Coari

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Município de Coari
"Terra do Gás"
Vista parcial de Coari

Vista parcial de Coari
Bandeira de Coari
Brasão de Coari
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 2 de agosto de 1932[1]
Gentílico coariense
Padroeiro(a) São Sebastião e Santa Ana
Prefeito(a) Manoel Adail Amaral Pinheiro (PRP)
(2013–2016)
Localização
Localização de Coari
Localização de Coari no Amazonas
Coari está localizado em: Brasil
Coari
Localização de Coari no Brasil
04° 05' 06" S 63° 08' 27" O04° 05' 06" S 63° 08' 27" O
Unidade federativa  Amazonas
Mesorregião Centro Amazonense IBGE/2008[2]
Microrregião Coari IBGE/2008[2]
Municípios limítrofes Oeste: Tefé e Maraã;
Norte: Codajás;
Leste: Codajás e Anori;
Sul: Tapauá
Distância até a capital 363 km
Características geográficas
Área 57 921,646 km² [3]
População 82 209 hab. IBGE/2014[4]
Densidade 1,42 hab./km²
Altitude 40 m
Clima equatorial Am
Fuso horário UTC-4
Indicadores
IDH-M 0,586 (AM: 21º) – baixo PNUD/2010 [5]
PIB R$ 1 376 424 mil (AM: 2º) – IBGE/2010[6]
PIB per capita R$ 18 132,55 IBGE/2010[6]
Página oficial

Coari é um município brasileiro do interior do estado do Amazonas, região Norte do país. Na área territorial do município, localiza-se a plataforma da Petrobrás de Urucu, onde se extrai petróleo e gás. No local foi construído um gasoduto que levam gás até Manaus. De acordo com estimativas do IBGE, o total de habitantes do município em 2012 eram de 77 305.[7]

O município está localizado no rio Solimões entre o Lago de Mamiá e o Lago de Coari, e tem sua história ligada aos índios Catuxy, Jurimauas, Passés, Irijus, Jumas, Purus, Solimões, Uaiupis, Uamanis e Uaupés. O nome Coari também está ligado às raízes indígenas e há duas versões: Em 1759 a aldeia é elevada a lugar com o nome de Alvelos. Em 2 de dezembro de 1874 foi elevada a vila, em 2 de agosto de 1932 a Vila de Coari é elevada a categoria de município.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome Coari também está ligado às raízes indígenas e há duas versões: vem das palavras indígenas "Coaya Cory", ou "Huary-yu", ou significa respectivamente "rio do ouro" e "rio dos deuses".[8]

História[editar | editar código-fonte]

A história de Coari se remonta ao Século XVIII. O primeiro núcleo de povoamento na região é fundado numa aldeia de índios pelo jesuíta alemão Samuel Fritz. O povoamento recebe o nome de Coari, por estar situado às margens de um lago com esse nome, próximo ao rio Coari. A denominação recebida pelo rio que banha o município foi dada também ao lago que banha a sede municipal, sendo estendida a denominação também ao município, posteriormente.[8]

Os índios Catauixis, Irijus, Jumas, Jurimauas e outros, habitavam a região nos primórdios do povoamento.[8] A aldeia de Coari foi elevada a lugar apenas em 1759, quando recebeu o nome de Alvelos, nome este de origem portuguesa. Por virtude da Lei nº 37, de 30 de setembro de 1854, a sede da freguesia foi transferida para a foz do lago de Coari. Alvelos, a primeira povoação, desapareceu por completo poucos anos depois.[8]

Vinte anos após a mudança da sede da freguesia, a mesma foi elevada à Vila pela Lei nº 287, de 1 de maio de 1874. A vila recebeu o nome de Coari, sendo que sua instalação ocorreu em dezembro do mesmo ano.[8]

Em 15 de novembro de 1890, o termo judiciário de Coari foi instalado. Pelo decreto 95-A, de 10 de abril de 1891, foi criada a Comarca da vila, que recebeu sua instalação definitiva em 30 de junho do mesmo ano.[8] Entretanto, a Comarca coariense foi extinta em 1913, através da Lei nº 741, de 30 de outubro. Assim sendo, Coari teve seu termo subordinado à comarca de Tefé, município vizinho.[8]

A Comarca de Coari foi novamente instalada três anos depois, em 1916, em virtude da Lei n° 844, de 14 de fevereiro daquele ano. No entanto, mais uma vez a Comarca foi suprimida, por força da Lei n° 133, de 7 de fevereiro de 1922.[8] A comarca foi restaurada, outra vez, através da Lei n° 122, de 10 de março de 1924, não sendo mais suprimida. A partir de 1925, a Comarca coariense passou a compreender os termos dos municípios de Manacapuru e Codajás.[8] Em 1927, foi estabelecida a Comarca de Mancapuru, e em 1928 estabeleceu-se a de Codajás, tendo Coari perdido os termos destes municípios.[8]

Formação administrativa[editar | editar código-fonte]

