milhões de reais em patrocinios temporários para a camisa e do estádio.[98] Durante o Campeonato Paulista, o time sagrou-se campeão de forma invicta, com o Fenômeno Ronaldo sendo eleito o melhor jogador da competição, onde o jogador marcou desde gols decisivos como o marcado de cabeça aos 49 minutos do segundo tempo no clássico contra o Palmeiras, até belos gols na semifinal na segunda partida da semifinal contra o São Paulo[99] e na primeira partida da decisão contra o Santos.[100] e com isso se sagrou o melhor jogador da campetição, além de anunciar o patrocionio com a Batavo, onde novamente o Corinthians conseguiu o maior patrocínio do Brasil, com o valor de R$18 milhões por 10 meses de contrato[101]

Ainda em 2009, o Corinthians conquista a Copa do Brasil ao empatar com o Internacional no Estádio Beira-Rio por 2–2 (no jogo de ida o Corinthians havia vencido por 2–0). Além do título, o Corinthians garantiu uma vaga na Copa Libertadores da América de 2010, seu maior objetivo para 2010, ano que o clube completa 100 anos. O fim das conquistas também marcou a saída de importantes jogadores, como André Santos, Cristian e Douglas e uma lesão que afastou Ronaldo por diversos meses. Isso criou um desmanche no time, que com a equipe titular era apelidada de "Os Invencíveis" pela torcida. O desmanche abalou o rendimento do time que agora substituido por jogadores novos, ficou desentrosado, apesar de alguns destaques individuais de alguns novos jogadores, o time acabou terminando o Brasileiro na 10ª colocação e se voltando mais para o projeto do time no ano do centenário

2010: o ano do Centenario e a República Popular do Corinthians[editar | editar código-fonte]

No ano de 2010, o Corinthians armou uma equipe para a disputa da Libertadores 2010 (título tão esperado no Parque São Jorge),acertando a contratação de vários jogadores conhecidos, entre eles do pentacampeão com a Seleção Brasileira Roberto Carlos, considerado o maior lateral dos últimos tempos[102] . O Timão também irá contar com o um dos maiores ídolos da sua história Marcelinho Carioca, porém jogará apenas em amistosos, e terá papel no clube como embaixador no ano do centenário[103] .

O Corinthians formou uma equipe forte, apesar de não ser o time das conquistas de 2009, e com foco na libertadores, o Corinthians manteve Ronaldo só para partidas importantes e manteve um time misto em grande parte do Campeonato Paulista. O time não se classificou e ficou na quinta colocação. Porém, o Corinthians não conseguiu chegar as quartas de final da competição, onde foi eliminado em maio pelo Flamengo, com uma vitória de 2–1 no Pacaembu, o time foi eliminado devido o fato do time do Flamengo ter marcado um gol na casa do adversário. Mesmo assim, a torcida apoiou o time após a derrota.

Após a eliminação o clube focou no Campeonato Brasileiro, que ficou marcada por uma lesão de Ronaldo, que acabou ficando grande parte do Campeonato fora e da saída do goleiro Felipe, que defendia o time dês de 2007. Foi nesse período onde o Corinthians contratou o meio-campista Bruno César , que acabou se consagrando o artilheiro do time e apresentando futebol ofensivo em clássicos e partidas importantes. Durente esse período, o téncico Mano Menezes é convocado para ser técnico da Seleção Brasileira e deixa o comando do Corinthians, no lugar entra Adilson Batista. A era Adilson Batista durou pouco e foi cheia de altos e baixos, com ele o time venceu os times mais fortes da tabela apresentando um futebol de gana e ofensividade nos seus jogos importantes tomando a liderança do Brasileiro. Porém após isso, um fato raro no futebol acabou prejudicando o Corinthians no campeonato, quase o time titular inteiro ficou lesionado, o que prejudicou o esquema tático de Adilson. Isso fez o time perder partidas importantes e para times de baixo da tabela. O excesso de derrotas causadas por isso culminou com a saída de Adilson e a entrada do técnico Tite para tentar ainda vencer o Campeonato. Tite conseguiu convencer no Brasileiro, aproveitando a recuperação dos demais jogadores, ele colocou o time titular completo em campo para as partidas finais. Outra coisa que ajudou foi o retorno de Ronaldo, que se recuperou totalmente da lesão. Assim, Ronaldo e Bruno César jogaram juntos pela primeira vez e juntos conseguiram levar o Corinthians de volta a briga ao topo, durante esse período o Corinthians não foi derrotado nenhuma vez no campeonato brasileiro, porém mesmo assim o time acabou em terceiro lugar mas se classificando para a libertadores de 2011.

