Parintins

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Município de Parintins
"Ilha da Alegria"
"Ilha Paraíso"
"Ilha Azul"
"Ilha Vermelha"
"Ilha Encantada"
"Capital Mundial do Folclore"
Vista parcial do centro de Parintins

Vista parcial do centro de Parintins
Bandeira de Parintins
Brasão de Parintins
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 15 de outubro
Fundação 15 de outubro de 1852
Gentílico parintinense
Padroeiro(a) Nossa Senhora do Carmo
Prefeito(a) Alexandre da Carbrás (PSD)
(2013–2016)
Localização
Localização de Parintins
Localização de Parintins no Amazonas
Parintins está localizado em: Brasil
Parintins
Localização de Parintins no Brasil
02° 37' 40" S 56° 44' 09" O02° 37' 40" S 56° 44' 09" O
Unidade federativa  Amazonas
Mesorregião Centro Amazonense IBGE/2008[1]
Microrregião Parintins IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Oeste: Urucurituba;
Norte: Nhamundá;
Leste: Terra Santa e Juruti (PA);
Sul: Barreirinha
Distância até a capital 369[2] km
Características geográficas
Área 5 952,333 km² (AM: 50º BR: 250º)[3]
Área urbana 12,45 km² (BR: 256º) – est. Embrapa[4]
População 109 225 hab. (BR: 274º AM: 2º) –  IBGE/2013[5]
Densidade 18,35 hab./km²
Altitude 27 m
Clima equatorial Am
Fuso horário UTC-4
Indicadores
IDH-M 0,658 (AM: 2º) – médio PNUD/2010[6]
PIB R$ 675 415,64 mil IBGE/2010[7]
PIB per capita R$ 6 619,57 IBGE/2010[7]
Página oficial

Parintins é um município brasileiro no interior do estado do Amazonas, próximo a divisa com o estado do Pará, Região Norte do país. Está situado na mesorregião do Centro Amazonense e microrregião de mesmo nome e localiza-se a leste da capital do estado, distando desta cerca de 369 quilômetros. Sua população foi estimada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 103 828 habitantes, sendo o segundo mais populoso do estado do Amazonas.5 952 km², representando 0,3789% do estado do Amazonas, 0,1545% da região Norte brasileira e 0,0701% do território brasileiro[8] Desse total 12,4235 km² estão em perímetro urbano.[9]

As primeiras viagens exploratórias da Coroa Portuguesa em Parintins foram registradas somente em 1796. Assim como as demais localidades da Amazônia, a região era habitada por diversas etnias indígenas, entre eles os Tupinambás, que deram origem ao nome da ilha em que se encontra o município, a ilha Tupinambarana. O primeiro nome recebido por Parintins, já na categoria de Freguesia, foi Nossa Senhora do Carmo de Tupinambarana, em 1833. O nome da Freguesia só foi alterado em 1880, quando a sede passou a chamar-se "Parintins", em homenagem aos povos indígenas Parintintins, um dos inúmeros que habitavam a região.

O município é conhecido principalmente por sediar o Festival Folclórico de Parintins, uma das maiores manifestações culturais preservadas da América Latina. Localiza-se à margem direita do rio Amazonas e tem como padroeira Nossa Senhora do Carmo. A vegetação, típica da região amazônica, é formada por florestas de várzea e de terra firme, tendo, ao seu redor, um relevo composto por lagos, ilhotes e uma pequena serra. A principal forma de transporte entre Parintins e os demais municípios é o fluvial, além do aéreo. A temperatura média registrada é de 26º C.[10] .

História[editar | editar código-fonte]

O município de Parintins, como quase todos os demais municípios brasileiros, foi, primitivamente, habitado por indígenas. Sua descoberta ocorreu em 1749, quando, descendo o rio Amazonas, o explorador José Gonçalves da Fonseca notou uma ilha que, por sua extensão, se sobressaía das outras localizadas à direita do grande rio.

A fundação da localidade só foi realizada em 1796, por José Pedro Cordovil, que veio com seus escravos e agregados para se dedicar à pesca do pirarucu e à agricultura, chamando-a Tupinambarana. A rainha D. Maria I deu-lhe a ilha de presente. Ali instalado, fundou uma fazenda de cacau, dedicando-se à cultura desse produto em grande escala. Ao sair dali, algum tempo depois, ofertou a ilha à rainha. Tupinambarana foi aceita e elevada à missão religiosa, em 1803, pelo capitão–mor do Pará, o Conde dos Arcos, que incumbiu sua direção ao frei José das Chagas, recebendo a denominação de Vila Nova da Rainha.

