Santos Futebol Clube

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Santos
Santos logo.svg
Nome Santos Futebol Clube
Alcunhas Peixe
Alvinegro Praiano
Sele-Santos
Santástico
Leão do Mar
Torcedor/Adepto Santista
Mascote Baleia
Fundação 14 de abril de 1912 (102 anos)[1]
Estádio Vila Belmiro
Capacidade 16.798 Lugares [2]
Localização Brasao Santos SaoPaulo Brasil.svg Santos, São Paulo SP, Brasil Brasil
Mando de jogo em Vila Belmiro
Pacaembu
Presidente Brasil Modesto Roma Júnior
Treinador Brasil Enderson Moreira
Patrocinador República Popular da China Huawei
Flag of the United Nations.svg Unicef
Brasil CNA
Brasil Corr Plastik
Brasil Brahma
Alemanha Volkswagen[3]
Material esportivo Estados Unidos Nike
Competição São Paulo Campeonato Paulista
Brasil Copa do Brasil
Brasil Campeonato Brasileiro
São Paulo A1 2014
Brasil CB 2014
Brasil A 2014
2º colocado
3º colocado
9º colocado
São Paulo A1 2013
Brasil CB 2013
Brasil A 2013
Espanha JG 2013
2º colocado
11º colocado
7º colocado
2º colocado
São Paulo A1 2012
Flags of the Union of South American Nations.gif CL 2012
Brasil A 2012
Flags of the Union of South American Nations.gif RS 2012
Campeão
3º colocado
8º colocado
Campeão
Ranking nacional Aumento 5º lugar, 13.530 pontos[4]
Website santosfc.com.br
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Temporada atual
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Santos Futebol Clube, mais conhecido como Santos, é um clube brasileiro de futebol, fundado em 1912, com sede em Santos, no estado de São Paulo. Eleito pela FIFA como a melhor equipe de futebol das Américas do século XX, o Santos é um dos 5 clubes que nunca foram rebaixados para a 2º divisão do Campeonato Brasileiro e é o único clube brasileiro a conquistar, num mesmo ano, em 1962, um título estadual, um nacional, um continental e um intercontinental.[5]

O clube é conhecido mundialmente por ter revelado o maior jogador da história do futebol mundial[6] nomeado em 1999 pelo Comitê Olímpico Internacional[7] , Pelé,[8] que começou sua carreira no clube em 1956, com apenas 16 anos de idade[9] . Na década de 1960, ele foi a principal estrela da maior equipe santista de todos os tempos, que obteve vários títulos ao redor do mundo, entre eles duas taças intercontinentais que o clube conquistou em 1962 e 1963.

O Santos, ao lado do São Paulo, é o clube brasileiro mais vezes campeão da Copa Libertadores, ambos possuem 3 títulos, e também é o maior campeão brasileiro, ao lado do Palmeiras, com 8 títulos: 5 Taças Brasil (1961-1965), 1 Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1968) e 2 Campeonatos Brasileiro (2002 e 2004). A CBF reconheceu oficialmente esses torneios no dia 13 de dezembro de 2010.[10] [11] [12] O clube também possui uma Copa do Brasil (2010).

O Santos, em sua fase áurea, conquistou 9 títulos consecutivos entre 1961 e 1963.[13] De 1960 a 1969, período de 10 anos, somou nada menos do que 22 títulos oficiais, um recorde entre times brasileiros.

Em 20 de janeiro de 1998, o Santos tornou-se a primeira equipe na história do futebol a alcançar a marca de 10 mil gols (gol do meio-campista Jorginho). Em 1º de fevereiro de 2014, atingiu a marca de 12 mil gols (gol do atacante Gabriel).[14] É o clube que mais marcou gols na história do futebol mundial.[15]

Um estudo nacional realizado em 2012 pela BDO aponta o alvinegro praiano como a sexta marca mais valiosa do futebol brasileiro, superando 341 milhões de reais.[16] Em 2013, uma das maiores empresas de consultoria do mundo, a Brand Finance, colocou o Santos como a 38ª maior marca de clube do mundo, avaliado em R$ 137 milhões, à frente de outros grandes clubes brasileiros como São Paulo, Flamengo e Internacional, e atrás apenas do Corinthians.[17]

Em 14 de abril de 2007, a data do aniversário de fundação do clube foi incluída no calendário oficial de comemorações do Calendário Turístico do Estado de São Paulo,[18] onde diversos eventos são realizados em sua homenagem. No dia 4 de Novembro de 2008, a Estação Imigrantes, foi rebatizada de Estação Santos-Imigrantes, para homenagear o clube e também por estar localizada numa das principais vias de acesso à cidade de Santos.[19]

História[editar | editar código-fonte]

A cidade de Santos no ano de 1910. Ilustração feita por Benedito Calixto.

Foi no início do século XX que a Cidade de Santos começou a realmente ser de grande importância para o Brasil. O porto despontava como um dos maiores do mundo. Por ele, passava a maior parte do café, produto forte na época, exportado pelo país. A vida social do município crescia rápido movida ao dinheiro dos barões do café e de seus negócios milionários com o porto. Em 1912, Santos já era a principal cidade exportadora de café do mundo.[20] Os negócios iam bem e a cidade atraía cada vez mais o dinheiro dos fazendeiros do Interior.

Apesar de na época os esportes aquáticos tais como o remo serem os mais praticados pelos jovens, já havia equipes da cidade fortes o bastante para disputarem com destaque o Campeonato Paulista de Futebol (criado em 1902): o Sport Clube Americano, fundado em 1903 e o Clube Atlético Internacional, fundado em 1902. O Internacional foi extinto em 1910 e o Americano mudou sua sede para São Paulo, deixando alguns praticantes descontentes e que decidiram então criar o seu próprio clube na cidade.

Em 1912, Mário Ferraz, Argemiro de Souza e Raymundo Marques fundaram o Santos Futebol Clube.

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Há menos de 20 anos que o jovem Charles Miller, precursor do futebol no Brasil, aportara em Santos com as duas primeiras bolas de futebol utilizadas no País, quando três esportistas santistas resolveram fundar um clube de tal esporte.

A fundação do Santos Futebol Clube deu-se a 14 de abril de 1912, domingo, por iniciativa de Raymundo Marques, Mário Ferraz de Campos e Argemiro de Souza Júnior, três esportistas da cidade, que convocaram uma assembleia, por volta das 14 horas, na sede do Clube Concórdia (localizado na Rua do Rosário - atual Avenida João Pessoa), para a criação de um time de futebol.[21] Durante a reunião, foi discutido o nome para a agremiação, dentre as sugestões estavam: Concórdia, Euterpe e Brasil Atlético. Mas os participantes da reunião, por unanimidade, aceitaram a proposta de Edmundo Jorge Araújo: a denominação Santos Foot-ball Clube. O primeiro presidente do clube, eleito na reunião, foi Sizino Patusca (que tinha participado da fundação do Internacional e sido fundador do Americano).

Na mesma reunião foram decididas as cores do clube. O uniforme oficial escolhido era constituído por uma camisa com listras verticais azuis e brancas, separadas por um fio dourado, em homenagem ao Clube Concórdia, local daquela reunião.

Time de 1913, já com as cores preto e branco.

Algumas horas depois na noite do dia em que nascia o clube, o Titanic batia contra um iceberg onde afundaria nas águas geladas do Oceano Atlântico Norte duas horas e vinte minutos depois da colisão já na madrugada do dia 15. Um grande titã mundial substituía o outro. E não haveria data melhor para nascer o clube que dominaria o futebol mundial por muitos anos. Isso porque, em 14 de abril de 1895, portanto 17 anos antes, aconteceu a primeira partida de futebol no Brasil, organizada por Charles Miller.

O primeiro jogo-treino[1] foi realizado no dia 23 de junho, contra um combinado chamado Thereza Team. O Alvinegro, até então tricolor, venceu por 2 a 1, com gols marcados por Anacleto Ferramenta da Silva e Geraule Moreira Ribeiro. O primeiro jogo oficial[1] ocorreu apenas em 15 de setembro daquele ano. O Santos venceu na estréia o Santos Athletic Club por 3 a 2. O primeiro gol oficial da história do clube foi marcado por Arnaldo Silveira.

Em 1913 o Santos disputou o Campeonato Santista e se sagrou campeão invicto, confirmando ser a equipe de futebol mais forte da cidade. Com isso credenciou-se a disputar o Campeonato Paulista de Futebol[5] no mesmo ano, mas as dificuldades com as viagens constantes e os resultados ruins nos jogos forçaram a equipe a abandonar a competição. A única vitória foi justamente contra o time que no futuro se tornaria o principal rival e que também estreava no campeonato naquele ano: o Corinthians (6-3 em jogo na capital). Em 1915, o Santos voltou a disputar o Campeonato Santista, conseguindo o segundo título embora tenha usado o nome de União FC[22] devido a APEA, liga a qual permaneceu afiliado, não o ter permitido participar com o nome oficial. Em 1916, o time das praias retomaria a disputa do Campeonato Paulista para ocupar de vez o lugar de uma das grandes equipes do estado e tornar-se um dos maiores vencedores da competição ao longo da História.

Ary Patusca, filho do primeiro presidente do clube, Sizino Patusca, foi o primeiro brasileiro a jogar em um clube estrangeiro.[23] Como era costume naquele tempo, Ary Patusca havia sido mandado por seu pai para estudar na Suíça. Lá, entrou para o Brühl St. Gallen e foi campeão suíço de futebol, chegando até a jogar na seleção helvética. Depois de quatro anos na Europa, retornou ao Santos. Foi o artilheiro do time em 1915, com 19 gols.

O ataque dos 100 gols[editar | editar código-fonte]

Araken Patusca, um dos primeiros grandes ídolos do Santos.

De 1921 a 1926, o Santos fez campanhas fracas no Campeonato Paulista, mas foi o período necessário para o surgimento da primeira geração do que se tornaria uma tradição no Alvinegro: descoberta e criação de jovens talentos[24] .

A equipe de jovens garotos que formaria o ataque dos 100 gols, consagrando o Santos no cenário nacional, começou a ser gerada em 1923 com a chegada do jovem Araken Patusca, então com 16 anos. Na mesma época entraram para a equipe outros atletas de baixa idade[24] .

Quatro anos após a chegada desses jovens, e com a inclusão de alguns nomes como o do extraordinário artilheiro Feitiço, o Santos estreava no Campeonato Paulista aplicando uma goleada, o que se repetiria por diversas vezes na competição. A vítima foi a equipe do Ypiranga, o jogo ficou em 12 a 1, com 7 gols de Araken. Foi o recorde de gols em uma única partida, só sendo superado 37 anos depois por Pelé.

Durante toda a disputa estadual o clube venceu por placares elásticos, o que resultou em 100 gols pró, média de 6.25 gols por partida. Mas a excelente campanha não foi coroada. No último jogo, quando o Peixe precisava de apenas um empate, foi derrotado pelo Palestra Itália, por 3 a 2, em partida muito conturbada[24] . O Santos seria ainda vice-campeão em 1928 e 1929, sempre fazendo muitos gols. Em 1931 foi novamente vice-campeão, mas Araken não estava mais no clube (retornaria em 1935).

