Santarém (Pará)

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Município de Santarém
"Pérola do Tapajós"
"Capital do Tapajós[1] "
Catedral Metropolitana de Santarém

Catedral Metropolitana de Santarém
Bandeira de Santarém
Brasão de Santarém
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 22 de junho
Fundação 22 de junho de 1661 (353 anos)[2]
Emancipação 14 de março de 1758 (256 anos)
Gentílico santareno[2]
mocorongo[nota 1]
Prefeito(a) Alexandre Raimundo de Vasconcelos Wanghon (PSDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Santarém no Pará
Santarém está localizado em: Brasil
Santarém
Localização de Santarém no Brasil
02° 26' 34" S 54° 42' 28" O02° 26' 34" S 54° 42' 28" O
Unidade federativa Pará Pará
Mesorregião Baixo Amazonas IBGE/2008 [3]
Microrregião Santarém IBGE/2008 [3]
Região metropolitana Santarém
Municípios limítrofes Norte: Alenquer, Monte Alegre e Óbidos
Sul: Rurópolis, Placas, Uruará e Belterra
Leste: Prainha
Oeste: Juruti
Distância até a capital 1,520 km
Características geográficas
Área 16,080 km² [4]
População 316,515 hab. (PA: 3º) –  IBGE/2013[5]
Densidade 19,68 hab./km²
Altitude 35 m
Clima equatorial Am
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,641 (PA: 4º) – médio PNUD/2010 [6]
PIB R$ 3 200 000 000 mil IBGE/2011[7]
PIB per capita R$ 74 04,94 IBGE/2011[7]
Página oficial

Santarém (AFI[sɐ̃taˈɾẽj]) é um município brasileiro do estado do Pará, sendo o terceiro mais populoso do estado, atrás somente da capital, Belém e de Ananindeua, e o principal centro urbano, financeiro, comercial e cultural do oeste do estado. É sede da Região Metropolitana de Santarém, o segundo maior aglomerado urbano do Pará. Pertence à mesorregião do Baixo Amazonas e a microrregião de mesmo nome. Situa-se na confluência dos rios Tapajós e Amazonas. Localizada a cerca de 800 km das metrópoles da Amazônia (Manaus e Belém), ficou conhecida poeticamente como "Pérola do Tapajós".

Em 2012 sua população foi estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 299 419 habitantes, sendo então o terceiro mais populoso município paraense, o sétimo mais populoso da Região Norte e o 83º mais populoso município do Brasil.[5] Ocupa uma área de 22 887,080 km², sendo que 97 km² estão em perímetro urbano.[8]

Fundada em 22 de julho de 1661, é uma das cidades mais antigas da região da Amazônia. Em 1758 foi elevada a categoria de vila e quase um século depois em consequência de seu notável desenvolvimento foi elevada a categoria de cidade em 24 de outubro de 1848.[9] [10] Está incluída no plano das cidades históricas do Brasil, sendo uma das mais antigas e culturalmente significativas cidades do Pará.

Por causa das águas cristalinas do Rio Tapajós, conta com mais de 100 quilômetros de praias que mais se parecem com o mar. É o caso de Alter do Chão, conhecida como "Caribe Brasileiro" e escolhida pelo jornal inglês The Guardian como uma das praias mais bonitas do Brasil e a praia de água doce mais bonita do mundo. Lá é o palco de uma das maiores manifestações folclóricas da região, o Sairé, que atrai turistas do mundo todo.[11] Segundo dados de 2010, ostenta um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 2 051 529 000,00[12] , sendo o sétimo município com maior PIB do estado.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome "Santarém" é uma homenagem dada pelos colonizadores lusos à cidade portuguesa homônima, famosa por suas regiões vinícolas. O termo "Santarém" originalmente remete a uma espécie de uva trincadeira de formato oval.[13]

Outra tradição afirma que o nome Santarém deriva do nome de Santa Irene, mártir cristã de Portugal Visigodo.[14]

História[editar | editar código-fonte]

Primórdios[editar | editar código-fonte]

Dez anos após a fundação de Belém, Pedro Teixeira junto a Frei Cristóvão, 26 soldados e numerosos índios exploravam o Rio Amazonas, quando se depararam com a aldeia de Tupuliçus na foz do Rio Tapajós e atracaram ali. A expedição foi bem sucedida, pois os índios que ali viviam já haviam entrado em contato com os colonizadores, principalmente espanhóis que passaram por ali gerando boas relações que mantiveram em proveito da nova povoação, que dali surgiria.

