Nacional Fast Clube

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Fast ULBRA
Fast.png
Nome Nacional Fast Clube
Alcunhas Tricolor do Boulevard
Rolo Compressor
Tricolor de Aço
Clube Cintado
Torcedor/Adepto Fastiano
Mascote Rolo Compressor
Fundação 8 de julho de 1930
Localização Bandeira de Manaus.svgManaus - AmazonasAM,Brasil Brasil
Mando de jogo em Estádio Roberto Simonsen; Estádio da ULBRA
Capacidade (mando) 5.000 Pessoas; 2.000 Pessoas
Presidente Brasil Ednaílson Rozenha
Treinador Aderbal Lana
Patrocinador Brasil Governo do Amazonas
Brasil Distribuidora Rozenha
Brasil Eucatur
Brasil Ulbra Manaus
Brasil Jornal A Crítica
Material esportivo Brasil W.A. Sport
Competição Amazonas Campeonato Amazonense
Brasil Copa do Brasil
Amazonas 2013 4º colocado
Divisão 2012 Amazonas 2° Colocado
Kit left arm.png Kit body fast14a.png Kit right arm.png
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Uniforme
titular
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Uniforme
alternativo
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O Fast Clube ULBRA (conhecido por Fast Clube ou simplesmente Fast) é um clube de futebol brasileiro com sede na cidade de Manaus. Foi fundado em 08 de julho de 1930 por um grupo de dissidentes do Nacional, que desde então se tornou o grande rival do clube.

Tem como suas cores o azul, o branco e o vermelho, que são as mesmas da bandeira do Amazonas. Seu mascote é o Rolo Compressor, que também é uma das principais alcunhas do clube. Tem mandado suas partidas no SESI e é detentor de 6 títulos no Campeonato Amazonense, sendo o último deles ganho em 1971. Em nível nacional, soma 3 participações na primeira divisão do Campeonato Brasileiro e 4 na Copa do Brasil.

História[editar | editar código-fonte]

O clube foi fundado no dia 08 de Julho de 1930, por um grupo de sócios e jogadores do Nacional Futebol Clube, que comandados pelo dirigente Vivaldo Lima e pelo jogador então capitão do time nacionalino Rodolpho Gonçalves resolveram sair do clube. O motivo da discórdia foi uma manobra política do então presidente do Nacional, o Coronel Leopoldo Mattos com mudança do Estatuto do Nacional às vésperas da eleição presidencial, tirando dos jogadores o direito a voto. Os atletas queriam Vivaldo Lima para a presidência, e estavam fechados em torno do nome do médico e dirigente. Com a manobra, os jogadores, cassados em seus direitos estatutários, não aceitaram a imposição e resolveram sair, com a ideia de um novo clube, fundaram o Fast e fizeram de Vivaldo Lima o primeiro presidente.

Segundo eles, algumas características precisavam ser mantidas:

  • O nome Nacional, que seria oficialmente o nome do clube.
  • A cor azul, que se juntou ao vermelho e ao branco, para homenagear as cores da bandeira do estado do Amazonas.
  • A sigla NFC, que trocou o Futebol Clube por Fast Clube.
  • A estrela como símbolo, que foi adotada na cor amarela, como vigora até hoje.

Assim, o novo clube já tinha como nome Nacional, as iniciais NFC; as cores vermelho, azul e branco em virtude da bandeira do Amazonas, além da estrela amarela ao centro do escudo. O grupo então resolveu consultar o professor Carlos Mesquita do tradicional Gimnasyo Amazonense Dom Pedro II, para que sugerisse um nome iniciado pela letra F para diferenciar-se do antigo clube. Assim, o professor, que lecionava Inglês batizou o clube com o termo "Fast", que em inglês significa "rápido", fazendo uma analogia com a rapidez e a destreza que os jogadores que fundavam a nova associação de futebol apresentavam em campo.

O primeiro jogo

O primeiro jogo oficial do Fast de que se tem registro foi este:

  • Fast Clube 2-1 Rio Negro, 12 de outubro de 1930; Parque Amazonense

O jogo era valido pela taça amistosa "Silvio Franco", que ficou de posse do clube e ficou registrado no extinto "Jornal do Comercio".

