Jorge Mendonça

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Jorge Mendonça
Nome completo Jorge Pinto Mendonça
Nascimento 6 de junho de 1954
Silva Jardim, RJ, Brasil
Morte 17 de fevereiro de 2006 (51 anos)
Campinas, SP, Brasil
Ocupação Futebolista

Jorge Pinto Mendonça, conhecido apenas por Jorge Mendonça (Silva Jardim, RJ, 6 de junho de 1954Campinas, SP, 17 de fevereiro de 2006), foi um futebolista (atacante) brasileiro dos anos 1970 e 80.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Meia-atacante habilidoso e finalizador, fez 411 gols em toda a sua carreira. Fluminense de Silva Jardim, começou no Bangu e teve boas passagens pelo Náutico, onde se notabilizou como um reserva que decidia vários jogos[2] , Palmeiras, Vasco da Gama, Guarani, Ponte Preta e Paulista além de disputar a Copa do Mundo de 1978 com a camisa da Seleção Brasileira. Convocado por Cláudio Coutinho, fez 6 partidas e não marcou nenhum gol na Copa, mas com seus refinados dribles e passes conseguiu colocar ninguém menos que Zico no banco de reservas.

Em 1974, foi autor dos oito gols no jogo Náutico 8 x Santo Amaro-PE 0. Teve uma rápida passagem pelo Vasco, onde fora contratado para preencher a ausência do ídolo Roberto Dinamite, sem alcançar muito sucesso. Foi o maior artilheiro em uma edição do Campeonato Paulista depois de Pelé, ao anotar 38 tentos em 1981. Ficou famoso também por suas brigas com o técnico Telê Santana nos tempos de Palmeiras, onde sem dúvidas viveu seus melhores momentos no futebol. Telê o acusava de ser indisciplinado e pouco aplicado na marcação. O rígido treinador não lhe deu uma única chance na Seleção que disputaria a Copa do Mundo de 1982, quando vivia grande fase no Guarani.

Ao final da carreira, fixou residência em Campinas, cidade onde conseguiu ser ídolo das duas equipes arqui-rivais, Guarani e Ponte Preta. Atravessou uma série de dificuldades financeiras, de saúde (alcoolismo) e familiares. Mendonça teria sido passado para trás em sociedades com parentes da ex-esposa e foi abandonado pelos três filhos do casal, refugiando-se, então, na residência dos seus pais. No entanto, ao fim da vida, conseguiu recuperar parte de sua dignidade, participando de um projeto infantil do Guarani. Faleceu devido a problemas cardíacos, aos 51 anos. Está sepultado em Valinhos, cidade próxima a Campinas.

Em 2010, estava prevista uma homenagem a Jorge Mendonça pela Direção de Cultura do município de Silva Jardim, sob o comando da diretora Carmem Valéria de Castro. O acervo teria como principal elemento a camisa 19 que o craque utilizou na Copa do Mundo de 1978. O objetivo da Casa de Cultura de Silva Jardim é resgatar a memória do grande ídolo, um patrimônio da cidade. O ginásio poliesportivo local chama-se Jorge Pinto Mendonça. Mendonça, apelidado de "Jojô Beleza" nos tempos de Palmeiras, também foi homenageado pela Prefeitura de Campinas, que deu seu nome a uma rua do Bairro Dic I (Conjunto Habitacional Monsenhor Luiz Fernando Abreu).

Clubes[editar | editar código-fonte]

  • Bangu (1971 a 73)
  • Náutico (73 a 76)
  • Palmeiras (76 a 80) - 217 jogos / 102 gols
  • Vasco da Gama (80)
  • Guarani (80 a 83)
  • Ponte Preta (83 a 85 e 89)
  • Cruzeiro (85 a 86)
  • Rio Branco-ES (86)
  • Colorado-PR (87 a 89)
  • Paulista de Jundiaí (90 a 91)
  • Seleção Brasileira (1978) - 11 jogos / 2 gols
  • Seleção Paulista
  • Seleção Pernambucana

Títulos[editar | editar código-fonte]

  • Campeonato Pernambucano de 1974 (Náutico)
  • Campeonato Paulista de 1976 (Palmeiras)
  • Taça de Prata (2ª divisão do Campeonato Brasileiro) de 1981 (Guarani)
  • Vice da 1ª divisão do Campeonato Brasileiro de 1978 (Palmeiras)
  • Vice da 2ª divisão do Campeonato Paulista (divisão de acesso) de 1989 (Ponte Preta)
  • 3º colocado na XI Copa do Mundo em 1978 (Seleção Brasileira)
  • Bola de Prata da Revista Placar como melhor ponta-de-lança do Campeonato Brasileiro de 1979 (Palmeiras)

Referências

  1. Morre ex-jogador Jorge Mendonça, aos 51 anos.
  2. "O Náutico tem um bom reserva: Jorge Mendonça", Jornal da Tarde, 25/8/1973, pág. 21