Catas Altas

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Município de Catas Altas
Igreja Matriz

Igreja Matriz
Bandeira de Catas Altas
Brasão de Catas Altas
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 8 de dezembro de 1703 (310 anos)
Gentílico catas-altense
Prefeito(a) Saulo Moraes ((Sem partido atualmente))
(2009–2012)
Localização
Localização de Catas Altas
Localização de Catas Altas em Minas Gerais
Catas Altas está localizado em: Brasil
Catas Altas
Localização de Catas Altas no Brasil
20° 04' 30" S 43° 24' 28" O20° 04' 30" S 43° 24' 28" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte IBGE/2008 [1]
Microrregião Itabira IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Alvinópolis, Santa Bárbara e Mariana
Distância até a capital 120 km
Características geográficas
Área 240,223 km² [2]
População 5 512 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 22,95 hab./km²
Altitude 745 m
Clima Tropical de Altitude
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,756 alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 185 658,217 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 39 110,64 IBGE/2008[5]
Página oficial
Centro Histórico de Catas Altas
Praça da Matriz com Serra do Caraça ao fundo
Igreja de Santa Quitéria

Catas Altas é um município brasileiro do estado de Minas Gerais.De acordo com o censo realizado pelo IBGE em 2010, sua população é de 5.512 habitantes.[3] O nome 'provém das profundas escavações que se faziam no alto do morro' (Eschwege, Rev. A. P. M., II, 628).[6]

História[editar | editar código-fonte]

Em 1702, o bandeirante português Domingos Borges descobriu na falda oriental da Serra do Caraça ricas minas auríferas. A ele se deve também a fundação do arraial em 1703, de acordo com a versão de Basílio de Magalhães.[6] Francisco de Assis Carvalho Franco, com base em Taunay, aí suta o paulista Manuel Dias, em 1703, como descobridor.[6]

Mas foi somente bem recentemente, em 21 de dezembro de 1995, que o então distrito de Catas Altas emancipou-se de Santa Bárbara.

Situada ao pé da Serra do Caraça, a apenas 120 quilômetros de Belo Horizonte, a aconchegante e turística cidade pertenceu ao ciclo do ouro. O primeiro registro de batismo encontrado, foi celebrado na antiga Matriz de Nossa Senhora de Conceição, em 1712. Nesta época já se delineava o aglomerado urbano que se formava ao redor da mineração. A exploração de ouro na Serra da Caraça, teve início em 1708.

No ano de 1716, já se encontrava na Freguesia Nossa Senhora da Conceição das Catas Altas o minerador e fazendeiro português Capitão Thomé Fernandes do Valle que minerou na Serra, e tinha sua fazenda onde construiu uma capela dedicada a Senhora Sant'Ana, e lavras de ouro na região da Valéria. Local que recebeu o nome de "Valéria" por causa de seu sobrenome Valle. Em 1718, o arraial foi elevado à freguesia, através de medidas da administração colonial, sendo a paróquia declarada de natureza colativa. Seis anos mais tarde, foi nomeado o primeiro vigário de Catas Altas, então chamada de Catas Altas do Mato Dentro para diferenciar de Catas Altas da Noruega e porque era um termo que os bandeirantes usavam quando entravam mata a dentro (à medida que entravam mata a dentro, batizavam algumas localidades com o nome acompanhado de Mato Dentro). A construção da atual Igreja da Matriz teve início em 1729 e prolongou-se até por volta de 1780, encontrando-se inacabada na parte interna até os dias atuais, com obras atribuídas a Aleijandinho, Mestre Ataíde, Francisco Vieira Servas e outros.

O Santuário do Caraça, fundado pelo português Irmão Lourenço de Nossa Senhora Mãe dos Homens, que teve seu colégio iniciado em 1820pelos Padres Lazaristas, funcionando por quase 150 anos, é referência para a cidade de Catas Altas por sua beleza natural e histórica.

A mineração de ferro é hoje a principal atividade econômica. Mesmo tendo causado grandes estragos ao meio ambiente, pois o controle ambiental é bastante recente. A atividade não conseguiu diminuir a imponência e beleza da Serra do Caraça, guardiã da cidade. Com o esgotamento das minas, Catas Altas tornou-se um arraial abandonado e em ruínas e os habitantes que ali permaneceram se dedicaram ao cultivo de pequenas roças de subsistência.

No início do século XIX, o arraial contava com 200 casas enfileiradas em duas ruas. A mineração sobrevivente era feita nas lavras do Capitão-mor Inocêncio. O Capitão-mor recebeu, então, o conselho do naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire de substituir a exploração do ouro pela do ferro, cujas reservas eram abundantes na região. Saint-Hilaire visitou a região nos idos de 1816. Também passaram por Catas Altas: os alemães Spix e Martius, o austríaco Joahn Emanuel Pohl, o inglês Richard Burton, e outros, sendo que o último hospedou-se no Hotel Fluminense do Tenente-Coronel João Emery em 1867. O hotel supracitado funcionava no Solar dos Emery, onde funcionou um grande comércio do mesmo Tenente-Coronel, e o Posto de Correios e Telégrafos do Arraial no início do século XX. O mesmo solar foi doado por Eder Ayres Siqueira e demais herdeiros em 2003 para ser o Centro Cultural Tenente-Coronel João Emery.[7]

Em 1821 o Bispo de Mariana passou por Catas Altas e falou do estado da Matriz de Catas Altas, da capela de N.S. do Rosário dos Pretos, Santa Quitéria e a Ermida da Arquiconfraria de São Francisco. Contou que o povo era muito chegado à igreja e que havia nada menos do que seis padres na paróquia. Hoje, das citadas acima, existem as Igrejas Matriz e do Rosário, e a Capela de Santa Quitéria para glorificar aqueles tempos.

