Alberto Tavares Silva

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Alberto Silva
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Alberto Silva
Prefeito Bandeira Parnaíba.jpg Parnaíba
Período de governo 1948-1951 e 1955-1959
Antecessor(a) Darcy Mavgnier
João Orlando Correia
Sucessor(a) João Orlando Correia
José Alexandre Rodrigues
Deputado estadual  Piauí
Período de governo 1951-1953
Governador  Piauí
Período de governo 1971-1975 e 1987-1991
Antecessor(a) João Clímaco d'Almeida
Bona Medeiros
Sucessor(a) Dirceu Arcoverde
Freitas Neto
Senador  Piauí
Período de governo 1979-1987 e 1999-2007
Antecessor(a) Dirceu Arcoverde
Lucídio Portela
Sucessor(a) Chagas Rodrigues
João Vicente Claudino
Deputado federal  Piauí
Período de governo 1995-1999 e 2007-2009
Vida
Nascimento 10 de novembro de 1918
Parnaíba, PI
Morte 28 de setembro de 2009 (90 anos)
Brasília, DF
Dados pessoais
Primeira-dama Florisa Silva
Partido UDN, ARENA, PP, PMDB
Profissão Engenheiro
Assinatura Assinatura de Alberto Tavares Silva

Alberto Tavares Silva (Parnaíba, 10 de novembro de 1918Brasília, 28 de setembro de 2009). Engenheiro civil, engenheiro eletricista, engenheiro mecânico e político brasileiro filiado ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro, governou o Piauí duas vezes. Presidente do diretório regional do PMDB no estado, desempenhou uma atividade política de mais de seis décadas tendo falecido no exercício de seu segundo mandato de deputado federal vítima de insuficiência respiratória.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de João Tavares da Silva e de Evangelina Rosa e Silva, concluiu o Ginásio Parnaibano em Parnaíba, sua terra natal. Graduou-se engenheiro civil, engenheiro eletricista e engenheiro mecânico pela Universidade Federal de Itajubá, Minas Gerais. Foi nomeado engenheiro-chefe dos Serviços de Transportes Elétricos da Estrada de Ferro Central do Brasil no Rio de Janeiro, entre 1941 e 1947.

Pertencia à Academia Piauiense de Letras, cadeira 1.

Entre o Piauí e o Ceará[editar | editar código-fonte]

Ao lado da esposa, Florisa Silva, em 1971

Filiado a UDN, foi eleito prefeito de Parnaíba em 1948 e deputado estadual em 1950, renunciou após ser nomeado diretor da Estrada de Ferro de Parnaíba (1951/1953). Eleito prefeito de Parnaíba pela segunda vez em 1954, retornou à direção da estrada de ferro em 1960. No ano seguinte foi nomeado diretor-técnico da Companhia de Força e Luz de Parnaíba e em 1962 empreendeu uma dupla candidatura[1] a deputado federal e a deputado estadual[2] sem que fosse vencedor. Após o pleito passou a residir em Fortaleza onde dirigiu a Companhia de Eletricidade do Ceará (1962/1970) nos governos de Parsifal Barroso, Virgílio Távora e Plácido Castelo. Nesse período disputou as eleições de 1966 no Piauí e ficou numa suplência de deputado federal pela ARENA.

Em 1970 foi indicado governador do Piauí pelo presidente Emílio Garrastazu Médici em desfavor do Coronel Stanley Batista e de Bernardino Viana, este vinculado a Petrônio Portela. Ao deixar o Palácio de Karnak foi nomeado coordenador do Programa de Desenvolvimento Industrial e Agrícola do Nordeste (Polonordeste) em 1975 e presidente da Empresa Brasileira de Transportes Urbanos (EBTU) em 1976 no Governo Ernesto Geisel. Numa das mais renhidas disputas eleitorias da história do Piauí foi candidato a senador e apesar de sua derrota foi eleito primeiro suplente[2] de Dirceu Arcoverde em 1978,[3] sendo efetivado em 20 de março de 1979 após a morte do titular.[4] Findo o bipartidarismo ingressou no PP e depois no PMDB em razão da incorporação entre as duas legendas decidida em convenção nacional no ano de 1981.[5]

Disputas eleitorais[editar | editar código-fonte]