A eficiente atuação de frei José provocou um surto de progresso e desenvolvimento na localidade, mediante a organização da comarca do Alto Amazonas. Em 25 de julho de 1833, passa à freguesia, com o nome de Freguesia de Nossa Senhora do Carmo de Tupinambarana. Era ainda Tupinambarana simples freguesia quando iniciou a revolução dos Cabanos no Pará, e se alastrou por toda a província. O seu vigário, padre Torquato Antônio de Souza, teve atuação destacada durante a sedição, servindo de delegado dos legalistas no Baixo Amazonas. Tupinambarana, talvez porque estivesse bem defendida, foi poupada aos ataques dos Cabanos.

Em 24 de outubro de 1848, pela lei provincial do Pará nº 146, elevou a freguesia à categoria de vila, com a denominação de Vila Bela da Imperatriz, e constituiu o município até então ligado a Maués. Em 15 de outubro de 1852, pela lei nº 02, foi confirmada a criação do município. Em 14 de março de 1853, deu-se a instalação do município de Parintins. Em 24 de agosto de 1858 foi criada pela lei provincial a comarca, compreendendo os termos judiciários de Vila Bela da Imperatriz e Vila Nova da Conceição. Em 30 de outubro de 1880, pela lei provincial nº 499, a sede do município recebeu foros de município e passou a denominar-se Parintins. Em 1881 foi desmembrado do município de Parintins o território que constituiu o município de Vila Nova de Barreirinha.

A divisão administrativa de 1911, figurou o município com quatro distritos: Parintins, Paraná de Ramos, Jamundá e Xibuí. Em 1933, aparece no quadro da divisão administrativa com um distrito apenas – o de Parintins. Em 1 de dezembro de 1938, pelo decreto-lei estadual nº 176, é criado o distrito da Ilha das Cotias, passando assim o município a constituir-se de dois distritos: Parintins e Ilha das Cotias.

Em 24 de agosto de 1952, pela lei estadual nº 226, a comarca de Parintins perdeu os termos judiciários de Barreirinha e Urucará, que foram transformados em comarcas. Em 19 de dezembro de 1956, pela lei estadual nº 96, foi desmembrado do município de Parintins o distrito da Ilha das Cotias, que passou a constituir o município de Nhamundá. Em 10 de dezembro de 1981, pela emenda constitucional nº 12, o território de Parintins é acrescido do distrito de Mocambo.

Geografia[editar | editar código-fonte]

A Ilha Tupinambarana onde se situa Parintins.

O município de Parintins está localizado no estado do Amazonas, na Mesorregião do Centro Amazonense, que engloba 31 municípios do estado distribuídos em seis microrregiões, sendo que a microrregião à qual o município pertence é a microrregião homônima, a mais ocidental do Amazonas e que reúne sete municípios: Parintins, Barreirinha, Boa Vista do Ramos, Maués, Nhamundá, São Sebastião do Uatumã e Urucará.[1] Parintins está distante 369 km a leste da capital do estado.[11]

A área territorial total do município de Parintins é de 5.952,333 km², o que corresponde a 0,3789% da área do Amazonas, 0,1545% da Região Norte e 0,0701% do Brasil. Parintins é o quinquagésimo maior município do estado do Amazonas em extensão territorial, sendo ainda o ducentésimo quinquagésimo maior do país.[12]

Seus municípios limítrofes são Nhamundá ao norte; Barreirinha ao sul, Urucurituba ao leste e os municípios de Terra Santa e Juruti, no estado do Pará.[13] O limite territorial entre Parintins e Nhamundá se inicia na margem esquerda do rio Amazonas, subindo este rio até a Barreira do Paurá. A Serra de Parintins é usada para delimitar o fim dos limites territoriais deste município com Nhamundá. Para delimitar os limites territoriais entre Parintins e Barreirinha, usa-se o divisor de águas dos rios Andirá-Uaicupará, juntamente com a linha geodésica que limita os estados do Amazonas e Pará. Já os limites territoriais com Urucurituba é iniciado no lago Arapapá, no paraná de Urucurituba. Com o estado do Pará, o limite tem início na boca do igarapé do Valério, na margem direita do rio Amazonas.[13]

O município possui dois distritos: Vila Amazônia e Mocambo.