O início[editar | editar código-fonte]

O Fast Clube depois de conseguir o acesso a primeira divisão do campeonato Amazonense, veio a iniciar suas atividades na primeira divisão do Campeonato Amazonense de Futebol em 1932, sendo logo vice-campeão da competição.

Década de 30

A década de 30 foi de enorme valia para o Fast, que disputou várias finais no estadual e perdeu. O time era respeitado e, de forma unânime, era considerado o melhor time ao lado do Rio Negro e Nacional, formando aquele que anteriormente era chamado de "Trio de Ferro". Nesta mesma década foi convidado a disputar competições interestaduais e amistosos em estados brasileiros, estes raros pela distância e amadorismo local, com destaque para a viagem ao Maranhão e Ceará.

Primeiros títulos nos anos 40

Nos primeiros dez anos de fundação o Fast Clube amargou 05 (cinco) vices campeonatos. Os primeiros títulos apareceram no final da década com as conquistas de 1948-49, um bi-campeonato com um belo time comandado por Raul, Nêgo, Marcílio, Aurélio, Mário Torres, Waldemir Osório, Paulo Onety, Dedé, Zequinha, entre outros grandes jogadores. Esta década consolidou o Fast como um dos principais times da cidade de Manaus, tendo realizado vários amistosos e recebido convites para jogos fora do estado, confirmando a fama do time manauara como uma das forças locais.

Anos 50

Em 1950, o Fast Clube estava prestigiado no futebol amazonense e despontava com destaque, com o prestígio e reconhecimento ao clube, o Fast Clube proporcionou um amistoso de grandes proporções, este o primeiro da história do clube e de um time amazonense contra o Flamengo do Rio de Janeiro, o time carioca vinha de uma extensa excursão pelo Brasil, já tinha passado pelos estados nortistas do Pará e Amapá. O jogo foi realizado no Campo do Parque Amazonense, com o término no placar de 6-1 para os cariocas no dia 31 de março. Mas foi nesta década que veio o terceiro título estadual em 1955.

Em 1959 o Fluminense veio para a realização de amistosos em Manaus, o Fast Clube era um dos seus adversários, no Parque Amazonense lotado, o jogo terminou 5-1 para os cariocas, mas na verdade o jogo foi uma grandiosa festa.

Anos 60

Em 1960, o Fast conquistava seu quarto título, com um time arrasador, e foi nesta década que veio a primeira disputa do Torneio Norte-Nordeste em 1969, muito disputada na época e de grande importância. Um jogo que entrou para a histórica do Rolo Compressor realizado nesta década foi contra a equipe pernambucana do Sport, que veio para a inauguração dos refletores do Estádio Ismael Benigno(Colina), o jogo foi realizado em fevereiro de 1961, o Sport vinha de duas vitórias frente a São Raimundo e Santos, o Fast Clube em uma tarde inspirada aplicou ma goleada de 7-5, levando os amazonense ao delírio com a bela atuação do Clube.

Anos 70[editar | editar código-fonte]

Bicampeonato Amazonense 70-71[editar | editar código-fonte]

Sob o comando de Ézio Ferreira, o Fast Clube recebeu uma grande evolução, montando um dos times mais fortes da história do futebol amazonense. O clube conquistou seu 2º bicampeonato com o melhor time de sua história, os últimos títulos oficiais do clube até o momento.

Naqueles dois anos, o faz disputou 29 jogos pelo Campeonato Amazonense de Futebol, conquistando 18 vitórias, 7 empates e 4 derrots.

Os times do Fast Clube nos dois anos eram:

  • 1970 – Zé Carlos (Maneco) Antônio Piola, Casemiro, Zequinha Piola e Pompeu; Zezinho e Parada; Laércio, Afonso, Edson Piola e Adinamar Abib. Participaram da campanha, também: Ney, Valdocir, Itagiba, e Zequinha Paraense.
  • 1971 – Marialvo (Zé Carlos), Antônio Piola, Casemiro, Zequinha Piola e Pompeu; Zezinho e Holanda; Mano, Afonso Edson Piola e Adinamar Abib. Técnico: Osvaldinho. No elenco, estavam também: Formiga, Hélito, Melo, Barrote, Simão, Paulo Pernambucano, Marcos Pintado, Rangel, Ivo e Pibo.

