Antônio Dias dos Santos
| Informações pessoais | ||
|---|---|---|
| Nome completo | Antônio Dias dos Santos | |
| Data de nasc. | 7 de junho de 1948 | |
| Local de nasc. | Vera Cruz, Brasil | |
| Falecido em | 8 de dezembro de 1999 (51 anos) | |
| Local da morte | Salvador, Brasil | |
| Apelido | Toninho Baiano | |
| Informações profissionais | ||
| Posição | Lateral-direito | |
| Clubes profissionais | ||
| Anos | Clubes | Jogos (golos) |
| 1967-1969 1970-1975 1976-1980 1980-1981 1981-1982 |
248 (9) 241 (23) |
|
| Seleção nacional | ||
| 1976-1979 | 17 (0) | |
Antônio Dias dos Santos, mais conhecido como Toninho ou Toninho Baiano (Vera Cruz, 7 de junho de 1948 — Salvador, 8 de dezembro de 1999), foi um futebolista brasileiro, lateral que jogou no Fluminense e no Flamengo.
[editar] Carreira
Toninho foi um lateral direito de muito fôlego, que subia constantemente ao ataque com piques pela direita[1] e não fugia de divididas.[2] Começou sua carreira no São Cristóvão-BA, como ponta esquerda, mas depois assumiu a lateral direita, em virtude de uma contusão do titular desta posição no time.[3] Estreou profissionalmente em 1967, jogando pelo Galícia, mas três anos depois veio a grande chance, quando acertou sua ida para o Fluminense, que pagou cem mil cruzeiros[4] por seu passe.
Sob o comando do técnico Paulo Amaral, tornou-se um jogador "polivalente", tendo jogado nas duas laterais e nas duas pontas.[3] "O bom profissional joga onde o técnico manda", explicou o jogador, no início da experiência, em 1970. "Eu não estranho jogar na esquerda. Vou avançar do mesmo jeito e tentar o gol."[5] Conquistou os títulos cariocas de 1971, 1973 e 1975, além do Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1970. Sua saída do Fluminense, após cinco anos no clube e muitos títulos, foi precipitada por um atrito com o técnico Didi, que havia declarado que Toninho sofria de um "bloqueio mental":[3] "Ele tem bloqueio mental. Digo uma coisa, ele diz que entendeu e no jogo faz tudo ao contrário."[4]
No início de 1976 Francisco Horta, presidente do Fluminense, promoveu um fantástico troca-troca de jogadores, entre os quatro grandes do Rio.[6] Desta forma, Toninho, juntamente com Carlos Alberto Torres e mais dois jogadores (Roberto e Zé Roberto), foram para o Flamengo, em troca de Rodrigues Neto, Doval, Renato e Paulinho Amorim. Inicialmente perseguido pela torcida rubro-negra, que o culpava pela saída do ídolo Doval,[3] Toninho acabou conquistando os torcedores. Mas além da admiração dos flamenguistas, em 1977, Toninho também já era visto como "um dos melhores laterais do país".[3] Jogou quatro anos e meio no Flamengo, tendo participado da conquista do tricampeonato carioca de 1978, 1979 e 1979 (especial), além do título no Campeonato Brasileiro de 1980.
Durante sua estadia na Gávea, foi convocado para a Seleção Brasileira que disputou a Copa do Mundo de 1978, na Argentina. Titular absoluto, participou de todos os jogos (incluindo um jogo em que foi estranhamente[7] escalado na ponta direita — na Seleção, ele só jogava na lateral), menos na decisão do terceiro lugar.
No ano seguinte, especulava-se se ele ainda seria o lateral da Seleção na Copa do Mundo de 1982,[8] mas sua saída, em 1980, para o Al Nassr, da Arábia Saudita, fez com que essa possibilidade fosse esquecida. Deixou o clube árabe depois de "incidentes mal explicados sobre sua transferência para um outro clube do mesmo país"[1] e voltou ao Brasil. Sem a liberação do passe pelo Al Nassr, que pedia o valor "astronômico"[1] (à época) de um milhão de dólares, conseguiu uma liminar para defender o Bangu, mas esta foi cassada depois de apenas quatro jogos e ele foi obrigado a aposentar-se 1982, aos 34 anos de idade, passando a dedicar-se a sua loja de materiais de construção.
[editar] Títulos
- Galicia-BA
- Campeonato Baiano: 1968
- Fluminense
Torneio Roberto Gomes Pedrosa: 1970
Campeonato Carioca: 1971, 1973, 1975
Taça Guanabara: 1971, 1975- Primeiro Turno do Campeonato Carioca: 1970
- Torneio José Macedo Aguiar: 1971
- Troféu Fadel Fadel (2ª Turno do Campeonato Carioca): 1972
- Taça Francisco Laport(2ª Turno do Campeonato Carica):1973
- Torneio Internacional de Verão do Rio de Janeiro: 1973
- Flamengo
Campeonato Brasileiro: 1980
Campeonato Carioca: 1978, 1979, 1979 (especial)- Taça Prefeito Distrito Federal:1976
- Torneio Cidade de Cuiabá: 1976
Taça Guanabara: 1978,1979,1980
Taça Rio: 1978
Torneio Cidade de Palma de Mallorca: 1978
Taça Luiz Aranha: 1979
Taça Jorge Frias de Paula: 1979
Taça Innocêncio Pereira Leal: 1979
Taça Organizações Globo: 1979
Troféu Ramón de Carranza: 1979,1980
Troféu Santander: 1980
Referências
- ↑ a b c "Um lateral de fôlego", Washington de Souza Filho, Placar número 707, 9/12/1983, Editora Abril, pág. 30
- ↑ Enciclopédia do Futebol Brasileiro Lance!, Areté Editorial, 2001, pág. 357
- ↑ a b c d e "Um gol no bloqueio", Aristélio Andrade, Placar número 392, 28/10/1977, Editora Abril, págs. 4-6
- ↑ a b (2 de março de 1978) "Toninho, titular do esquema, que se cuide com o Zé Maria". Folha de S. Paulo (17 865): pág. 36. São Paulo: Empresa Folha da Manhã S.A..
- ↑ Roberto Sander. Taça de Prata 1970: O Campeonato Brasileiro mais difícil de todos os tempos, conquistado pelo Fluminense. [S.l.]: Maquinária Editora, 2010. 128 p. p. 89. 9788562063121
- ↑ "Troca-troca carioca", Placar número 1 101, março de 1995, Editora Abril, pág. 20
- ↑ Ivan Soter, André Fontenelle, Mário Levi Schwartz, Dennis Woods e Valmir Storti, Todos os Jogos do Brasil, Editora Abril, 2006, pág. 324
- ↑ "Quanto mais velho mais fôlego", Marcelo Rezende, Placar número 491, 21/9/1979, Editora Abril, pág. 27