O ataque que entrou para a História como a famosa "linha dos 100 gols" era formado por Osmar, Camarão, Feitiço, Araken e Evangelista. Essa escalação foi ouvida por décadas, repetidas como um verso popular pelos torcedores de futebol de várias partes do país.

O marco histórico do ataque dos 100 gols foi resultado de um trabalho de características que, mais tarde, valeriam um trecho do hino oficial do clube: "Técnica e Disciplina".

Os lendários substantivos surgiram após dois confrontos amistosos contra a equipe do Vasco da Gama, onde o Peixe venceu os dois jogos, e foi chamado por jornalistas de o "Campeão da Técnica e da Disciplina"[24] .

Campeão Paulista de 1935[editar | editar código-fonte]

Formação do primeiro time campeão paulista do Santos.

O Santos, que vinha batendo na trave quando o assunto era ganhar o Campeonato Paulista, finalmente superou seus rivais e começou, no dia 17 de novembro de 1935, a escrever uma história vitoriosa. O adversário naquele dia era o Corinthians e o Santos (que tinha somado 18 pontos), em seu último jogo na competição, precisava de apenas um empate para assegurar o seu primeiro título paulista. Ambos os alvinegros, e ainda o Palestra Itália, tinham chances de título, e as duas últimas partidas do campeonato eram verdadeiros confrontos diretos.

No primeiro turno da competição, o Corinthians havia vencido todos os jogos, mas depois, o time paulistano amargou 3 jogos sem vencer. Melhor para o Santos, que vinha logo atrás e aproveitou a chance de tomar a liderança e a manter até o final do campeonato.

No estádio de Parque São Jorge, o Corinthians era visto com certo favoritismo, por ter um time tradicional e forte que ainda jogaria em casa, mas nada que assustasse os jogadores santistas. A equipe entrou em campo com: Cyro, Neves e Agostinho; Ferreira, Marteletti e Jango; Saci, Mário Pereira, Raul Cabral Guedes, Araken Patusca e Junqueirinha, tendo como treinador Bilu. Os gols da partida foram marcados por Raul Cabral Guedes, aos 35 minutos do primeiro tempo, e Araken Patusca, aos 17 minutos do segundo tempo. O Santos venceu a partida por 2 a 0 e terminou o campeonato como o melhor ataque, com 32 gols. Assim, o Santos conquistava o seu primeiro título paulista [25] .

Era Pelé[editar | editar código-fonte]

O prenúncio da grande fase do Santos começou em 1955, quando depois de 20 anos, voltou a ser campeão paulista, tendo o atacante Emmanuele Del Vecchio, artilheiro da competição com 23 gols.

Em 1956, chegaria à Vila Belmiro, trazido pelas mãos de Waldemar de Brito, o menino Pelé, de 15 anos, que deu de novo impulso à história do Santos, levando-o a conquistas que enalteceram o futebol brasileiro no planeta. O time do Santos vinha de grandes campanhas, sendo bicampeão paulista em 1955-1956, apresentando os craques Pepe e Zito, dentro outros. Com Pelé, o time se tornaria um dos maiores da História.

Pelé marcou seu primeiro gol com a camisa do Santos num amistoso com o Corinthians de Santo André, jogo em que o time da Vila Belmiro venceu por 7 a 1. Em 1958, ganhou seu primeiro Campeonato Paulista, estabelecendo como artilheiro o recorde de 58 gols que permanece até hoje. Neste Campeonato Paulista, o Santos marcou 143 gols.[21]

Pelé, marcou 1091 gols, em 1116 jogos com a camisa do Santos.

O Santos com Pelé continuou nos anos seguintes a ganhar todas as principais competições que disputava. Em 1959, a conquista do primeiro Torneio Rio-São Paulo e o vice-campeonato brasileiro. Em 1960, mais um paulista. De 1961 até 1965 a hegemonia do futebol brasileiro com cinco Taças Brasil, e foi em 1961, num jogo válido pelo torneio Torneio Rio-São Paulo, contra o Fluminense, que o Pelé, marcou o famoso Gol de Placa, que foi o primeiro gol no Brasil a ser homenageado com uma placa. Em 1962 e 1963, o bicampeonato sul-americano da Copa Libertadores da América e o bicampeonato intercontinental. Só não ganhou todos os Campeonatos Paulistas de 1955 até 1969 pois o Palmeiras, time conhecido na época por "Academia", conseguiu interromper a sequência de tempos em tempos. Em 1967 o Santos daria início ao seu segundo tricampeonato paulista. O Santos conquistou 11 títulos paulistas em 15 anos (dois Tri: 1960-1961-1962, 1967-1968-1969; dois Bi: 1955-1956, 1964-1965, e um Mono: 1958). Em 1968, o time com grandes revelações como Clodoaldo, Edu, Abel e Toninho Guerreiro, além de Pelé, voltaria a conquistar outra série de títulos nacionais e internacionais, como a Supercopa Sulamericana e a Recopa dos Campeões Intercontinentais de 1968 [26] , além de mais um Campeonato Paulista e um Campeonato Brasileiro.

Lula, foi o treinador que comandou a Era Pelé.

No ano de 1969, as conquistas e a fama do Santos eram tão grandes que, em uma excursão pela África, a guerra no Congo Belga, atual República Democrática do Congo, entre forças de Kinshasa e de Brazzaville, foram suspensas para que as cidades pudessem assistir aos jogos do time. Logo após as partidas e as homenagens, o conflito recomeçou, e o Santos ficou conhecido como "O time que parou a guerra".[27] Este evento serviu claramente de inspiração para o "Amistoso da Paz", realizado entre as seleções de Brasil e Haiti, em 18 de agosto de 2004.[28]

Com dívidas devido a investimentos que não deram certo, como o do Parque Balneário, o clube ia vendo seus craques saindo. Compromissos com a CBD para a eleição de João Havelange para presidente da FIFA obrigaram o time a sucessivas excursões por todo o globo, desde a África até a Arábia, o que refletiu no fraco desempenho do time nos campeonatos internos. Em 1973, o Santos ganhou o último Campeonato Paulista com Pelé. Competição que teve uma final muito conturbada, acabando na disputa por pênaltis contra o time da Portuguesa. O erro histórico do árbitro Armando Marques, que encerrou as cobranças quando o Santos vencia por 2 a 0, mas ainda com possibilidade de empate por que restavam ainda duas cobranças da Portuguesa, atrapalhou a conquista certa (Pelé ainda não havia feito sua cobrança), fazendo com que o título daquele ano fosse dividido entre os dois clubes.

Pós-Pelé[editar | editar código-fonte]

Após a Era Pelé, o Santos continuou seu caminho de glórias. Em 1978, Chico Formiga, ex-atleta do clube, formou um time campeão. Os "Meninos da Vila", apelido dado pela juventude dos atletas da equipe, conquistaram o Campeonato Paulista de 1978. Destacaram-se na época Juary, João Paulo, Pita, Aílton Lira, entre outros. Em 1983 o Santos montou uma equipe forte trazendo para a Vila jogadores consagrados como Serginho Chulapa e Zé Sérgio (do São Paulo) e Paulo Isidoro (do Atlético Mineiro) e conseguiu disputar a final do Campeonato Brasileiro de Futebol de 1983 com o Flamengo de Zico, vencendo a primeira partida no Morumbi por 2x1. Mas na final do Maracanã, jogando com alguns desfalques, o Santos acabou apenas com o vice-campeonato.

Com o reforço do goleiro Rodolfo Rodríguez, a equipe confirmaria sua competitividade e se sagraria campeã do Campeonato Paulista de 1984 (tendo como Presidente Milton Texeira). Após esse título, o Santos só voltaria a uma final de campeonato nacional de futebol em 1995, enfrentando o Botafogo. O Santos vinha animado após uma vitória histórica na partida semifinal contra o Fluminense, por 5x2, com grande atuação do ídolo santista da época Giovanni. Mas na final contra o Botafogo, o Santos empatou e acabou novamente com o vice-campeonato, num jogo em que a arbitragem foi grandemente contestada (os santistas reclamam do árbitro Márcio Rezende de Freitas a anulação do gol do ponta santista Camanducaia e também a validação do gol em impedimento do botafoguense Túlio Maravilha).

O Santos voltaria aos títulos vencendo o Torneio Rio-São Paulo de 1997 e a Copa Conmebol, competição precursora da atual Copa Sul-Americana,[29] [30] [31] [32] [33] de 1998, derrotando o Rosario Central da Argentina na final. Foi vitória 1-0 na Vila Belmiro, com gol marcado pelo Claudiomiro, e empate 0-0 no Estádio do Rosario Central.

Século XXI[editar | editar código-fonte]

Emerson Leão, técnico que levou a equipe do Santos até a conquista do Brasileirão de 2002 e à final da Libertadores de 2003.

A maior conquista do Santos, excluindo-se os títulos, foi o reconhecimento internacional obtido com a honraria de ser considerado o "Clube do Século XX nas Américas", em eleição da FIFA que premiou, no fim dos anos 1990, os melhores clubes de futebol da História (além do Santos, o Real Madrid foi considerado o "Clube do Século XX") e os melhores jogadores, com Pelé recebendo, enfim, a "oficialização" do título que por tanto tempo o acompanhou.

Em 1999, Marcelo Teixeira ganha a eleição a Presidência pegando o clube com uma enorme dívida e com o time em frangalhos. A administração primeiramente tentou montar um grande time com jogadores renomados e ao mesmo tempo investiu forte na base, no patrimônio e na estrutura, reformando o estádio e fazendo um CT de primeiro mundo. Mas no início de 2002, ano em que o clube completara 90 anos, os grandes jogadores haviam saído sem conseguir títulos (apenas um vice-campeonato paulista em 2000) e o Santos teve que voltar suas atenções às categorias de base para recompor o elenco. A "solução caseira" deu certo e o Santos encerraria aquele ano com a conquista pela sétima vez do Campeonato Brasileiro. O time que conseguiu ser campeão foi, basicamente, formado na Vila Belmiro, montado pelo treinador Emerson Leão tirando da base para a equipe principal garotos que seriam conhecidos como "Os novos Meninos da Vila" e que viraram febre no Brasil inteiro e a dupla Diego e Robinho se tornaram símbolos de um futebol vistoso e alegre, juntos de Renato, Elano, Alex e Léo. No ano seguinte, com a base mantida, o Peixe chegou aos vice-campeonatos da Libertadores e do Campeonato Brasileiro.

Troféus conquistados pelo Santos nos Campeonatos Brasileiros.

Em 2004, o time mostrou toda a sua força entre os oito melhores times do continente, perdendo nas quartas-de-finais da Libertadores para o campeão Once Caldas, da Colômbia. No Campeonato Paulista, foi até as semifinais. O ano foi fechado com chave de ouro com a conquista do oitavo título brasileiro.[34] Com uma equipe liderada pelo técnico Vanderlei Luxemburgo, a base de 2002 e reforços como Ricardinho e Deivid, o time encerrou o torneio de pontos corridos disputando até a última rodada o título com o Atlético-PR e conquistou mais uma vez o Campeonato Brasileiro.