Aldeia dos Tapajós (1661-1758)[editar | editar código-fonte]

Santarém foi fundada então pelo Padre João Felipe Bettendorff em 22 de junho de 1661 sob o nome de "Aldeia dos Tapajós". Logo ao chegar, o fundador construiu a primeira capela de Nossa Senhora da Conceição.

Posteriormente, Pedro Teixeira explorou o Rio Tapajós e então coube aos jesuítas a fundação de uma aldeia com fins missionários, no lugar onde o padre Antônio Vieira esteve no primeiro semestre de 1659. A partir do desenvolvimento dessa aldeia originaram-se outras povoaçães como as de São José dos Matapus em 1922 (hoje conhecida como Pinhel), Tupinambarana ou Santo Inácio em 1737 (hoje conhecida como Boim) e Borari em 1738 (hoje conhecida como Alter-do-Chão).

Com o progresso das missões, Francisco da Mota Falcão iniciou, a construção de uma fortaleza, a qual foi terminada por seu filho, Manoel Mota Siqueira em 1697. Essa fortaleza tinha a forma quadrada, com baluartes nos ângulos, foi o núcleo da vila que deu origem a cidade de Santarém. Em 1762, estando em ruínas, a fortaleza foi reconstruída, passando daí por diversos reparos, porém hoje nada mais existe. A Aldeia dos Tapajós foi elevada à categoria de vila em 14 de março de 1758 pelo governador da província do Grão Pará, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, recebendo então o nome de Santarém em homenagem a cidade portuguesa de mesmo nome.

Santarém foi elevada à categoria de cidade, em 24 de outubro de 1948 em consequência de seu notável desenvolvimento.[15]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Santarém localiza-se na Mesorregião do Baixo Amazonas, na margem direita do Rio Tapajós, sendo a terceira maior cidade do estado do Pará e o principal centro socioeconomico do oeste do estado, porque oferece melhor infra-estrutura econômica e social (como escolas, hospitais, universidades, estradas, portos, aeroportos, comunicações, indústria e comercio e etc) e possui um setor de serviços mais desenvolvido. Possui uma área de 22 887,080 km², sendo que 77 km² estão em perímetro urbano. Em frente a cidade o Rio Tapajós se encontra com o Rio Amazonas, formando o famoso encontro das águas, um dos principais cartões postais da cidade.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima dominante é quente e úmido, característico das Florestas Tropicais. Não está sujeito à mudanças significativas de temperatura devido sua proximidade da linha do equador. A temperatura média anual varia de 25º a 28°C, com umidade relativa média do ar de 86%. A precipitação pluvial média anual é de 1920 mm, com maior intensidade no chamado período de "inverno", que ocorre de dezembro a maio, quando a precipitação média mensal varia de 170 mm a 300 mm. Nos meses de junho a novembro ocorre o período mais seco, correspondendo ao "verão" regional. Nesse período, ocorrem as menores precipitações pluviais registradas na região, com valores médios inferiores a 60 mm, entre os meses de agosto a outubro.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

A rede hidrográfica foi dividida em seis bacias, sendo, a Bacia do Rio Amazonas que abrange mais 1/6 de toda extensão territorial do município, a Bacia do Rio Arapiuns que está localizada na porção oeste do município, entre as bacias do Tapajós e do Amazonas e ocupa uma superfície de aproximada de 7.064 km², correspondendo a cerca de 28% de todo espaço municipal, a Bacia do Rio Tapajós que é a segunda extensão territorial, dentro das terras do município, as Bacias dos rios Moju, Mojuí que são tributárias da bacia do rio Curuá-Una e formam juntas toda a malha hídrica existente na chamada "Região do Planalto", composta por inúmeros igarapés e rios de pequeno porte, todos convergentes para o rio central, o Curuá-Una.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Santarém
Crescimento populacional por ano[16]
Ano População
1980 191.950
1991 265.062
1996 242.755
1997 242.390
1998 242.081
1999 241.771
2000 262.538
2001 264.992
2002 266.391
2003 268.180
2004 272.237
2005 274.012
2006 276.074
2007 278.118
2008 272.704
2009 281.397
2010 294.580
2011 297.039
2012

299.419

A população de Santarém era de 294.580 habitantes[17] (conforme o censo realizado pelo IBGE em 2010), o que a colocou na posição de sétima cidade mais populosa da região norte do Brasil, após Manaus, Belém, Porto Velho, Ananindeua, Macapá e Rio Branco. Destes, 51,5 % da população eram homens e 48,5 % eram mulheres.