Relevo[editar | editar código-fonte]

Possuindo uma área de 7 069 quilômetros quadrados, o município localiza-se sobre formações quaternárias e terraços holocênicos no setor ocidental do estado. A ilha Tupinambarana, parte componente do município, de aproximadamente 200 km de extensão, somente na faixa da várzea, a ilha na verdade é uma arquipélago, uma vez que na época das cheias, fica entrecortada de lagos, furos, restingas, paranás e igapós, e a sede municipal localiza-se em uma dessas ilhas do arquipélago a uma altitude de 50m em relação ao nível do mar. O município tem sua cota máxima em seu relevo no lado leste, na chamada serra Valéria (serra de Parintins) com aproximadamente 157 metros e, no lado oeste, as terras altas do Paurá.

Ocorre a predominância dos solos latossolo amarelo álico e podzólico vermelho amarelo álico, na terra firme. Nas áreas de várzea, o domínio é dos solos de aluvião, do tipo gley pouco húmico distrófico, apresentando fertilidade natural média e elevada.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima de Parintins é equatorial (tipo Af segundo Köppen),[14] com pequeno período seco, entre os meses de agosto e outubro. A temperatura média anual é de 26,3°C, sendo 32°C e 21°C as temperaturas máxima e mínima, respectivamente.2 O mês mais quente é dezembro, que tem temperatura média de 28,6°C, sendo a média máxima de 32,5°C e a mínima de 22,4°C. A umidade relativa do ar dar-se-á em torno de 71%, com uma precipitação pluviométrica anual de 2.327mm, sendo o mês de fevereiro o de maior precipitação, com 300 mm. A insolação anual é de 2.282,51, com um registro maior no mês de setembro.[15]

O município, nos últimos anos, tem apresentado uma precipitação pluviométrica média com máximas de 11,40 mm em fevereiro e mínimas de 2,10 mm em setembro; insolação media mensal máxima de 8,3h em setembro e mínima de 3,9h em fevereiro e marco; umidade relativa do ar máxima de 85,3% em maio e mínima de 74,1% em outubro; evaporação máxima de 3,5mm outubro e mínima de 1,70 mm em maio; pressão atmosférica média de 1 009,8mb em julho e mínima de 1 006,7mb em novembro e incidência media de ventos com seu nível Maximo em novembro com 1,5 m/s com predominância noroeste e mínima de 1,1 m/s no mês de marco com predominância na direção norte.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Parintins faz parte do maior sistema fluvial do mundo, a Bacia Amazônica. O Rio Amazonas é o maior rio em volume de água do mundo com um deflúvio médio anual estimado em 250,00 m³/s. No trecho compreendido entre a foz do Rio Nhamundá e Parintins a sua largura é de aproximadamente 50 km. O grande rio representa a via de escoamento e abastecimento, a grande estrada hídrica que liga Parintins a capital do Estado do Amazonas e ao Oceano Atlântico.

Os rios mais importantes são: o Paraná do Ramos, o Paraná do Espírito Santo, o Paraná do Limão, Rio Uiacurapá, O Rio Mamurú, o Lago do Macuricanã, o Lago do Aninga, o Lago do Parananema, o Lago do Macurani e a Lagoa da Francesa, estes quatro últimos de vital importância quanto a sua preservação, uma vez que banham a sede municipal e estão mais suscetíveis a degradação e poluição.

  • O rio Amazonas é o maior rio da Terra, tanto em volume d'água quanto em comprimento (6.992,06 km de extensão). Tem sua origem na nascente do rio Apurímac (alto da parte ocidental da cordilheira dos Andes), no sul do Peru, e deságua no oceano Atlântico, junto ao rio Tocantins, na região do Marajó, no estado do Pará.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

A vegetação do município é característica, não divergindo de existente em toda a Amazônia, isto é, Floresta Perenifólia Hileiana Amazônica que corresponde a floresta de terra firme; Floresta Perenifólia Paludosa Ribeirinha Periodicamente Inundada (mata de várzea); Floresta Perenifólia Paludosa Ribeirinha Permanentemente Inaudada (mata de Igapó) e na sede municipal uma pequena mancha de Cerrado conhecida como Campo Grande.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Segundo estimativas de 2012 do IBGE, o município de Parintins possui 103.828 habitantes.

Etnias[editar | editar código-fonte]

Parintins é uma cidade marcada pelos traços culturais, políticos e econômicos herdados dos portugueses, espanhóis, italianos e também dos japoneses, tendo em vista que a cidade possuiu uma relevante colônia destes imigrantes. Não se pode esquecer a importância dos ameríndios no quesito contribuição étnica. Foram os ameríndios que iniciaram a ocupação humana na Amazônia e seus descendentes caboclos desenvolveram-se em contato íntimo com o meio ambiente, adaptando-se às peculiaridades regionais e oportunidades oferecidas pela floresta.