Copa Norte-Nordeste de 68 a 70[editar | editar código-fonte]

O "Tricolor Eterno" disputou a Copa Norte-Nordeste em 1968, 1969 e 1970, sendo que em 1970 conquistou seu maior título, a Taça Norte, em excelente participação, garantindo assim vaga na Copa Norte-Nordeste que reunia os principais clubes da Copa Norte e Copa Nordeste. Na fase final do Norte-Nordeste, o Fast Clube deixou escapar o título num confronto direto com a equipe do Fortaleza que brigava diretamente pelo título, jogo disputado em Fortaleza, com uma derrota amazonense por 4x1 e deixando o título para a equipe cearense que ficou 1 ponto a frente do tricolor amazonense.

Naquele tempo, o grande empresário Ézio Ferreira, que era rionegrino, montou um excelente time e se tornou o maior presidente da história do Fast, conquistando além do Bicampeonato Amazonense, a Taça Norte.

Primeiro jogo contra um clube europeu[editar | editar código-fonte]

Em 1971 o Futebol Clube do Porto veio a Manaus fazer alguns amistosos, o Fast Clube iria enfrentar a equipe portuguesa no dia 17 de novembro, no Estádio Vivaldo Lima com quase 40 mil pessoas. Ao final do confronto, o Porto vence por 3 a 1. Este é o primeiro jogo do Fast contra uma equipe europeia.

Apos isso veio o Campeonato Brasileiro, o Fast Clube teve três participações na primeira divisão, sendo a de 1978, a mais comemorada e lembrada pelos torcedores mais antigos e saudosos. Neste ano o Fast Clube surpreendeu o Fluminense, em pleno estádio do Maracanã, vencendo por 2x1, no mesmo ano fez dois grandes jogos contra Cruzeiro e Atlético-MG, os placares foram de 5x4 e 2x1 para os mineiros.

Torneio da Integração Nacional – 1971[editar | editar código-fonte]

O Fast foi o representante do Amazonas no torneio organizado pela Federação Goiana de Futebol. Na época a CBF só permitia a participação de clubes que tivessem um estádio para até 50 mil pessoas e principalmente renda para se manter na Série A, como o futebol amazonense foi considerado abaixo do que era esperado, assim como todos os outros estados da Região Norte o Amazonas foi limitado a disputar a disputar a Série B e foi representado pela Rodoviária

Esta competição foi promovida em represália a CBD pelo que havia feito. Muitos aderiram ao Torneio da Integração Nacional, e o Fast Clube fez ótimas partidas até ser eliminado na justiça pelo Goiás, dono da casa, após estar vencendo o jogo por 1x0 e assim terminado o jogo. A competição teve bastante divulgação pela revista Placar e rádios da época. Até porque os jogos eram válidos pela loteria federal, então havia muita expectativa em relação aos resultados.

Campeonato brasileiro – Série A[editar | editar código-fonte]

O Fast estreou na principal competição nacional no ano de 1977 como uma surpresa, era o único estreante em anos dentre os estados do Norte e Meio-norte que geralmente só mandavam dois clubes. Após a desistência do Rio Negro que era o mais cotado para a vaga já que havia sido vice-campeão em 1976, o Fast Clube se candidatou a vaga.

A segunda vaga do Amazonas era cassada por todos os cantos do Brasil, mas, na época, muita gente queria apenas o Nacional no Campeonato. Porém o Fast na época era comandado pelos irmãos Piola, onde Edson Piola era o presidente e Antônio Piola era o técnico do clube, e eles prometiam que o clube poderia causar surpresas.

A diretoria do clube sabia que do Nacional ela não tirava nada, mas do Rio Negro com certeza sairia algum triunfo, e de lá trouxeram alguns jogadores de certo renome, logo, o clube teria como seus maiores destaques o goleiro Iane, o meia Rolinha e o centroavante Dentinho. Porém o problema maior que foi considerado pelos diretores na época foi a falta de torcida, mas não foi problema, já que muitos clubes com rendas muito menores já haviam participado.

Na Série A o Fast Clube enfrentou as seguintes equipes:

O jogo de estreia deu se em 17 de outubro de 1977 em jogo contra o Nacional, em mando do adversário no Estádio Vivaldo Lima, com derrota de 2-0. Ao todo a equipe disputou 17 jogos, onde conseguiu:

  • 4 Vitórias, 2 Empates e 11 Derrotas; 22 Gols próprios, 31 Gols adversários e -9 de saldo de gols.

