História do Campeonato Brasileiro de Futebol

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Nomes do Campeonato Brasileiro[1]
Taça Brasil 1959–1968
Torneio Roberto Gomes Pedrosa 1967–1970
Campeonato Nacional de Clubes 1971–1974
Copa Brasil 1975–1980
Taça de Ouro 1981–1983
Copa Brasil 1984–1986
Copa União 1987*–1988
*Em 1987 o nome oficial era Copa Brasil, mas ficou conhecido como Copa União.
Campeonato Brasileiro da Série A 1989–1999
Copa João Havelange 2000
Campeonato Brasileiro da Série A 2001–presente

A história do Campeonato Brasileiro de Futebol (Campeonato Nacional de Clubes) se iniciou em 1971, mas em 2010 quando a Confederação Brasileira de Futebol unificou os títulos nacionais antigos, a Taça Brasil de 1959 se tornou a primeira edição. Tornando-se a principal competição entre clubes de futebol do Brasil. Após o início do Campeonato Nacional de Clubes contando a partir de 1971, teve edições com inúmeros nomes, tais como Taça de Prata, Campeonato Nacional de Clubes, Taça de Ouro, Copa Brasil, Copa União e a partir de 1989, como Campeonato Brasileiro de Futebol.

O Campeonato Nacional de Clubes teve como primeiro campeão o Bahia. A partir de 2003, adotou o sistema de pontos corridos, tendo como primeiro campeão o Cruzeiro Esporte Clube. O torneio é organizado pela CBF e dá acesso ao seu campeão, vice, terceiro e quarto colocados à Taça Libertadores da América.

Em 2000, não houve Campeonato Brasileiro oficialmente, mas o torneio organizado pelo Clube dos 13 disputado naquele ano, chamado Copa João Havelange, foi posteriormente reconhecido pela CBF como substituto equivalente ao Campeonato Brasileiro.

Em 1977, tanto o vice-campeão (Atlético Mineiro) quanto o 5º colocado (Botafogo) terminaram o campeonato sem derrotas, mas o campeão naquela temporada foi o São Paulo.

Quando se leva em consideração apenas o período a partir de 1971, quando o Campeonato Brasileiro surgiu na forma do Campeonato Nacional de Clubes, o São Paulo é o clube com mais títulos (6). Quando se levam em consideração a Taça Brasil e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, oficializados pela CBF como equivalentes ao Campeonato Brasileiro, Santos e Palmeiras são os maiores campeões, com 8 títulos cada um.[2]

Desde 2003, com a mudança no sistema de disputa, não existe mais o conceito de jogo final do campeonato.

Uma das características do Campeonato Brasileiro foi a falta de uma padronização no sistema de disputa, que mudava a cada ano, assim como as regras e o número de participantes. Após ter sido aprovado no Congresso Nacional o "Código do Torcedor", a CBF fez um planejamento que visava organizar o confuso calendário do futebol nacional. Reduziu o tempo disponível para as competições estaduais e adotou o sistema de turno e returno como forma de disputa. Como esse sistema exige muito tempo do calendário, também foi reduzido o número de competidores em 2004, que eram 24, para 22 em 2005 e 20 em 2006, tanto na Série A (Primeira Divisão) como na Série B (Segunda Divisão). Para a Série C, a partir de 2009, com a criação da Série D, o número de clubes igualou-se aos das Séries A e B, embora com formato de disputa distinto. Já a Série D conta com 40 clubes, adotando o sistema de eliminatórias regionais e depois "mata-mata" até as últimas fases, para que times pequenos e com baixo orçamento tenham chance de competir.

Até 2011, apenas três clubes disputaram todas as edições da divisão principal desde 1971: Cruzeiro, Internacional e Flamengo. O Santos e o São Paulo também nunca foram rebaixados, mas em 1979 se recusaram a participar do Brasileiro ao terem seus pedidos de entrar apenas na fase final recusado depois de alegarem que a competição daquele ano tornava o calendário demasiado apertado.[3]

Em 2006 foi considerado como o quinto melhor campeonato nacional de futebol do mundo pela IFFHS.