Para o centenário, o clube anunciou vários movimentos para o aniversário do clube. As ações vão desde doação de sangue[104] , reflorestamento de acordo com a campanha do clube[105] , até shows[106] , camisa especial para a disputa do centenário [107] e o anúncio da construção de um estádio em Itaquera, com a parceria da construtora Odebrecht que arcará com todos os custos da obra[108] . O Timão também anunciou a República Popular do Corinthians, com direito a RG, Certidão de Nascimento, Carta Magna com as leis do "nação", Passaporte e até Carta de Anistia.[109]

Curiosidade: O Brasão da República Popular do Corinthians [110] é praticamente o mesmo que a seleção russa de futebol usa em suas camisetas[111] . Ele é o brasão da Rússia desde 1993 e é baseado no antigo brasão do império russo. No brasão da República Popular do Corinthians, São Jorge está em um círculo e olha para a esquerda. No brasão russo, o cavaleiro (que atualmente não é mais identificado como São Jorge) está em um quadrado e olha para a direita. O cetro e a globus cruciger que a águia segura no brasão russo representam poder e autoridade. Eles foram substituídos por um remo e por uma bola de futebol.

No dia do centenário, vários corinthianos queimaram fogos e festejaram saindo aos montes as ruas com a camisa do Corinthians.

2011: o drama na Libertadores e a superação[editar | editar código-fonte]

Em 2011 o Corinthians manteve os reforços de 2010. Com a mudança, o Corinthians acabou perdendo dois grandes jogadores, William e Elias. William se aposentou após o brasileiro de 2010 e Elias se transefiu para o Atlético de Madrid. O time então começou o campeonato paulista, que apesar de não ter tido nenhuma grande atuação ganhou alguns jogos e teve uma grande série de empates o que até então mantinha a invencibilidade de Tite que não havia sido derrotado desde sua entrada no clube. A equipe então fez sua estréia na Copa Libertadores da América. No primeiro jogo da competição, empatou sem gols contra a equipe colombiana Deportes Tolima, em jogo realizado no Pacaembu.[112] Mesmo assim o Corinthians continuou as disputas no paulista, vencendo alguns jogos e permanecendo invicto. No jogo de volta, em Ibagué, o Tolima surpreendeu a equipe paulista, que foi derrotada pela primeira vez no comando de Tite perdendo por 2–0, em um jogo extremamente conturbado sendo eliminada do torneio ainda na pré-fase.[113] A derrota gerou um momento de drama no clube que não era vivido desde o rebaixamento. Isso culminou com a saída de Roberto Carlos e do volante Jucilei, em seguida deram como certa a venda de Bruno César para o Benfica e Dentinho para o Shakhtar Donetsk da Ucrânia. O time viveu alguns momentos delicados e na sequência Ronaldo decretou sua aposentadoria como jogador de futebol alegando dores e problemas físicos. Assim o Corinthians seguiu no campeonato paulista e para suprir a vaga de Ronaldo, o time trouxe de volta de Portugal o veterano Liedson que havia sido campeão paulista pelo clube em 2003. Com tudo, Tite permaneceu no Corinthians, Bruno César e Dentinho continuaram no clube até o fim do campeonato paulista, com isso o Corinthians se reergueu fazendo grandes jogos e se classificando para a fase final e assim passando por Linense e Palmeiras em uma semi-final na qual o Corinthians derrotou seu maior rival nos penaltis e em seguida perdendo na final para o Santos. Logo após o final do Campeonato Paulista, o Corinthians trouxe de volta o atacante Adriano, que se lesionou e ficou por uns meses se recuperando. No início do campeonato, o Corinthians venceu o São Paulo por 5–0 e o Botafogo por 2–0, em um jogo onde o goleiro Julio César fraturou o dedo nos últimos minutos, mas continuou jogando até o final do jogo. Em seguida, as lesões novamente atrapalharam o Corinthians, que perdeu vários jogadores em diversos jogos, entre eles Liedson. Mesmo assim o Corinthians continuou na liderança praticamente o campeonato inteiro. Nesse período Paulo André ganhou espaço, entrando na vaga de Chicão, que acabou ficando fora de uns jogos por problemas com o time. Ao final do campeonato, todos os jogadores se recuperaram, inclusive Adriano que participou dos últimos jogos.

