Estádio Vivaldo Lima

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Vivaldão
Estádio Vivaldo Lima
Nome Estádio Vivaldo Lima
Características
Local Av. Constantino Nery, Manaus, AM, Brasil
Gramado Natural (108 x 70 m)
Capacidade 70.000 pessoas
Construção
Data 1958 a 1970
Inauguração
Data 5 de abril de 1970
Partida inaugural Seleção Brasileira 4 x 1 Seleção Amazonense
Primeiro gol Dadá Maravilha (Seleção Brasileira)
Último Jogo
Recordes
Público recorde 72.950 pessoas
Data recorde 09/03/1980
Partida com mais público Fast 0 x 0 Cosmos
Outras informações
Remodelado 1995
Fechado 19/03/2010
Demolido 07-10/2010
Proprietário Governo do Estado do Amazonas
Administrador Ariovaldo Malízia
Arquiteto Severiano Mário Porto
Mandante Nacional Futebol Clube
Rio Negro
América

O Estádio Vivaldo Lima, também conhecido como Vivaldão, foi o maior estádio de futebol de Manaus, Amazonas, e, juntamente com o Estádio Ismael Benigno, atendia a vários clubes do estado e também ao Campeonato de Peladas do Amazonas (Peladão), a Copa dos Rios e a Copa dos Bairros.

Sua localização estratégica no centro regional, embalada pela riqueza econômica da cidade que possui um dos maiores PIBs do Brasil, possibilitou a escolha de Manaus como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014, sendo assim decretado o fim do antigo Estádio Vivaldo Lima, que foi demolido para dar lugar à Arena da Amazônia.

Atributos[editar | editar código-fonte]

O Vivaldão tinha capacidade para 43.000 pessoas, mas apenas 31.000 lugares eram liberados para os jogos. O estádio fazia parte do setor esportivo de Manaus, que engloba a moderna Vila Olímpica, a Arena Poliesportiva e o Sambódromo.

Possuía sistema de som importado da Bélgica, catracas eletrônicas e o gramado tinha sistema de irrigação automático com drenagens verticais e horizontais. Ganhou um novo placar eletrônico em dezembro de 2006, que foi oficialmente inaugurado em 14 de fevereiro de 2007, no jogo entre Fast e Vasco da Gama, válido pela Copa do Brasil; custou R$ 30 mil ao governo do estado.[1]

História de Vivaldo Palma Lima[editar | editar código-fonte]

O médico, advogado, professor e deputado federal Vivaldo Lima foi uma das maiores figuras do esporte no Estado do Amazonas, tendo sido:

Em homenagem à memória do velho entusiasta do esporte amazonense, o nome de Vivaldo Lima foi atribuído ao estádio de futebol que foi construído em Manaus na década de 60 após o lançamento da pedra fundamental em 1958. O projeto do arquiteto Severiano Mário Porto ganhou o Prêmio Nacional de Arquitetura de 1966.

História do estádio[editar | editar código-fonte]

Na década de 50 Plínio Ramos Coelho e Vivaldo Palma Lima, fanáticos por futebol e torcedores do Nacional, em uma conversa foram os primeiros a falar em um estádio de grande porte na capital amazonense, infelizmente Vivaldo Lima morreu antes de ver esse sonho se realizar.

Em 1955 Plínio elegeu-se governador do Estado do Amazonas, nesse ano ele começou a idealizar o estádio, lançando a pedra fundamental. Inicialmente o terreno onde este seria construído começou a ser preparado, porém, a obra ficou parada por muitos anos, sendo retomada somente em 1964, já no governo de Arthur Cézar Ferreira.

O governador Arthur Ferreira de imediato contratou o arquiteto Severiano Porto, que se mudou para Manaus e recebeu a missão de construir o "Maior e mais bonito estádio da região".

As obras andaram por anos e anos, sendo que sua partida inauguram foi em 1970 no governo de Danilo Areosa, mesmo estando apenas parcialmente construído, suas obras ainda duraram alguns meses até ser concluida.

Processo de construção e inauguração[editar | editar código-fonte]

O processo de inauguração se deu da seguinte maneira:

Os primeiros clássicos Rio-Nal[editar | editar código-fonte]

O clássico disputado entre Rio Negro e Nacional hoje pode não ter significado nada, mais naquela época o primeiro jogo entre os dois clubes no estádio foi um marco, pois na maioria das vezes em que as equipes se enfrentavam na Colina ou Parque Amazonense as pessoas ficavam espremidas nos pequenos estádios, comentários de antigos locais dizem que o clássico foi um grande responsável pelo novo estádio, já que pedia um estádio maior.

O primeiro Jogo[editar | editar código-fonte]

Ocorrido no dia 7 de Março de 1971, o confronto arrastou um grande público ao estádio, valido pelo Torneio Danilo Areosa, o jogo acabou com a vitória do Rio Negro por 2-1.

O segundo jogo[editar | editar código-fonte]

Pouco depois, no dia 26 de Setembro de 1971, outro confronto entre Rio Negro e Nacional chamou a atenção da população ao novo estádio que ficou lotado, exatos 30.003 pagantes e público de quase 40.000 prestigiaram o empate entre 2-2, este jogo também tem grande representatividade ao estádio para aqueles que admiram o futebol do Amazonas.