Na classificação geral o Fast terminou na 24ª colocação.

Anos 80[editar | editar código-fonte]

Nesta década, o clube provou de um declínio, não disputou final por longo período e ficou de fora do Campeonato Brasileiro por maior parte dos anos.

Maior público[editar | editar código-fonte]

O Fast possuiu o maior público do Estádio Vivaldo Lima, no jogo contra o Cosmos de Nova Iorque, onde 56 mil pessoas foram ao estádio, público que jamais será alcançando porque o antigo estádio foi demolido, e com o projeto de Manaus 2014 o estádio terá a capacidade para 45.000 pessoas.

O dia era 9 de Março de 1980 e a expectativa era enorme em torno de um amistoso internacional que parava Manaus. Foi o acontecimento do ano, realizado graças aos esforços do então presidente Joaquim Alencar e alguns patrocinadores, o Fast Clube vivia dias bem movimentados. Desde as primeiras horas daquele dia o movimento era intenso em Manaus, que não recebia jogos deste quilate há bastante tempo. O time americano onde jogou Pelé, de 1975 até 1977, vinha com craques conhecidos e de destaque no cenário internacional. O Cosmos era um clube conhecido mundialmente e vinha com o tricampeão mundial Carlos Alberto Torres, o alemão Franz Beckenbauer, o ainda iniciante Romerito, o italiano Giorgio Chinaglia, para proporcionar um jogo inédito em toda Região Norte. O Estádio Vivaldo Lima. O jogo em si agradou a todos, os dois times procuraram o gol, mas apesar dos esforços de ambos o resultado ficou em 0 a 0. O esforço do modesto Fast Clube foi de grande valia e reconhecido, pois não possuía muitas estrelas, apesar de ter um bom time e ter sido reforçado naquele jogo pelo também tri-campeão mundial Clodoaldo.

Serie B e a crise financeira[editar | editar código-fonte]

A década de 80 o Fast disputou apenas duas vezes a segunda divisão do campeonato Brasileiro (1980 e 1982) tendo uma participação ruim nos dois anos. A partir de 1986, o Fast entrou em uma grave crise financeira embalando uma série de fracassos no estadual e Brasileirão série B, a crise veio junto com o insucesso do futebol amazonense, ocasionado anos sem nenhuma conquista e sem nenhuma competição de destaque.

Fundo do Poço[editar | editar código-fonte]

Nos anos que foram de 1992 até 2005 o Fast Clube teve seu pior momento em toda a sua história, o clube colecionou pessimas posições e também deixando de participar por três oportunidades, antes disso havia quebrado uma sequencia de 10 anos sem ser campeão ou vice. Nos anos 90 com campeonatos de poucos clubes o Fast Clube sempre se via amargurando as ultimas posições, no inicio dos anos 2000 o clube foi obrigado a deixar o futebol devido a falta de condições de trabalho.

Mudança para Itacoatiara e renascimento[editar | editar código-fonte]

No ano de 2006 o futebol do clube estava sediado na cidade de Itacoatiara, onde manteve uma forte parceria com o município e seu principal colaborador, o hoje, Prefeito Domarques, no seu período naquele município o Fast conquistou três vices campeonatos amazonenses em 2006, 2007 e 2008 e participou das Copas do Brasil de 2007 e 2008. Obteve neste período as melhores medias de público do futebol amazonense profissional daquele ano. A partir de 2004 o Fast surgiu com destaque no regional, aplicando algumas goleadas, quando em 2006 o Fast Clube ressurgia com força total, sendo vice-campeão estadual, fato este ocorrido em 2007 e 2008, mesmos anos em que disputou a Série C do Campeonato Brasileiro de Futebol. Em 2007 foi um ano especial ao Fast Clube, disputando a Copa do Brasil pela primeira vez em sua história, enfrentou a equipe do Vasco da Gama/RJ, até então as equipes tinha se enfrentado somente duas vezes na história. Nos 02 anos seguintes o Fast Clube também marcou presença na Copa do Brasil, sendo que em 2009 o clube Manauara foi eliminado na 1° fase pelo ABC de Natal.

