Brancos
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Os termos caucasóide ou caucasiano foram criados para classificar o grupo humano de origem caucasiana, que é mais conhecido como "raça branca", pelo seu tom de pele geralmente claro (apesar de a espectrometria dermatológica não ser o único fator para descrever tal grupo étnico). Todavia, desde a década de 1950, a noção de raças humanas vem sendo amplamente questionada, descartando-se a sua suposta importância biológica e sendo o termo usado apenas como um conceito social.
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[editar] Histórico
Através das grandes navegações e a expansão territorial européia, os europeus tiveram contato com outros povos e o termo "branco" surgiu para definir os diferentes povos, tendo em vista a característica fenotípica mais evidente: a cor da pele. Como foram os europeus que cunharam essa definição, o termo acabou sendo mais relacionado com a Europa e toda a civilização ocidental.
[editar] Origem do termo caucasiano
O termo surgiu de antigos estudos feitos por adeptos da craniologia. Estes mesmos adeptos perceberam que os crânios de pessoas que viviam lá eram iguais (metricamente) aos de Europeus, povos Norte-Africanos nativos (como os Kabyle), alguns povos do Subcontinente indiano e da Ásia Ocidental.[1] O termo "raça caucasiana" foi criado pelo filósofo Christoph Meiners no século XVIII. Entretanto, o termo só foi mais popularizado no século XIX, com o nome de "Varietas Caucasia" pelo cientista e naturalista alemão Johann Friedrich Blumenbach, que pegou emprestado o termo de Meiners..[2] Blumenbach definiu esta classificação racial baseando-se nas feições do crânio de povos Caucasianos, similares as encontradas nos povos Europeus.[3] Da similaridade do crânio o qual Blumenbach adquiriu para com os crânios da populações Européias, Blumenbach formou a teoria de que as feições comuns a todos os Europeus teriam surgido no Cáucaso.
[editar] Distribuição geográfica
Os locais que possuem população predominantemente branca são as regiões do Maghreb, da Europa, América do Norte (exceto México), a porção meridional da América do Sul, Oriente Médio; e países como Austrália e Nova Zelândia, também há populações consideráveis na África do Sul, na Índia e na América Latina, como por exemplo no Brasil, Argentina, Chile, Costa Rica e Uruguai.
O conceito acerca da determinação de quem é branco ou não varia entre um país e outro. No Brasil por exemplo, as pessoas declaram-se ao censo do IBGE como quiserem [4]. De acordo com o último censo do IBGE, aproximadamente metade da população brasileira (49%) se declara como branca.
[editar] Brancos no Brasil
Uma pesquisa realizada com mais de 34 milhões de brasileiros, dos quais quase vinte milhões se declaram brancos, perguntou a origem étnica dos participantes de cor ou raça branca. A maior parte apontou origem brasileira (45,53%). 15,72% apontou origem italiana, 14,50% portuguesa, 6,42% espanhola, 5,51% alemã e 12,32% outras origens, que incluem africana, indígena, judaica e árabe.[5]
Os números condizem fortemente com o passado imigratório no Brasil. Entre o final do século XIX e início do século XX, sobretudo após a Abolição da Escravatura, o Estado brasileiro passou a incentivar a vinda de imigrantes para substituir a mão-de-obra africana. Entre 1870 e 1951, de Portugal e da Itália chegaram números próximos de imigrantes, cerca de 1,5 milhão de italianos e 1,4 milhão de portugueses. Da Espanha chegaram cerca de 650 mil e da Alemanha em torno de 260 mil imigrados. Os números refletem as porcentagens das origens declaradas pelos brancos brasileiros.[6]
É notório, porém, que quase metade dos brancos pesquisados declararam ser de origem brasileira. É explicável pelo fato de a imigração portuguesa no Brasil ser bastante antiga, remontando mais de quinhentos anos, fato que muitos brasileiros brancos desconhecem tais origens por já terem suas famílias enraizadas no Brasil há séculos. [7]
Se se considerar os brancos que se afirmaram de origem brasileira como descendentes remotos de portugueses, 60,03% da população branca do Brasil é de origem portuguesa. Em suma, vivem em Portugal 10 milhões de portugueses e no Brasil 26 milhões de pessoas que se consideram etnicamente portuguesas e outras 41 milhões que são, provavelmente, de remota origem lusitana. Observando os muitos milhões de mestiços e negros brasileiros que também possuem antepassados portugueses, é clara a extrema importância dos portugueses na formação étnica do povo brasileiro.
