Manicoré

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Município de Manicoré
Vista aérea de Manicoré.

Vista aérea de Manicoré.
Brasão desconhecido
Bandeira Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 15 de Maio
Fundação Não disponível
Gentílico manicoreense
Prefeito(a) Lúcio Flávio do Rosário (PSD)
(2013–2016)
Localização
Localização de Manicoré
Localização de Manicoré no Amazonas
Manicoré está localizado em: Brasil
Manicoré
Localização de Manicoré no Brasil
05° 48' 32" S 61° 18' 00" O05° 48' 32" S 61° 18' 00" O
Unidade federativa  Amazonas
Mesorregião Sul Amazonense IBGE/2008[1]
Microrregião Madeira IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Humaitá, Novo Aripuanã, Borba, Tapauá, Beruri e o estado do Mato Grosso.
Distância até a capital 390 km
Características geográficas
Área 48 282,478 km² [2]
População 52 200 hab. IBGE/2014[3]
Densidade 1,08 hab./km²
Clima Equatorial Am
Fuso horário UTC-4
Indicadores
IDH-M 0,582 baixo PNUD/2010 [4]
PIB R$ 215 296,855 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 4 680,77 IBGE/2008[5]
Página oficial

Manicoré é um município brasileiro do interior do estado do Amazonas. Pertencente à mesorregião do Sul Amazonense e microrregião do Madeira, sua população estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) era de 48 373 habitantes em 2012.[6]

Localizado nas margens do Rio Madeira, a cidade possui uma posição estratégica entre Manaus e Porto Velho.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

A origem da denominação de "Manicoré" provém do rio Manicoré, um dos afluentes do Rio Madeira. Já o rio Manicoré origina-se da palavra Anicoré, uma das tribos indígenas que habitavam a região à época da colonização.[7]

História[editar | editar código-fonte]

As origens de Manicoré remontam a 1637, com a expedição de Pedro Teixeira, um explorador e militar português.[7]

As autoridades do Grão-Pará enviaram ao rio Madeira uma escolta, em 1716, comandada por João de Barros e Guerra, experiente capitão, com a finalidade de punir os nativos. Em 1797, funda-se povoação do Crato, sob ordens do Governador do Grão-Pará, tendo em vista facilitar as transações comerciais entre Pará, Mato Grosso e Goiás. A povoação é transferida para um sítio entre os rios Baetas e Arraias, em 1802.[7]

Em 4 de julho de 1858, através da Lei nº. 96, cria-se a freguesia de São João Batista do Crato. Dez anos depois, em 6 de julho de 1868, a sede de freguesia é transferida para o povoado de Manicoré, Por força da Lei nº. 177, passando a denominar-se Nossa Senhora das Dores de Manicoré. Somente em 4 de julho de 1877 Manicoré é elevado à categoria de Vila e é criado o Termo Judiciário, pela Lei nº. 362.[7]

No ano seguinte, em 1878, é sancionada a Lei nº. 386, que faz de Manicoré a sede da Comarca do Rio Madeira. Em 12 de dezembro de 1881, dá-se a instalação da comarca. A partir de então, Manicoré passou a receber intensa migração de nordestinos, fugidos principalmente da Grande Seca de 1877-1878 e atraídos também pelo Ciclo da Borracha, que teve lugar no Amazonas e em regiões do estado do Acre. Por sua localização geográfica privilegiada, Manicoré era passagem dos migrantes que se destinavam ao Acre. Recebeu foros de cidade em 15 de maio de 1896, pela Lei nº. 137.[7]

História recente[editar | editar código-fonte]

A Lei estadual nº. 96, de 19 de dezembro de 1955, desmembrou parte do território de Manicoré para formar o município de Novo Aripuanã. Em 10 de dezembro de 1981, através da Emenda Constitucional nº 12, outra parte de seu território é desmembrado, para criar o então município de Auxiliadora. Entretanto, o município de Auxiliadora nunca foi instalado, e seu antigo território foi englobado novamente pelo município de Manicoré.[7]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Sua população estimada em 2010 pelo IBGE era de 47 011 habitantes.

Localiza-se a 333 km da capital do estado à margem direita do rio Madeira, sua população está dividida entre a zona rural a e cidade.