Retorno a Manaus[editar | editar código-fonte]

Após o acesso do Penarol, principal clube da cidade de Itacoatiara, à primeira divisão amazonense e o fim da parceria com o colaborador e município, o Fast voltou a Manaus, onde tinha grande parte de sua estrutura social e firmou no ano de 2010 parceria com a Universidade Luterana Brasileira - ULBRA, que lhe cedeu um campo de treinos.

Ainda em 2010 o clube conquistou novamente um vice-campeonato, quando perdeu nas finais para o próprio Penarol, com dois resultados de 1-0.

Em 2011, o Fast, ainda com a parceria com a ULBRA em vigência, adota a nomenclatura "Fast/ULBRA". Em 2013 o clube voltou ao anterior, mandando seus jogos no município de Manaquiri.

Diretoria[editar | editar código-fonte]

  • Presidente - Ednaílson Leite Rozenha.
  • Vice-Presidente - Cláudio Lúcio Muniz Nobre.
  • Presidente de Honra - Luís Alberto de Aguiar Albuquerque.
  • Vice Presidente de Futebol - Edson Rosas Júnior.
  • Presidente do Conselho Deliberativo - Luciano Mauro Albuquerque.

Estrutura[editar | editar código-fonte]

Em 2009, com a administração de Ednailson Rozenha e seus colaboradores, o Fast Clube fechou parceria com Ulbra Amazonas, onde foi oferecido ao clube um Centro de Treinamentos e salas destinadas a tratamento médico e áreas diversas, além do auditório da empresa, onde o clube faz apresentação de elenco.

Como consequência desta parceria o Fast dispõe de uma das melhores estruturas dentre os clubes que unem razões sociais e esportivas no Amazonas. Além da sede oficial, que está localizada na Avenida Boulevard Alváro Maia, onde em 2007 resgatou o balneário, onde construiu três piscinas, uma loja de material esportivo e roupas, lanchonete e uma área de lazer, que abriga o conhecido "Bolerão do Fast", festa popular nas noites da cidade. Atualmente sua sede social encontra-se alugada, e também recebe festas populares.

Possuía um forte time de base nas categorias de base, até afastar-se dessas em 2013.

Torcida[editar | editar código-fonte]

O Clube possui historicamente a terceira maior torcida dentre os clubes do estado do Amazonas, principalmente no período que vai do inicio dos anos 80, quando a dupla Rio-Nal comandava com hegemonia o futebol no estado. Hoje a sua torcida é muito voltou a ter praticamente a mesma proporção de públicos que tinha no passado, o que deve-se muito da parceria com Itacoatiara e da grande cobertura do Campeonato Amazonense de 2006, além da presença na série C do Brasileirão. Hoje em dia três clubes tem as melhores medias de publico na capital, destes o Fast fica em terceiro, seguindo os borderôs da FAF do ano de 2013.

A equipe tem na Torcida Esquadrão Tricolor, de sigla T.E.T. Sua referência, se auto-denominam como Torcida Eterna. É a Maior torcida organizada representando o clube, é também uma das maiores do Amazonas. Possui outras duas organizadas, a T.F.S. - Fast Sempre Fast e T.J.F. - Torcida Jovem Fast.

Rivalidades[editar | editar código-fonte]

Pai-Filho[editar | editar código-fonte]

O nome é dado ao embate contra o Nacional, o nome deve-se ao fato do Fast Clube ter sido fundado por dissidentes do Nacional, e por isso, a imprensa na época e os próprios torcedores do Nacional o chamaram de "Filho" o que deu ao confronto o nome de "Pai x Filho". A rivalidade não demorou muito pra nascer, sendo que nos anos 30 o Fast Clube já montava times fortes para bater de frente com o Nacional, obtendo grandes destaques no confronto.

A rivalidade é historicamente iniciada em 1932 quando o Fast disputou a divisão principal do futebol amazonense pela primeira vez e é considerado o segundo confronto de maior rivalidade do estado, depois do clássico RioNal.

O Fast clube é a segunda equipe do estado do Amazonas que mais venceu o Nacional, atrás somente do Rio Negro.

Último jogo considerado: Fast 4-2 Nacional, pela semifinal do 1º turno do Campeonato Amazonense, no dia 02 de Março de 2014, no Estádio Floro de Mendonça

Estatísticas
Número de jogos 141
Vitórias do Nacional 71
Vitórias do Fast 36
Empates 31
Número de gols 353
Gols feitos pelo Nacional 220
Gols feitos pelo Fast 133

Rio-Fas[editar | editar código-fonte]

O Clássico da Elite.