Catedral Metropolitana de Santarém

Santarém teve discreta diminuição da população do período de 1996 a 1999, possivelmente resultado da evasão provocada pelo declínio das atividades do ciclo do ouro na segunda metade da década de 80. Além disso, a partir da década de 80 até 2000, teve uma diminuição da população que vive na zona rural e um aumento da população da zona urbana, do qual pode ser atribuído a vários fatores, tais como: assistência técnica incipiente, dificuldades de acessos a céditos, carência de infra-estrutura básica (escola, posto de saúde, manutenção de estradas, ramais, vicinais), transporte público deficiente e outros.

Desde 2000 vem tendo um crescimento elevado na sua população e um dos fatores que influenciam isso, são a melhoria na infra-estrutura urbana, saúde, escolas e outros. No entanto, em 2008, verifica-se uma diminuição na população, devido a emancipação da vila de Mojuí dos Campos para município independente. Em 2012 a população estimada pelo IBGE é de 299.419 habitantes.[5]

Religião[editar | editar código-fonte]

Embora tenha sido fundada como uma cidade católica e a maioria de seus habitantes seja católica, Santarém possui uma variedade de religiões sem haver conflito religioso. É possível encontrar atualmente na cidade várias denominações protestantes diferentes, além da prática do judaísmo, espiritísmo e budismo. De acordo com dados de 2000 do IBGE, a população de Santarém está composta por: católicos (77,20 %); protestantes (17,29 %); pessoas sem religião (3,00 %); espíritas (0,10 %); budistas (0,04 %); judeus (0,01 %).[18]

Acesso[editar | editar código-fonte]

O transporte aéreo é realizado através de voos diários por aeronaves de diferentes dimensões. Aeronaves a jato de grande porte levam aproximadamente uma hora de viagem até as cidades de Belém e Manaus, se estendendo, a partir das mesmas, para outras regiões do país (nordeste, centro-oeste, sul, sudeste) e exterior.

Por via terrestre o acesso até a Capital do Estado é possível através da BR-163 (Rodovia Federal Santarém-Cuiabá), ligando Santarém ao município de Rurópolis, com 229 km de estrada, cruzando a partir daí a BR-230 (Rodovia Transamazônica), percorrendo 90 km até o município de Placas, passando por diversos municípios (Uruará, Medicilândia, Brasil Novo, Altamira, Belo Monte, Anapu, Pacajá, Novo Repartimento) até chegar em Tucuruí via BR-422, em seguida percorre os municípios de Breu Branco, Goianésia, Tailândia, Moju, Abaetetuba, Barcarena, Ananindeua, para finalmente alcançar a BR-316, e a cidade de Belém, através de linhas regulares de ônibus.

A modalidade hidroviária é o mais importante meio de locomoção de passageiros e transporte de cargas devido à existência dos vários rios que formam a rede hidrográfica (Amazonas, Tapajós, Arapiuns, Curuá-Una, Moju e Mojuí) e desempenha importante papel na economia local. Embarcações de médio porte fazem a navegação fluvial para as cidades de Belém (Pará), Manaus e Macapá. As embarcações de grande porte fazem a navegação de longo curso. De Santarém para a capital do Estado, via fluvial, são 880 quilômetros de distância e para Manaus são 756 quilômetros.

Infra-estrutura[editar | editar código-fonte]

Transporte[editar | editar código-fonte]

Fluvial[editar | editar código-fonte]

O transporte fluvial na cidade é muito comum e a infra-estrutura portuária é constituída por portos de grande movimento. O Porto de Santarém é um porto fluvial de jurisdição federal administrado pela Companhia Docas do Pará. Juntamente ao Porto de Belém são os mais próximos dos Estados Unidos. Possui capacidade de receber navios de grande porte, permite a atracação de navios de até 10 metros de calado no período da estiagem e de até 16 metros de calado no período de cheia dos rios. Tem uma extensão acostável no total de 520 metros e 380 metros no píer.[19]

O porto da Cargill é um porto graneleiro de jurisdição privada localizada na área da Companhia Docas do Pará. O terminal escoa soja para o exterior e tem capacidade para armazenar 60 mil toneladas de soja, o que corresponde a um navio que transporta 55 mil toneladas de soja. Há também portos improvisados de jurisdição municipal, como o porto localizado na Praça Tiradentes onde atracam embarcações de médio e pequeno porte. Atualmente a prefeitura está construindo um novo terminal hidroviário, o que quando inaugurado substituirá o porto improvisado da Praça Tiradentes que encontra-se em condições precárias.