Na sua formação histórica, a demografia da cidade é o resultado da miscigenação das três etnias básicas que compõem a população brasileira: o índio, o europeu e o negro, formando assim, os mestiços da região (caboclos) Mais tarde, com a chegada dos imigrantes, especialmente japoneses, formou-se um caldo de cultura singular, que caracteriza a população da cidade, seus valores e modo de vida.

Pardos (caboclos, mulatos e cafuzos) (67,0%), brancos (30,2%), pretos (0,9%), indígenas (0,5%), amarelos (principalmente descendentes de japoneses) (0,7%), sem declaração (0,7%)

População residente por etnia (Censo 2000)[17]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

A cidade é dividida por uma linha imaginária que vai da Catedral de Nossa Senhora do Carmo ao Centro de Convenções Amazonino Mendes (Bumbódromo), criando duas zonas: uma Azul (Boi Caprichoso) e outra Vermelha (Boi Garantido).

O visitante da ilha nota essa divisão de cor, olhando para as pinturas das casas, placas turísticas indicativas, faixas de pedestres e até os orelhões da cidade. Do lado Azul ficam: Centro, Palmares, Francesa, Santa Clara, Santa Rita, Macurany e Castanheira.

Do lado vermelho localizam-se os seguintes bairros: São José, Djard Vieira, Itaúna, Lady Laura, Distrito Industrial, Paulo Corrêa, São Benedito, João Novo e Emílio Moreira.

Tem ainda Itaúna I e II, Paulo Corrêa, e o mais novos bairros da cidade, o bairro da União,, Jacareacanga, Tonzinho Saunier, Teixeirão, Val-Paraíso, Pascal Allágio, Vila Cristina, Aningas Residenzas e Santoca.

Na zona rural do perímetro urbano do município, localizam-se diversas vilas e bairros. Entre os bairros, destacam-se: Macurany, Aninga e Parananema.

Distritos
  • Vila Amazônia que já foi homologado como bairro da expansão urbana da Cidade.
  • Mocambo
  • Caburi
  • Zé Açu
  • Maranhão
Regiões

Parintins está dividida em cinco regionais (regiões) para fins administrativos e de segurança. São eles:

  • Zona sudoeste, zona oeste, zona sul, zona leste e zona norte.

Política[editar | editar código-fonte]

O poder executivo da cidade de Parintins é representado pelo prefeito e seu gabinete de secretários, seguindo o modelo proposto pela Constituição Federal do Brasil.

O poder legislativo é representado pela câmara municipal, composta por 11 vereadores eleitos para cargos de quatro anos. Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao executivo, especialmente o orçamento municipal (conhecido como Lei de Diretrizes Orçamentárias).

O prefeito atual é Carlos Alexandre Ferreira Silva, conhecido como Alexandre da Carbrás (PSD), que cumpre seu mandato como prefeito desde 1º de janeiro de 2013. Alexandre foi eleito no primeiro turno em outubro de 2012, derrotando na eleição o vice-prefeito do município na época, Messias Cursino (PDT) por uma diferença de apenas 561 votos, obtendo 21.087 votos no total. É filho de um conhecido ex-prefeito do município, Carlinho da Carbrás, falecido também em 2012, que governou entre 1997 até ser cassado por denúncias de corrupção em 1998.

Economia[editar | editar código-fonte]

Setor primário[editar | editar código-fonte]

Agricultura

Juntamente com a pecuária, completa a formação econômica do setor primário. É representada pelas culturas temporárias: abacaxi, juta, arroz, batata-doce, cana-de-açúcar, feijão, fumo, mandioca, macaxeira, maracujá, maracujá do mato, melancia, soja (orgânica) melão e milho. Culturas permanentes: abacate, banana, cacau café, caju, coco, laranja, limão, guaraná e tangerina.

Pecuária

É atividade de maior peso no setor primário. Compreende principalmente a criação de bovinos, vindo a seguir a criação de suínos. A produção de carne e leite destina-se ao consumo local e à exportação para outros municípios. A economia é praticamente fundamentada neste setor. Parintins tem o maior rebanho bovino e bubalino do Estado, tendo aproximadamente 150 mil bovinos e 50 mil bubalinos.

Pesca, avicultura e extrativismo vegetal

Desponta como um dos principais entrepostos de pesca no Amazonas, tanto para o consumo local como exportação para outros municípios. A avicultura está voltada para o criatório em moldes domésticos, sendo representada principalmente pela criação de galinhas, seguida de perus, patos, marrecos e gansos. O extrativismo vegetal é pouco representativo na formação do setor primário, mas destaca-se a exploração de borracha, cumaru, gomas não elásticas, madeira, óleo de copaíba e puxuri.