Após 3 anos consecutivos de vitórias, com conquista de dois Campeonatos Brasileiros e chegada a final da Copa Libertadores da América de 2003, o Santos começou o ano de 2005 tentando manter o ritmo.

O maior jogador após a Era Pelé, Robinho, permaneceu no clube durante o primeiro semestre. Mas após a sua saída para o Real Madrid, o Santos ficou prejudicado em seu desempenho. Para completar Deivid e Léo também saíram, o que deixou a equipe completamente desfigurada e enfraquecida. Para restaurar a equipe, o Peixe contratou o craque e ídolo Giovanni, mas que viria apresentar desempenho instável; e dois atacantes repatriados: Luizão, que se mostrou fora de forma; e Cláudio Pitbull, que marcou apenas dois gols. O ano também foi tumultuado com relação aos técnicos, começando com Oswaldo de Oliveira para a substituição de Vanderlei Luxemburgo, devido a saída do treinador para o Real Madrid. Passaram ainda como treinadores Gallo e Nelsinho Baptista, terminando com Serginho Chulapa, que levou o Santos interinamente. Após fraca atuação na Espanha, Luxemburgo retorna em 2006 como treinador da equipe santista, sinalizando grandes investimentos para o ano da Copa do Mundo.

Em 2006, a equipe foi inteiramente renovada. Várias contratações foram feitas com os campeonatos em andamento, o que prejudicou o conjunto da equipe. Mesmo com esse fator desfavorável, Luxemburgo conseguiu manter a equipe em alto nível de competição durante o Campeonato Paulista e, se aproveitando de que seus principais adversários estavam com as atenções divididas devido a participação na Copa Libertadores da América, o Santos conquistou o Campeonato Paulista de 2006. Foi o fim de um período de 21 anos sem levar a taça da FPF. O time entraria ainda para a história dos recordes como a única equipe que venceu todas as partidas jogadas em seu estádio (10 partidas no total); e que marcou gols em todas as partidas do campeonato (19 partidas no total, marcando 33 gols). O time histórico que consagrou esse título com vitória de 2 a 0 contra a Portuguesa de Desportos, sob a modalidade de pontos corridos, foi composto por Fábio Costa; Luiz Alberto, Julio Manzur e Ronaldo Guiaro; Kléber, Fabinho, Maldonado, Cléber Santana e Rodrigo Tabata; Reinaldo e Geílson. Já pelo Campeonato Brasileiro, conquista direito à disputa da Copa Libertadores da América de 2007 com o 4ª lugar na competição nacional.

Em 2007, com uma campanha impecável na primeira fase do Campeonato Paulista de 2007, o Santos conquista o direito de jogar com vantagem nas fases semifinais e finais do campeonato. Aproveitando-se desta vantagem, o Santos elimina o Bragantino nas semifinais ( 0 X 0 no primeiro e segundo jogos) e o São Caetano na finais (derrota por 2 X 0 no primeiro jogo e vitória por 2 X 0 no segundo jogo), conquistando o bicampeonato paulista (2006 e 2007). O time que conquistou o bi, foi a campo com: Fábio Costa, Maldonado, Adaílton, Ávalos e Kléber; Rodrigo Souto, Pedrinho, Cléber Santana e Zé Roberto; Marcos Aurélio e Jonas. Entraram ainda Carlinhos, Rodrigo Tabata e Moraes, que fez o gol do título.

Já no Campeonato Brasileiro da Série A de 2007, o Santos ficou com o vice-campeonato e conquistou uma das vagas para a Copa Libertadores da América de 2008.

Jogo entre Santos e Botafogo, no Rio de Janeiro.

Em 2008, com muitas mudanças de técnicos e jogadores, o Santos FC fez campanhas irregulares no Campeonato Paulista, na Copa Libertadores e no Campeonato Brasileiro. No torneio estadual, um começo ameaçador, no qual a equipe rondou a zona de rebaixamento. A melhora nas atuações trouxe consigo um sequência de vitórias que quase classificou a equipe para as finais. Na Copa Libertadores da América, o Santos Futebol Clube obteve uma difícil classificação para as finais, conquistada somente na última rodada, na vitória sobre o Cúcuta Deportivo, da Colômbia. Nas oitavas-de-final, duas vitórias por 2x0 sobre o mesmo Cúcuta Deportivo classificaram o Santos Futebol Clube para as quartas-de-final, nas quais foi eliminado pelo América. Derrota por 2x0 no México e vitória por 1x0 no Brasil. O Campeonato Brasileiro de 2008 foi aquele no qual o Santos Futebol Clube realizou sua pior campanha, lutando durante quase toda a competição contra a despromoção. Ao final do torneio, uma difícil 15ª posição, apenas um ponto acima da zona de rebaixamento. Como destaque positivo, os 21 gols do atacante Kléber Pereira, um dos artilheiros do campeonato.

Em 2009, depois de um início com problemas o Santos troca o técnico Márcio Fernandes por Vágner Mancini e consegue ótima reação no Campeonato Paulista. Com grandes vitórias sobre a Portuguesa de Desportos (1 X 0) e a Ponte Preta (3 X 2, em Campinas), o Santos se classifica para o Quadrangular Final. Derrota o Palmeiras, que foi o melhor time da primeira fase, por duas vezes (duas vitórias por 2 X 1) chegando à final com o Corinthians. Fica com o vice-campeonato depois de uma derrota na Vila Belmiro (3 X 1) e de um empate no Pacaembu (1 X 1). No Campeonato Brasileiro, após um bom início - no qual alcançou a vice-liderança - a equipe decaiu. Turbulências internas e más exibições ocasionaram a demissão do treinador Vágner Mancini, logo após a derrota por 6x2 para o Vitória, em Salvador. Para o seu lugar foi contratado Vanderlei Luxemburgo, que pela quarta vez assumiu o Santos Futebol Clube, tendo como objetivo a classificação para a Copa Libertadores da América de 2010. A ausência de bons nomes no elenco de jogadores tornaram a campanha da equipe santista muito irregular, numa constante alternância de vitórias, empates e derrotas. Ao final do campeonato, uma decepcionante 12ª posição, contabilizando 12 vitórias, 13 empates e 13 derrotas. Como saldo positivo, as boas atuações do jovem goleiro Felipe, que substituiu o titular Fábio Costa, dos meias Paulo Henrique Ganso e Madson, e do atacante Neymar, de apenas 17 anos. Em dezembro de 2009, as tumultuadas eleições para a presidência do clube tiraram do cargo Marcelo Teixeira, que se manteve por 10 anos nessa posição. Para o seu lugar foi eleito Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro.

Década de 2010[editar | editar código-fonte]

Giovanni, ídolo nos anos 90, retornou ao Santos em 2010.

Em 2010, já sobre a administração de Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro (também conhecido como LAOR), o trabalho na base dá certo novamente e aparece outra geração dos "Meninos da Vila" que reuniu os craques Neymar, Paulo Henrique Ganso, André, Wesley, o goleiro Rafael, os quais, juntos de Robinho que voltou por empréstimo e outros jogadores e com o técnico Dorival Junior, prometiam reescrever a história internacional do clube no cenário futebolístico. No primeiro semestre conseguiu o título de Campeão Paulista, derrotando o time do Santo André. A nova administração segurou Neymar que recusou uma oferta milionária de transferência ao futebol inglês.

Sucessivamente, depois do intervalo causado pela disputa da Copa do Mundo, o Santos conquistou seu segundo título no ano, o da Copa do Brasil (inédito para o clube) na dupla final com o Vitória com uma vitória por 2 a 0 na Vila Belmiro e uma derrota por 2 a 1 no Barradão. Foi o coroamento de uma campanha marcada por um ataque arrasador, com goleadas implacáveis como os 10x0 contra o Naviraiense e os 8x1 contra o Guarani, jogo em que Neymar marcou cinco vezes.

No segundo semestre de 2010, com perdas de jogadores importantes com Wesley (vendido para o Werder Bremen da Alemanha), André (vendido para o Dínamo de Kiev da Ucrânia), Robinho (que voltou do empréstimo para o Manchester City da Inglaterra), e Ganso (que se contundiu em uma partida contra o Grêmio ainda no primeiro turno e não jogou mais no campeonato), além da demissão do técnico Dorival Júnior depois de um desentendimento envolvendo o jogador Neymar, o Santos não conseguiu ir além de um oitavo lugar e adiou a conquista da chamada "tríplice coroa" (título simbólico dado a quem vencesse no mesmo ano o Campeonato Estadual, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro). Antes do final do ano foi confirmada a volta do jogador Elano, o primeiro grande reforço para a disputa da Copa Libertadores da América de 2011, além da contratação do técnico Adilson Batista.

Em 2011, ao contrário do que se esperava, o Santos não teve um bom início de temporada, acumulando problemas com treinadores e jogadores contundidos. Muricy Ramalho assumiu o time pouco antes do início da fase eliminatória do Campeonato Paulista e o Santos se tornou bicampeão paulista (2010 e 2011). No Campeonato Brasileiro de 2011 o Santos ficou apenas em décimo lugar mas o atacante Borges que foi a grande contratação do clube para o segundo semestre do ano, se sagrou o artilheiro da competição com 23 gols.

A reconquista da América[editar | editar código-fonte]

Antes do início da Copa Libertadores da América de 2011, o Santos era apontado como um dos favoritos. Os adversários da fase de grupos foram o Deportivo Táchira (Venezuela), Cerro Porteño (Paraguai) e Colo-Colo (Chile). Ao fim dos três primeiros jogos, contudo, a situação do clube praiano era dramática: apenas dois empates (0-0 com o Deportivo Táchira e 1-1 com o Cerro Porteño) e derrota para o Colo-Colo (2-3). Com esses resultados a única chance do Santos classificar-se era obtendo três vitórias nas partidas restantes, senão não passaria de fase.

A primeira dessas três partidas decisivas foi contra o Colo-Colo na Vila Belmiro. O Santos vencia tranquilo por 3-0 (Elano, Danilo e Neymar) mas ao comemorar o seu gol usando uma máscara, Neymar foi expulso. Zé Eduardo e Elano (que estava no banco, já substituído) também e o adversário chileno aproveitou para reagir, marcando dois gols. Apesar dos dois jogadores a menos o Santos conseguiu a primeira vitória (3-2). O jogo seguinte seria em Assunção, contra o Cerro Porteño. Mesmo sem os três titulares, o Santos trazia como trunfo a estréia de Ganso na Copa Libertadores da América e o técnico Muricy Ramalho, que assumira o cargo de treinador após deixar o Fluminense, time que dirigira nas primeiras rodadas da competição. E o Santos de Muricy conseguiu aquilo que muitos julgavam improvável: venceu por 2-1, com gols de Danilo e Maikon Leite. Essa vitória deu confiança ao grupo, que se classificou com uma vitória de 3-1 sobre o Deportivo Táchira no estádio do Pacaembu.