Aéreo[editar | editar código-fonte]

Santarém é servida pelo Aeroporto Internacional Maestro Wilson Fonseca, o quinto mais movimentado aeroporto do Norte do país, recebendo anualmente 400 mil passageiros. Situa-se a 15 quilômetros do centro da cidade. Possui uma área patrimonial de 11.000.000 m² e pista de pouso em concreto asfáltico com 2.400 m por 45 m, com capacidade para receber 225.000 passageiros por ano.[20] O aeroporto encontra-se em fase de reforma e ampliação que prevê a duplicação da sala de desembarque, duplicação da sala de embarque, aumento do estacionamento de veículos e a revitalização geral do sistema elétrico e de refrigeração.[21]

Rodoviário[editar | editar código-fonte]

Santarém possui uma rodoviária que atende as necessidades do meio de transporte terrestre. A Rodovia Santarém-Cuiabá (BR-163) é a rodovia federal que liga Santarém ao município de Cuiabá, no estado do Mato Grosso. A rodovia tem mais de 1 700 quilômetros, a sua extensão em Santarém é de 165 quilômetros (incluindo Belterra). De Santarém até Rurópolis, a rodovia é pavimentada. Seis estradas estaduais percorrem em Santarém e prefazem um total de 253 quilômetros, dos quais 144 quilômetros são de revestimento primário e 109 quilômetros são de revestimento asfáltico. São elas:

  • PA-257 ou "Translago", que liga Santarém ao município de Juruti e tem 150 quilômetros de extensão;
  • PA-370 ou "Santarém-Curua-Una", que liga o centro urbano de Santarém à Usina Hidrelétrica de Curua-Una e tem 67 quilômetros de extensão;
  • PA-433 ou "Santarém-Jabuti", que liga a comunidade de Tabocal em Santarém à comunidade de Jabuti, já no município de Mojuí dos Campos e tem 36 quilômetros de extensão;
  • PA-457 ou "Rodovia Everaldo Martins", que liga o centro urbano de Santarém à Alter do Chão e tem 29 quilômetros de extensão;
  • PA-431, que liga a comunidade Santa Rosa em Santarém passando por Mojuí dos Campos até a comunidade São José e tem 24 quilômetros de extensão;
  • PA-255, que liga o distrito portuário de Santana do Tapará (na margem esquerda do Rio Amazonas) a cidade de Monte Alegre e tem 86 quilômetros de extensão.

Além dessas rodovias existe uma rodovia municipal, a Rodovia Engenheiro Fernando Guilhon, que tem 12 quilômetros de extensão e faz a ligação entre a cidade de Santarém e o aeroporto.

Viário[editar | editar código-fonte]

São vias de grande importância econômica complementadas pelo sistema rodoviário municipal, a Rodovia Fernando Guilhon, que liga o centro urbano de Santarém ao Aeroporto Internacional de Santarém e tem 15 quilômetros de extensão e outras estradas vicinais.

Na cidade de Santarém existem 670,41 quilômetros de vias urbanas, das quais 358,36 quilômetros formam o leito natural do sistema viário (o que corresponde a 53,45%), 162,45 quilômetros são de vias asfaltadas (totalizando 27,94%) e 149,60 quilômetros são de piçarras (perfazendo 22,32%). Em Alter do Chão existem 40,74 quilômetros de vias, das quais 9,15 quilômetros estão asfaltadas.

Principais logradouros[editar | editar código-fonte]



  • Avenida Borges Leal
  • Avenida Magalhães Barata
  • Avenida Anysio Chaves
  • Avenida Curuá-Una
  • Avenida Dom Frederico Costa



Sistema de transporte público[editar | editar código-fonte]

Fazem parte do Sistema de Transporte Público de Passageiros: o transporte coletivo urbano, o transporte coletivo rodoviário suburbano e intra-municipal, o transporte coletivo hidroviário intra-municipal e intermunicipal, o transporte individual de passageiros em automóveis (Taxi), o transporte individual de passageiros em motocicletas (mototáxi), o transporte coletivo interdistrital e o transporte escolar.

