Parnaíba
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| Município de Parnaíba | |||||
| "Princesa do Igaraçu" "Capital do Delta" |
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| Hino | |||||
| Aniversário | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Fundação | 14 de Agosto de1844 | ||||
| Gentílico | parnaibano | ||||
| Lema | Parnaíba, nossa Cidade, Nosso Orgulho | ||||
| Prefeito(a) | José Hamilton Castelo Branco (PTB) | ||||
| Localização | |||||
| Unidade federativa | |||||
| Mesorregião | Norte Piauiense IBGE/2008 [1] | ||||
| Microrregião | Litoral Piauiense IBGE/2008 [1] | ||||
| Região metropolitana | |||||
| Municípios limítrofes | Luís Correia, Bom Princípio do Piauí, Buriti dos Lopes, Ilha Grande do Piauí e Araioses(MA) | ||||
| Distância até a capital | 336 km quilômetros | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 436 km² | ||||
| População | 144.892 hab. (160.000) – est. IBGE/2008 [2] | ||||
| Metro | {{{população_metro}}} hab. (160.000) – est. IBGE/2008 [2] | ||||
| Densidade | 329,9 hab./km² | ||||
| Altitude | 5[3] metros | ||||
| Clima | Tropical Úmido | ||||
| Fuso horário | UTC-3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,674 médio PNUD/2000 [4] | ||||
| PIB | R$ 587.431 mil IBGE/2006 [5] | ||||
| PIB per capita | R$ 4.089,00 IBGE/2006 [5] | ||||
Parnaíba é um município brasileiro do estado do Piauí. Possuindo uma população de mais de 160 mil habitantes, é dessa forma o segundo mais populoso do Estado, perdendo apenas para a capital Teresina. É um dos quatros municípios litorâneos do Piauí (além de Ilha Grande, Luís Correia e Cajueiro da Praia).
Além das belezas naturais, Parnaíba apresenta um grande valor histórico para o Piauí, apresentando principalmente nas proximidades do Porto das Barcas inúmeros imóveis históricos que traduzem o quanto Parnaíba já foi importante, chegando a ser mais importante do que a ex-capital Oeiras e tendo até mesmo referências na Europa.
Hoje apesar da falta de valorização, Parnaíba vem despontando como pólo turistico principalmente com base de apoio para quem quer conhecer o litoral do Piauí, o Delta do Parnaíba e os Lençóis Maranhenses.
Índice |
[editar] Etimologia
O nome do município, na língua tupi guarani, significa rio de águas barrentas em alusão ao Rio Parnaíba que passa pela cidade. Outras prováveis origens para o nome seriam: uma homenagem a Domingos Jorge Velho que nasceu na vila de Parnaíba em São Paulo; e uma alusão a uma faca de retalhar carne, chamada Parnahiba, trazida da Bahia pelos primeiros fazendeiros que se instalaram na Vila.
Carinhosamente a cidade também é conhecida como a "Capital do Delta", pois é o portal de entrada para quem quer conhecer o único delta em mar aberto das Américas: o Delta do Parnaíba.
[editar] História
[editar] Dos índios ao status de vila
Antes da chegada do elemento colonizador, a região do Delta do Parnaíba era ocupada por índios Tremenbés, exímios nadadores conhecidos como “peixes nacionais”. Entre os anos de 1571 e 1614, uma série de excurções chegaram a região, atraídas pelas notícias da grandiosidade do rio que cortava a região. Eram navegadores, aventureiros, jesuítas e pesquisadores que desbravavam a região muito antes dos bandeirantes. Conta-se que um destes navegadores, Nicolau Resende, naufragou na foz do rio e perdeu toneladas de ouro, o que o levou a passar cerca de 16 anos na região em busca de seu tesouro.
Na época por causa da Carta Régia de 1701 que só permitia a criação de gado a uma distância de 10 léguas do litoral, a economia da futura província do Piauí era interiorizada uma vez que a pecuária era sua base. Além disso, essa determinação obrigou comerciantes e contrabandistas a usarem o rio Parnaíba como via transportadora já que era inviável o doloroso trajeto terrestre. Diante disso criou-se um entreposto para a guarda de animais e acondicionamento da carne bovina, a esse local foi dado o nome de Porto Salgado ou das Barcas que acabou propiciando o desenvolvimento de uma indústria charqueadora na região e de um dos núcleos que deram origem a cidade de Parnaíba. O outro núcleo gerador da cidade foi o arraial Testa Branca que anteriormente era uma fazenda de gado que não oferecia chances de desenvolvimento.
Em 20 de setembro de 1759, João Pereira Caldas, o então governador da província do Piauí, fundou a vila de São João da Parnaíba e misteriosamente escolheu como sede o arraial Testa Branca, com a promessa nunca cumprida de que fossem construídas 59 casas o que acabou gerando insatisfação nas comunidades adjacentes do Porto das Barcas.
Em 1769 a Câmara, instalada na região portuária que administrava a vila proibiu a construção de novas edificações em Testa Branca e no ano seguinte, o governador Gonçalo Botelho de castro, transferiu definitivamente a sede para o porto. Foi também em 1770 que iniciou-se a construção da Igreja de Nossa Senhora Mãe da Divina Graça que hoje é uma das poucas catedrais em estilo barroco do Estado.
