Cláudio Coutinho

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Cláudio Coutinho
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Informações pessoais
Nome completo Cláudio Pêcego de Moraes Coutinho
Data de nasc. 5 de Janeiro de 1939
Local de nasc. Dom Pedrito,  Brasil
Falecido em 27 de novembro de 1981 (42 anos)
Local da morte Rio de Janeiro,  Brasil
Informações profissionais
Times que treinou
1970
1970
1971-1973
1974
1975

1976
1976
1976–1977
1977–1979
1978–1980
1981
Brasil Brasil (prep. físico)
Flag of Peru.svg Peru (supervisor)
Brasil Vasco da Gama
Brasil Brasil (coord. técnico)
Brasil Botafogo
França Olympique de Marseille (prep. físico)
Brasil Brasil Olímpico(prep. físico e supervisor)
Brasil Brasil Olímpico
Brasil Flamengo
Brasil Brasil
Brasil Flamengo
Estados Unidos Los Angeles Aztecs

Cláudio Pêcego de Moraes Coutinho (Dom Pedrito, 5 de janeiro de 1939Rio de Janeiro, 27 de novembro de 1981), foi um militar, preparador físico e treinador de futebol brasileiro, que comandou o Flamengo e a Seleção Brasileira de Futebol na década de 1970.

Carreira militar[editar | editar código-fonte]

Nascido na pequena cidade gaúcha de Dom Pedrito, na fronteira com o Uruguai, Coutinho mudou-se para o Rio de Janeiro quando tinha somente quatro anos de idade.

Coutinho ingressou na Escola Militar e seguiu carreira, chegando ao posto de capitão. Por outro lado, também demonstrava grande interesse para área esportiva, tanto que se graduou na Escola de Educação Física do Exército junto com outros oficiais que seriam seus grandes amigos, colaboradores e incentivadores.

Em 1968, foi escolhido para representar sua escola em um Congresso Mundial, realizado nos Estados Unidos da América. Lá conheceu o professor norte-americano Kenneth Cooper, idealizador do famoso método de avaliação física que leva o seu nome. Convidado pelo mesmo, frequentou o Laboratório de Estresse Humano da NASA. Dando prosseguimento às suas experiências internacionais, defendeu tese de mestrado na Universidade de Fontainbleau, na França.

Carreira no futebol[editar | editar código-fonte]

Em 1970 foi chamado para ser preparador-físico da Seleção Brasileira, tricampeã mundial na Copa do Mundo de 1970, no México. Nos treinamentos, passou a trabalhar com o Cooper, sendo a partir daí conhecido por ser o seu introdutor no Brasil. Após a competição, trabalhou como supervisor na Seleção Peruana de Futebol, no Vasco da Gama, como coordenador-técnico do Brasil na Copa do Mundo de 1974, e como preparador-físico do Olympique de Marseille, da França.

Já desempenhando os cargos de preparador-físico e supervisor da Seleção Brasileira Olímpica, assumiu também o cargo de treinador em 8 de julho de 1976, poucas semanas antes do início dos Jogos Olímpicos de Verão de 1976, em Montreal, com a demissão de Zizinho. A seleção obteria o quarto lugar.

Estreou como treinador do Flamengo em 12 de setembro de 1976, substituindo Carlos Froner. Neste dia, a equipe venceu o Sport por 3 a 0, no Maracanã.

Treinador da Seleção Brasileira[editar | editar código-fonte]

Com seu histórico dentro da antiga Confederação Brasileira de Desportos, credenciaram Coutinho para ser o substituto de Osvaldo Brandão dentro da Seleção Brasileira, então postulante a uma vaga na Copa do Mundo de 1978, na Argentina. Anunciado em 27 de fevereiro de 1977, a escolha de seu nome causou surpresa, já que era considerado pouco experiente para o cargo. Logo que assumiu o comando, Coutinho tratou de implantar sua filosofia própria.

Pioneirismo da europeização no futebol brasileiro[editar | editar código-fonte]

Essa era uma discussão polêmica e que dividia opiniões, e logo o treinador tratou de assumir que era um ardoroso defensor da europeização dos métodos. Para ele, a Seleção Brasileira já não dependia mais de craques foras-de-série, mas sim de um esquema em grupo, com disciplina tática. Ele também inventou uma terminologia confusa para descrever seu novo estilo de trabalho, com palavras como o overlapping, o "ponto futuro" (que descrevia o procedimento em que o jogador fazia a jogada com seu companheiro já se posicionando para receber a bola posteriormente) e a "polivalência" (em que cada jogador passaria a exercer mais de uma função em campo, conceito influenciado pelo Futebol total holandês de 1974).