O Sistema de Transporte Público de Passageiros é gerenciado pela Secretaria Municipal de Transportes, que gerencia a circulação viária, planeja e promove o desenvolvimento da circulação e da segurança no trânsito, pela Polícia Militar através do seu Batalhão de Trânsito (fiscalização) mediante serviço de cooperação mútua entre o governo do estado e a prefeitura, pela Polícia Rodoviária Federal, pela Capitania dos Portos, pela Agência Estadual de Regulação (ARCON), pelo DETRAN, órgão responsável pelo cadastramento das frotas, documentação de veículos e habilitação dos motoristas e pela Secretaria Executiva de Transporte do Estado do Pará (SETRAN), responsável pela construção, recuperação e conservação da malha rodoviária estadual.

Saneamento básico[editar | editar código-fonte]

O saneamento básico é constituído por uma rede de esgoto sanitário numa extensão de 50 quilômetros, incompleto, pois não existe coletor principal, nem a estação de tratamento e nem o emissário. O sistema de drenagem abrange 53,32 quilômetros, o que equivale a 8,94% do sistema viário.

O abastecimento de água é efetuado pela Companhia de Saneamento do Pará (COSANPA), através de 18 poços tubulares profundos, com profundidade que varia de 180 a 270 metros profundos (captação subterrânea), totalizando 30 200 ligações ativas, com uma cobertura de 78% dos imóveis. Existem ainda 90 microssistemas como forma alternativa de abastecimento de água, sendo 19 na zona urbana, atendendo 5 188 famílias e 71 na zona rural, beneficiando um total de 7 800 famílias.

A coleta de lixo é terceirizada e alcança 100% dos domicílios da zona urbana, mais Mojuí dos Campos e Alter do Chão. O destino dos resíduos sólidos é o aterro municipal localizado na comunidade Perema, área do planalto, com capacidade para 200 toneladas ao dia.

Energia elétrica[editar | editar código-fonte]

A distribuição e comercialização dos serviços de energia é efetuada pela Centrais Elétricas do Pará (CELPA), que é abastecida pela linha de transmissão da UHE da Usina Hidrelétrica de Tucuruí e pela Hidrelétrica Curuá-Una, com 30,3 megawatts de potência instalada. Em 2010 foi registrado pelo setor de tecnologia da informação da Secretaria Municipal de Finanças, através do Cadastro Multinalitário, a existência de 55.091 residências com energia elétrica em Santarém.

Educação[editar | editar código-fonte]

A rede educacional conta com 457 escolas públicas municipais que atendem a 62 121 alunos, 44 estaduais, que oferecem educação especial, ensino médio e fundamental para 37 145 alunos, e 44 escolas particulares. Doze universidades (duas federais, uma estadual e nove particulares) ofertam vagas para diversos cursos de graduação, conferindo à Santarém o título de polo de desenvolvimento em educação superior do oeste do Pará.

Existem também cursos profissionalizantes promovidos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), Serviço Social do Comércio (SESC), Serviço Social da Indústria (SESI), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) e empresas da área de informática.

Saúde[editar | editar código-fonte]

Os serviços de saúde pública são prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sob gestão municipal. A cobertura se dá nos níveis da atenção básica de promoção da saúde e prevenção de doenças, na assistência de média e alta complexidade (médicas ambulatoriais especializadas complementadas com diagnóstico de maior complexidade) e nos serviços de alta complexidade técnica e tecnológica que compreendem os serviços hospitalares especializados e os procedimentos ambulatoriais de alta complexidade.

As atividades da Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA) são operacionalizadas por 1 745 servidores da área de saúde (médicos, enfermeiro, auxiliares, farmacêuticos, nutricionistas, psicólogos, terapeutas, odontólogos, técnicos, equipes dos programas de saúde e etc.).

Santarém dispõe de 461 leitos pelo SUS, quantidade inferior aos parâmetros preconizados pela portaria. O Relatório de Gestão da SEMSA, afirma que "a totalidade desses leitos está concentrada na área urbana, assim como a maioria dos Serviços Ambulatoriais de maior complexidade".