Setor secundário[editar | editar código-fonte]

Indústrias

O setor secundário é composto basicamente por micro e pequenas empresas geralmente voltadas para o aproveitamento de produtos naturais tais como:

Setor terciário[editar | editar código-fonte]

Parintins conta hoje com mais de 1500 estabelecimentos comerciais, varejistas e atacadistas dos mais diversificados produtos. Na prestação de Serviços destacam-se cabeleireiros, oficinas mecânicas, eletrônicas, hotéis, pousadas, bares, restaurantes, clínicas médicas, clínicas odontológicas, contabilistas, entre outros. Neste setor encontram-se grande parte da população devido da escassez de emprego na cidade. A mão-de-obra formal é constituída praticamente pelos funcionários públicos (Federal, Estadual e Municipal) e empregados no comércio local.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Saneamento básico[editar | editar código-fonte]

Habitação

Parintins tem como característica as residências com grandes quintais. Na parte central da cidade há uma predominância de residências em alvenaria, e nos bairros, predominam as casas de madeira. Nos últimos anos o êxodo rural vem ocasionando ocupações, notadamente na área sudoeste da cidade.

Na zona rural, as habitações, em geral, são pequenas, feitas com madeira e cobertas com palha ou brasilit, sendo também encontradas algumas casas totalmente de palha.

Sistema de esgoto

Para a coleta de esgotos sanitários (águas negras) são utilizados sumidouros, fossas sépticas e privadas higiênicas, fruto de um trabalho realizado pela unidade de saneamento da prefeitura que promove a doação de materiais para a população de baixa renda. Existem 1.720m de rede de captação de águas pluviais na área do centro da cidade.

Nas comunidades rurais, a maioria das famílias usa sanitários, conhecidos como fossa negra, construídos fora da casa principal e constituídos por um buraco no chão, casinha de madeira e piso de madeira, podendo ser coberta ou não.

De acordo com os Censos Demográficos do IBGE, de 1991 e 2000, a fossa rudimentar é o tipo e instalação sanitária mais utilizada, seguida da fossa séptica, que vem ganhando importância como destino de dejetos humanos entre os moradores de Parintins.

Abastecimento de água e energia elétrica

O abastecimento de água de Parintins é realizado pelo Serviço Autônomo de Águas e Esgotos - SAAE. A captação é efetuada em mananciais subterrâneos através de poços artesianos com média de 80 metros de profundidade.

Estão em funcionamento poços na área urbana com capacidade de produção maior que o volume captado. Na área rural estão instalados poços nos distritos de Mocambo, Caburi e Vila Amazônia.

O tratamento dado à água é a cloração por contato, e a distribuição segundo SAAE atinge 95% dos domicílios na sede municipal ou cerca de 62% de todos os moradores de Parintins, segundo o Censo Demográfico do IBGE. Fora do perímetro urbano, a água consumida nas comunidades é captada diretamente do rio.

O abastecimento de energia elétrica em Parintins é realizado pela Amazonas Energia, através de uma usina termoelétrica.

Transportes[editar | editar código-fonte]

Transporte fluvial

O transporte fluvial na cidade é muito comum. A cidade conta com um grande e movimentado porto, que atende a quase toda a região Norte. O Porto de Parintins localiza-se na costa do Rio Amazonas, na zona central da cidade de Parintins e atende os estados do Amazonas, Pará, Rondônia e áreas do Norte do Mato Grosso. Os barcos que fazem linha para o município são: Parintins, Novo Aliança, Príncipe do Amazonas, 14 de Outubro VII, 14 de Outubro VI, Coronel Tavares 12, Aliança III, M. S. Vitória e Ivanaldo, que fazem linha para a capital do estado e fazem duas viagem por semana, sendo Parintins-Manaus ou Manaus-Parintins. Também servem ao município as embarcações que tem como destino final municípios do estado do Pará, que atracam no município para embarcar ou desembarcar cargas e passageiros. Nos últimos anos, tem crescido no município o mercado das lanchas rápidas que tem como destino a capital do estado ou a municípios vizinhos, tanto do estado do Amazonas quanto do estado do Pará. É um serviço requisitado geralmente por quem quer evitar as demoradas viagens de barco pela região. As lanchas que fazem linha para o município são: Ajato Aliança, A Noiva e Pérola, além da Oriximiná, que faz escala no município. A viagem de lancha, de Parintins a Manaus dura cerca de 8 a 10 horas, subindo o Rio Amazonas (contra em média 22 a 24 horas de barco), e de Manaus a Parintins dura cerca de 6 a 8 horas, descendo o Rio Amazonas (contra em média 16 a 18 horas de barco).