O Corinthians se sagrou campeão em um jogo emocionante contra seu maior rival Palmeiras (que não disputava o título e amargurava a décima primeira colocação na tabela), no mesmo dia em que faleceu um dos maiores jogadores de sua história: Sócrates, herói pelo clube na época da democracia corintiana. O jogo foi tenso do começo ao fim, com direito a grandes confusões onde quatro jogadores acabaram expulsos, incluindo Valdivia, camisa dez do Palmeiras e veterano rival do clube. O Corinthians só precisava de um empate. Nesse jogo, Chicão e Jorge Henrique, que haviam ficado fora de alguns jogos, voltaram para o time. O jogo terminou com o empate de 0–0, dando assim o título de Campeão Brasileiro de 2011 para o Corinthians, que conseguiu novamente a vaga para a Taça Libertadores da América.

2012[editar | editar código-fonte]

No dia 11 de fevereiro de 2012, ocorreram as eleições presidenciais no clube e Mário Gobbi foi eleito presidente do time e sucessor de Andrés. Em março foi oficializada a saída do jogador Adriano, após uma série de desavenças no clube.[carece de fontes?]

O Corinthians manteve todos os reforços do time campeão brasileiro de 2011 para a disputa do campeonato paulista. Douglas, antigo ídolo corintiano, voltou ao clube para ajudar a equipe na campanha de 2012.[carece de fontes?] O Corinthians fez uma campanha excelente na primeira fase da competição, classificando-se em primeiro lugar com 46 pontos e avançando para as quartas de final.[carece de fontes?] Porém, o Corinthians foi eliminado na sequencia, sendo derrotado pela Ponte Preta por 3–2 nas quartas de final.

Escalação de Corinthians e Boca Juniors na Final da Libertadores de 2012

O primeiro jogo da equipe pela Taça Libertadores da América, foi contra o Deportivo Táchira da Venezuela, que acabou empatado em 1–1, com o gol corintiano sendo marcado no último minuto por Ralf.[114] Contra o Nacional do Paraguai, no Pacaembu, venceu por 2–0, conseguindo quatro pontos na classificação. No terceiro jogo, o Corinthians foi até o México onde enfrentou o Cruz Azul e empatou em 0–0, num jogo parelho, conseguindo cinco pontos e encerrando o primeiro turno da segunda fase do torneio.[carece de fontes?]

No primeiro jogo do segundo turno, o Corinthians enfrentou o Cruz Azul em São Paulo, vencendo por 1–0 depois de uma grande apresentação e assumindo a liderança do grupo 6, com 8 pontos. No dia 11 de abril, a equipe foi ao Paraguai, onde derrotou novamente o Nacional, por 3–1, chegando a 11 pontos no Grupo 6. No dia 18 de abril o Corinthians enfrentou novamente o Deportivo Táchira da Venezuela no Pacaembu, sendo a última partida do 2° turno. O Alvinegro do Parque São Jorge venceu o jogo e aplicou uma impiedosa goleada de 6x0. os gols foram marcados por Danilo, Paulinho, Jorge Henrique, Emerson, Liédson e Douglas. Assim, o Timão encerrou o Grupo 6 como 1° colocado [115] atingindo 14 pontos e avançando às oitavas de final da competição.

Nas oitavas de final, o Corinthians superou o Emelec do Equador, classificando-se com um empate em 0–0 no Equador e uma vitória em casa por 3–0 indo às quartas de final da competição. Nas Quartas de Final o Corinthians jogou contra o Vasco, empatando novamente em 0–0 fora de casa, em São Januário e vencendo no Pacaembu por 1–0 com um gol consagrador de Paulinho, nos minutos finais e avançando as semifinais da competição.[carece de fontes?]

No primeiro jogo das semifinais, derrotou o Santos por 1–0 com gol de Emerson Sheik, na Vila Belmiro. No segundo jogo o Santos saiu na frente com um gol de Neymar, mas o Corinthians empatou com gol Danilo que garantiu a classificação na final.[carece de fontes?]