Na zona rural os serviços de saúde são ofertados através de 15 centros de saúde e 34 postos de saúde, com atuação permanente de enfermeiros, apoiados por agentes comunitários de saúde. Ambulanchas e unidades móveis terrestres e fluviais completam a estruturas da saúde na zona rural.

Comunicações[editar | editar código-fonte]

O setor de comunicações é representado pelos provedores de internet, Netsan, VSTM, WSP e Embratel, além de provedores sem fio disponibilizados pelas telefonias móveis, conta também com a telefonia fixa, Oi Fixo, Livre e Embratel, a telefonia móvel inclui as empresas Vivo, Tim, Claro e Oi, as edições locais da mídia impressa inclui, Jornal de Santarém, Estado do Tapajós, O Impacto, A Gazeta de Santarém, A Tribuna e Jornal Cidade.

Destes canais acima, 7 possuem programas jornalísticos e culturais locais. Santarém conta com as emissoras de Rádio FM, Guarani e Tapajós e conta com as emissoras de Rádio AM, Rural, Ponta Negra e Tropical.

O Correios opera em Santarém através de uma agência central, uma franqueada, um centro de distribuição domiciliada e um terminal de cargas com todos os serviços que lhe são comuns nos grandes centros urbanos: Postagem, caixas postais, telegrama, Fax etc.

Economia[editar | editar código-fonte]

Atualmente a economia de Santarém está assentada nos setores de comércio e serviços, no ecoturismo, nas indústrias de beneficiamento (madeira, movelarias, olarias, panificadoras, agroindústrias, beneficiamento de peixe etc.) e no setor agropecuário, que segundo o IDESP, na sua pesquisa sobre o Produto Interno Bruto dos municípios em 2008, destacou-se como maior produtor de arroz e soja do estado do Pará e como terceiro maior produtor de mandioca do estado e o quarto do Brasil.[22]

Agropecuária[editar | editar código-fonte]

O setor agropecuário se destaca na economia de Santarém, e é representado pelas atividades pesqueiras, pela pecuária de corte e leiteira, agricultura, pela avicultura, extrativismo etc. No entanto, segundo o CEAMA, Santarém compra semanalmente 120 toneladas de alimentos de outros mercados produtores.

Atualmente a agricultura familiar é o seguimento responsável pelo abastecimento de parte considerável dos produtos que chegam à mesa dos consumidores, considerando, por isso, de grande relevância para Santarém.

As principais culturas cultivadas pela agricultura familiar são, verduras e legumes, as culturas do milho, mandioca, arroz, feijão, coco, banana, café, laranja, limão, maracujá, melancia, fibra de curauá, pimenta do reino, tomate, tangerina, urucu, polpas de frutas, produção de açaí e castanha do Pará. Destacam-se ainda os produtos medicinais e aqueles voltados para a indústria de cosméticos, cumarú, óleo de copaíba, andiroba, mel de abelhas, leite de Amapá, sucuba, jenipapo etc.

Indústria[editar | editar código-fonte]

O setor secundário é representado pelas chamadas indústrias leves, de pequeno porte, que utilizam processos semi-indústrias, limitando-se ao beneficiamento de alguns produtos primários e extrativos, tais como processamento de madeira, moveleiras, beneficiamento de látex, usinas de beneficiamento de arroz e de castanha, casas de farinha, indústrias de beneficiamento de pescado, produção de alimentos (panificadoras, torrefações, fabrica de refrigerantes), fábricas de gelo e sabão, agroindústrias, pequenas unidades artesanais que trabalham com madeira, barro, couro e fibra, marcenarias, indústrias de cerâmica (tijolo, telha etc.), material impresso, vestuário e confecções. Em 2008 a participação do setor industrial no Produto Interno Bruto de Santarém foi de 14%.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Alter do Chão é a praia de água doce mais bonita do mundo segundo o jornal The Guardian.

Santarém apresenta vocação natural para o ecoturismo, o turismo de base comunitária, o turismo histórico e cultural, o turismo gastronômico, o turismo religioso e o turismo de aventura. Também apresenta grande potencial para desenvolver outros segmentos como o turismo de eventos e negócios.