Na sequência, pelas Oitavas de Final, o Santos enfrentou o América do México. O time praiano estava cansado com sucessivos jogos decisivos, inclusive na fase final do Campeonato Paulista. O técnico Muricy Ramalho manteve o time titular em ambas as competições, e com isso o Santos foi o campeão do campeonato paulista e mesmo com o cansaço, se classificou para as Quartas de Final na Libertadores após vitória por 1-0 no Brasil e empate de 0-0 no México contra o América (com grande atuação do goleiro santista Rafael), depois de uma desgastante viagem.

O adversário da próxima fase seria o Once Caldas, que eliminara o Cruzeiro, o melhor time da primeira fase (nessa mesma rodada, chamada de "quarta-feira do terror", além do Cruzeiro, todos os outros times brasileiros também foram eliminados: Grêmio, Internacional e Fluminense). O Santos era o único time brasileiro a continuar na competição e garantiu nova classificação com outra vitória fora de casa, 1-0, e um empate no Pacaembu (1-1).

Já na Semi-Final, o adversário seria novamente o Cerro Porteño, que foi um dos competidores do Santos na Fase de grupos. O Santos acreditava na classificação e conseguiu após vitória de 1-0 e empate sofrido de 3-3 em Assunção.

Assim, o Santos chegou a quarta final da competição em sua história (a última vez havia ficado com o vice-campeonato em 2003). O adversário era o tradicional Peñarol do Uruguai, pentacampeão da competição, que havia derrotado o argentino Vélez Sarsfield. Com isso, foi repetido o confronto de ambos na primeira conquista da Copa Libertadores da América pelo Santos, que derrotou os uruguaios na final de 1962. Sob a pressão de mais de 60.000 torcedores no estádio Centenário, campo do adversário, o Santos segurou um empate de 0-0. Na finalíssima, em 22 de junho de 2011, deu quase tudo certo para o Santos. Após empatar em 0-0 no primeiro tempo, Neymar começou a vitória santista, ao receber passe preciso de Arouca, e assim, marcando no primeiro minuto do segundo tempo. Danilo, em bela jogada individual, marcou o segundo e praticamente selou a conquista. No final da partida, o zagueiro Durval marcaria contra, mas era tarde para o Peñarol conseguir um eventual empate. A partida terminou em 2-1 e o Santos se sagrou pela terceira vez campeão da Copa Libertadores da América, após 48 anos da última Libertadores conquistada pelo clube (1963). Com esse resultado, o Santos se igualou ao São Paulo como o clube brasileiro com mais títulos da competição Sul-Americana.

Tricampeonato Paulista[editar | editar código-fonte]

Neymar, maior artilheiro do Santos após a Era Pelé.

Depois de ficarem apenas com o vice-campeonato de 2009, ano que chegaram ao time principal do Santos, Neymar e Ganso iniciaram a nova temporada como os principais jogadores da equipe, ajudados por reforços importantes como Arouca, Wesley e Robinho e com um novo treinador, Dorival Júnior. O time foi o melhor da primeira fase do Campeonato Paulista, conseguindo algumas grandes goleadas como o 9 a 1 sobre o Ituano e 6 a 3 contra o Bragantino. Na semifinal, duas vitórias sobre o São Paulo (3-2 e 3-0) garantiram a ida para a final. Em dois jogos contra o Santo André (3-2 e 2-3) o Santos conseguiria o título da competição graças a melhor campanha geral.

Em 2011, Elano retorna ao Santos e ajuda o time a conquistar o bicampeonato paulista, sendo um dos artilheiros do campeonato com 11 gols. Muricy Ramalho assumiu o time pouco antes do início da fase eliminatória (o Santos ficou em quarto lugar na primeira fase) e com acertos na defesa que antes vinha sendo muito contestada, o Santos melhorou a competitividade e eliminou a Ponte Preta e o São Paulo, o melhor time da primeira fase. A final foi com o Corinthians e, depois de um empate de 0 a 0 no Pacaembu e uma vitória de 2 a 1 na Vila Belmiro, o Santos conseguiu o segundo título consecutivo. Arouca e Neymar marcaram os gols santistas na final.

Em 2012, devido a disputa do Mundial no ano anterior, o Santos demorou para jogar com o time titular no Campeonato Paulista. A campanha começou em 21 de janeiro, com um empate de 1 a 1 com o XV de Piracicaba enquanto os titulares só iniciariam o campeonato na quinta rodada, em 2 de fevereiro (outro empate, 1-1 contra o Oeste). Alternando a disputa da competição paulista com a Copa Libertadores, o Santos ainda voltaria a usar os reservas e poupar alguns jogadores na sequência das partidas e com isso o time ficou apenas em terceiro lugar na primeira fase. Nos jogos finais, o Santos derrotou o Mogi Mirim (2-0) e o São Paulo (3-1). A final foi contra o Guarani e o terceiro tricampeonato paulista da história do clube foi conseguido com duas expressivas vitórias (3-0 e 4-2) em partidas realizadas no Morumbi. Os gols santistas no segundo jogo, dia 13 de maio de 2012, foram de Alan Kardec (2) e Neymar (2), que encerrou a competição como artilheiro com 20 gols marcados. Em 2013, o Santos chegou à sua quinta final consecutiva, mas acabou ficando com o vice-campeonato, sendo superado pelo Corinthians na final.

O vice mundial[editar | editar código-fonte]

O Santos já estava pensando no Mundial de Clubes desde a conquista da Libertadores, por conta disso o treinador Muricy Ramalho chegava a mandar os jogadores reservas em algumas partidas do Campeonato Brasileiro de 2011, buscando poupar os titulares. A equipe embarcou rumo ao Japão em 6 de dezembro de 2011 com festa da torcida no Aeroporto Internacional de Guarulhos. O time fez uma escala em Frankfurt, Alemanha antes de prosseguir até Nagoya.[35] Dos titulares que embarcaram, só não foi Adriano; o volante, que teria a missão de marcar Lionel Messi numa eventual final com o Barcelona, acabou sofrendo uma grave lesão no tornozelo direito na partida contra o Atlético-GO, no Pacaembu.

A estréia do clube na competição foi no dia 14 de dezembro, quando o Alvinegro derrotou Kashiwa Reysol por 3x1, com gols de Neymar, Borges e Danilo, garantindo vaga para a final. No dia 18 de dezembro, o Santos encarou o Barcelona, e foi derrotado por 4 a 0, com dois gols de Messi, um de Xavi e outro de Fàbregas.[36] [37] [38] [39]

Reformulação 2013[editar | editar código-fonte]

Após o vice-campeonato Paulista, o time passa por uma reformulação que começa com a venda do atacante Neymar ao Barcelona e a demissão do técnico Muricy Ramalho, o goleiro Rafael é vendido ao Napoli, o meia Felipe Anderson à Lazio, e outros jogadores deixam o time. O clube reforça a equipe com a contratação do lateral esquerdo chileno Eugenio Mena junto ao Universidad de Chile, do lateral direito Cicinho negociado junto à Ponte Preta e do Thiago Ribeiro negociado junto ao Cagliari, por R$ 10 milhões. O técnico passa a ser Claudinei Oliveira, técnico promovido pela da categoria sub-20 e campeão da Copa São Paulo de 2013. No Campeonato Brasileiro, o Santos ficou na sétima posição com 57 pontos, melhor campanha do clube desde o vice-campeonato de 2007.[40]

Santos nas Copas[editar | editar código-fonte]

Pelé driblando dois jogadores da Suécia, na final da Copa de 58.

O Santos sempre foi ao longo dos tempos uma equipe que cedeu vários atletas para a Seleção Brasileira. Só de campeões mundiais, o Peixe cedeu 11 atletas.[41] Na história das Copas, o Alvinegro teve 15 de seus jogadores convocados para defender a Seleção, sendo o meia-atacante Araken Patusca o primeiro santista a disputar um Mundial, em 1930, no Uruguai.

Na época havia uma briga entre a Associação Paulista de Esportes Atléticos (Apea) e a Confederação Brasileira de Desportos (CBD), pois nenhum paulista estava na comissão técnica. Por este motivo, a Apea alegou não haver tempo hábil para que chefes de família deixassem tudo organizado e partissem para ficar tanto tempo afastados de casa. Isto fez com que o Brasil embarcasse apenas com jogadores que atuavam no Rio de Janeiro, com exceção de Araken Patusca, único paulista, que estava brigado com o a direção do time santista.

Mas as participações dos jogadores do Santos sempre se notabilizaram pelo número de atletas que foram campeões do Mundo. Em 1958, na Suécia, o Alvinegro cedeu o ponta-esquerda Pepe, além do volante Zito e do Rei do Futebol, Pelé. Estes dois atletas foram importantíssimos na arrancada brasileira rumo ao primeiro título de campeão mundial. Pois Pelé e Zito só estrearam na vitória brasileira sobre a União Soviética, por 2 a 0, na última partida da primeira fase.

A consagração de Pelé começaria ali mesmo em gramados suecos, com o Atleta do Século sendo o artilheiro do Brasil, com seis gols, sendo que dois deles foram marcados na final contra os donos da casa.

Pepe, um dos atletas do Santos convocados pela Seleção Brasileira, em 1962.

Em 1962, no Chile, o time da Vila Belmiro cedeu sete jogadores para que a seleção disputasse essa Copa do Mundo. Gilmar (goleiro), Mauro (zagueiro), Zito (volante), Mengálvio (meia), Coutinho (atacante), Pelé (atacante) e Pepe (atacante), foram os santistas que brilharam na conquista do bicampeonato. Pelé jogou apenas duas partidas, marcando um gol sobre o México, por 2 a 0, na estréia brasileira. Mas o Rei não pode continuar ajudando a Seleção, pois uma lesão muscular o impediu de atuar no restante da Copa.

Porém a Seleção continuou vencendo sem Pelé. Na final, Zito teve uma participação decisiva na vitória sobre a Tchecoslováquia por 3 a 1, já que o capitão santista fez o segundo gol brasileiro na final. O Peixe também teve uma grande participação com o zagueiro Mauro, que além de ter feito uma bela participação no Mundial disputado em terras chilenas, foi o capitão do time e teve a honra de erguer a Taça Jules Rimet, com o Brasil sendo coroado bicampeão do Mundo.

Na Copa do Mundo de 1966 na Inglaterra, o Brasil mais uma vez teve jogadores do Santos, o goleiro Gilmar, o zagueiro Orlando Peçanha, os volantes Lima e Zito, alem dos atacante Pelé e Edu foram convocados.

Em 1970, Carlos Alberto Torres (lateral-direito), Joel Camargo (zagueiro), Clodoaldo (volante), Pelé (atacante) e Edu (atacante), ajudaram o Brasil a ganhar a terceira estrela. Considerada por muitos como a melhor seleção que o Mundo viu jogar,[42] o time liderado por Carlos Alberto Torres, que era o capitão desta seleção e Pelé, no auge de sua maturidade futebolística foram os responsáveis por comandar a equipe que encantou o Mundo e trouxe a Taça Jules Rimet de forma definitiva para o Brasil, com a conquista inédita na época de tri-campeão mundial.