O clube chegou pela primeira vez a final de uma Libertadores e enfrentou como adversário o tradicional Boca Juniors da Argentina. O primeiro jogo foi dia 27 de junho no estádio La Bombonera e terminou com o placar de 1–1. O Boca Juniors saiu na frente, mas o Corinthians empatou com um gol de Romarinho. A segunda partida foi realizada no dia 4 de julho no Pacaembu. O Corinthians ganhou o jogo por 2–0, com dois gols de Emerson Sheik, garantindo o título de Campeão da Copa Libertadores da América pela primeira vez na história do clube e de maneira invicta.[116]

O Corinthians conquistou a Copa do Mundo de Clubes da FIFA em 2000 e 2012 (foto acima)

O time usou o Campeonato Brasileiro de 2012 como uma forma de preparação para o mundial, e mesmo sem entrar na disputa pelo título acabou o campeonato em 6º lugar. Na Copa do Mundo de Clubes, o Corinthians enfrentou o time egípcio Al-Ahly e venceu depois por 1–0, gol do peruano Paolo Guerrero, depois de um jogo truncado, se classificando assim para a final do torneio. Na decisão o alvinegro enfrentou os ingleses do Chelsea F.C., campeão da Liga dos Campeões da Europa, e apontado como favorito. O Corinthians jogou de igual para igual com o clube inglês, chegando até mesmo a ser superior durante alguns momentos da partida, e derrotou o adversário por 1–0, com mais um gol de Guerrero, que terminou por ser o artilheiro do timão no torneio e levando o Corinthians à sua segunda conquista mundial.

2013[editar | editar código-fonte]

O peruano Paolo Guerrero foi o autor do histórico gol da conquista da Copa do Mundo de Clubes da FIFA de 2012 e de um dos gols da conquista da Recopa Sul-Americana de 2013

Depois de um ano cheio de conquistas, o Corinthians pela primeira vez disputou a Recopa Sul-Americana, um título até então inédito que foi disputado nos dias 3 e 10 de Julho, sendo o primeiro jogo no Morumbi e o segundo no Pacaembu. O Corinthians venceu as duas partidas - 2–1 e 2–0, respectivamente - sagrando-se campeão. O adversário foi o São Paulo Campeão da Copa Sul Americana de 2012. Para o Timão o título valeu a Tríplice Coroa Internacional.

O Corinthians disputou a Libertadores novamente, passando na primeira fase. Nas oitavas de final enfrentou o Boca Juniors, repetindo o confronto final do último ano. Na primeira partida na Argentina o Corinthians saiu derrotado por 1–0. Na partida de volta o Corinthians foi eliminado no Pacaembu com placar de 1–1, prejudicado por sucessivos erros de arbitragem de Carlos Amarilla e seus assistentes. Tal arbitragem polêmica teve repercussão internacional já que o Corinthians só foi eliminado por conta dela. Em 19 de maio de 2013, quatro dias após a eliminação, o Corinthians de Tite foi novamente campeão paulista, vencendo o Santos Futebol Clube e impedindo a conquista do quarto título seguido pelo time santista.

No Campeonato Brasileiro, o Corinthians começou bem, vencendo vários jogos e emplacando, em certo momento chegou até a disputar uma vaga para a Libertadores, mas depois uma série de derrotas e a seca de gols dos seus atacantes foram levando o time cada vez mais para baixo da tabela. O técnico Tite quase foi demitido depois da derrota para a Portuguesa pelo placar de 4–0,mas a situação foi amenizada com a vitória em cima do Bahia por 2–0. Acabou o Brasileirão com 17 empates (maior número de empates da competição) ,27 gols marcados (a segunda pior da competição) , e 22 gols sofridos (a melhor da competição). Na Copa do Brasil, nas oitavas de final, o time enfrentou o Luverdense e perdeu pelo placar de 1–0 fora de casa,mas chegou até as quartas de final vencendo por 2–0 no Pacaembu. Nas quartas de final,enfrentou o Grêmio. Depois de dois placares sem gols, foi eliminado nas cobranças por pênaltis. Ao fim do Brasileiro foi anunciada a saída do técnico Tite presente desde 2010 e do veterano Alessandro, presente em todas as conquistas dessa geração. Apesar de tudo o Corinthians passou toda a temporada sem perder um único clássico paulista, coisa que já não acontecia a muito tempo.