Considerada oficialmente pelo Ministério do Turismo como uma cidade turística desde 1998, Santarém tem bons indicadores e qualidades para desenvolver os diversos segmentos do turismo destacando-se:

  • O patrimônio histórico, as edificações seculares, a cerâmica tapajônica, as peças arqueológicas da cultura tapajônica dos povos tapaius;
  • A inclusão de Santarém no seleto grupo dos 65 destino indutores do turismo no Brasil;
  • Ser escolhido o município referência em ecoturismo pelo Ministério do Turismo;
  • A escolha de Alter do Chão como uma das melhores praias do Brasil e a melhor praia de água doce do mundo em 2009, pelo jornal inglês The Guardian;
  • O destaque da praia de Alter do Chão durante o Salão do Turismo na cidade de São Paulo em 2010;
  • O destaque na mídia nacional como detentora do maior reservatório de água subterrânea do planeta, o Aquífero Alter do Chão;
  • A reportagem na National Geographic em 2010 sobre as civilizações pré-coloniais na Amazônia que considera Santarém a cidade arqueológica mais antiga do Brasil;
  • Em 2009 Santarém foi incluída no Plano das Cidades Históricas do Brasil pelo Ministério da Cultura e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional;
  • É a sede do futuro Centre de Referências e Tradições Turísticas e Culturais do Tapajós;
  • A culinária local que fez Santarém ser incluída no seleto Programa Caminhos do Sabor que tem a finalidade de agregar valor turístico através da gastronomia;

A oferta de infra-estrutura turística é representada pelos hotéis com boas condições de recepção e hospedagem, pousadas, aeroporto internacional, restaurantes, porto com calado para receber navios transatlânticos, agências de viagem, sistemas de segurança pública, setor de comunicações, agências bancárias, lojas de artesanato, serviços de transporte, serviços e equipamentos de lazer.

Além do desenvolvimento do turismo, Santarém vive momentos de expectativas no contexto socioeconômico, cultural e político: o movimento em torno da criação do Estado do Tapajós, pois é cidade que está cogitada para ser a capital, também a construção do centro de referências e tradições turísticas e culturais do tapajós, a implantação da Zona de Livre Comércio e de um Distrito Industrial, o asfaltamento da BR-163, a instalação da ZPE etc.

o shopping rio tapajós center, sendo o terceiro maior shopping do norte, com 45km atraindo vários visitantes do pará e da amazônia

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Distritos[editar | editar código-fonte]

Em 2010, segundo o IBGE, Santarém possuía quatro distritos: os distrito sede chamado Santarém, com 251.970 habitantes; Alter do Chão, com 8.078 hab.; Boim, com 11.043 e Curuai, com 16.726 residentes.[23]

Zonas distritais[editar | editar código-fonte]

Zonas distritais de Santarém
Localização População Nº de bairros
Distrito est. de 2009 Bairros (somente oficiais)
Aldeia'9 76. 986
Prainha' 57 220 10
Maicá 9 891 7
Nova República 23 067 8
Santarenzinho 30 648 10

Santarém divide-se em cinco zonas distritais na zona urbana: Grande Área da Aldeia, Grande Área da Prainha, Grande Área do Maicá, Grande Área da Nova República e Grande Área do Santarenzinho.

O distrito da Grande Área da Aldeia é o mais populoso, com 60 859 habitantes e também é o distrito o mais importante, pois nele está localizado o centro, o Paraíso Shopping Center, o porto, a orla e outros locais muito frequentados pela população.

Bairros[editar | editar código-fonte]

Santarém possui 48 bairros na zona urbana e o mais populoso deles é o bairro Diamantino que possui 9 825 habitantes e está localizado no Distrito da Grande Área da Prainha, o segundo maior distrito de Santarém.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Uma das manifestações culturais no município é a cerâmica tapajonica que apresenta representações de humanos ou animais em relevo. Esta cerâmica é tão perfeita que chega a ser comparada com a mais fina porcelana chinesa. Existem peças de cerâmicas tapajonicas espalhadas por vários museus do mundo. Outra característica é o realismo da representação do homem ou do animal.

Museus[editar | editar código-fonte]

O Museu João Fona foi construído entre os anos 1853 a 1868, onde funcionaram a intendência municipal, a prefeitura, o salão do juri, a câmera muncipal e a cadeia pública. É o terceiro edificio mais antigo da cidade. Desde 1991 funciona como um museu onde estão abrigados a grande parte da cerâmica tapajonica e vários outros aspectos da cultura de Santarém. Além do Museu João Fona, também existem no município o Museu do índio, Museu da Arte Sacra e o Museu Dica Frazão.