Temos na história de Catas Altas a importante figura do padre português Monsenhor Manoel Mendes Pereira de Vasconcelos, que preocupado com a situação de pobreza da maioria da população catas-altense, ensinou uma cultura com melhor técnica e ainda, o cultivo de videiras até a fabricação do vinho. Vinho este que foi premiado em várias exposições no início do século XX e auxiliou muito a população. Já em 1949, aparece pela primeira vez a fabricação do vinho de jabuticaba pelo fazendeiro Sr. Anastácio Antônio de Souza, e hoje tem mais de 30 produtores cadastrados na APROVART - Associação dos Produtores de Vinho, Agricultures familiares e Outros Produtos Artesanais de Catas Altas, que utilizam a fruta para fazerem o excelente vinho que é muito saboroso e responsãvel pela "Festa do Vinho" que acontece desde 2001, atraindo muitos turistas e gerando renda aos produtores e divisas para o município.

Fonte: Prefeitura Municipal de Catas Altas

Catas Altas emancipou-se de Santa Barbara em 1995, tendo assim no ano seguinte a sua primeira eleição para a escolha do novo prefeito e seus vereadores. Na ocasião os candidatos foram o então vereador de Santa Barbara, Juca Hosken (PSDB) e Idílio Marcos Cota (PAN) conhecido como Maquinhos da Venda. No final Juca Hosken saiu vitorioso vencendo com larga vantagem. Em 2000, após um grande trabalho Juca Hosken foi reeleito, derrotando dessa vez Dr. Eustáquio (PMDB). Em oito anos de mandato, senhor Juca mudou a cara da nova cidade, realizando diversas obras que deram inclusive a cidade alguns prêmios a nível nacional. Em 2004, contando com o apoio de Juca Hosken, o então vereador José Alves Parreira, também do (PSDB)foi eleito prefeito. A disputa foi difícil. Os adversários foram Saulo Morais do (PT) e Zé Venâncio do (PSB). Parreira, saiu vitorioso com 41% dos votos válidos.

Nas eleições de 2008, Saulo e Zé Venâncio foram eleitos por uma diferença de pouco menos de 40 votos. Em 2012, Saulo foi reeleito com 56%. Parreira do PSDB teve 36% e Dr. Tiago do (PPS), obteve cerca de 7%.

Bairros[editar | editar código-fonte]

Centro, Santa Quitéria, Vista Alegre, Sol Nascente (Possui uma vila: Vila Rica)

Religião[editar | editar código-fonte]

Catas Altas é uma típica cidade do interior mineiro, onde a religião faz parte da cultura local. A religião Católica sempre predominou na cidade, mas de uns anos para cá veio perdendo algum espaço para a religião Protestante. Segundo os dados do IBGE de 2010, 79,4% da população é formada por católicos. Os protestantes representam 17,3%. Pessoas sem religião mas com crença em Deus chegam a 1,7%. Já os Ateus representam 1,0%.

Patrimônio preservado[editar | editar código-fonte]

O conjunto arquitetônico barroco formado não só pela Igreja da Matriz, mas também por casas antigas ao redor da Praça Monsenhor Mendes, entre outras construções, traz para o presente a história do passado da pequena e bucólica cidade mineira.

Para proteger este rico acervo histórico, cultural e religioso, o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA) tombou todo o perímetro urbano de Catas Altas. O conjunto arquitetônico e paisagístico do Santuário do Caraça, a Praça Monsenhor Mendes e a Igreja Nossa Senhora da Conceição são tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Além disso, o Parque do Caraça, de propriedade da Província Brasileira da Congregação da Missão, situado no município de Catas Altas (parte dele em Santa Bárbara), também foi transformado em Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), outra medida que visa preservar a área.

O tombamento do acervo é importante porque impede que as construções antigas sejam substituídas ou modificadas, paralisando o processo de destruição das preciosas construções, e preserva a memória da cidade. Antes desta medida legal, várias construções foram destruídas, como o prédio da antiga escola (onde é hoje a Escola Municipal Agnes Pereira Machado) o solar dos "Ayres" que pertencia à família do comerciante Sr. João Martins Ayres, o solar dos "Alves da Silva" que pertencia ao comerciante, fabricante de vinho, Vereador e Major Antônio Alves da Silva, o chalé dos "Alves Pereira" que pertencia ao agenciador e açougueiro Sr. Argemiro Pereira da Cunha, o chalé do Sr. José do Espírito Santo, e outros. Catas Altas é, sem dúvida, uma cidade privilegiada: ao perceber a importância da identidade cultural de seu povo para construção da cidadania e da nação, afirma-se como uma enciclopédia viva de sua própria história e da história de Minas Gerais.

Catas Altas atualmente é uma cidade histórica de Minas Gerais e conta com várias pousadas/restaurantes que ajudam em seu desenvolvimento.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. a b Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. a b c Dicionário Histórico Geográfico de Minas Gerais, Waldemar de Almeida Barbosa, Ed. Itatiaia Ltda, 1995)
  7. Burton, Richard Francis, 1821-1890. Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho / Richard Burton ; tradução de David Jardim Júnior. – Brasília : Senado Federal, Conselho Editorial, 2001. 530 p. – (Coleção O Brasil visto por estrangeiros)
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