Cronologia no Futebol Profissional[editar | editar código-fonte]

  • Não estão computados todos os Títulos
Cronologia do Sport Club Corinthians Paulista

Notas

  1. Não confundir com o São Paulo Futebol Clube
  2. Não confundir com a Sociedade Esportiva Palmeiras
  3. O Comércio de São Paulo e O Estado de São Paulo, ambos do dia 22 de setembro de 2010, noticiaram a fundação do Sport Club Corinthians Paulista "nesta capital, mais uma sociedade esportiva, com o fim de desenvolver o conhecido e apreciado esporte bretão"
  4. Ainda naquele ano, Alexandre Magnani assumiu a presidência do clube
  5. As atas dos encontros foram escritas a lápis, em papel de embrulhar pão, e se perderam com o tempo. Mas de acordo com relatos orais dos primeiros corintianos, o nome Corinthians venceu, de maneira unânime, outras sugestões como Carlos Gomes, Guarany e Santos Dumont</ref>
  6. "Faltava dinheiro para tudo. O fardamento, nós o conseguíamos com grande dificuldade num bazar da rua São Caetano. E toda a vez que havia a necessidade de reformá-lo, se fazia um rateio entre os diretores e associados. [...] em nossas dificuldades iniciais, teve o Corinthians sempre um grande amigo, Antônio Pereira. Era, como ainda o é hoje, um homem modesto, simples. Entretanto, como pintor, ganhava mais que qualquer um de nós. E todas as vezes que o rateio não dava para completar o numerário suficiente para a compra, era ele quem entrava com a diferença [...].[9]
  7. Presente naquele momento, o corintiano Caetano de Domenico viveu para contar como foi aquele dia ao Jornal da Tarde: Nós nos reunimos no Bom Retiro às quatro horas da madrugada e fomos a pé até a Lapa. Eu ajudei a carregar o saco de camisas, um saco de estopas, e cortamos caminho pela Barra Funda. [...] No final da partida todo mundo se trocou num barracão e vieram embora, sem tomar banho, sem nada.[5]
  8. Na ficha de inscrição para novos associados, o grande atrativo eram as poucas exigências, o que favorecia operários, trabalhadores braçais, sem preconceito de cor ou situação financeira.[1]
  9. Uma informação que confirma a versão de que o clube era uma equipe imbatível entre os clubes varzeanos paulistanos e, portanto, estava preparado para disputar os grandes clubes da cidade no sonhado campo do Velódromo, vem do jornalista Antônio Figueiredo, que acompanhou o futebol paulista em seus primórdios: “muito cedo começou a ganhar nome o clube [Corinthians], tornando-se, meses depois, o campeão dos clubes não filiados à Liga Paulista de Foot-Ball”.[13]
  10. De acordo com o historiador Plinio Labriola Negreiros, ao se analisar a organização e os valores do futebol em São Paulo daquela época, pode-se concluir que, normalmente, os clubes que participavam do futebol oficial na cidade, notadamente aqueles que romperiam com a LPF e criariam a APEA, "consideravam que os clubes e times da população trabalhadora eram incapazes de conviver harmoniosamente no Velódromo ou em outro campo oficial. Os populares, ainda segundo tais clubes de elite, não se portariam com a “boa educação” necessária. E os clubes e dirigentes esportivos os discriminavam, apresentando fatos que, segundo eles, confirmavam suas teses: jogadores violentos que agrediam adversários fora do instante da disputa da bola; atletas que não eram disciplinados a aceitarem com serenidade a vitória do outro time; torcedores que gritavam palavrões e vaiavam atletas e juízes. Enfim, a participação popular trazia consigo esses males para o futebol que deveriam ser evitados."[18]
  11. Para o crítico Anatol Rosenfeld, o pretexto dado pelo Paulistano era secundário: "Muitas confusões da política de clubes e federações explicam-se, assim, por um tenaz conflito de classes. Em 1913, o Clube Paulistano rompeu a associação existente e fundou uma nova, na aparência de um motivo insignificante, mas na realidade porque queria fazer “uma seleção rigorosa” e “exigir que as equipes” deviam ser integradas por “jovens delicados e finos"[19]
  12. Como foram os três clubes que se mantiveram fieis dentro da Liga Paulista de Foot-Ball, eles ficaram conhecidos como os Três Mosqueteiros. E o Corinthians, como primeiro time a se integrar ao trio e, tornou-se o quarto mosqueteiro como o autêntico D’Artagnan, o quarto personagem de Alexandre Dumas. Esta seria uma versão para a origem do mascote corintiano.
  13. "A Diretoria da Liga nomeou uma comissão especial encarregada de dar parecer sobre o valor dos times concorrentes. O ato da Liga cuidando com interesse da substituição que quer dar ao time inglês só nos merece elogios. Parecia a nós, e assim o entendeu a Liga, que a simples prova eliminatória não será suficiente para assegurar a entrada de qualquer clube no seu seio uma vez que o métier, a sua prática, embora perfeita, não é completa recomendação para um sportman: é preciso que a par da educação esportiva esteja a educação social: aquela, sem esta, mata o esporte e desorganiza as agremiações.[...] que a comissão de sindicância pese bem a sua responsabilidade e não leve para o seio da Liga um elemento de perturbação da ordem; desigual que ele seja é dito, para, senão desorganizar a agremiação, ao menos torná-la desprezada pelo público paulistano”[21]
