Cidade Velha (Belém)

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Cidade Velha
—  Bairro do Brasil  —
Casas no estilo Português e azulejos coloridos, são cenários de um dos bairros mais históricos e importantes de Belém: A "Cidade Velha."
Casas no estilo Português e azulejos coloridos, são cenários de um dos bairros mais históricos e importantes de Belém: A "Cidade Velha."
Distrito Centro Histórico
Distrito do Centro
Zona Centro-Sul de Belém
Município Coat of arms Belem do Para Brazil.jpg Belém
Área
 - Total 80,8 ha
População
 - Total 12,128 (em 2 010)
    • Densidade 8.788 hab./km2 
Domicílios 3 164
Fonte: Não disponível

A Cidade Velha é o bairro[1] mais antigo de Belém do Pará, onde surgiu a cidade, a partir do seu descobrimento por Francisco Caldeira Castelo Branco, em 12 de janeiro de 1616. Possui inúmeros prédios coloniais históricos, com azulejos portugueses, muitos dos quais tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.

Suas ruas apresentam nomes de cidades ou personalidades, principalmente portuguesas e brasileiras, tais como: Av. Portugal, Rua de Aveiro, Cidade Irmã, Rua de Óbidos, Rua de Breves, Rua Dr.Assis, Rua Dr.Malcher, Rua Siqueira Mendes, Av. Almirante Tamandaré, Rua Ângelo Custódio, Rua Félix Roque, Rua Padre Champagnat, Boulervard Castilho França. O bairro da Cidade Velha divide com o bairro da Campina, regiões popularmente conhecidas por Comércio, devido predominância quase que exclusiva de lojas, armarinhos, escritórios, cartórios e bancos.

A cidade velha foi criada, às margens do rio, com a principal função de exportar e importar borracha na época do Ciclo da borracha. Os casarões antigos da Cidade Velha são sobreviventes da história da fundação da cidade e do Ciclo da Borracha, que trouxe muito dinheiro e luxo europeu para Belém, presente até hoje em suas fachadas e estruturas. São um elo entre a origem da população de Belém e os dias de hoje.

Principais Ruas e Avenidas[editar | editar código-fonte]

Casarios coloniais da Rua Marquês de Pombal

Pontos turísticos[editar | editar código-fonte]

Construções Históricas[editar | editar código-fonte]

Casa das Onze Janelas
  • Forte do Castelo - Berço da cidade construído por Castelo Branco em 1616 para proteger a Amazônia dos invasores holandeses e franceses. Possui um acervo com peças de cerâmica marajoara e tapajônica de anteriores a chegada dos portugueses. O forte guarda intacto os canhões originais.
  • Palácio Antônio Lemos – Suntuoso palácio construído em 1883 abriga o Gabinete Municipal e o Museu de Artes de Belém, o museu conta com um acervo de quase mil obras de arte.
  • Palácio Lauro Sodré – Foi arquitetada pelo italiano Antônio Landi, antiga sede da província do Grão-Pará, hoje abriga o Museu do Estado do Pará.
  • Palácio Velho - Relíquia arquitetônica no complexo do Carmo com grande importância histórica para Belém, o imóvel possuí dois pavimentos e um mirante.
  • Casa das Onze Janelas – Importante marco urbanístico em Belém erguido no século XVIII, por Domingos da Costa Barcelar, um rico senhor do engenho. Em 1768, foi convertida em hospital militar pelo governo do Grão-Pará. A casa teve funções militares entre até 2001, quando foi comprada pelo governo estadual para servir como ponto turístico da capital.
  • Palacete Pinho – Ocupado pela família do Comendador José de Pinho, foi concluído em 1897, adota uma arquitetura portuguesa e revertida de azulejos, a falta de recursos para manter o palacete levou a família a vender o imóvel em 1978, hoje bem preservado e aberto ao público para visitações turísticas e atividades culturais.
  • Solar do Barão de Guajará - Construção de estilo colonial, inteiramente azulejado, foi concluída em 1873, atualmente abriga o Instituto Geográfico do Pará.
  • Casa Rosada – Construção de 1760, o imóvel está localizado na rua Siqueira Mendes, seu proprietário era o capitão-engenheiro Mateus José Simões de Carvalho, que participou, em 1795, de uma junta extraordinária de defesa do Grão-Pará contra uma possível invasão francesa, recentemente restaurado, o casarão é voltado para atividades culturais.