O zagueiro Marinho Peres e o atacante Edu defenderam o Brasil na Copa do Mundo de 1974, na Alemanha. Depois deles, somente em 2010 haveria outro atleta do clube convocado para uma Copa: o atacante Robinho.

Mesmo nas Copas de 1994 (Estados Unidos) e 2002 (Coreia do Sul e Japão), o Santos se fez presente na Seleção Brasileira que conquistou os dois títulos. Em 1994, o zagueiro Ricardo Rocha e o volante Dunga, já tinham atuado com o manto alvinegro. O Dunga atuou no Peixe em 1986, enquanto que Ricardo Rocha por pouco não foi convocado pelo time da Vila Belmiro, onde atuou até o fim de 1993, quando terminou o contrato dele com o clube e o zagueiro resolveu ir para o Vasco da Gama.

Em 2002, os santistas cederam para o time pentacampeão mundial o preparador de goleiros, Carlos Pracidelli, e o fisioterapeuta, Luis Rosan, que foi muito importante para a recuperação do atacante Ronaldo, artilheiro desta Copa do Mundo.

Na Copa do Mundo de 2006, o jogador Robinho, recém-saído do Santos Futebol Clube, foi convocado. Também em 2006, esteve presente na Copa do Mundo de 2006 o zagueiro paraguaio Julio Manzur, convocado pela seleção de seu país e titular da conquista do Campeonato Paulista daquele ano.

Na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, Robinho voltou a ser convocado para a Seleção Brasileira e, depois de 36 anos, o Santos FC voltou a ter um jogador de seu elenco convocado para o torneio. O Rei das Pedaladas marcou dois gols (contra o Chile e contra a Holanda), quebrando um jejum de gols de jogadores santistas em Copas do Mundo, que permanecia desde o gol de Carlos Alberto Torres, o quarto gol do Brasil na final da Copa do Mundo do 1970.

Outras seleções[editar | editar código-fonte]

O primeiro jogador estrangeiro do Santos a participar de uma Copa do Mundo foi o goleiro Rodolfo Rodríguez. O arqueiro foi convocado para defender a Seleção Uruguaia, que disputou a Copa do Mundo de 1986, no México. O arqueiro santista ficou durante toda a participação uruguaia no banco de reservas, sem ter a chance de jogar uma partida, pois se contundiu em um dos treinamentos durante a Copa. Os uruguaios foram eliminados pela Argentina, nas oitavas-de-final, pelo placar de 1 a 0.

Em 2006, o Peixe foi representado pelo zagueiro Julio Manzur, da Seleção Paraguaia. O jogador santista disputou a sua primeira Copa do Mundo, já tendo ajudado a seleção de seu país a conquistar a medalha de prata, nos Jogos Olímpicos de 2004, em Atenas, na Grécia. O zagueiro também foi muito importante na campanha que levou o Alvinegro Praiano ao título de Campeão Paulista de 2006, defendendo a equipe de Santos.

Na Copa do Mundo de 2014 no Brasil, o Santos foi representado pelo lateral esquerdo chileno Eugenio Mena. Mena foi titular em todos os jogos do Chile, que foi eliminado nas Oitavas de final, pelo Brasil, nos pênaltis.

Rivalidades[editar | editar código-fonte]

Clássico Alvinegro[editar | editar código-fonte]

O Clássico Alvinegro é o confronto contra o Corinthians, e recebe esse nome em referência às cores dos dois clubes. O confronto entre Santos e Corinthians, é considerado o clássico mais antigo do futebol paulista.[43] O primeiro jogo entre as duas equipes aconteceu em 22 de junho de 1913, no campo do Parque Antarctica, a partida terminou 6 a 3 para o Santos. Em finais, os dois se enfrentaram seis vezes no Campeonato Paulista, em três delas o Santos saiu vitorioso, e foi em 1935, no jogo contra o Corinthians, que o Santos conquistou o seu primeiro título paulista, as duas equipes também se enfrentaram na final do Campeonato Brasileiro de 2002, em que o Santos se sagrou campeão.

San-São[editar | editar código-fonte]

O Clássico com o São Paulo é chamado de San-São, foi apelidado em 1956 por Tomás Mazzoni, jornalista de A Gazeta Esportiva.[44] Este é o clássico, entre os dois clubes mais vitoriosos do Brasil na Copa Libertadores da América, ambos se sagraram campeões em 3 oportunidades. O primeiro jogo entre as duas equipes, ocorreu no dia 11 de maio, pelo Campeonato Paulista de 1930, o jogo terminou empatado em 2 a 2. Os dois times fizeram em 1933, o primeiro jogo de futebol profissional do país, foi nele em que o apelido do Santos, "peixe", foi dito pela primeira vez, tratou-se de uma provocação, antes do início do jogo, da torcida tricolor com os jogadores do Santos, chamando-os de "peixeiros" de maneira pejorativa, a torcida santista retrucou dizendo "Somos peixeiros, e com muita honra!". A partir daí o apelido foi adotado pelo clube santista, e a mascote, a Baleia, foi criada.

Clássico da Saudade[editar | editar código-fonte]

Partida entre Santos e Palestra Itália na Vila Belmiro em 1934.

Clássico da Saudade é no futebol paulista, o confronto entre Palmeiras e Santos.[45] Recebe esse nome, em referência aos dois maiores times do futebol paulista durante o auge do futebol-arte brasileiro, na década de 1960, quando o Palmeiras tinha Ademir da Guia e o Santos tinha Pelé. Os dois clubes foram os que mais conquistaram o Brasil, oito vezes cada um. A primeira partida, aconteceu em 3 de agosto de 1915, no Velódromo de São Paulo, o Santos venceu o Palmeiras, que ainda tinha o nome Palestra Itália, pelo placar de 7 a 0. No dia 6 de março de 1958, Santos e Palmeiras fizeram no Pacaembu aquele que recebeu a alcunha de jogo mais emocionante da história,[46] o primeiro tempo acabou 5 a 2 para o Santos, no segundo tempo, o Palmeiras conseguiu virar o placar para 6 a 5, mas nos minutos finais, o Santos venceu o jogo por 7 a 6, com dois gols de Pepe.

Outros confrontos[editar | editar código-fonte]

Títulos[editar | editar código-fonte]

Taças Intercontinentais de 1962 e 1963.
Memorial das Conquistas.
Copa do Brasil 2010.
Campeonatos Paulista.
INTERCONTINENTAIS
Competição Títulos Temporadas
Copa Intercontinental.svg Copa Intercontinental 2 1962Cscr-featured.png e 1963
RFEF - Copa del Rey.svg Recopa Intercontinental 1 1968Cscr-featured.png
CONTINENTAIS
Competição Títulos Temporadas
O título máximo das Américas.png Copa Libertadores da América 3 1962, 1963Cscr-featured.png e 2011
CONMEBOL recopa trophy.svg Recopa Sul-Americana 1 2012Cscr-featured.png
CONMEBOL - CONMEBOL Cup.svg Copa Conmebol 1 1998
Supercopalibert.gif Supercopa Sulamericana 1 1968
NACIONAIS
Competição Títulos Temporadas
CBF - Taça Brasil.svg Cbf brazilian championship trophy 02.svg Campeonato Brasileiro 8 1961, 1962, 1963Cscr-featured.png, 1964Cscr-featured.png, 1965Cscr-featured.png, 1968, 2002 e 2004
CBF Brazilian Cup.png Copa do Brasil 1 2010
REGIONAIS
Competição Títulos Temporadas
Rio-SãoPaulo.png Torneio Rio-São Paulo 5 1959, 1963, 1964, 1966 e 1997
ESTADUAIS
Competição Títulos Temporadas
Paulista Championship Trophy.png Campeonato Paulista 20 1935, 1955, 1956, 1958, 1960, 1961, 1962, 1964, 1965, 1967, 1968, 1969, 1973, 1978, 1984, 2006, 2007, 2010, 2011 e 2012
São Paulo Copa Paulista 1 2004

Cscr-featured.png Campeão Invicto

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Participações[editar | editar código-fonte]

Participações em 2015
Competição Temporadas Melhor campanha Estreia Última P Aumento R Baixa
São Paulo Campeonato Paulista 100 Campeão (20 vezes) 1913 2015
Brasil Campeonato Brasileiro 55 Campeão (8 vezes) 1959 2015
Copa do Brasil 13 Campeão (2010) 1996 2015
Flags of the Union of South American Nations.gif Copa Libertadores da América 12 Campeão (1962, 1963 e 2011) 1962 2012
Copa Sul-Americana 5 Quartas de final (2003 e 2004) 2003 2010
Recopa Sul-Americana 1 Campeão (2012) 2012 2012

Temporadas[editar | editar código-fonte]

  • Para visualizar todas as temporadas, clique em anexo.
Últimas dez temporadas
Brasil Nacionais Flags of South American Conmebol Members.gif Internacionais São Paulo Estaduais
Ano Campeonato Brasileiro Copa do Brasil Continental/Mundial Campeonato Paulista
Div. Pos. J V E D GP GC Fase Máxima Competição Fase Máxima Pos.
2005 A 10º 42 16 11 15 68 71 CL SA Quartas de final 1ª Fase
2006 A 38 18 10 10 58 36 Quartas de final SA Oitavas de final
2007 A 38 19 5 14 57 47 CL Semifinal
2008 A 15º 38 11 12 15 44 53 CL Quartas de final
2009 A 12º 38 12 13 13 58 58 2ª Fase
2010 A 38 15 11 12 63 50 Final SA 2ª Fase
2011 A 10º 38 15 8 15 55 55 CL MC Final Final
2012 A 38 13 14 11 50 44 CL RS Semifinal Final
2013 A 38 15 12 11 51 38 Oitavas de final
2014 A 38 15 8 15 42 35 Semifinal


Legenda:
     Campeão
     Vice-campeão
     Classificado à Copa Libertadores da América pela campanha no Campeonato Brasileiro
     Classificado à Copa Libertadores da América pelo título da Copa do Brasil ou Copa Libertadores.
     Classificado à Copa Sul-Americana
     Rebaixado à Série B
     Acesso à Série A

Campanhas de destaque[editar | editar código-fonte]

Santos Futebol Clube
Torneio Campeão Vice-campeão Terceiro colocado Quarto colocado
Globo terraqueo 3.gif Mundial/Intercontinental 2 (1962, 1963) 1 (2011) 0 (não possui) 0 (não possui)
Globo terraqueo 3.gif Recopa Intercontinental 1 (1968) 0 (não possui)
Flags of the Union of South American Nations.gif Copa Libertadores da América 3 (1962, 1963, 2011) 1 (2003) 2 (2007, 2012) 2 (1964, 1965)
Flags of the Union of South American Nations.gif Recopa Sul-Americana 1 (2012) 0 (não possui)
Flags of the Union of South American Nations.gif Copa Conmebol 1 (1998) 0 (não possui) 0 (não possui) 0 (não possui)
Flags of the Union of South American Nations.gif Supercopa Sulamericana 1 (1968) 0 (não possui) 0 (não possui) 1 (1969)
Flags of the Union of South American Nations.gif Supercopa Libertadores 0 (não possui) 0 (não possui) 1 (1996) 0 (não possui)
Brasil Campeonato Brasileiro 8 (1961, 1962, 1963, 1964, 1965, 1968, 2002, 2004) 6 (1959, 1966, 1983, 1995, 2003, 2007) 2 (1974, 1998) 1 (2006)
Brasil Copa do Brasil 1 (2010) 0 (não possui) 3 (1998, 2000, 2014) 0 (não possui)
Brasil Torneio dos Campeões da CBD 0 (não possui) 0 (não possui) 1 (1969) 0 (não possui)
Rio de JaneiroSão Paulo Torneio Rio-São Paulo 5 (1959, 1963, 1964, 1966, 1997) 1 (1999) 2 (1993, 2001) 2 (1957, 1998)
São Paulo Campeonato Paulista 20 vezes 11 vezes 13 vezes 15 vezes
São Paulo Copa Paulista 1 (2004) 0 (não possui) 0 (não possui) 0 (não possui)

Recordes[editar | editar código-fonte]

Estrutura[editar | editar código-fonte]

Estádio[editar | editar código-fonte]

Inauguração do Estádio, em 1916.