Primeiro clube estrangeiro[editar | editar código-fonte]

O F.C. Porto de Portugal foi o 1° clube estrangeiro a pisar no estádio Vivaldo Lima, cerca de um ano e sete meses após a pré-inauguração, o clube vinha fazer dois jogos amistosos em Manaus

  • 1° jogo – F.C. Porto 3-2 Nacional
  • 2° jogo – F.C. Porto 3-1 Fast, público de 38.917 pagantes.

Jogos da seleção[editar | editar código-fonte]

A seleção brasileira de futebol jogou no Estádio Vivaldo Lima em seis oportunidades, sendo que uma única vez em jogo oficial:

  • 5 de abril de 1970 - Brasil-B 4x1 Amazonas-B, amistoso de inauguração oficial do estádio
  • 5 de abril de 1970 - Brasil 4x1 Amazonas, amistoso de inauguração oficial do estádio
  • 20 de dezembro de 1995 - Brasil 3x1 Colômbia, amistoso de reinauguração do estádio
  • 22 de maio de 1996 - Brasil 1x1 Croácia, amistoso da seleção
  • 18 de dezembro de 1996 - Brasil 1x0 Bósnia, amistoso promovido pela FAF
  • 10 de setembro de 2003 - Brasil 1x0 Equador, eliminatórias da Copa do Mundo.

Maiores públicos pagantes[editar | editar código-fonte]

Como em muitos jogos é sempre divulgado apenas o público pagante, sendo que o número real de pessoas presentes no estádio pode ser muito maior. Os 10 maiores públicos listados abaixo aparecem entre os 34 recordes de público da Região Norte.

  • 9 de março de 1980 Fast Clube 0 x 0 Cosmos (EUA); 56.950, Amistoso Internacional
  • 12 de dezembro de 1999 São Raimundo 0 x 0 Fluminense (RJ); 55.185(48.992 pagantes), Campeonato Brasileiro Série C
  • 4 de abril de 1999 São Raimundo 1 x 2 Sampaio Corrêa (MA); 47.211, Copa Norte
  • 22 de julho de 1999 São Raimundo 3 x 1 Rio Negro; 47.188, Campeonato Amazonense
  • 20 de dezembro de 1995 Brasil 3 x 1 Colômbia; 45.174, Jogo Amistoso
  • 31 de agosto de 1973 Nacional 1 x 1 América (RJ); 44.663, Campeonato Brasileiro
  • 26 de outubro de 1986 Nacional 1 x 3 Corinthians (SP); 43.047, Campeonato Brasileiro
  • 27 de agosto de 1986 Nacional 1 x 0 Rio Negro; 41.661, Campeonato Amazonense
  • 22 de maio de 1996 Brasil 1 x 1 Croácia; 41.451, Jogo Amistoso
  • 5 de fevereiro de 1984 Nacional 0 x 3 Vasco (RJ); 41.239, Campeonato Brasileiro
  • 26 de setembro de 1979 Nacional 1 x 0 Rio Negro; 40.193, Campeonato Amazonense

O fim do Estádio Vivaldo Lima e o nascimento de uma nova arena[editar | editar código-fonte]

No dia 31 de Maio de 2009, Manaus foi escolhida como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014. O projeto da cidade previu a demolição da estrutura do Estádio Vivaldo Lima, que daria lugar à Arena da Amazônia, com capacidade para 40.000 pessoas, aproximadamente.

O estádio foi fechado no dia 19 de Março de 2010, dia da inauguração da pedra fundamental da nova arena. Durante quase 4 meses foi feita a retirada de todo o material que poderia ser reaproveitado, como os assentos, refletores e catracas, que foram doados para estádios da capital e do interior do estado.

Após a retirada de todo o material, teve início em 12 de julho de 2010 a demolição da estrutura do antigo Estádio Vivaldo Lima, demolição esta encerrada em outubro do mesmo ano, iniciando desta forma, as obras de fundação novo estádio da capital amazonense.

A previsão inicial do término das obras era em dezembro de 2012, porém, a entrega da obra foi adiada 5 vezes: junho de 2013, dezembro de 2013, janeiro de 2014, fevereiro de 2014, até que finalmente, em 9 de março de 2014, o novo estádio foi entregue, ainda com 97,59 % das obras concluídas, na partida entre Nacional - AM e Clube do Remo - PA, válida pelas quartas-de-final da Copa Verde de Futebol.

Foram investidos cerca de R$ 669,5 milhões para a construção do novo estádio, que recebeu 4 partidas da Copa do Mundo de 2014, todas da primeira fase do torneio, e que muito provavelmente após o Mundial, será concedido à iniciativa privada, por conta dos altos custos mensais de manutenção da arena que o Governo do Amazonas, atual administrador, teria que arcar, e pelo fato dos inexpressivos resultados dos clubes de futebol amazonenses tanto a âmbito regional (Campeonatos Estaduais e Interestaduais) quanto a âmbito nacional (Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil), o que impossibilita o uso da arena por esses clubes visto o alto valor do aluguel do local para jogos de futebol, valor esse que os clubes locais não teriam condições de pagar, elevando o moderníssimo estádio à condição de "elefante branco". É importante ressaltar que o projeto original da arena não previa apenas ser utilizada para futebol, mas também ser utilizada para abrigar eventos nacionais e internacionais de grande porte, tais como shows, cultos, convenções, etc., o que pode contribuir para que esse estigma de "elefante branco" da nova arena seja eliminado, entretanto, faz-se necessário uma gestão responsável nos próximos anos, para que se possa evitar o inutilizamento total do novo local.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]