Polêmicas[editar | editar código-fonte]

Campeonato Brasileiro de 1974[editar | editar código-fonte]

Cruzeiro e Vasco empataram em número de pontos, o que levaria a um jogo-desempate. O Cruzeiro tinha tido campanha melhor, então o jogo seria no Mineirão. Porém, um dirigente do time mineiro invadira o campo de jogo durante uma partida, o mando de campo foi invertido e o jogo foi realizado no Maracanã. Em uma arbitragem polêmica, o juiz Armando Marques anula dois gols, um do Vasco e outro do Cruzeiro.

Campeonato Brasileiro de 1977[editar | editar código-fonte]

O São Paulo é campeão, porém o Atlético Mineiro termina o campeonato invicto e com 10 pontos a mais que o campeão, numa época em que a vitória valia dois pontos. Reinaldo, o artilheiro do campeonato com 28 gols, teve todo o campeonato para cumprir a suspensão mas a CBF o puniu no jogo final. Na mesma partida, Chicão, jogador do São Paulo, pisou em Ângelo, que tinha recebido uma entrada desleal de Neca.

Campeonato Brasileiro de 1979[editar | editar código-fonte]

Devido ao confuso e inchado calendário daquele ano, clubes tradicionais de São Paulo como Corinthians, Portuguesa, Santos e São Paulo requerem à CBF que entrem apenas nas fases finais do torneio. Com a recusa da entidade, abdicam da disputa do torneio, participando apenas do Campeonato Paulista. Este ano também contou com um número recorde de 94 participantes, e por conseqüência, com um regulamento extremamente confuso. O Internacional se consagrou nessa edição como o único campeão invicto da história do brasileirão

Campeonato Brasileiro de 1981[editar | editar código-fonte]

Botafogo e São Paulo se enfrentam na segunda semifinal do campeonato brasileiro, no Morumbi. O Botafogo já havia vencido o primeiro jogo no Maracanã por 1 x 0, e no Morumbi chega a abrir 2 x 0 ainda no primeiro tempo. O São Paulo diminui, com um gol de pênalti convertido por Serginho. No intervalo, seguranças do São Paulo cercam em tom de ameaça o árbitro Bráulio Zannoto, que estaria favorecendo o time carioca. No segundo tempo, o São Paulo conseguiu virar a partida para 3 x 2.

Campeonato Brasileiro de 1983[editar | editar código-fonte]

Os oito primeiros colocados do campeonato paulista disputavam a primeira divisão, a Taça Ouro. O Santos termina em nono o estadual, mas a CBF convida o clube da baixada para a disputa. O Santos terminaria vice-campeão, sendo derrotado pelo Flamengo por 3 x 0 na finalíssima, no Maracanã.

Campeonato Brasileiro de 1986[editar | editar código-fonte]

Botafogo não atinge o índice da Taça de Ouro, mas continua na primeira divisão.

Copa União de 1987[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Copa União.

Campeonato Brasileiro de 1991[editar | editar código-fonte]

Os quatro primeiros colocados; Bragantino, São Paulo, Atlético Mineiro e Corinthians disputariam as semi-finais. Mas às vésperas de começarem as partidas, a CBF resolveu que o Fluminense ganharia os pontos de vitória da partida contra o Botafogo que foi interrompida em 0x0 após invasão da torcida do Botafogo. Com isso o time carioca passa a frente do Corinthians e disputa a semi-final contra o Bragantino, sendo eliminado pelo clube do interior paulista.

Campeonato Brasileiro de 1993[editar | editar código-fonte]

A CBF é pressionada pelo Clube dos 13 e "reorganiza" o Campeonato e promove de uma vez 12 clubes aumentando o número de times de 20 em 1992 para 32 em 1993. A razão foi que o Grêmio havia terminado a série B de 1992 em 9º, permanecendo mais um ano na segunda divisão. Nesse mesmo ano o Clube dos 13 faz com que a CBF proteja do rebaixamento 16 times, ou seja, mesmo que fossem os últimos colocados não poderiam cair. Os times foram divididos em 4 grupos. Dois grupos principais e 2 coadjuvantes. Antes do campeonato começar foi decidido que nenhum clube do grupo principal iria ser rebaixado. Mas outros 5 clubes que não eram protegidos são obrigados à caírem mesmo sem oucuparem as 8 últimas posições.