Chamado também de Clássico da Elite, devido ao fato destes clubes concentrarem maior parte dos torcedores da classe abastada, o jogo contra o Rio Negro é bastante concentrado, nos últimos anos o Fast Clube desforrou varias goleadas no Galo, a rivalidade tinha grande destaque na mídia, mesmo sem as duas equipes decidirem títulos na era profissional. Mas isso não tira a rivalidade que o Fast Clube encontrou no clube barriga preta, e ainda nos idos anos 70 e 80 os dois se alternavam nas finais contra o Nacional, sempre fortes e com constante presença nos torneios fora do estado.

O Fast Clube não perde para o Rio Negro desde 28 de Abril de 2007.

Último jogo considerado: Fast Clube 4-0 Rio Negro, pelo Campeonato Amazonensede 2013, no dia 13 de Abril de 2013, no Estádio Roberto Simonsen.

Estatísticas
Número de jogos 106
Vitórias do Fast Clube 37
Vitórias do Rio Negro 47
Empates 28
Número de gols 231
Gols feitos pelo Fast Clube 108
Gols feitos pelo Rio Negro 123

São-Fas[editar | editar código-fonte]

O São Raimundo em tão pouco tempo chegou ao mesmo patamar que o Fast conquistou em toda sua história, com conquistas que igualavam e até mesmo superavam o Fast num espaço de menos de 10 anos. A rivalidade nasceu no final dos anos 90 quando o São Raimundo emergiu como uma potencia no Amazonas e também no norte, acirrando a rivalidades com o clube alviceleste. Se for levado o fator histórico, hoje Fast e São Raimundo se equivalem no ranking amazonense, sendo 3° e 4° respectivamente.

Símbolos[editar | editar código-fonte]

Escudo[editar | editar código-fonte]

O escudo do Fast é em estilo suíço, com uma estrela de cinco pontas ao centro, até este ponto muito parecido com o escudo do Botafogo carioca. O que diferencia é a divisão do escudo em 4 partes por uma faixa vertical e outra horizontal que rumam ao centro onde encontram a estrela, estas partes são: 2 vermelhas acima e 2 azuis em baixo. No escudo não há qualquer letra ou numero.

Cores[editar | editar código-fonte]

As cores oficiais do Fast são: Branco, Azul e Vermelho, o que dá a agremiação a alcunha de “Tricolor” e apesar do escudo ter uma estrela na cor amarela, o clube jamais adotou a referida cor como oficial.

Alcunhas[editar | editar código-fonte]

  • Tricolor da Boulevard: Deve-se ao fato das cores principais e da grande ligação da equipe com a antiga Boulevard Amazonas.
  • Rolo Compressor: Citada no hino esta alcunha foi adotada pela torcida em sinônimo a equipe do clube que massacrava os rivais no período de 60 a 70.

Hino[editar | editar código-fonte]

O Nacional Fast Clube teve dois hinos criados. O primeiro deles é o oficial, de autoria de Mafra Jr., e o o outro é o da torcida, composto por Abílio Farias.

Mascote[editar | editar código-fonte]

O clube não tem propriamente uma mascote, pois a sua torcida aparentemente nunca se preocupou em escolher um. Com o tempo a torcida do clube adotou uma simples alcunha como mascote do clube: o rolo compressor, o que é um fato curioso, pois, a grande maioria dos clubes adota animais ou personagens como mascote. Muitos clubes no Brasil recebem ou já receberam este apelido, mais todos eles têm uma mascote particular, como por exemplo, Internacional-RS que recebeu a alcunha nos anos 40 e 50, mais tem como mascote o Saci.

Grandes Jogos[editar | editar código-fonte]

O Fast tem inúmeras vitórias contra grandes clubes brasileiros, mas as mais inesquecíveis são:

Vitória no Rio de Janeiro, sobre o Fluminense.

Grande vitória sobre o mais expressivo clube pernambucano.

Um dos poucos clubes da região norte a vencer o clube carioca naqueles tempos.

Vitória sobre o até então atual tricampeão paraense.

Vitória sobre o clube americano, onde Pelé encerrou sua carreira, na época, com grande status mundial.