Transporte aéreo

O Aeroporto Municipal está situado na zona urbana do município, a sudoeste da cidade, estando inserido na área de expansão do perímetro urbano. É de propriedade da Prefeitura Municipal, sendo por ela administrado. Atualmente, três empresas utilizam a área do Aeroporto Municipal; duas empresas de aviação agrícola e uma de instrução de voo. Durante todo o ano, duas empresas aéreas realizam voos para Parintins, a MAP Linhas Aéreas e a TRIP Linhas Aéreas. Durante o Festival Folclórico de Parintins, ocorrido geralmente nos meses de junho e julho, outra empresa aérea estende a abrangência à cidade, a Gol Transportes Aéreos. O aeroporto já recebeu um voo emergencial de um Boeing 737-700 cargueiro da empresa TAF, vindo de Salvador para Manaus, sendo que após cinco tentativas de pouso na capital devido ao tempo, não conseguindo e tendo suas asas e flaps danificados quando o piloto tentou arremeter na quinta tentativa chocou-se com árvores danificando a aeronave obrigando-o a vir para Parintins, que seria o aeroporto mais próximo e com estrutura para pouso, já que o combustível não daria para chegar até Santarém(PA) onde seria a aterrissagem, e posteriormente outro avião do mesmo modelo e um Búfalo da FAB pousaram para fazer os reparos e devidos procedimentos, mostrando a adequação que aeroporto tem para pouso de grandes aeronaves.

Educação[editar | editar código-fonte]

Em 2012, Parintins contava com 3 955 matrículas no ensino primário, 22 019 matrículas no ensino fundamental e 7 769 matrículas no ensino médio.[18] Dentre as matrículas no ensino fundamental, 12 689 eram em escolas públicas municipais e 9 330 em escolas públicas estaduais. Das matrículas no ensino médio, 7 103 eram em escolas públicas estaduais e 666 em escolas públicas federais.[18] No mesmo ano, haviam 123 unidades de ensino de nível primário, 155 unidades de ensino de nível fundamental e 13 unidades de ensino de nível médio. Dentre as unidades de ensino de nível fundamental, 20 destas eram públicas estaduais e 135 públicas municipais. Das unidades de ensino de nível médio, 12 eram de caráter público estadual e 1 de caráter pública federal.[18] Foram registrados 181 docentes no ensino primário, 869 docentes no ensino fundamental e 316 docentes no ensino médio.[18] Segundo dados do censo de 2010, o índice de analfabetismo nesse ano entre pessoas acima de 15 anos era 9,5%; de 15 a 24 anos, de 1,2%; de 25 a 59 anos, de 8,0%; e acima de 60 anos, de 27,1%.

A cidade é um importante centro educacional de nível médio e superior do estado do Amazonas. A cidade possui um dos mini-campus do Instituto Federal do Amazonas (IFAM), que oferece cursos em diferentes níveis: ensino médio e ensino técnico.

Universidade públicas

No setor de educação e capacitação profissional, o município, além de dispor de uma ampla rede de escolas (estaduais, municipais e privadas), conta com um campus da Universidade do Estado do Amazonas e algumas faculdades privadas, com diversos cursos superiores ofertados. Dispõe ainda de unidades do SENAI, SENAC e SESI e, em função disso, os índices de alfabetização e capacitação profissional do municípios estão entre os mais altos de todo o Estado do Amazonas.

Esporte[editar | editar código-fonte]

Parintins é um município com grande destaque no futebol, além de ser a maior campeão do torneio intermunicipal de Seleções Copa dos Rios, Parintins também revelou grandes jogadores pro futebol profissional do estado, dentre eles citamos Clóvis que foi o maior goleiro do Rio Negro, Delmo que chegou ao estrelato defendendo a camisa do São Raimundo e Michel "Parintins" que se sagrou artilheiro do Campeonato Brasileiro de Futebol de 2009 - Série D. Atualmente é o município do interior do Amazonas que mais tem jogadores atuando no futebol profissional.

Clubes de Futebol[editar | editar código-fonte]

Parintins tem um forte campeonato distrital disputado desde 1948, e tem seus principais clubes fundados também nessa época. Seus maiores campeões são:

  • Atlético Sul América Clube – 23 vezes campeão
  • Amazonas Esporte Clube – 16 vezes campeão
  • Esporte Clube Parintins
  • Nacional Esporte Clube
  • São Cristovão Esporte Clube
  • Juventude Atlética Católica JAC
  • Estrela do Norte Esporte Clube

Por vezes se criou a ideia de disputar o Campeonato Amazonense de Futebol, a ultima vez foi em 2009 quando um torcedor símbolo do Sul América levantou a ideia, que vaio abaixo com o argumento de que se um clube do interior disputasse esse teria que ser atendido pela torcida da maioria, ou seja, teria que se criar um clube totalmente novo e que não fosse ligado a qualquer agremiação.