Apenas 4,80% dos brancos brasileiros pesquisados afirmaram ter antepassados indígenas, enquanto somente 1,88% declararam ter antepassados negros africanos. Tais números, porém, não condizem com a realidade genética dos brancos brasileiros que possuem, na maioria dos casos, significante contribuição genética de índios e africanos, devido a séculos de miscigenação entre europeus, nativos e escravos negros.
[editar] Distribuição
A distribuição de pessoas brancas pelo território brasileiro não é uniforme, devido a fatores históricos de colonização e povoamento. O Sul do Brasil é, historicamente, a região com maior percentual de brancos, somando hoje 79,6%. Isto deve-se ao seu modelo colonizador: até meados do século XIX, tratava-se de uma região muito pouco povoada. A chegada de imigrantes, em sua maioria alemães e italianos, teve um enorme peso demográfico, pois povoaram regiões anteriormente vazias ou habitadas pelos índios. [8] O Sudeste do Brasil também é uma região de maior percentual de brancos, compondo hoje 58,8%, pois foi grande receptor de imigrantes europeus, como portugueses, italianos e espanhóis. Porém, o componente negro africano e mestiço foi de fundamental importância étnica regional.[9]
No restante do País, o número de brancos é superado pelo número de pardos. Tal fato é historicamente explicável: O Sul e Sudeste do Brasil receberam a esmagadora maioria dos imigrantes europeus no período da grande imigração (entre 1870 e 1920), em decorrência da falta de mão-de-obra nas lavouras de café e no campo em geral. As outras regiões que na época tinham economia praticamente estagnada, não precisavam de imigrantes. Em decorrência, a população dessas regiões é na sua maioria de pardos descendente de antigos colonos portugueses, que se miscigenaram com índios e negros. Regiões do Nordeste como o Recôncavo baiano e a maior parte litorânea são em sua maioria de mestiços 62,5% como mulatos e mamelucos ou mesmo uma mistura dos três grupos étnicos, seguidos de brancos 29,2%[10]. Na região amazônica, o caboclo, mestiço de índio e branco, é predominante. O Centro-Oeste, região recentemente povoada, teve nos nordestinos sua principal fonte de migrantes. A única exceção é o Mato Grosso do Sul, grande receptor de agricultores sulistas de origem alemã e italiana e, portanto, os brancos hoje são uma ligeira maioria.
[editar] Genética
Através de um importante mapeamento genético, chegou-se à conclusão que o brasileiro de "raça" branca é descendente quase que exclusivamente de europeus do lado paterno (90%). Já no lado materno, apresenta uma intensa miscigenação: 33% de linhagens ameríndias, 28% de africanas e 39% de européias. Isso é explicado historicamente: no início da colonização, os colonos portugueses não trouxeram suas mulheres, o que acarretou no relacionamento entre homens portugueses com mulheres indígenas e, mais tarde, com as africanas. Em outras palavras, a maior parte dos brancos do Brasil tem 90% de seus antepassados homens oriundos da Europa, enquanto 60% de suas antepassadas eram indígenas ou africanas.[11]
[editar] Referências
- ↑ [1]
- ↑ Universidade da Pennsylvania [2]
- ↑ Johann Friedrich Blumenbach, The anthropological treatises of Johann Friedrich Blumenbach, 1865. November 2, 2006. [3]
- ↑ Brazil Separates Into Black and White, LA Times, September 3, 2006.
- ↑ http://br.monografias.com/trabalhos/fora-diversidade-identidades/fora-diversidade-identidades2.shtml#_Toc143094349
- ↑ http://www.ibge.gov.br/ibgeteen/povoamento/tabelas/imigracao_nacionalidade.htm
- ↑ http://www1.ibge.gov.br/brasil500/portugueses.html
- ↑ http://www.diasmarques.adv.br/pt/historico_imigracao_brasil.htm
- ↑ [4]
- ↑ http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/trabalhoerendimento/pnad2006/sintese/tab1_2.pdf
- ↑ http://web.educom.pt/p-pmndn/genes_cabral.htm