Antes do estádio do Santos ser construído, o clube fazia jogos oficiais onde hoje está localizada a Igreja Coração de Maria, na Avenida Ana Costa. Os treinos eram feitos em um campo distinto, localizado no Bairro do Macuco. Em 1915 os dirigentes passaram a procurar terrenos na cidade. Em 31 de maio de 1916, uma assembléia geral aprovou a compra de uma área de 16.650 metros quadrados, no bairro da Vila Belmiro, aprovado pelo presidente do clube, Agnello Cícero de Oliveira. A compra do terreno foi feita em 16 de junho de 1916.[47]

A construção do estádio foi concluída em 1916, sua inauguração ocorreu em 12 de outubro do mesmo ano, mas a primeira partida foi realizada somente 10 dias depois, em 22 de outubro de 1916, válido pelo Paulistão. A partida de estréia foi entre Santos e Ypiranga, onde o Santos ganhou de 2 a 1, cujo o primeiro gol da partida e da história do estádio foi feito por Adolfo Millon Jr., da equipe Santista.

O estádio no dia da inauguração do seu primeiro sistema de iluminação, em 1931.

O primeiro sistema de iluminação foi estreado em 21 de março de 1931, às oito horas da noite, num jogo amistoso entre o Santos e uma Seleção de futebol que a cidade de Santos possuía na época. Apesar da data ser especial, o Santos perdeu de 1 a 0 para a Seleção Santista; gol de Manoel Cruz, que também servia de meia-direita na Portuguesa Santista.

Com a morte de Urbano Caldeira, um dos mais fanáticos presidentes santistas, em 1933, o estádio foi batizado oficialmente de Estádio Urbano Caldeira em sua homenagem.

O recorde de público no estádio foi num clássico contra o Corinthians: 32.989 pessoas giraram as catracas do estádio para ver o jogo no dia 20 de setembro de 1964. Entretanto, esse dia quase foi trágico: cerca de 10 minutos depois do apito inicial do juiz, uma das arquibancadas do estádio cai e fere 181 pessoas. O jogo foi parado ali mesmo para atendimento de Primeiros Socorros. Muitas pessoas consideram até hoje esse jogo como o mais curto da história do futebol mundial. O jogo em questão, foi remarcado para 10 dias depois no Estádio do Pacaembu, onde terminou empatado em 1 a 1.

Vista interna do Estádio Urbano Caldeira.

Logo após o término do Campeonato Paulista de 1996, a diretoria do clube decidiu que o gramado da Vila Belmiro, amplamente criticado, passaria por uma ampla reforma. Um moderno sistema de drenagem e irrigação controlado por computador foi instalado, o que proporcionou perfeitas condições de jogo com qualquer tempo. Hoje o gramado e o sistema de drenagem é melhor do que a maioria dos tradicionais estádios de São Paulo e do Brasil. A inauguração aconteceu no dia 27 de março de 1997, quando o Santos venceu o Internacional, em jogo válido pela Copa do Brasil. Concomitantemente à reforma do gramado, foi construído o complemento do anel da arquibancada atrás do gol de fundo do estádio. Além de aumentar a capacidade em cerca de 4.000 torcedores, a obra possibilitou uma harmonia arquitetônica ao estádio.

No dia 27 de janeiro de 1999, o Santos deu mais um passo para oferecer um estádio mais moderno aos seus torcedores. Neste dia, momentos antes de um clássico contra o Palmeiras, foi inaugurado o novo sistema de iluminação, tornando o estádio uma das praças de esportes mais bem iluminadas do Brasil. Com a obra, o estádio passou a oferecer um nível médio de iluminação de 1.200 lux, acima da recomendação mínima da FIFA de 1.000 lux.

No dia 17 de novembro de 2003, dias depois do aniversário de 40 anos da conquista intercontinental de 1963 do Santos, foi inaugurado no estádio o Memorial das Conquistas. Além de contar toda história do clube, o museu abriga todos os títulos conquistados pelo peixe. Lá, estão guardados vários troféus conquistados pelo Santos, incluindo as taças intercontinentais de 1962 e 1963, as Libertadores (1962, 1963 e 2011) e os Brasileiros de 1961, 1962, 1963, 1964, 1965, 1968, 2002 e 2004. A visita ao museu inclui, também, os vestiários dos jogadores e entrada no campo.

Na Copa do Mundo de 2014, o estádio recebeu a surpresa da Copa, a Costa Rica, que treinou e fez toda a sua preparação na Vila Belmiro. Os Ticos (como são chamados os costarriquenhos), fizeram a sua melhor campanha na história, chegando até as Quartas de final, quando foram eliminados pela Holanda nos pênaltis.[48]

Centros de treinamento[editar | editar código-fonte]

CT Rei Pelé[editar | editar código-fonte]

O clube faz seus treinos atualmente no CT Rei Pelé, localizado no bairro de Jabaquara em Santos. Considerado como um dos centros de treinamento mais modernos do Brasil, foi inaugurado em 2005. A ideia de construir um campo próprio para treinos do clube surgiu em meados da década de 90, na primeira gestão de Marcelo Teixeira na presidência do Santos. Em 1992, o clube havia conseguido tomar posse de um terreno localizado perto da Santa Casa de Santos. Depois disso, iniciou-se a construção do que seria o primeiro centro de treinamentos do time Alvinegro. O nome do local é uma clara homenagem ao maior ídolo santista: Pelé.

Por ser um dos CTs mais modernos do páis, os jogadores e comissão técnica trabalham no que há de melhor em questão de máquinas de ginásticas, esteiras elétricas, massagem, três campos de futebol com dimensões oficiais da FIFA, piscina, etc.

O complexo conta ainda com um hotel de 28 quartos, um amplo restaurante, sala de jogos, cozinha, recepção e auditório para utilização em preleções e reuniões dos atletas.

Devido a sua notoriedade em modernidades e estrutura, o CT Rei Pelé também é sede de amistosos e jogos oficiais dos times amadores, campeonatos de categorias de base e campeonatos juvenis do clube. Na Copa do Mundo de 2014, o CT Rei Pelé, recebeu o México, a confirmação veio no dia 8 de dezembro de 2013, através do gerente da seleção mexicana, Antonio Manzanares, e do prefeito da cidade de Santos, Paulo Alexandre Barbosa.[49]

CT Meninos da Vila[editar | editar código-fonte]

O Santos Futebol Clube sempre teve como um dos pilares de sua trajetória o trabalho desenvolvido nas categorias de base. Para dar seqüência ao processo de revelação de novos talentos, o Alvinegro Praiano construiu o Centro de Treinamento Meninos da Vila. Destinado às categorias de base do clube, o CT foi inaugurado no dia 7 de agosto de 2006.

Localizado na Av. Martins Fontes, n° 1277, no bairro do Saboó em Santos, o espaço homenageia os Meninos da Vila (nomenclatura utilizada para jogadores revelados no time da Vila Belmiro). Possui dois campos, em uma área de 25.500 metros, além de vestiários e setores administrativos, para aperfeiçoar o trabalho desenvolvido no local.

Para personalizar a homenagem feita aos Meninos da Vila, o clube nomeou o Campo 1 de Robinho e o Campo 2 eterniza o meia Diego, que foram grandes ídolos da torcida santista, na conquista do Brasileirão de 2002, que encerrou um jejum de 18 anos sem que o Peixe conquistasse um título importante.

Símbolos[editar | editar código-fonte]

Mascote[editar | editar código-fonte]

Uma baleia, mascote oficial do clube.

O mascote do Santos é a baleia.[50]

Apesar da baleia ser o mascote oficial do Santos, o peixe também é conhecido como mascote pelos torcedores. Tudo começou no primeiro jogo do time como profissional, contra o São Paulo da Floresta, em 1933, sendo derrotado por 5 a 1. Não bastasse a derrota, os torcedores do Santos tiveram de ouvir os rivais, antes do jogo, chamarem seus jogadores de peixeiros. "Somos peixeiros, e com muita honra", teria assumido alguém na época. O símbolo foi adotado com orgulho, com direito a variações.

Hoje em dia, o Santos se faz representar pela dupla Baleião e Baleinha, que animam a torcida antes do início das partidas e durante os intervalos dos jogos realizados no estádio Urbano Caldeira, a Vila Belmiro.

Escudo[editar | editar código-fonte]

As cores iniciais do Santos eram o azul, branco e dourado. Essas cores foram adotadas pela agremiação do clube logo no seu primeiro ano de existência, em 1912[51] .

A primeira adaptação do escudo atual surgiu em 1913. Era composto por um globo terrestre com os paralelos de latitude a partir de uma linha do equador e dos meridianos de longitude, tendo ao centro um escudo com dez listras verticais, alternadas em preto e branco, com uma faixa diagonal com o monograma SFBC (Santos Foot-Ball Clube), e do lado esquerdo superior uma esfera simbolizando a bola de futebol. Por cima do escudo, havia uma coroa. Esse escudo tinha também traçados os continentes em tom de amarelo, o Brasil em verde e os oceanos em azul. O acrônimo se tornou S.F.C. em 24 de abril de 1915, por solicitação do patrono do clube, Urbano Caldeira[51] .

As duas estrelas acima da imagem foram adicionadas em meados dos anos 1960, representando as duas taças Intercontinentais que o clube conquistou em 1962 e 1963[51] .

Hino[editar | editar código-fonte]

Há uma grande controvérsia quanto ao Hino Oficial do Santos Futebol Clube. A maioria dos torcedores santistas está mais acostumada a cantar e a ouvir a marchinha "Leão do Mar" em transmissões de jogos do clube, tanto nas emissoras de rádio quanto nas de TV. Essa marchinha foi criada em 1955 por Mangeri Neto e Mangeri Sobrinho[52] , quando o Santos quebrou o jejum de 20 anos sem títulos na Vila Belmiro, com a conquista do Campeonato Paulista de 1955.