Campeonato Brasileiro de 1995[editar | editar código-fonte]

O primeiro jogo da grande final entre Botafogo x Santos foi no Maracanã e o resultado foi 2 x 1 para o time carioca.

Já a última partida da final entre Santos x Botafogo, no Pacaembu, começou com gol carioca, de Túlio Maravilha - impedido, conforme pôde ser constatado pelo videotape do lance, mas o árbitro Márcio Rezende de Freitas validou o gol. O alvinegro paulista empatou o jogo no início do segundo tempo, em um lance também irregular, onde o juiz também validou o gol. Todavia, um gol do Santos foi mal anulado por Márcio Rezende. O resultado acabou empatado em 1 a 1, mas deveria ter terminado em 1 a 0 para o Santos, resultado esse que daria o título ao peixe.

Campeonato Brasileiro de 1996[editar | editar código-fonte]

Após o fim do Brasileiro deste ano, Bragantino e Fluminense seriam rebaixados, mas em 1997 surge detalhes de um esquema de favorecimento de alguns clubes (Corinthians e Atlético Paranaense) pelos árbitros. Mas, antes mesmo de alguma conclusão sobre isso, a CBF "rasga" o regulamento, deixa Corinthians e Atlético Paranaense impunes e mantém o Tricolor Carioca (que seria rebaixado) na 1ª divisão, sem punir devidamente os times envolvidos no escândalo, mais uma vez acobertando irregularidades.

Álvaro Barcelos, então presidente do Fluminense, chegou a estourar uma garrafa de champanhe ao saber que o time permaneceria na Série A.

Campeonato Brasileiro de 1999[editar | editar código-fonte]

Adicionando mais problemas ao já confuso sistema de rebaixamento, que realizava uma média com a pontuação do ano anterior, o Botafogo ganha pontos no STJD e passa a frente do Gama devido a escândalos com o jogador Sandro Hiroshi, do São Paulo, que havia falsificado a idade. Em vez de retirar 5 pontos por jogo em que escalou o jogador de forma irregular, a CBF optou apenas por dar aos adversários do São Paulo os pontos da partida. A atitude política rebaixou o clube do Distrito Federal no lugar do Botafogo e manteve o clube paulista classificado para a segunda fase, prejudicando o Atlético-PR, que foi a primeira equipe dentre as que não se classificaram para a segunda fase.

Campeonato Brasileiro de 2000[editar | editar código-fonte]

O Gama, rebaixado devido ao favorecimento do Botafogo no ano anterior, processou a CBF para não cair, impedindo a confederação de organizar o campeonato, já que a FIFA veta qualquer influência da justiça comum no esporte. O Campeonato Brasileiro, que se chamou "Copa João Havelange", acabou organizado pelo Clube dos 13 com apenas uma divisão, mas com os clubes divididos em vários módulos, sendo o maior Campeonato Brasileiro da história.

Sem as tradicionais Divisões, o Campeonato tratava-se de um campeonato dividido em módulos, desta maneira, o Clube dos 13 redistribuiu os clubes que se encontravam nas séries B e C de 1999 para o "módulo azul", onde encontravam-se os clubes da tradicional primeira divisão. Nesta regra, Fluminense, campeão da série C de 1999, e Bahia, na série B em 1999, foram realocados no módulo azul, assim como os participantes da série B Juventude, América Mineiro e o Gama, que desistira do processo judicial, abrindo caminho para que a CBF reassumisse o controle do campeonato e o oficializando como Campeonato Brasileiro de 2000. O ponto de discórdia é que Paraná Clube e Botafogo de Ribeirão Preto, rebaixados em 1999 permaneceram no "módulo verde", onde encontravam-se os times da antiga série B.

Outra polêmica foi na final Vasco x São Caetano, onde a partida teve de ser paralisada, após a queda de um dos alambrados, onde dezenas de pessoas ficaram feridas. Na ocasião, foram colocados à venda 32.537 ingressos para a partida, realizada no Estádio de São Januário, que tem capacidade para 40.000 pessoas. Aos vinte e três minutos de jogo, parte da grade de separação da arquibancada cedeu, tendo havido feridos. A partida foi interrompida e houve a marcação de uma nova partida, para o dia 18 de Janeiro de 2001, na qual a equipe carioca venceu por 3 x 1, levando a taça.