Coari foi elevada à categoria de cidade em 1932, pelo Ato Estadual n° 1.665, datado de 2 de agosto do mesmo ano. De acordo com a divisão administrativa judiciária vigente, apenas um distrito compõe o município, e a comarca também compreende apenas um único termo.[8]

Foi eleito o primeiro prefeito do município, Dorval dos Santos Melo, e para vereadores Raimundo de Freitas Dantas, Sebastião Rodrigues do Nascimento, Luiz Freitas de Moraes, Maria Ferreira de Souza, João Nogueira de Araújo e João Soares da Fonseca. Nesta eleição votaram 1 380 eleitores.[8]

História recente[editar | editar código-fonte]

O município conhecido pela produção de banana, hoje se destaca por produzir petróleo e gás natural, que ocorre em uma região denominada de Urucu. A produção de petróleo gira em torno de 53.500 bbl/d (2007) e de gás natural chega a 10 milhões de m³/d. Outro fato importante é que está sendo construído um gasoduto que ligará sua província produtora ao mercado consumidor localizado em Manaus. Serão 450 km de distância da sede da cidade à Manaus a serem construídos, somando aos 278 km de um gasoduto, já existente, que interliga os campos produtores à cidade de Coari. A previsão de conclusão e início de operação está para o 1. semestre de 2009.

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município de Coari está localizado no estado do Amazonas, na Mesorregião do Centro Amazonense, que engloba 31 municípios do estado distribuídos em seis microrregiões, sendo que o município pertence à microrregião de mesmo nome. a mais ocidental de sua mesorregião e que reúne seis municípios: Anamã, Anori, Beruri, Caapiranga, Coari e Codajás.[2] Coari está distante 363 km ao oeste da capital amazonense.[9]

Demografia[editar | editar código-fonte]

De acordo com estimativas de 2012 promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população de Coari era de 77 305 habitantes, sendo o 5º município amazonense mais populoso e apresentando uma densidade populacional de 1,3 habitantes por km².[10] Ainda de acordo com o censo, 39 476 habitantes são homens e 36 489 são mulheres. A maior parte da população de Coari é residente na zona urbana (49 651 pessoas), o que representa 65,39% do total de habitantes. Entretanto o número ainda é considerado baixo levando em consideração que 34,61% dos habitantes vivem em área rural e que a média brasileira de pessoas que vivem em centros urbanos é de 84,4%, sendo superior ao registrado em Coari.[11] [12]

Entre os anos de 1991 a 2000, o crescimento demográfico anual registrado em Coari foi de 6,56%. O município passou de 38 678 habitantes em 1991 para 67 096 habitantes em 2000, apresentando um crescimento populacional muito superior a média nacional brasileria registrada no mesmo período. Outro setor que também cresceu muito acima da média foi a urbanização, que registrou 8,02% de crescimento e passou de 54,50% para 58,88% no referido período. A população do município representava 2,39% da população do estado, e 0,04% da população do país em 2000.[13]

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal registrado em Coari é de 0,586 o que é considerado baixo pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Entre os municípios do Amazonas, Coari ocupa a 21ª posição na questão do IDH.

Religião[editar | editar código-fonte]

Igreja Matriz de Coari, Amazonas

Coari está localizada no país mais católico do mundo em números absolutos. A Igreja Católica teve seu estatuto jurídico reconhecido pelo governo federal em outubro de 2009,[14] ainda que o Brasil seja atualmente um estado oficialmente laico.[15]

Tal qual a variedade cultural verificável em Fabriciano, são diversas as manifestações religiosas presentes no município, tendo em vista a variedade cultural. Embora seu desenvolvimento tenha sido sobre uma matriz social eminentemente católica, tanto devido à colonização quanto à imigração, é possível encontrar atualmente na cidade dezenas de denominações protestantes diferentes, assim como a prática do budismo, do umbandismo, espiritismo, entre outras. De acordo com dados do censo de 2000 realizado pelo IBGE, a população coariense era composta por: católicos (73,01%), protestantes (21,99%), pessoas sem religião (1,3%), espíritas (0,2%) e 0,2% estão divididas entre outras religiões.[16]

Política[editar | editar código-fonte]

Economia[editar | editar código-fonte]

Setor primário[editar | editar código-fonte]

Setor secundário[editar | editar código-fonte]

Setor terciário[editar | editar código-fonte]

  • Comércio: Varejista e atacadista.
  • Serviços: Hotéis, pensões, agências bancárias e matadouro.

Cultura e sociedade[editar | editar código-fonte]

Festas populares[editar | editar código-fonte]

Nos meses que antecedem a festa junina, a cidade fica bastante movimentada, pois é época de festa culturais diversas como as noitadas caipiras que movimentam as escolas e a cidade em geral, onde as danças regionais fazem uma prévia para o Festival Folclórico de Coari disputado em junho. As cirandas, quadrilhas caipiras, adultas de luxo, boi-bumbá mirim, danças internacionais assim como outras categorias, se manifestam para abrilhantar a todos que gostam de prestigiar a cultura do município.