  14. "Da grande concorrência que ontem afluía ao Velódromo para assistir à luta de honra que se anunciava, não se manifestou outra opinião que não a de que o conjunto dos Corinthians joga o futebol com uma segurança pouco comum e, o que é mais, pratica o esporte como verdadeiros gentlemen, com aquela delicadeza e lisura que tanto engrandecem e embelezam o association sem as charges violentas, sem os golpes pouco decentes que fazem do campo de jogo verdadeiro circo de touro, em que a brutalidade deste sobrepuja os fouls daquela, para gáudio dos apreciadores e desmoralização do esporte. [...] a mesma vontade de vencer na luta de honra os atirou à Liga Paulista, e na qual, além do valor esportivo dos combatentes, deveria figurar a recomendação social e moral de todos."[23]
  15. Após a entrada do Corinthians na LPF, a dinâmica do clube sofreu modificações. Novos jogadores, não mais necessariamente aqueles que viveram os primeiros momentos do clube, chegavam para atuar no clube. Ainda em 1913, o Corinthians recebeu Américo Fiaschi, jogador nascido em 1896, em São Carlos (SP). Segundo o jornalista da época Leopoldo Sant’Anna, esse jogador começou a prática do futebol no clube União da Lapa e “[...] jogou depois em outros clubes suburbanos da Pauliceia, vindo fixar-se, em 1913, na primeira equipe do Corinthians Paulista [...]”.[24] Tampouco havia garantias de que pudessem participar das instâncias de decisão. Embora, através da leitura das atas das assembleias realizadas pelo clube, os jogadores deveriam ser sócios do clube e, portanto, participar das assembleias, dificilmente eles poderiam participar da diretoria.[18]
  16. Embora houvesse ainda alguma preocupação, da imprensa em geral, em noticiar a competição da LPF, a grande sensação do meio esportivo era o campeonato da nova entidade, a Apea, que, segundo a visão da maioria dos cronistas esportivos, era o espaço dos clubes e jogadores mais competentes.[18]
  17. A derrota por 6–3 diante do Santos foi desconsiderada da classificação final, assim como os demais jogos do time da Baixada Santista, porque os santistas abandonaram o campeonato meses após seu início
  18. O Germânia e o Hydecroft desistiram no decorrer da competição
  19. Para a classificação final, foram desconsiderados os resultados as vitórias por 3–1 sobre o Germânia e 4–1 contra o Hydecroft
  20. Na disputa pela hegemonia do futebol paulista, a LPF e APEA buscavam prestígio ao convidar times italianos para excursionar pelo país. A primeira contou com o Torino, que venceu todos os confrontos. APEA trouxe o Pro Vercelli, que sofreu três derrotas e empatou duas vezes.[2]
  21. Avaliava-se que a LPF não desejava a unificação e que estava criando uma série de obstáculos intransponíveis.[18]
  22. No jornal O Comércio de São Paulo, do dia 3 de jullho de 1915: "Velódromo Paulista – Corinthians Paulista versus A. A. Mackenzie – Como a maioria dos jogadores da A. A. Mackenzie se acham fora da capital, o match de futebol que devia se realizar hoje, no Velódromo Paulista, entre aquela associação e o S. C. Corinthians, ficou adiado para o dia 21 de agosto próximo.[28]
  23. O Germânia e o Internacional desistiram no decorrer da competição
  24. Comentando sobre o crescimento do Corinthians, Antônio Figueiredo destaca que o clube "apesar de pobre, tem feito progressos devido aos esforços ingentes de suas diretorias, de 1914 para cá. Pode-se dividir em três fases os progressos deste clube: progresso esportivo devido ao sr. Casemiro González; progresso moral devido aos esforços do seu ex-presidente, sr. Ricardo de Oliveira, e progresso financeiro devido ao espírito ativo e econômico do sr. João Baptista Maurício [...]"[13]
  25. Segundo o historiador Celso Unzelte, o Corinthians havia tentado anteriormente inscrever um outro jogador negro, Davi, que defendia o AA Botafogo do Bom Retiro, mas a Liga Paulista de Futebol rejeitou o pedido.[34]
  26. Tatu foi primeiro jogador não-branco a se firmar pelo Corinthians, numa época em que as principais equipes e ligas não abriam espaço para jogadores negros, que atuavam apenas pelos times de várzea, um dado que marca o forte racismo dentro da sociedade paulista. Somente a partir da década de 1930 que o Corinthians aceitou um maior número de jogadores negros.[35]
  27. "Neco só ficou sabendo que era um craque muitos anos depois de abandonar o futebol. Para ele, jogar era um prazer que valia bem mais do que os 2 mil réis que pagava por mês ao Corinthians, ou do que o dinheiro que pedia à mãe e que servia para lavar as camisas do time ou pagar o bonde para os jogadores irem aos estádios [...]. 'Eu poderia ter ficado rico com as propostas que recebi, mas dinheiro nenhum me fazia trair o Corinthians. Não faz mal que tivesse de trabalhar como carpinteiro o dia inteiro para depois ir treinar ou jogar.'"[36]
  28. Nas temporadas seguintes, chegaram ainda Cruz, Bahianinho, Brito, Boulanger, Teleco, Brandão e Servílio
  29. Juraram os atletas são-paulinos que o gol de empate corintiano teria sido marcado com a mão - História do Corinthians, PELÉ.NET
  30. Ainda que nessa época o futebol não conquistasse títulos, os demais esportes praticados no clube conseguiram várias de suas maiores conquistas, principalmente a partir da construção do Ginásio poliesportivo no Parque São Jorge na metade da década de 1960.
  31. O nome foi dado pelo publicitário Washington Olivetto. Fonte: Mundo Estranho, Editora Abril
  32. À época, o desempenho nos campeonatos estaduais determinavam a classificação de uma equipe para o campeonato nacional.
  33. O lateral é o jogador que mais defendeu a camisa do Corinthians. Foram 806 partidas ao todo.