[editar] Independência
Com o decorrer do tempo a vila ganhou destaque, desenvolveu-se, tornou-se um centro de difusão de cultura e de novas idéias por concentrar uma “elite intelectual” que começava a querer intervir na política nacional. Por vezes as notícias chegavam antes na vila do que na capital e foi neste contexto que Simplício Dias da Silva, rico fazendeiro e homem de prestígio, no dia 19 de outubro de 1822, proclamou adesão da vila a independência da colônia. Por ter sido a primeira Vila do Norte do Brasil a proclamar a Independência, Parnaíba foi agraciada pelo Imperador Dom Pedro I, com o honroso título de “A Metrópole das Províncias do Norte” e Simplício Dias da Silva convidado a ser o primeiro Presidente da Província do Piauí.
Prevendo que o movimento da independência poderia fazer Portugal perder sua mais rica colônia, o monarca mandou o general Fidié e suas tropas para Oeiras para conter tal movimento e caso contrario pelo menos preservar o Norte da colônia. Quando as notícias de que a independência tinha sido proclamada no litoral do Piauí, Fidié e suas tropas deslocaram-se para a vila de S. João da Parnaíba, mas ao chegar os revoltosos haviam se refugiado nas cidades vizinhas e Oeiras agora era quem declarava sua independência.
No percurso de volta a capital as tropas portuguesas foram surpreendidas com populares armados de pedras e paus, evento conhecido como a Batalha do Jenipapo em Campo Maior. Fidié apesar de ter ganho a batalha, tinha suas tropas enfraquecidas e em vez de ir a Oeiras, foi a Caxias para poder reorganiza-las, porém quando chegou nesta cidade foi cercado por tropas a favor da independência e teve que se render. Hoje, no dia 19 de outubro comemora-se o dia do Piauí.
[editar] A Confederação do Equador
Outro movimento político ao qual Parnaíba aderiu foi a Confederação do Equador, que ocorreu no dia 25 de Agosto de 1824. De Pernambuco à Parnaíba, o regime, agora, era o republicano. Mas, as forças do Imperador desmontaram essa confederação e os republicanos, em várias Províncias, foram enforcados ou fuzilados. Vários parnaibanos foram presos.
[editar] A elevação como cidade
No dia 14 de agosto de 1844, a vila foi elevada a categoria de cidade pela lei nº 166 promulgada pelo então governador José Idelfonso de Souza Ramos. A essa altura Parnaíba tinha referências na Europa e no mundo.
[editar] Praça da Graça
Este logradouro era o maior ponto de encontro da cidade, é nela que se localiza a Casa Grande, residência de Simplício Dias da Silva e a Catedral-Matriz de Nossa Senhora Mãe da Divina Graça construída em 1770 em estilo barroco, porém hoje descaracterizada pela reforma de 1936, promovida pelo Mons. Roberto Lopes.
[editar] Casa Inglesa
A Casa Inglesa, foi dirigida por Paul Robert Singlehurst, o “Paulo Inglês”, que se estabeleceu no Brasil em 1849. Ele foi o primeiro a trazer para o país tratores, motores e jeeps. Mais tarde, em 1884, James Clark tornou-se dono único, este foi responsável por inserir a cera de carnaúba no mercado internacional e por fornecer produtos a base de petróleo, equipamentos e instalação elétrica para 153 municípios do Piauí, Maranhão e Ceará.
Naquela época, o terraço da casa inglesa era famoso pelas festas que concentravam a elite da cidade. Hoje a casa é um hotel totalmente mobiliado com móveis antigos.
[editar] Símbolos
[editar] Bandeira
A Bandeira Parnaibana foi oficializada pelo Prefeito Dr. Lauro Andrade Correia em 14 de agosto de 1964, escolhida pela comissão de Julgamento do concurso realizado na época e instituída pela Lei Municipal nº258, de sete de setembro de 1963, e realização a 19 de novembro do mesmo ano. A Bandeira da Parnaíba, vitoriosa entre sete desenhos concorrentes, de acordo com as normas do concurso, é de autoria do artista Cristino Felix de Melo, é dele a seguinte afirmação, registrada na Lei n.º300 daquele ano:
[editar] Geografia
Parnaíba localiza-se na bacia hidrográfica do Rio Parnaíba e é cortada por este que se divide em vários braços formando o famoso Delta do Parnaíba, o único em mar aberto das Américas e o terceiro maior do mundo, só perdendo para o do Nilo no Egito e o do Mekong no sudeste asiático. Um desses braços é o "rio" Igaraçu, onde se localiza o porto das barcase. A maior parte da cidade esta na margem direita do Igaraçu, já a restante esta na Ilha Grande de Santa Isabel, já no delta do rio Parnaíba. A única praia do município é a da Pedra do Sal, ideal para o surf, kite surf e wind surf. Outro manancial da cidade é a Lagoa do Portinho, uma das mais famosas atrações turísticas, que devido ao avanço das dunas pode desaparecer.