Em 1982 perdeu a eleição para governador do Piauí para o deputado federal Hugo Napoleão (PDS).[2] Partícipe da campanha de Tancredo Neves à presidência, foi seu eleitor no Colégio Eleitoral em 1985. Novamente candidato a governador do Piauí em 1986 foi eleito com o apoio dos antigos adversários no PDS derrotando Freitas Neto (PFL).[2] Governava o Piauí quando a Assembleia Legislativa Piauiense promulgou a Constituição Política do Estado do Piauí em 5 de outubro de 1989[6] . Após deixar o governo foi candidato a Prefeito de Teresina em 1992 numa eleição vencida em primeiro turno por Wall Ferraz que fora seu candidato a governador dois anos antes.[2] Em 1994 foi eleito deputado federal e, em 1996, perdeu em segundo turno em mais um pleito para a prefeitura de Teresina, desta vez para Firmino Filho.[2] Em 1998 foi eleito senador[2] tendo na sua primeira suplência seu filho Marcos Silva e em 2004 foi nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o Conselho da República sendo eleito em 2006 para um novo mandato de deputado federal.[2]

Eleições de 1990[editar | editar código-fonte]

Derrotado por uma ampla coligação oposicionista em 1986, o PFL reaglutinou suas forças e nisso seus maiores líderes foram aquinhoados com cargos no Governo Federal: dias antes da posse do novo governador, o Ministro das Comunicações Antônio Carlos Magalhães nomeou Freitas Neto presidente da TELEPISA (Telecomunicações do Piauí S/A) e em outubro Hugo Napoleão foi escolhido Ministro da Educação do Governo Sarney. Assim os pefelistas elegeram o maior número de prefeitos e vereadores em 1988 enquanto Alberto Silva enfrentava forte oposição interna ao se opor à candidatura de Heráclito Fortes para prefeito de Teresina, o que fomentou uma dissidência partidária liderada pelo professor Raimundo Wall Ferraz. Nas eleições presidenciais de 1989 a maioria das lideranças políticas do estado cerrou fileiras em torno da candidatura de Fernando Collor à Presidência da República, caminho seguido também por Silva enquanto Wall Ferraz e Heráclito Fortes permaneceram ao lado de Ulysses Guimarães.

Alheios à crise peemedebista Chagas Rodrigues, Paulo Silva e José Reis Pereira se filiaram ao PSDB sendo seguidos por Wall Ferraz em 1990. Este último se recompôs com Alberto Silva dele recebendo apoio para se candidatar ao governo, porém sua derrota em segundo turno diante de Freitas Neto sepultou as pretensões de ambos. Reforçados pelo prefeito Heráclito Fortes, os aliados de Freitas Neto fizeram de Lucídio Portela senador e elegeram sete deputados federais e dezesseis estaduais ao passo que os "wallistas" elegeram três deputados federais e treze estaduais. Já os petistas sacramentaram Nazareno Fonteles o primeiro dos seus com assento na Assembleia Legislativa ao passo que o PMN apresentou Francisco Macedo como candidato a governador.

Trívia[editar | editar código-fonte]

Segundo a revista Veja em sua edição 95 publicada em 1º de julho de 1970, o currículo de Alberto Silva contém uma passagem como técnico da Sudene sem, contudo, especificar quando.

Quarto governador mais longevo da história do Piauí (viveu 90 anos): antes dele tivemos Pedro Freitas (faleceu em 1990 aos 99 anos) e José da Rocha Furtado (faleceu em 2005 aos 96 anos) e Lucídio Portela (ainda vivo, que completou 91 anos em 2013),

Entre os já falecidos, Alberto, porém foi o único a falecer em pleno exercício da atividade política.

Referências

  1. No período situado entre o fim do Estado Novo e o Regime Militar de 1964 a legislação permitia tal artimanha.
  2. a b c d e f g h Banco de dados do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí. Visitado em 2 de maio de 2012.
  3. Naquele ano uma das vagas foi preenchida por via indireta por Helvídio Nunes segundo as regras do Pacote de Abril e a outra foi disputada pelo voto direto entre Arcoverde e Silva.
  4. Anais do Senado Federal. Visitado em 19 de janeiro de 2011.
  5. PP e PMDB decidem unir-se (online). Folha de S. Paulo, 21/12/1981. Página visitada em 2 de maio de 2012.
  6. PEREIRA, Joselina Lima Rodrigues. História e geografia do Piauí/estudos sociais. 4ª edição, Teresina; edição da autora, 2007. p. 200. ISBN 978-85-907794-0-7

Fontes de pesquisa[editar | editar código-fonte]

SANTOS, José Lopes dos. Política e Políticos: Eleições 86. Vol. II. Teresina, Gráfica Mendes, 1988.
SANTOS, José Lopes dos. Piauí: A Força do Poder Municipal. Vol. III. Teresina, Gráfica Mendes, 1989.
SANTOS, José Lopes dos. Política e Outros Temas. Vol. II. Teresina, Gráfica Mendes, 1991.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]