Clima[editar | editar código-fonte]

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a temperatura mínima registrada em Manicoré foi de 11,5ºC, ocorrida no dia 18 de julho de 1975. Já a máxima foi de 38,5ºC, observada dia 21 de setembro de 2005. O maior acumulado de chuva registrado na cidade em 24 horas foi de 130,6 mm, em 2 de abril de 1973.[8]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Economia[editar | editar código-fonte]

A principal fonte de renda da população provém em parte da produção agrícola, principalmente do cultivo da banana, melancia e da produção de farinha, outras fontes são provenientes do comércio e dos empregos gerados pela prefeitura e estado. O município possui um grande potencial extrativista baseado na borracha e na castanha.

Em 2005, Manicoré é o município maior produtor de banana do Amazonas. Agora também é considerado o maior produtor de Melancia do Estado do Amazonas. [carece de fontes?]

Setor primário
  • Agricultura: grande participação na formação do setor. Representa a base da economia, sendo as principais culturas: abacaxi, arroz, batata-doce, feijão, fumo, juta, mandioca e milho. Entre as permanentes destacam-se: abacate, banana, cacau, laranja, limão, tangerina, e melancia. Manicoré é considerada o maior produtor do Norte do Brasil. Destacam-se também a produção de mel, tucumã, citrus e hortaliças em geral.
  • Pecuária: concorre notadamente com a criação de bovinos, suínos, caprinos, bubalinos e eqüinos.
  • Pesca: Manicoré conta hoje com uma frota de barcos pesqueiros de porte médio e pescadores autônomos que abastecem a cidade. O excedente é comercializado nas capitais de Manaus e Porto Velho e o peixe de couro exportado para todo Brasil.
  • Avicultura: é desenvolvida no que se refere à criação de galinhas.
  • Extrativismo Vegetal: os principais produtos são: madeiras em toras, borrachas, castanhas, gomas não elásticas e óleo de copaíba.
  • Extrativismo Mineral: o município de Manicoré tem na exploração de ouro e sua principal atividade, várias jazidas de casiterita, no Igarapé Preto, São Francisco e etc.
Setor secundário
  • Indústrias: padarias, olarias, serrarias, carpintarias, marcenarias, fábrica de gelo, serralharia, britadora e uma companhia de asfalto.
Setor terciário
  • Comércio: varejista.
  • Serviços: farmácia, restaurantes,lan house, lanchonetes, sorveterias, salões de beleza, livrarias, barbearias, oficinas mecânicas, oficinas de autos, oficinas de bicicletas, casas de vendas de peças de bicicletas, casa de materiais de construção, agência bancária, hotéis e pensões.

Turismo[editar | editar código-fonte]

A cidade possui vários atrativos turísticos, entre eles o balnéario do Atininga e as cachoeiras do Rio Manicoré. É conhecida internacionalmente pela pesca esportiva do Tucunaré (peixe amazônico).

Cultura[editar | editar código-fonte]

Como atividades culturais, destacamos a Festa da Melancia,os forrós de rua, que transformam as vias de cidade em verdadeiros celeiros dançantes e o Festival das quadrilhas,onde cada bairro envia seu grupo, dando assim um colorido especial ao evento.festa do açaí realiada na comunidade do estirão onde o presidente atual é o senhor Haiton Prado Correa, RIO manicoré.

Comunicações[editar | editar código-fonte]

Telefonia[editar | editar código-fonte]

Manicoré é servido pelo sistema de telefonia fixa através da operadora Oi (antiga Telemar). Na área rural e em alguns distritos existem centrais telefônicas, e em dezenas de comunidades rurais existe o sistema público com um terminal telefônico.

No sistema móvel (celular), Manicoré é servido pelas operadoras Oi , Vivo e claro.

Internet[editar | editar código-fonte]

O sistema de internet do município é fornecido através da Oi, com o serviço Oi Velox.


Filhos ilustres[editar | editar código-fonte]

Aeroporto[editar | editar código-fonte]

O Aeroporto Gnamy em Manicoré.

Em 2009 foi efetuada uma manutenção geral no Aeroporto e no prédio da Infraero INFRAERO Manicoré.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Estimativas populacionais para os municípios brasileiros em 01.07.2014. Estimativa populacional 2014. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2014). Página visitada em 30 de agosto de 2014.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 09 de setembro de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. Erro de citação: Tag <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas IBGE_Pop_2010
  7. a b c d e f História da cidade - Manicoré (AM). Biblioteca virtual do Amazonas. Página visitada em 22 de junho de 2012.
  8. Sistema de Monitoramento Agrometeorológico (Agritempo). Dados Meteorológicos - Amazonas. Página visitada em 8 de dezembro de 2011.
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