Mas o que viria a se tornar o hino oficial do clube só foi composto em 1957 por Carlos Henrique Paganeto Roma (ex-conselheiro do clube e filho do ex-presidente Modesto Roma). Porém o Conselho Deliberativo do clube só o reconheceu oficialmente em 1996, graças a proposta do conselheiro Júlio Teixeira Nunes.

Uniformes[editar | editar código-fonte]

Uniformes dos jogadores[editar | editar código-fonte]

  • 1º - Camisa branca, calções e meias brancas.
  • 2º - Camisa com listras verticais em preto e branco, calções e meias pretas.
  • 3º - Camisa amarela, calções pretos e meias amarelas.
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
1º Uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
2º Uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
3º Uniforme

Uniformes dos goleiros[editar | editar código-fonte]

  • Camisa cinza, mangas pretas, calções e meias cinzas.
  • Camisa preta, mangas amarelas, calções e meias pretas.
  • Camisa laranja, mangas laranjas, calções e meias laranjas.
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
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Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
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Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
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Uniformes de treino[editar | editar código-fonte]

  • Camisa branca, mangas pretas, calções e meias pretas.
  • Camisa preta, calções e meias pretas.
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Jogadores
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Comissão Técnica
Material esportivo

Torcida[editar | editar código-fonte]

Torcida do Santos no Pacaembu.

Em pesquisa realizada pela Pluri Stochos, entre novembro de 2012 e fevereiro de 2013 e publicada em 26 de março de 2013, apontou o Santos como a 7ª maior torcida do Brasil com 3,4%.[53] No dia 2 de fevereiro de 2006, uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha apontou o Santos com 4% da população brasileira e 8 milhões de torcedores espalhados pelo Brasil.[54] Em outra pesquisa feita pela Stochos Sports, mostra que de 2010 a 2012, o Santos aumentou em cerca de 20% o número de torcedores, também aponta que a torcida santista ultrapassou os palmeirenses no interior de São Paulo, com 14,2% contra 11%. Na capital o Palmeiras ainda conta com vantagem, de 13,5% a 7,4%.[55] O Santos teve a segunda maior torcida Brasil na década de 60[56] com um esquadrão que encantou o mundo, liderado por Pelé, o time lotava os estádios do Brasil, o maior público em um jogo do Santos, foi na decisão da Taça Intercontinental de 1963, no Maracanã contra o Milan, 132.728 pessoas presenciaram a vitoria santista por 4 a 2.[57] O Santos é o clube paulista com a maior média de público de uma edição do Campeonato Brasileiro, levando uma média de 49.306 pagantes por jogo no campeonato de 1983.[58]

Torcidas organizadas[editar | editar código-fonte]

Treinadores[editar | editar código-fonte]

Urbano Caldeira

O Santos teve como primeiro treinador, o irlandês Harold Cross, que dirigiu o time em 1912.[59] Em 1913, o lendário Urbano Caldeira, que, de 1913 a 1932, em períodos alternados, assumiu a função de treinar a equipe, Urbano que leva nome ao estádio da Vila Belmiro, também foi jogador e vice-presidente do Santos.[60]

Luís Alonso Pérez, o Lula, é considerado o treinador mais vitorioso da história do Santos,[61] comandou o clube de 1954 a 1966 e conquistou 21 títulos em competições oficiais, também é o recordista em partidas como treinador do Santos, com 961 jogos.[62] Outros treinadores com grandes passagens foram Antoninho Fernandes, Pepe, Chico Formiga, Castilho, Emerson Leão, Vanderlei Luxemburgo e Muricy Ramalho.

Presidentes[editar | editar código-fonte]

Abaixo encontra-se uma lista dos últimos dez presidentes do Santos.[63]

Sizino Patusca, o primeiro presidente do clube em 1912.

Presidente

Período

Otávio Adegas

1988

Miguel Assad Macool Filho

1988-1989

Antônio Aguiar Filho

1989-1991

Marcelo Teixeira

1991-1993

Miguel Kodja Neto

1994

Samir Jorge Abdul-Hak

1994-1999

Marcelo Teixeira

2000-2009

Luis Álvaro Ribeiro

2009-2013

Odílio Rodrigues

2013-2014

Modesto Roma Júnior

2014-

Ídolos[editar | editar código-fonte]

Alguns dos principais jogadores que ajudaram a fazer a história do Santos Futebol Clube:

Goleiros
Argentina Cejas
Brasil Cláudio
Brasil Fábio Costa
Brasil Gilmar
Brasil Laércio
Brasil Manga
Uruguai Rodolfo Rodríguez
Zagueiros/Laterais
Brasil Alex
Brasil Calvet
Brasil Carlos Alberto Torres
Brasil Chico Formiga
Brasil Dalmo
Brasil Joel Camargo
Brasil Léo
Brasil Mauro
Argentina Ramos Delgado
Meio-campistas
Brasil Aílton Lira
Brasil Antoninho Fernandes
Brasil Araken Patusca
Brasil Clodoaldo
Brasil Diego
Brasil Elano
Brasil Giovanni
Brasil Jair Rosa Pinto
Brasil Lima
Brasil Mengálvio
Brasil Pelé
Brasil Pita
Brasil Renato
Brasil Zito
Pontas
Brasil Abel
Brasil Dorval
Brasil Edu
Brasil João Paulo
Brasil Pepe
Brasil Tite
Atacantes
Brasil Arnaldo Silveira
Brasil Ary Patusca
Brasil Coutinho
Brasil Del Vecchio
Brasil Feitiço
Brasil Juary
Brasil Neymar
Brasil Pagão
Brasil Robinho
Brasil Serginho Chulapa
Brasil Toninho Guerreiro

Esportes praticados[editar | editar código-fonte]

Marta, ex-jogadora do Santos com a presidente Dilma Rousseff.

As modalidades presentes no Santos Futebol Clube são:

   

Elenco atual[editar | editar código-fonte]

Última atualização: 12 de dezembro de 2014[64] [65] [66]

Legenda
  • Capitão: Capitão
  • Lesionado: Jogador contundido
  • Suspenso: Jogador suspenso
  • Seleção Brasileira: Seleção Brasileira
  • Seleção Chilena: Seleção Chilena


Goleiros
Jogador
1 Brasil Aranha
12 Brasil Vladimir
22 Brasil Gabriel Gasparotto
34 Brasil João Paulo
Defensores
Jogador Pos.
2 Brasil Edu Dracena Capitão Z
6 Brasil Gustavo Henrique Z
14 Brasil David Braz Z
26 Brasil Vinícius Simon Z
28 Brasil Neto Z
32 Brasil Paulo Ricardo Z
36 Brasil Jubal Z
40 Brasil Nailson Z
44 Brasil Bruno Uvini Z
4 Brasil Cicinho LD
13 Brasil Victor Ferraz LD
38 Brasil Daniel Guedes LD
3 Brasil Caju LE
15 Chile Mena LE
37 Brasil Zeca LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
5 Brasil Arouca V
8 Brasil Renato V
25 Brasil Lucas Otávio V
29 Brasil Alison V
33 Brasil Alan Santos V
35 Brasil Souza V
17 Argentina Patito Rodríguez M
20 Brasil Lucas Lima M
21 Brasil Leandrinho M
41 Brasil Serginho M
Atacantes
Jogador
7 Brasil Robinho
9 Brasil Leandro Damião
10 Brasil Gabriel
11 Brasil Thiago Ribeiro
19 Brasil Stéfano Yuri
30 Brasil Diego Cardoso
31 Brasil Rildo
39 Brasil Jorge Eduardo
45 Brasil Geuvânio


Comissão Técnica[editar | editar código-fonte]

Comissão Técnica
Nome Função
Brasil Enderson Moreira Treinador
Brasil Edinho Auxiliar técnico
Brasil Luis Fernando Rosa Auxiliar técnico
Brasil Marcelo Fernandes Auxiliar técnico
Brasil Vinicius Vieira Assessor de Imprensa
Brasil Vitor Pajaro Assessor de Imprensa
Brasil Fernando Fernandez Preparador físico
Brasil Marco Alejandro Preparador físico
Brasil Arzul Preparador de Goleiros
Brasil Zinho Gerente de Futebol
Brasil Sergio Dimas Supervisor
Brasil Maurício Zenaide Médico
Brasil Ricardo Nobre Médico
Brasil Rodrigo Zogaib Médico
Brasil Alex Evangelista Fisioterapeuta
Brasil Avelino Buongermino Fisioterapeuta
Brasil Thiago Lobo Fisioterapeuta
Brasil Lucas Matheus Analista de Desempenho
Comissão Técnica
Nome Função
Brasil Ricardo Leão Analista de Desempenho
Brasil Luís Fernando de Barros Fisiologista
Brasil Clóvis Vesco Massagista
Brasil Jorginho Massagista
Brasil Valder Bernardo Massagista
Brasil Sylvio Cruz Enfermeiro
Brasil Sandra Merouço Nutricionista
Brasil Juliane Fechio Psicóloga
Brasil Fabio Bio Roupeiro
Brasil França Roupeiro
Brasil Vágner Salada Roupeiro
Brasil Chico Apoio
Brasil Formigão Apoio
Brasil Hector Paulo Apoio
Brasil Eric Apoio
Brasil Neto Apoio
Brasil Rodrigo Apoio


Transferências 2015[editar | editar código-fonte]

Legenda

Fairytale right.png: Jogador chegando
Fairytale left red.png: Jogador saindo
Volta de Empréstimo: Jogadores que voltam de empréstimo
Emprestado: Jogadores emprestados

Elenco sub-20[editar | editar código-fonte]

Goleiros
Jogador
Brasil Paulo Roberto
Brasil John Victor
Brasil Filipe Costa
Defensores
Jogador Pos.
Brasil Gustavo Eugênio Z
Brasil Lucas Veríssimo Z
Brasil Bruno Leonardo Z
Brasil Sabino Z
Brasil Victor Santana Z
Brasil Patrick L
Brasil Gabriel Ardenghi L
Brasil Willians L
Brasil Léozinho L
Brasil Lucas Ybom L
Meio-campistas
Jogador Pos.
Brasil Fernando Medeiros V
Brasil Thiago Maia V
Brasil Diego Santos V
Brasil Sérgio David V
Brasil Rafael Rosa V
Brasil João Igor V
Brasil Victor Pucinelli M
Brasil Pedro Maratta M
Brasil João Gabriel M
Atacantes
Jogador
Brasil Matheus Augusto
Brasil Gilmar
Brasil Joshua
Brasil Lucas Botosso
Comissão técnica
Nome Pos.
Brasil Pepinho Macia T


Football pictogram.svg Futebol Feminino[editar | editar código-fonte]

História[editar | editar código-fonte]

Conhecidas como as Sereias da Vila, a história do futebol feminino no Santos começou em 1997, e nesse mesmo ano, a equipe chegou na final do Campeonato Paulista Feminino, mas ficou com o vice-campeonato, após perder para o São Paulo. E foi 3 anos depois, no ano 2000, que veio o primeiro título na modalidade, a equipe conquistou os Jogos Abertos do Interior.[67] De 2009 a 2012, o Santos foi considerado o time mais forte de futebol feminino do Brasil, jogadoras como Marta e Cristiane, passaram pelo Santos e o clube foi a base da Seleção Brasileira de Futebol Feminino, chegando a ter onze atletas convocadas de uma só vez.[68]

Apesar de muitos títulos conquistados, o Santos encerrou as atividades do futebol feminino em 2012, o motivo segundo o presidente Luis Álvaro Ribeiro, foi a falta de interesse da televisão, e a dificuldade em conseguir patrocinios.[69]

Títulos[editar | editar código-fonte]

Troféus conquistados pelas Sereias da Vila.