A cidade está localizada em terrenos do cenozóico quaternário e possui altitude de cerca de 5 metros nas regiões do centro urbano que é afastado do litoral. Encontra-se na planície litorânea e a topografia é bastante regular.
Predominam na região a vegetação de igarapés e mangues nas margens dos rios e de caatinga, litorânea e da mata dos cocais no restante do território.
Predomina na região o clima megatérmico e tropical semi-úmido, apresentando grande índice de pluviosidade devido a atuação da massa Equatorial Atlântica durante os meses de janeiro a junho.
- Hidrografia
[editar] Demografia
- Evolução populacional
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Parnaíba é a segunda maior cidade do Estado com mais de 140 mil habitantes. Encontra-se quase conurbada com a vizinha Luis Correia, também litorânea.
O maior crescimento da cidade ocorreu de 1697, época de fundação da cidade a 1940. Neste período o Porto das Barcas era uma zona de efervecência comercial, foi o momento áureo do surgimento das grandes casas comerciais e da introdução da cera de carnaúba no cenário internacional.
A partir de 1950 até hoje a população quase quadruplica mas, já no final do século XX, observa-se a decadência da cidade em virtude das migrações para a capital Teresina e para o Sudeste do Brasil.
- Indicadores Sociais [9]
| IDH | Urbanização | Analfabetismo | Longevidade | Mortalidade infantil | Renda Per Capta | Proporção de pobres |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 0,674 | 94,49% | 26,6% | 61,7 anos | 54,5 (em mil) | R$ 164,80 | 54,1% |
[editar] Economia
Segunda cidade do estado do Piauí, Parnaíba destaca-se pela bela paisagem, marcada pelos carnaubais, e pela relativamente moderada atividade comercial e industrial.
A cidade de Parnaíba está localizada à margem direita do "rio" Igaraçu, que na verdade constitui o braço mais meridional do delta do rio Parnaíba. Situada próxima ao litoral, a 13m de altitude, dista 366km de Teresina, capital do estado.
A principal atividade econômica de Parnaíba é a exportação de cera de carnaúba, óleo de babaçu, gordura de coco, folha de jaborandi, castanha de caju, algodão e couro. O município dispõe ainda de indústrias de produtos alimentícios e perfumaria.
[editar] Infra-estrutura
[editar] Educação
- Universidade Federal do Piauí- UFPI
- Universidade Estadual do Piauí- UESPI
- Faculdade Piauiense- FAP
- Faculdade de Teologia do Brasil- FATEB
- Instituto Nacional de Teologia Aplicada- INTA
- Faculdade de Enfermagem e Odontologia- FACOE-UESPI
- Academia de Policia Militar
- UESPI
- Instituto Superior de Educação Antonino Freire - ISEAF (Escola Normal)
- Centro Federal de Educação Tecnológica - CEFET
[editar] Mídia
Parnaíba tem como meios de comunicação a Internet, Rádios, Telefones, Infravermelhos, Televisão (Em destaque) etc.
Parnaíba possui duas emissoras de rádio, sendo uma AM, a Rádio Igaraçu Ltda. que opera na frequência de ondas médias de 550 kHz, hoje é afiliada ao sistema de comunicação Rádio Globo Brasil. E uma FM, a Rádio Litoral 95.1 MHz.
Parnaíba tem um sistema amplo de comunicação via TV. A Cidade se recobre por emissoras Nacionais, de Teresina e dela mesma como a TV Delta e a Costa Norte
[editar] Cultura
[editar] Folguedos
Os folguedos correspondem às festas juninas. Ocorrem no mês de Junho no Quadrilhodromo da cidade, com várias atrações, danças, música e teatro.
[editar] Parnaibanos ilustres
- Evandro Lins e Silva (jurista)
- Assis Brasil (escritor)
- João Paulo dos Reis Veloso (economista)
- Alberto Tavares Silva (político)
- Francisco de Assis de Moraes Souza (médico, político)
- Francisco das Chagas Caldas Rodrigues (político)
- Manoel Ricardo de Lima (poeta-1970)
[editar] Referências
Citadas
- ↑ 1,0 1,1 Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ Estimativas da população para 1º de julho de 2008 (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de agosto de 2008). Página visitada em 5 de setembro de 2008.
- ↑ Portal de dados municipais do Governo Estadual. Página visitada em 9 de Julho de 2008.
- ↑ Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ 5,0 5,1 Produto Interno Bruto dos Municípios 2006. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Página visitada em 24 de maio de 2009.
- ↑ Dados IBGE 2007. IBGE.
- ↑ Teresina – processo de estruturação e expansão urbana e suas influências ambientais na Zona Sul. Brasil Escola.
- ↑ Morais Brito Viagens & Turismo. Morais Brito Viagens & Turismo.
- ↑ Epidemio - UFPEL - dados de 2000. UFPEL.
[editar] Bibliografia
- SELBACH, Jeferson Francisco. LEITE, José Roberto de Souza Almeida (orgs.). Meio ambiente no Baixo Parnaíba: olhos no mundo, pés na região. São Luis/MA: EDUFMA, 2008, 216p. il. [1]