Referências

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  2. a b c d e f g h i Lourenço, 7 de novembro de 2014
  3. a b c Negreiros, jul/dez de 2010, p.211-214
  4. Figueiredo, 1918, p. 131
  5. a b c Bataglia, 6 de junho de 1988, p. 4
  6. Placar, 1979, p.14
  7. Folha de S.Paulo, 26 de janeiro de 1991, D-4
  8. a b Mazzoni, 1950, p.79-80
  9. Corinthians (órgão oficial do Sport Club Corinthians Paulista), setembro de 1952
  10. a b Andrade, 18 de maio de 2014
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  13. a b c Figueiredo, 1918, p. 88
  14. a b Negreiros, jul/dez de 2010, p.214-221
  15. a b Unzelte, 2000
  16. a b Unzelte, 2000
  17. Folha.com, 12 de janeiro de 2009
  18. a b c d e f g h Negreiros, jul/dez de 2010, p.221-231
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  22. a b c Unzelte, 2000
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  24. Sant'Anna, 1918, p. 10
  25. a b c Unzelte, 2000
  26. a b Lourenço, 2013, p.86-87
  27. Streapco, 2011, p.198
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  29. Unzelte, 2009, p.17
  30. a b c d Unzelte, 2000
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Bibliografia consultada[editar | editar código-fonte]

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]