Ídolos e Artilheiros[editar | editar código-fonte]

Ídolos[editar | editar código-fonte]

  • Adinamar Abib: Jogador paraense com grande destaque na década de 70.
  • Afonso: Nascido em Monte Alegre-PA, foi um dos muitos paraenses que fizeram parte do histórico Fast de 1971.
  • Antonio Piola: Um dos maiores atletas dos anos 70 da região norte, um dos irmãos Piola.
  • Carlos Almada: Goleiro dos anos 40
  • Dadá(A): Grande artilheiro que atuou e foi campeão pelo Fast em 1960.
  • Dedé(Z): Atuou pelo Fast na década de 60.
  • Edson Piola(A): Um dos grandes artilheiros do Futebol Amazonense, e maiores atacantes da Região Norte, talvez o maior ídolo da história do Fast, Fez parte do grupo histórico que foi bi-campeão em 70-71. Atuou no clube de 62 a 66 e de 68 a 73 se despedindo em 01 de Julho deste ano no empate em 2-2 contra o Sul América
  • Jonas(Z): Zagueiro começou no clube em 1957 e fez parte do elenco no título de 1960.
  • Lafayette(?): Do primeiro titulo em 1948.
  • Marialvo(G): Um dos grandes goleiros do futebol amazonense e da Região Norte.
  • Raul: Do primeiro titulo em 1948;
  • Paulo Onety(A): Do primeiro titulo em 1948;
  • Raul Cerqueira: Goleiro do clube nos anos 40;
  • Sandoval: Goleiro dos anos 50;
  • Zequinha Piola: Cria da base do clube, um dos irmãos Piola que fizeram parte do grande Fast de 1970.

Artilheiros[editar | editar código-fonte]

O clube formou os seguintes artilheiros durante o campeonato profissional:

  • 1970 - Afonso, 10 gols em 14 jogos.
  • 1971 - Edson Piola, 9 gols em 14 jogos.
  • 1975 - Domingos, 12 gols em 13 jogos.
  • 1991 - Sabino, 8 gols em 10 jogos.
  • 2006 - Bazinho, 13 gols em 13 jogos.
  • 2008 - Ernandes, 11 gols.

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Nacionais[editar | editar código-fonte]

Brasil Campeonato Brasileiro - Série A
Ano 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979
Pos. - - - - - - 24º 57º 82º
Ano 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989
Pos. - - - - - - - - - -
Ano 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999
Pos. - - - - - - - - - -
Ano 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009
Pos. - - - - - - - - - -
Ano 2010 2011 2012 2013
Pos. - - -


Brasil Campeonato Brasileiro - Série B
Ano 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979
Pos. - - - - - - - - -
Ano 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989
Pos. 59° - 40° - - - - - - -
Ano 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999
Pos. - - - - - - - - - -
Ano 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009
Pos. - - - - - - - - - -
Ano 2010 2011 2012 2013
Pos. - - -


Brasil Campeonato Brasileiro - Série C
Ano 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989
Pos. - - - - - - - - -
Ano 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999
Pos. - - - - - 99º - - - -
Ano 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009
Pos. - - - - - - 18º 15º 63º -
Ano 2010 2011 2012 2013
Pos. - - -


Brasil Copa do Brasil
Ano 1989
Pos. -
Ano 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999
Pos. - - - - - - - - - -
Ano 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009
Pos. - - - - - - - 63º 31º 46º
Ano 2010 2011 2012 2013
Pos. - 35º - 59º


Estaduais[editar | editar código-fonte]

Amazonas Campeonato Amazonense*
Ano 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972
Pos.
Ano 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982
Pos.
Ano 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992
Pos.
Ano 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002
Pos. N.P.
Ano 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012
Pos. N.P. N.P.
Ano 2013 2014
Pos.


Por falta de registros, só foram computados os anos de profissionalismo / N.P. - Não Participou nesta edição do Campeonato.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Regionais[editar | editar código-fonte]

Estaduais[editar | editar código-fonte]

Campanhas de destaque[editar | editar código-fonte]

Internacional
Regional
Estadual

Ranking da CBF[editar | editar código-fonte]

  • Posição: 164º
  • Pontuação: 30 pontos
  • Região Norte: 11º
  • Estadual: 4º

Ranking criado pela Confederação Brasileira de Futebol que pontua todos os times do Brasil.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]