Eventos[editar | editar código-fonte]

No mês de setembro acontece o Sairé, uma manifestação folclorica e religiosa realizada em Alter do Chão. Anualmente a festa atrai milhares de turistas, que durante três dias, cantam, dançam e participam de rituais religiosos e profanos, resultantes da miscigenação cultural entre índios e portugueses. É um dos principais festivais folcloricos do Brasil. Foi criada pelos índios como forma de homenagear os portugueses que colonizaram a região.

Durante o final do mês de novembro é realizado o Círio de Nossa Senhora da Conceição (padroeira do município), cuja festa se estende até o dia 8 de dezembro, onde fiés caminham cerca de 10 quilômetros em vias públicas do município e existe também a Caminha de Fé com Maria, cuja faz parte das festividades da padroeira, onde fiés caminham desde igreja matriz município de Mojuí dos Campos até a Igreja Matriz de Santarém, totalizando um total de 37 quilômetros. Além disso existem festividades como o carnaval e o reveillon realizado na orla da cidade e em Alter do Chão.

Futebol[editar | editar código-fonte]

Santarém se destaca no ramo do esporte, pois possui o Estádio Colosso do Tapajós, um dos maiores estádios da região norte do Brasil. Além disso, existem dois times de futebol no município como o São Raimundo Esporte Clube e o São Francisco Futebol Clube.

Feriados locais[editar | editar código-fonte]

Além dos feriados nacionais, o município reconhece outras três datas anuais como sendo feriado decretado: No dia 22 de junho, por ser a data de aniversário do município; e o dia 8 de dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição (padroeira de Santarém).[24]

Notas

  1. Originalmente o termo "mocorongo" designa quem nasce em Santarém; seu significado tem raízes na cultura indígena, como gente humilde e receptiva, ao contrário do sentido pejorativo que adquiriu em outras regiões do país. Ver:Por quê MOCORONGO?

Referências

  1. TRINDADE JUNIOR, Saint - Clair Cordeiro da. Cidades médias na Amazônia Oriental: Das Novas Centralidades à Fragmentação do Território. Rio de Janeiro: ANPUR/UFRJ, Novembro de 2011.
  2. a b Santarém (PDF) IBGE. Visitado em 26/04/2011.
  3. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  4. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  5. a b c Estimativa Populacional 2013 (PDF) Censo Populacional 2013 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1º de julho de 2013). Visitado em 29 de agosto de 2012.
  6. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 2 de agosto de 2013.
  7. a b Título não preenchido, favor adicionar Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 21 de junho de 2014.
  8. http://www.ibge.gov.br/cidadesat/painel/painel.php?codmun=150680
  9. Histórico da cidade de Santarém - IBGE.
  10. Comemoração dos 185 anos da Câmara Municipal de Santarém - Câmara Municipal de Santarém.
  11. http://www.santarem.pa.gov.br/conteudo/?item=89&fa=6&cd=6&cod_tema=1
  12. Produto Interno Bruto dos Municípios do estado do Pará - 2010 Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará. Visitado em 13 de março de 2012.
  13. Significado de Santarém - Dicionário de português Léxico.
  14. OLIVEIRA, P. Miguel de: Santa Iria e Santarém. Lenda e História. Estudos hagiográficos, Lisboa, União Gráfica, 1964
  15. http://www.achetudoeregiao.com.br/PA/santarem/historia.htm
  16. IBGE/SEMSA
  17. Censo 2010 - IBGE
  18. http://www.mai.org.br/tabelas/municipios/municipioslista.php?a=search&value=1&SearchField=AnyField&SearchOption=Equals&SearchFor=Santar%E9m
  19. Companhia Docas do Pará - CDP
  20. Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária - INFRAERO. Movimento operacional do Aeroporto Internacional de Santarém 2010.
  21. [1]
  22. Revista Ver-o-Pará nº 07/1995, Listel 2001/2002, Barsa 2000, e Guia 8º BECnst 2002.
  23. Tabela de população residente nos distritos do município de Santarém - 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 8 de setembro de 2014.
  24. http://www.santarem.pa.gov.br/conteudo/?item=122&fa=60

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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