Internacionais[editar | editar código-fonte]

Continentais[editar | editar código-fonte]

Nacionais[editar | editar código-fonte]

Estaduais[editar | editar código-fonte]

Principais atletas[editar | editar código-fonte]

Goleiras
Brasil Andréia Suntaque
Defensoras
Brasil Aline Pellegrino
Brasil Renata Costa
Brasil Janaína
Brasil Auinã
Estados Unidos Caitlin Fisher
Brasil Maurine
Brasil Dani Pato
Meio-campistas
Brasil Ester
Brasil Fran
Brasil Pikena
Islândia Thorunn
Brasil Gabi
Austrália Joye Peters
Estados Unidos Lori Lindsey
Atacantes
Brasil Marta
Brasil Cristiane
Brasil Érika
Brasil Ketlen
Canadá Melissa Lesage
Treinadores
Brasil Manoel Maria
Brasil Kleiton Lima
Brasil Gustavo Feliciano

Olympic pictogram Futsal.png Futsal[editar | editar código-fonte]

Em 2011, com a parceria da Cortiana Plásticos, o Santos formou um grande time para a modalidade, sendo a base da Seleção Brasileira de Futsal, chegando a ter 7 convocados de uma só vez. O time foi comandado pelo técnico Fernando Ferretti, tendo o melhor do mundo nas quadras: Falcão, além de grandes jogadores como Valdin, Pixote, Neto, Jackson e .

Em apenas 1 ano, o time conquistou a Liga Futsal e a Copa Gramado, sendo que a Liga Futsal foi vencida nos pênaltis, contra o tradicional Carlos Barbosa na Arena Santos (onde o clube mandou os jogos). E com essa conquista, o Santos foi o primeiro clube paulista, a conquistar a Liga Futsal.

Depois de dois títulos e também o vice Campeonato Paulista de Futsal, o Santos encerrou as atividades do futsal no final de 2011.[71]

Troféu conquistado na Liga Futsal de 2011.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Nacionais[editar | editar código-fonte]

Regionais[editar | editar código-fonte]

Principais atletas[editar | editar código-fonte]

Goleiros
Brasil Djony
Fixos
Brasil Neto
Brasil Índio
Alas
Brasil Falcão
Brasil Valdin
Brasil Pixote
Brasil Jackson
Pivôs
Brasil
Brasil Deives
Treinador
Brasil Fernando Ferretti

Publicações sobre o Santos[editar | editar código-fonte]

Alguns livros sobre o Santos, sua história e a história de alguns dos seus personagens que fizeram a sua história.

  • Time dos Sonhos - História Completa do Santos Futebol Clube (2003)

Odir Cunha, Editora Códex.

  • Santos, Um Time Dos Céus - 1a.Edição (1997)

José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta, Editora DBA.

  • Santos, Um Time Dos Céus - 2a.Edição Revisada e Atualizada (2007)

José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta, Realejo Edições.

  • Bombas de Alegria (2006)

José Macia (Pepe), Realejo Edições.

  • Dicionário Santista: Santos de A a Z, Mas sem X (2001)

José Roberto Torero, Editora DBA.

  • Donos da Terra - A História do Primeiro Título Intercontinental do Santos (2007)

Odir Cunha, Realejo Edições.

  • Pedrinho Escolheu um Time (2007)

Odir Cunha, Editora Duna Dueto.

  • Profissão Campeão - Como o Santos ganhou o Campeonato Brasileiro de 2004 (2005)

Vanderlei Luxemburgo e Ingo Ostrovsky, Editora Gryphus.

  • Santos FC - O Melhor do Século nas Américas 2a. Edição (2003)

Guilherme Gomez Guarche.

  • O Dia Em Que Me Tornei Santista (2007)

Vladir Lemos, Panda Books.

  • Pelé - A Autobiografia (2006)

Edson Arantes do Nascimento (Pelé), Editora Sextante.

  • Enciclopédia do Futebol Brasileiro Volumes 1 e 2 (2001)

Lance!, Supervisão Editorial de Marcelo Duarte, Areté Editorial.

  • Na Raça! - Como o Santos Se Tornou o Primeiro Bicampeão Mundial (2008)

Odir Cunha, Realejo Edições.

  • O Grande Jogo - Corinthians X Santos - O maior duelo alvinegro do futebol contado por dois historiadores fanáticos (2009)

Celso Unzelte e Odir Cunha, Editora Novo Século.

  • Santos Futebol Clube X O Mundo (2013)

José Roberto Brandi dos Santos, Editora Demar.

Ver também[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Santos Futebol Clube

Referências

  1. a b c Santos Futebol Clube - História
  2. CNEF da CBF (PDF) (em português) Site Oficial da CBF. Visitado em 09/03/12.
  3. Volkswagen ativa patrocínio na camisa do time Sub-20 na Copa do Brasil
  4. Ranking Completo da CBF. Visitado em 09/12/2014.
  5. a b Títulos (em português) Santos FC. Visitado em 07 de novembro de 2012.
  6. http://esportes.terra.com.br/futebol/com-santos-de-pele-em-7-revista-lista-20-maiores-times-da-historia,1a0c5b4ac1e01410VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html
  7. Pele still in global demand (em Inglês) CNNSI.com (29/05/2002).
  8. Lancenet
  9. Editora Sextante (Março de 2009). Biografia de Pelé (em português) Campeão do futebol. Visitado em 05 de julho de 2012.
  10. CBF iguala Taça Brasil e Robertão, Santos e Palmeiras são octas GloboEsporte.com (13/12/2010).
  11. CBF unifica títulos, e Santos e Palmeiras se tornam os maiores campeões brasileiros 13/12/2010 (13/12/2010).
  12. CBF iguala Taça Brasil e 'Robertão' a Brasileiro. Santos e Palmeiras viram octas 13/12/2010 (13 de dezembro de 2010).
  13. A arte da garra Santos FC (03/12/2008).
  14. Herói do gol 12 mil, Gabigol curte boa fase no Santos: 'Ficha ainda não caiu'
  15. Marques, João Henrique (5 de abril de 2012). Clube que mais fez gols no mundo, Santos tem 'DNA ofensivo' desde o começo Lance!. Visitado em 29 de maio de 2012.
  16. Valor das marcas dos 17 clubes mais valiosos do Brasil (PDF) (em português) BBO. Visitado em 07 de novembro de 2012.
  17. Estudo vê Bayern como marca mais valiosa do mundo; Corinthians lidera no Brasil (em português) Uol Esportes. Visitado em 23 de junho de 2013.
  18. Assembléia aprova projeto que transforma Aniversário do Santos FC como atração turística Santos FC (04/12/2008).
  19. Estação Imigrantes do metrô de SP muda de nome e homenageia o Santos (04/11/2008).
  20. História do Porto de Santos (em português) Novo Milênio. Visitado em 07 de novembro de 2012.
  21. a b Santos Futebol Clube (em português) IG - Esporte. Visitado em 07 de novembro de 2012.
  22. A ata de fundação do União FC
  23. Primeiro futebolista brasileiro na Europa
  24. a b c d João Henrique Marques (5 de abril de 2012). Clube que mais fez gols no mundo, Santos tem 'DNA ofensivo' desde o começo (em português) Lancenet.com.br. Visitado em 29 de junho de 2012.
  25. Veja como o Santos ganhou seu primeiro título paulista
  26. Santos FC campeón de la Supercopa de Campeones Intercontinentales 1968
  27. Guerra parou para verem futebol do Santos (1)
  28. Brasil não 'dá bola' para Lula e goleia Haiti por 6 a 0
  29. Rsssf.com
  30. Información sobre la Copa Conmebol
  31. Globo Esporte
  32. [1]
  33. [2]
  34. [3]
  35. Com festa da torcida, Santos embarca para Mundial no Japão
  36. Neymar após derrota: "O Barcelona nos ensinou a jogar futebol"
  37. Aula do Barça é a maior oportunidade de aprendizado do futebol brasileiro
  38. Com olhos marejados, Neymar diz que aprenderá a jogar futebol com o Barça após goleada
  39. Messi diz que Barcelona dominou o Santos o jogo inteiro na final
  40. Vitória garante ao Santos melhor campanha desde vice em 2007
  41. Santos nas Copas
  42. Seleção de 70 é considerada a melhor de todos os tempos por revista
  43. Clássico alvinegro: a mais antiga rivalidade paulista
  44. São Paulo x Santos – O clássico SanSão!
  45. Futpédia, Santos e Palmeiras
  46. Veja imagens de jogo com 13 gols, o 'mais emocionante' do futebol brasileiro
  47. Parabéns, Vila Belmiro, pelos 95 anos de um "passado e presente só de glórias"
  48. Costa Rica recebe homenagem da cidade de Santos
  49. México terá CT do Santos como base na Copa; Costa Rica treinará na Vila antes do Mundial
  50. Por que o Santos é chamado de peixe e a mascote é uma orca?
  51. a b c Conheça a história do escudo do Santos (em português) Estadão.com (13 de abril de 2012). Visitado em 29 de junho de 2012.
  52. Hino do Santos - R7
  53. As maiores torcidas do futebol brasileiro em 2013 Pluri Stochos (26 de março de 2013).
  54. Survey of fans Datafolha, Instituto Datafolha.
  55. Torcida do Santos cresce 20% em três anos e passa o Palmeiras no interior.
  56. Temido e respeitado pelos rivais, Santos teve segunda maior torcida do Brasil.
  57. Maior público do Santos Futebol Clube foi no Maracanã.
  58. Maiores médias de público por clube no Campeonato Brasileiro.
  59. História, treinadores do Santos
  60. Urbano Caldeira: Vila Belmiro homenageia um dos mais apaixonados santistas
  61. Que Fim Levou? - Lula
  62. Dia do Treinador – Tributo a Luis Alonso Perez, o Lula
  63. Presidentes do Santos Futebol Clube.
  64. Elenco do Santos Futebol Clube
  65. Comissão Técnica do Santos
  66. Elenco Sub-20
  67. Sereias da Vila
  68. Sereias disputaram o Torneio Cidade de São Paulo SantosFC.com.br.
  69. Depois do futsal, Santos também fecha time de futebol feminino
  70. Sereias dão show na Vila e erguem a taça do Paulistão Feminino de 2011
  71. Sem verbas, time de futsal do Santos chega ao fim
  72. Caçula, Santos FC conquista a Liga de Futsal, o "Brasileiro" da modalidade Site oficial do Santos Futebol Clube. Visitado em 23 de Novembro de 2011.
  73. Falcão marca, Santos vence Krona e conquista título da Copa Gramado

Ligações externas[editar | editar código-fonte]