Igrejas[editar | editar código-fonte]

Igreja de Santo Alexandre
  • Catedral da Sé – Concluída em 1771, tem parte do projeto do arquiteto italiano Antônio José Landi. Seu altar foi doado pelo papa Pio XI, a igreja suntuosa possui 28 candelabros ingleses de bronze e em seus dez altares laterais com belíssimos quadros.
  • Igreja de Santo Alexandre – Arquitetada em estilo barroco Amazônico, a versão atual foi concluída em 1719, seu convento é o complexo jesuíta mais importante do Brasil, foi recentemente restaurada para receber o Museu de Arte Sacra.
  • Igreja de Nossa Senhora do Carmo – Erguida em estilo neoclássico e barroco, é a igreja mais antiga de Belém, foi restaurada no século XVIII pelo arquiteto italiano Antonio Landi, possuí belas obras de arte e um altar de prata com incrustação de pedras semipreciosas.
  • Igreja de São João Batista – Pequena igreja em forma octogonal, criada por Antonio Landi em 1777, há nessa construção notáveis pinturas de quadratura representando arquitetura de ilusão. A decoração conta com quatro capelas mores e uma bela cúpula central.

Praças e Parques[editar | editar código-fonte]

Mirante no Mangal das Garças
  • Mangal das Garças – O complexo tem 40 mil m² de área à beira do Rio Guamá. Nos jardins e no viveiro de pássaros há guarás, garças entre outras aves, o parque também conta com um borboletário onde há quase 800 insetos. O complexo conta ainda com o espaço do antigo estaleiro, que reúne jóias e artesanato produzidos no Pólo Joalheiro, o mirante da torre, com vista de 360º de Belém e o Museu Amazônico da Navegação, que retoma a história da Marinha do Brasil.
  • Praça Siqueira Campos – Inaugurada em 1931, é mais conhecida como praça do relógio, por abriga um enorme relógio de doze metros, construído na Inglaterra e montado em Belém. A praça também possui quatro luminárias do início do século XX, instalado na praça durante sua construção.
  • Praça Dom Frei Caetano Brandão – Foi concluída em 1900, também é conhecida como Largo da Sé, este logradouro integra o Complexo Feliz Lusitânia. O local é ponto de partida estratégica para passeios turísticos no centro histórico, a praça possui um monumento de bronze dedicado ao Bispo Caetano Brandão.
  • Praça Dom Pedro II – É a mais antiga da capital, concluída em 1772, neste logradouro foram plantadas as primeiras mangueiras de Belém. Seu projeto paisagístico possui espécies de flora regional, uma fonte luminosa, chafarizes e pequeno lagos artificiais.
  • Praça Felipe Patroni – Situado próximo ao Palácio Antônio Lemos, seu calçamento é inteiramente revestido de pedras importadas de Portugal, é um bom lugar para passeio e descansos durantes as tardes.
Praça do Relógio
  • Praça República do Líbano – Também chamado de Largo de São João, o nome da praça homenageia a colônia libanesa em Belém, no centro da praça há um obelisco em forma de agulha, forma empregada por Landi em seus projetos e desenhos.
  • Praça do Carmo – Logradouro de grande importância histórica para Belém nele está parte das ruínas da Igreja do Rosário dos Homens Brancos. Seu calçamento é inteiramente de mármore e possuí um anfiteatro no seu centro.
  • Praça do Arsenal - Primeiramente recebeu o nome de Largo Bajé, dado pelos religiosos da Conceição da Beira do Minho. Quando eles foram expulsos, tanto o largo quanto o convento passaram a ser da Coroa Portuguesa. Em 1761, o convento virou hospital militar e mais tarde arsenal da marinha, de onde veio o nome da praça, que está em estado precário de conservação.

Notas e referências

  • [1] População nos bairros de Belém
  • [2] Moradia é Central