Terminando de classificar o Brasil nas Eliminatórias, Coutinho passou a treiná-lo em uma série de amistosos. Mas em alguns desses, como um contra a Inglaterra que terminou empatado em 1 a 1, suas teorias, tão firmemente defendidas, não se aplicavam com muito sucesso. Às vésperas da Copa, Coutinho passou a rever seus conceitos, mas era tarde. Na convocação, causou controvérsia: deixou de levar Falcão, do Internacional, considerado por muitos o melhor armador do futebol brasileiro à época, para ir com Chicão, do São Paulo, conhecido mais por sua garra e truculência, talvez pela questão da obediência tática. Na estreia da competição, o Brasil enfrentou a Suécia. O resultado foi um desanimador empate em 1 a 1. O jogo seguinte foi contra a Espanha. Um novo empate, desta vez em 0 a 0, já fazia pipocar críticas contra seu estilo e contra um certo espírito "retranqueiro" da Seleção. Um dos problemas que Coutinho enfrentava era a falta de entrosamento do time como um todo, em especial entre Zico e Reinaldo, dois craques absolutos, mas que estavam rendendo aquém do esperado no torneio. A vitória sobre a Áustria por 1 a 0 não acalmou muito os ânimos e o presidente da CBD, Heleno de Barros Nunes, acabou por intervir. Ordenou a Coutinho que trocasse a dupla por Roberto Dinamite e Jorge Mendonça, e também que substituísse o zagueiro improvisado na lateral-esquerda Edinho (já que Coutinho não havia aprovado Júnior na posição) por um atleta do ofício, Rodrigues Neto. As mudanças podem ter surtido algum efeito, já que o Brasil, no primeiro jogo da segunda-fase, goleou o Peru por 3 a 0. Mesmo não apresentando um futebol ideal, era visível a melhora da equipe, a maior vontade e determinação. O jogo seguinte, contra a anfitriã Argentina, a futura campeã, ficou marcado pela rivalidade e tensão. Um 0 a 0 truncado e disputado, com todo o tempero dessa "batalha". A decisão sobre qual dos dois rivais sul-americanos iria à grande final ficou então para a última rodada: o Brasil enfrentaria a Polônia, enquanto a Argentina duelava com os peruanos. Os jogos, marcados para o mesmo dia, originalmente transcorreriam também no mesmo horário, mas subitamente a FIFA decidiu adiar o jogo da Argentina, para que começasse apenas após o término da peleja brasileira. A Seleção então fez sua parte, vencendo sua partida por 3 a 1. Já os argentinos entraram em campo sabendo quantos gols precisariam fazer para superar seu adversário no saldo (primeiro critério de desempate). Em um jogo polêmico, marcado pela suspeita de irregularidade, o time goleou o Peru de forma surpreendente, por 6 a 0, contando com erros crassos do time adversário. Com isso, restou à Seleção disputar o terceiro lugar com a Itália, partida ganha por 2 a 1. O Brasil, embora não chegasse à final, foi o único time invicto da competição, um dos fatores que levou Cláudio Coutinho a cunhar uma frase que se tornaria célebre: "Fomos os campeões morais dessa Copa".

Mesmo assim, o treinador acabou responsabilizado pela mídia e opinião pública pelo fracasso de seu selecionado. Ainda permaneceu à frente do time nacional até 31 de outubro de 1979, quando comandou a Seleção pela última vez, na semifinal da Copa América de 1979, no empate de 2 a 2 contra o Paraguai.

No Flamengo e, pouco tempo depois, conseguiria "dar a volta por cima" na equipe ao ser tricampeão estadual em 1978, 1979 e 1979 (especial) e campeão brasileiro em 1980, e, de certa forma, ao ser o criador da equipe que seria campeã do Mundial Interclubes de 1981, já sob o comando de Paulo César Carpeggiani. Em 1981, treinou o Los Angeles Aztecs, dos Estados Unidos.

Morte[editar | editar código-fonte]

No final da temporada de 1981, estava em férias no Rio de Janeiro. Exímio mergulhador, no dia 27 de novembro praticava um de seus hobbies, a pesca submarina nas Ilhas Cagarras, arquipélago próximo à Praia de Ipanema, quando morreu afogado, aos 42 anos.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Flamengo

Referências