Estádio[editar | editar código-fonte]

O estádio principal de Parintins é o Estádio Tupy Cantanhede que foi inaugurado em 1957 e é de propriedade dos clubes e atende até 4 mil pessoas. Um novo estádio foi projetado para cidade e vai ser reconstruído para atender públicos de até 10 mil pessoas e possivelmente ser um dos Centros de Treinamento de Manaus em 2014.

O estádio Tupy Catanhede já recebeu grandes públicos e partidas de clubes como Botafogo/RJ e Flamengo/RJ(venceu o selecionado local por 1-0); Na década de 60 o famoso Mané Garrincha jogou o clássico da cidade, disputado entre Sul América e Amazonas, jogando um tempo por cada clube.

Cultura e sociedade[editar | editar código-fonte]

Culinária[editar | editar código-fonte]

Parintins abriga estabelecimentos que oferecem pratos típicos da culinária local. As receitas mais conhecidas utilizam peixes de água doce e carne de búfalo. Entre as mais populares estão o tambaqui moqueado, caldeirada de tucunaré com pirão, maniçoba, pirarucu assado, bolinhos de piracuí, peixe no tucupi, pato no tucupi, caldeirada de bodo, bodo assado e no vinho, e tacacá.

A gastronomia da ilha está baseada no peixe. Os mais apreciados são o curimatã, jaraqui, pirarucu, matrinxã, pescada, tambaqui, tucunaré, pacu, sardinha, bodó e tamuatá, que são servidos em muquecas, postas, bolinhos, assados, fritos e em caldeirada.

Música[editar | editar código-fonte]

Na música, os destaques de Parintins são: a Toada, (ritmo característico da região) além do forró e do samba.

  • A toada é um estilo musical proveniente da cidade, que conta com danças folclóricas com temática indígena, cabocla e ribeirinha e é executada principalmente na época do Festival Folclórico no mês de junho e nos ensaios dos bois Garantido e Caprichoso, porém, é executado o ano inteiro, tendo grupos que só tocam esse estilo musical, inclusive já foram gravados Louvores à Deus nesse estilo musical.
  • O forró é um estilo musical que foi trazido pelos nordestinos que vieram na época da borracha e depois dela. O forró recebeu uma nova roupagem com danças acrobáticas só encontradas no Amazonas. Existem várias bandas locais que são especializadas no estilo. Há também uma mistura do tradicional forró com músicas caribenhas.

Religião[editar | editar código-fonte]

Tal qual a variedade cultural verificável em Parintins, são diversas as manifestações religiosas presentes na cidade. De acordo com o censo de 2010, a população de Parintins em sua maioria declarava-se católica.

População residente por religião (Censo 2010)[19]

Festas populares[editar | editar código-fonte]

O Festival Folclórico de Parintins é o mais popular do município e uma das maiores manifestações culturais do Brasil.
  • Festa de Soltura de Quelônios (janeiro)
  • Encenação da Paixão de Cristo (abril)
  • Temporada de Festas e Ensaios dos Bois Bumbás – Caprichoso e Garantido (abril a junho)
  • Festival Folclórico e Festival de Quadrilhas – Comunidade do Zé Açu – 12 a 30 de junho
  • Festival Folclórico de Parintins (acontece no último final de semana do mês de junho)
  • Festa de Nossa Senhora do Carmo – Padroeira do Município (6 a 16 de julho)
  • Festival de Pesca do Peixe Liso – Comunidade do Paraná do Espírito Santo (agosto)
  • Festival de Verão do Uaicupará (setembro)
  • Festival de Verão do Cabury (setembro)
  • Festival Folclórico (junho)
  • Campanha "Jesus, Água da Vida" (junho)
  • Festival de Música Sacra – Femusa (setembro)
  • Festival do Beijú – Agrovila do Mocambo (setembro)
  • Aniversário de Fundação do Município de Parintins (15 de outubro) com o Festival de Toadas (13, 14 e 15 de outubro)
  • Festival de Pastorinhas (23 de dezembro)
  • Carnailha (carnaval) - fevereiro
  • Festa do Jaraqui - Vila Amazônia

Artesanato[editar | editar código-fonte]

A cidade possui inúmeras feiras de artesanato caboclo e ameríndio nos meses de junho a outubro. As peças de artesanato são feitas, em sua maioria, por matérias-primas encontradas em vilas e comunidades próximas da cidade, como Vila Amazônia e Mocambo.