Campeonato Brasileiro de 2001[editar | editar código-fonte]

A CBF decidiu organizar o Campeonato Brasileiro de 2001 de acordo com os módulos da Copa João Havelange, isto é, mantiveram-se as promoções, já ocorridas em outras edições do campeonato, do módulo azul, resultando na viagem direta de Bahia da série B e Fluminense, campeão da série C em 1999 para a série A. No entanto, três clubes ameaçaram entrar na justiça comum contra a CBF: Paraná Clube, São Caetano - campeão e vice do módulo amarelo - e Botafogo de Ribeirão Preto - único clube rebaixado em 2000. Desta maneira, para evitar mais complicações, a Confederação Brasileira decidiu por promover os três também para a série A. Neste ano o Atlético-PR foi campeão em uma final contra o São Caetano-SP.

  • Promovido da Série C de 1999 (campeão, já classificado para a Série B) para a Série A de 2001

Com "*" são os que somente após pressão na organização do Campeonato de 2001, os demais já estavam o módulo azul em 2000.

Campeonato Brasileiro de 2004[editar | editar código-fonte]

A morte do zagueiro Serginho, do São Caetano, causou (em decisão controversa) a perda de 24 pontos do time do ABC paulista por "negligência", jogando o clube no "bolo" dos que escapavam do rebaixamento, engrossado pelos clubes cariocas. Mesmo com a redução na pontuação, o São Caetano ainda ficara em 18º e permanecera na série A.

Campeonato Brasileiro de 2005[editar | editar código-fonte]

Máfia do Apito: o árbitro Edílson Pereira de Carvalho se aliou a investidores para garantir resultados para ganhar apostas virtuais e fora descoberto. A CBF pretendia divulgar a história para todos os clubes e tentar reunir-se para encontrar uma solução, no entanto, a Revista Veja colocou em sua capa o episódio antes de qualquer pronunciamento oficial, o que resultou em grande confusão por parte dos clubes.

Pressionados, a CBF e o STJD, Superior Tribunal de Justiça Desportiva, tiveram como decisão anular as 11 partidas apitadas por Edílson Pereira de Carvalho no Campeonato daquele ano, pois não era possível determinar até aonde fora a influência da arbitragem e com suspeita de que Edílson realizaria jogo duplo com grupos de apostadores, não se sabia para quem ele poderia ter favorecido. Assim, os clubes que disputaram as partidas anuladas foram convocados a realizá-las novamente respeitando o mando de campo anterior:

Partidas Remarcadas em 2005:

  • 19 de Outubro: Vasco 1 - 0 Botafogo (0 - 1 na partida anulada)
  • 19 de Outubro: Ponte Preta 2 - 0 São Paulo (1 - 0)
  • 19 de Outubro: Paysandu 4 - 1 Cruzeiro (1 - 2)
  • 19 de Outubro: Juventude 2 - 2 Figueirense (1 - 4)
  • 12 de Outubro: Santos 2 - 3 Corinthians (4 - 2)
  • 12 de Outubro: Vasco 3 - 3 Figueirense (2 - 1)
  • 12 de Outubro: Cruzeiro 2 - 2 Botafogo (4 - 1)
  • 12 de Outubro: Juventude 3 - 4 Fluminense (2 - 0)
  • 28 de Outubro: Internacional 3 - 2 Coritiba (3 - 2)
  • 24 de Outubro: São Paulo 1 - 1 Corinthians (3 - 2)
  • 24 de Outubro: Fluminense 1 - 1 Brasiliense (3 - 0)

A imprensa ligou o resultado das anulações com o Campeão daquele ano, o Corinthians, pois a diferença de pontos entre os resultados fraudados por Edílson Pereira, de 4 pontos, foi a diferença para o Internacional, (que seria o legítimo campeão, caso os jogos não houvessem sido remarcados) assim como devido as supostas atividades ilegais do grupo MSI, do empresário iraniano Kia Joorabchian, que patrocinou o clube paulista naquele ano. No entanto, a suposta ligação jamais foi comprovada.