A maior rivalidades das brincadeiras é entre as Cirandas Luxos (Categoria Adulto), pois desde 1999, com o surgimento da Ciranda Renovação, surgiu uma nova remodelagem entre essa categoria, ficando conhecida a partir desse ano como a era da "ciranda moderna", ja que antes de 1999 as ciranda do Amor (a mais antinga) e a extinta Ciranda Paraíso (sucessora da Ciranda Renovação), as mesmas apresentavam-se nos moldes da ciranda tradiconal, para os populares conhecida como a era da "ciranda de xita". Então com a extinção da Ciranda Paraíso em 1998, eis que surge a Ciranda Renovação, fundada no dia 4 de abril de 1999, e no ano seguinte (2000), com um rachão dos brincantes da Ciranda do Amor, eis que esses fundam a Ciranda Paixão, atualmente a mais nova entre as três, da categoria adulta. É grande a expectativa para prestigiá-las, desde então a maior campeã dentre elas é a Ciranda Renovação com cinco Títulos (1999, 2000, 2003, 2006 e 2007), em segundo vem a Ciranda Paixão com dois títulos apenas (2001 e 2008) e Ciranda do Amor nunca ganhou na era moderna, mas foi tri-campeã na era da "ciranda de xita", (1996, 1997 e 1998).

Outras festas populares de destaque também ocorrem no município:

  • Festejo do Padroeiro São Sebastião: 2ª quinzena de janeiro;
  • Carnaval de Rua de Coari : entre fevereiro e março conforme calendário nacional dessa festa;
  • Festejo do Divino Espírito Santo: 2ª quinzena de abril;
  • Festejo de N. S. do Perpétuo Socorro: 1ª quinzena de maio;
  • Festejo de Santana: 2ª quinzena de junho;
  • Festejo das flores vermelhas: 1ª quinzena de agosto;
  • Festival Folclórico de Coari: realizado no final julho juntamente com o aniversário da cidade;
  • Aniversário da cidade: em 1 e 2 de agosto;
  • Festejos de Santo Afonso: 1ª quinzena de agosto;
  • Festival da Música Popular de Coari; 24 a 26 de Outubro;
  • Festejos de São Sebastião: 2ª quinzena de outubro;
  • Autos de Natal: 1ª quinzena de dezembro;
  • Festa do Gás Natural (Substituta da Festa da Banana desde do ano 2000); 1ª quinzena de dezembro

Transportes[editar | editar código-fonte]

Coari é servida pelo Aeroporto de Coari localizado 6 km do centro de Coari. O Aeroporto de Porto Urucu localizado no distrito de Porto Urucu a 470 km de distância serve a população residindo e trabalhando na Província petrolífera de Urucu da Petrobras. O transportes publico da cidade como o ônibus e bem utilizado por turistas. pois a pouco pontos de taxi pela cidade .

Referências

  1. Gleides Menezes (23 de junho de 2010). Tudo pronto para a comemoração dos 78 anos de Coari. Prefeitura de Coari. Página visitada em 7 de janeiro de 2011.
  2. a b c Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  3. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  4. Estimativas populacionais para os municípios brasileiros em 01.07.2014. Estimativa populacional 2014. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2014). Página visitada em 30 de agosto de 2014.
  5. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 09 de setembro de 2013.
  6. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2005-2009. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 18 de junho de 2012.
  7. Erro de citação: Tag <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas IBGE_Pop_2011
  8. a b c d e f g h i j k l História de Coari (AM). Acre tudo e região. Página visitada em 10 de janeiro de 2013.
  9. Erro de citação: Tag <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas Dist.C3.A2ncias_de_Coari
  10. Erro de citação: Tag <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas IBGE_Pop_2010
  11. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2010). Amazonas (AM) - População residente urbana. Página visitada em 06 de abril de 2012.
  12. Notícias UOL (29 de abril de 2011). Em 20 anos, zonas urbanas do país crescem o equivalente a duas Xangai. Página visitada em 06 de abril de 2012.
  13. Secretaria de Planejamento do Amazonas (SEPLAN) (2000). Perfil municipal - Coari. Página visitada em 06 de abril de 2012.
  14. Cristiane Agostine (8 de outubro de 2009). Senado aprova acordo com o Vaticano. O Globo. Página visitada em 26 de março de 2010. Cópia arquivada em 22 de setembro de 2011.
  15. Fernando Fonseca de Queiroz (outubro de 2005). Brasil: Estado laico e a inconstitucionalidade da existência de símbolos religiosos em prédios públicos. Jus Navigandi. Página visitada em 26 de março de 2010. Cópia arquivada em 22 de setembro de 2011.
  16. Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra) (2000). População residente por cor ou raça e religião. Página visitada em 06 de abril de 2012.
  17. " Coari a todo gás. Biblioteca Virtual do Amazonas (25 de dezembro de 2008).

Ligações externas[editar | editar código-fonte]