Os materiais usados são madeira, raízes de árvores, cipós, palhas, sementes, fibras naturais e penas artificiais. Grande parte desse artesanato é vendido e encotrado nas comunidades locais, nas feiras da cidade e no Bumbódromo.

Matérias de exportação da cidade, como a juta, que foi trazida pelos japoneses, é usado para a fabricação de utensílios e acessórios usados por dançarinos durante o Festival Folclórico de Parintins. Além da juta, também é usado materiais feitos em palha, cuia, espigas e muitos outros materiais. O artesanato indígena é fabricado com penas e grande variedade de sementes que formam colares, brincos, cocares e outros tipos de adereços. As sementes usadas são de açaí, cupuaçu, castanha e pupunha, todas frutas típicas da região. Miniaturas dos bois-bumbás Garantido e Caprichoso esculpidas em isopor e gesso são encontrados em várias lojas da cidade.

Comunicações[editar | editar código-fonte]

Telefonia[editar | editar código-fonte]

Parintins é servido pelo sistema de telefonia fixa através da operadora Oi (antiga TELEMAR). Na área rural e nos distritos do Mocambo, Caburi e Comunidade do Bom Socorro, Zé Açu e Vila Amazônia, existem centrais telefônicas. Em dezenas de comunidades rurais existe o sistema público com 1 terminal telefônico.

No sistema móvel (celular), Parintins é servido pelas operadoras: TIM, Oi, Vivo, Claro e Amazônia Celular.

Correios[editar | editar código-fonte]

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) mantém duas agências e três caixas coletoras na sede do município, prestando serviços postais convencionais e adicionais, mala-direta, encomenda, malote e serviços de utilidade pública.

Televisão[editar | editar código-fonte]

Na área de televisão, a cidade contém as seguintes emissoras: TV A Crítica Parintins, TV Em Tempo Parintins, TV Parintins e TV Alvorada. Além destas, existe também a Central de Emissões, Gravações e Repetidoras Ajuricaba (CEGRASA), empresa existente desde 1972 e que é responsável pela manutenção de várias estações de retransmissão de TV em todo o estado, estações estas que repetem o sinal da TV Em Tempo desde 2012. As demais emissoras existentes na cidade são retransmissoras dos canais de TV da capital, Manaus.

Estações de rádio[editar | editar código-fonte]

Parintins possui quatro emissoras de rádio, a Rádio Clube Em Tempo que opera em Amplitude Modulada (AM), a Rádio Alvorada, que opera em AM e OM (ondas médias) e FM (freqüência modulada), Rádio Tiradentes (Rádio Globo), que opera em FM e a Rádio Novo Tempo que opera também em FM, e ainda tem uma quinta FM a ser implantada brevemente aguardando apenas a liberação.

Jornais[editar | editar código-fonte]

Existem em circulação seis periódicos: Jornal Gazeta Parintins, Jornal Novo Horizonte, Jornal Repórter Parintins, Jornal da Ilha, O Regional, A Folha do Povo e Em Tempo Parintins, além de diariamente chegarem jornais de Manaus.

Referências

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  3. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 de dezembro de 2010.
  4. Urbanização das cidades brasileiras. Embrapa Monitoramento por Satélite. Página visitada em 30 de Julho de 2008.
  5. Estimativa Populacional 2013 (PDF). Censo Populacional 2013. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1º de julho de 2013). Página visitada em 29 de agosto de 2012.
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  7. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  8. Confederação Nacional dos Municípios (CMN). Dados gerais do município de Parintins - AM. Página visitada em 2 de agosto de 2010.
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  11. Dados Gerais: Distâncias de Parintins (AM) - Publicado por CityBrazil UOL (Acessado em 16 de janeiro de 2013)
  12. Dados Gerais. Confederação Nacional de Municípios. Arquivado do original em 30 de dezembro de 2011. Página visitada em 16 de janeiro de 2013.
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  15. Clima : Parintins, Amazonas, Brasil. Allmetsat.com. Página visitada em 28 de janeiro de 2014.
  16. Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Climatologia de Parintins - AM. Jornal do Tempo. Página visitada em 28 de janeiro de 2014.
  17. Etnias no Brasil. IBGE.
  18. a b c d Ensino - Matrículas, Docentes e Rede Escolar - 2012: Parintins, Amazonas. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2012). Página visitada em 19 de agosto de 2013.
  19. Religião no Brasil. IBGE.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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