Em outra polêmica, no jogo Corinthians x Internacional, que pela 40ª rodada era determinante para o título, o atacante colorado Tinga foi derrubado na área pelo goleiro Fábio Costa. O árbitro Márcio Rezende de Freitas expulsou Tinga ao invés de dar penâlti para o Internacional. O jogo acabou empatado em 1x1, e Rezende, mais tarde, admitiu que errou em sua decisão.[4] Por coincidência, aquela haveria de ser a última partida apitada por Rezende como árbitro profissional.

Campeonato Brasileiro de 2013[editar | editar código-fonte]

Durante a última rodada, uma briga entre os torcedores de Vasco e Atlético-PR nas arquibancadas da Arena Joinville deixou quatro feridos, e acabou por interromper a partida de ambos por mais de uma hora.[5] Depois do jogo, ambas as equipes foram punidas com perdas de mando de campo.[6]

A classificação final rebaixaria o Fluminense. Porém o time carioca acabou salvo após o término do campeonato por um processo do STJD envolvendo a escalação irregular do jogador Héverton, da Portuguesa - que jogou na rodada final apesar de ter sido suspenso por duas partidas na antepenúltima rodada -[7] que puniu a Lusa com a perda de 4 pontos, caindo da 12ª para a 17ª colocação na tabela de classificação e rebaixado para a Série B no lugar do Fluminense.[8] Também por escalação irregular do jogador André Santos, o Flamengo foi punido com a perda dos mesmo 4 pontos e caiu da 11ª para a 16ª posição, uma acima da zona de rebaixamento.[9]

Tanto Portuguesa quanto Flamengo recorreram da punição no pleno do STJD, mas com unanimidade dos oito auditores, foi mantido o resultado da primeira instância.[10] [11] Após o resultado negativo na instância desportiva, a Portuguesa recorreu a Justiça Comum onde obteve uma vitória em 2 de abril de 2014 que obrigava a CBF a devolver os pontos perdidos pela equipe, anulando o resultado do STJD,[12] mas a CBF conseguiu cassar a liminar no Tribunal de Justiça de São Paulo.[13]

Curiosidades sobre sistema de classificação[editar | editar código-fonte]

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Em quatro edições do Campeonato Brasileiro (87, 88, 90 e 95), o sistema de disputa da competição era em turno e returno, ou seja, os clubes eram separados em dois grandes grupos. No primeiro turno, as equipes de um grupo enfrentava as equipes do outro grupo e no segundo turno, os times de cada grupo se enfrentavam. Os primeiros colocados de cada grupo em cada turno garantiam vaga para a fase seguinte. Caso a primeira fase das edições do Brasileirão já mencionadas fossem no sistema todos contra todos, algumas equipes tomariam o lugar de outras que classificaram no turno e returno, podendo até mesmo mudar o resultado final.

  • 1987 - No Módulo Verde, duas equipes tomariam o lugar de Flamengo e Internacional nas semifinais da competição, caso sua primeira fase fosse no todos contra todos: Grêmio e São Paulo. Com isso, as semifinais seriam: Atlético Mineiro x São Paulo; Cruzeiro x Grêmio. No Módulo Amarelo, a história seria a mesma, mas com apenas uma equipe. Ao invés do Bangu o classificado seria o Criciúma, alterando uma das semifinais: Sport x Criciúma.
  • 1988 - No lugar de Grêmio, Cruzeiro e Fluminense, os classificados seriam, respectivamente, Portuguesa, Atlético-MG e São Paulo. Três jogos das quartas-de-final seriam alteradas: Vasco x São Paulo; Internacional x Atlético-MG; Portuguesa x Flamengo.
  • 1990 - Sete dos oito classificados seriam mantidos. Apenas o Goiás tomaria o lugar do Palmeiras na fase seguinte alterando apenas uma partida: Grêmio x Goiás.
  • 1994 - Um regulamento bem confuso, e que fez o torcedor relembrar os complicados regulamentos das edições anteriores, fez com que a Segunda Fase do campeonato separasse as 16 equipes classificadas em dois grupos de 8 e os seis não-classificados em um "Torneio da Repescagem". Se o critério de classificação dos times, que disputavam a Segunda Fase, para as quartas-de-final valesse pelo nível técnico com a soma das campanhas dos dois turnos de cada clube (classificando os três primeiros colocados de cada chave juntando com os dois classificados do grupo de repescagem) e sem contar o ponto de bonificação que algumas equipes ganharam ao se classificarem como líder de seu respectivo grupo da Primeira Fase, a pontuação dos dois grupos ficaria desse jeito:
    Grupo E: Guarani (23 pontos), Portuguesa (16 pontos) e Corinthians (14 pontos, mesma pontuação do Internacional, mas leva vantagem por conseguir 6 vitórias contra 4)

Grupo F: São Paulo (19 pontos), Botafogo (18 pontos / 7 vitórias) e Bahia (18 pontos / 5 vitórias)
O Palmeiras, que viria a ser o campeão brasileiro de 94, não estaria relacionado entre os oito finalistas da competição daquele ano, sendo este substituído pela Portuguesa. Os confrontos também seriam modificados, levando em consideração o melhor classificado de toda a Segunda Fase enfrentando o segundo colocado do Torneio da Repescagem, o segundo melhor classificado de toda a Segunda Fase enfrentando o "campeão" do Torneio da Repescagem e assim por diante: Guarani x Atlético-MG; São Paulo x Bragantino; Botafogo x Corinthians; Bahia x Portuguesa.

  • 1995 - Duas equipes paulistas estariam no lugar de, respectivamente, Cruzeiro e Fluminense: Palmeiras e Bragantino. Com isso as semifinais seriam alteradas: Santos x Bragantino; Palmeiras x Botafogo.
  • 1998 - A partir das quartas-de-final, os jogos eliminatórios seriam disputados em três partidas, caso houvesse uma vitória para cada lado ou pelo menos um empate entre eles. Se os playoffs não fossem inclusos no regulamento da competição, as semifinais seriam novamente alteradas: Sport x Grêmio; Palmeiras x Portuguesa.
  • 1999 - Se o São Paulo não tivesse perdido os pontos para Botafogo e Internacional no Caso Sandro Hiroshi, dois dos quatro jogos das quartas-de-final sofreriam mudanças de posição entre os times na fase clasificatória: Vasco x Ponte Preta; São Paulo x Vitória.

Referências

  1. SuperEsportes (10 de novembro de 2010). CBF recebe dossiê dos 'campeões de 59 a 70' e clubes aguardam reconhecimento.
  2. CBF anuncia oficialmente a unificação dos títulos de campeão brasileiro O Globo (22 de dezembro de 2010). Página visitada em 3 de janeiro de 2014.
  3. Todos os times rebaixados na história do Campeonato Brasileiro Momento do Futebol (20 de dezembro de 2009). Página visitada em 3 de janeiro de 2014.
  4. Márcio Rezende assume erro e pede desculpas Terra Esportes (2005-11-20). Página visitada em 2009-12-17.
  5. Violência entre torcidas mancha última rodada do Campeonato Brasileiro
  6. STJD pune Atlético-PR com perda de 12 mandos; Vasco recebe sanção de 8
  7. Procuradoria do STJD denuncia Portuguesa e Flamengo oficialmente; julgamentos serão na segunda-feira ESPN (11 de dezembro de 2013). Página visitada em 16 de dezembro.
  8. Portuguesa é punida e rebaixada, e Flu fica na Série A, mas cabe recurso GloboEsporte.com (16 de dezembro de 2013). Página visitada em 16 de dezembro.
  9. Flamengo perde quatro pontos no STJD, mas segue na Série A GloboEsporte.com (16 de dezembro de 2013). Página visitada em 16 de dezembro.
  10. Em sessão com 'Pequeno príncipe' e Mandela, Lusa cai e Flu se salva GloboEsporte.com (27 de dezembro de 2013). Página visitada em 27 de dezembro de 2013.
  11. Sem mudanças: Pleno do STJD mantém punição ao Flamengo GloboEsporte.com (27 de dezembro de 2013). Página visitada em 27 de dezembro de 2013.
  12. Portuguesa consegue liminar que a recoloca na Primeira Divisão Lance!Net (2 de abril de 2014). Página visitada em 2 de abril de 2014.
  13. CBF consegue duas vitórias e devolve Portuguesa à Série B ESPN (10 de abril de 2014). Página visitada em 11 de abril de 2014.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]