Hugo Sánchez

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Hugo Sánchez
HugoSanchez.JPG
Informações pessoais
Nome completo Hugo Sánchez Márquez
Data de nasc. 11 de julho de 1958 (56 anos)
Local de nasc. Cidade do México, Flag of Mexico (1934-1968).svg México
Altura 1,75 m
Destro
Apelido Hugol, Huguina, El Niño de Oro,
Pentapichichi, Macho, El Chavo del 9
Informações profissionais
Clube atual Sem clube
Posição Treinador (ex-atacante)
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
19751981
19791980
19811985
19851992
19921993
19931994
19941995
19951996
1996
19961998
México Pumas UNAM
Estados Unidos San Diego Sockers (emp.)
Espanha Atlético de Madrid
Espanha Real Madrid
México América
Espanha Rayo Vallecano
México Atlante
Áustria Linz
Estados Unidos Dallas Burn
México Celaya
00183 00(100)
00032 000(26)
00134 000(65)
00283 00(207)
00029 000(11)
00029 000(16)
00031 000(13)
00020 0000(6)
00023 0000(6)
00012 0000(2)
Seleção nacional
19771998 Flag of Mexico.svg México 00058 000(29)
Times que treinou
20002005
2006
20062008
2008
2009
2012
México Pumas UNAM
México Necaxa
Flag of Mexico.svg México
Flag of Mexico.svg México Sub-23
Espanha Almería
México Pachuca

Hugo Sánchez Márquez (Cidade do México, 11 de julho de 1958) é um treinador e ex-futebolista mexicano que atuava como atacante. Atualmente está sem clube.

Sánchez celebrizou-se como o maior jogador de futebol do México no século XX. Consagrou-se com seus gols e piruetas, marcando de qualquer jeito: além de chutes clássicos, com a cabeça, de voleio e bicicleta,[1] sendo também conhecido por seu lado provocador, com inúmeras sendo também as reclamações de ofensas e cusparadas dele.[1]

Destacou-se principalmente como o vitorioso goleador do Real Madrid na segunda metade da década de 1980. Ele, que foi anteriormente foi ídolo também no rival Atlético de Madrid, é o único a ter jogado nos três times da capital espanhola: já no final da carreira, atuou pelo Rayo Vallecano, terceiro time da cidade.

Hugo Sánchez jogou três Copas do Mundo. Assim como seu compatriota Antonio Carbajal, o chileno Elías Figueroa, o brasileiro Emerson Leão, o alemão Lothar Matthäus, o escocês Jim Leighton, o italiano Giuseppe Bergomi e o camaronês Rigobert Song, com um intervalo de dezesseis anos entre a primeira (1978) e a última (1994). Uma de suas maiores mágoas foi a não-participação do México na de 1990, quando vivia o auge da carreira e teve sua seleção banida pela FIFA.

Carreira de futebolista[editar | editar código-fonte]

Início, no México[editar | editar código-fonte]

O esporte lhe cativava desde pequeno, para o desespero de sua mãe, a aturar quebradeiras de quadros, louças e vidros nas brincadeiras do pequeno Hugo em casa, na infância.[1] Contando com a cobertura do pai, não teve maiores dificuldades em tornar-se jogador, chegando aos 15 anos à seleção amadora do México.[1] Aos 17, foi campeão do Torneio Juvenil da Cannes, na França, e medalha de ouro nos Jogos Pan-americanos de 1975, sediados em sua Cidade do México.[1]

No mesmo ano, ingressou no Pumas UNAM, time da Universidade Nacional Autônoma do México, onde faria o curso de odontologia paralelamente aos jogos.[1] Um ano depois, aos dezoito, seria artilheiro dos Jogos Olímpicos de Verão de 1976. Nestas Olimpíadas, sua irmã também participou, como ginasta. Em homenagem a ela, Sánchez passaria a comemorar seus gols com um característico salto mortal.[1]

Sua primeira temporada entre os profissionais do Pumas foi a de 1976-77, após as Olimpíadas, sendo logo campeão mexicano. Chegaria ao seu auge na equipe em 1980, ao sagrar-se campeão da Copa dos Campeões da CONCACAF. No ano seguinte, conquistou seu segundo campeonato mexicano e a Copa Interamericana. Chamou as atenções do Atlético de Madrid, que o contratou no verão de 1981.

Ídolo nos rivais de Madrid[editar | editar código-fonte]

Sánchez ficou quatro anos no Atlético, onde foi ídolo. Todavia, a equipe vivia decadente e não conseguia faturar troféus. Com seu desempenho individual em contínuo crescimento, estourou de vez na temporada 1984/85: foi artilheiro e vice-campeão da liga espanhola e conquistou a Copa do Rei, que seria o único troféu na década da equipe. O arquirrival Real Madrid percebeu a joia do vizinho e a arrebatou. Sánchez trocou os rojiblancos pelos blancos.

Não se arrependeria da polêmica troca e no Real seria não só ídolo, como vitorioso. Sánchez emendou outras quatro artilharias no campeonato espanhol, sendo o goleador daquele memorável elenco merengue, que reunia ainda pratas-da-casa como Míchel, José Antonio Camacho, Rafael Gordillo, Rafael Martín Vázquez e Emilio Butragueño e também Jorge Valdano e Bernd Schuster. A chamada Quinta del Buitre, como ficou conhecida aquela equipe, se sagraria pentacampeã espanhola consecutivamente entre 1986 e 1990, embalada nos gols de Hugo.

O pentapichichi (uma alusão à expressão Pichichi, designada para o artilheiro de La Liga) conquistaria ainda a Copa da UEFA em 1986 e a Copa do Rei em 1989, por sinal o único ano do período em que ele não alcançou a artilharia espanhola. A quinta e última veio na temporada seguinte, onde ele também foi o maior artilheiro do continente, ao lado do búlgaro Hristo Stoichkov, recebendo finalmente a chuteira de ouro europeia.

Seus 38 gols no campeonato de 1990, igualando a marca de Telmo Zarra em 1951, foram um recorde na liga espanhola até 2011, quando o português Cristiano Ronaldo, também pelo Real, alcançou os 40 gols.[2] Naquela ocasião, Sánchez também havia igualado a Alfredo Di Stéfano e Quini, outros a terem sido cinco vezes artilheiros do campeonato espanhol (o recorde isolado, de seis vezes, continuou exclusivo de Zarra).

Final da carreira[editar | editar código-fonte]

Todavia, o seu auge marcou também o início da decadência. No campeonato de 1991, o time ficou em terceiro, atrás dos rivais Barcelona (campeão) e Atlético. O de 1992 mal começou e Sánchez, já com 34 anos, anunciou seu retorno ao México.

Iniciou então uma peregrinação por outras equipes, não chegando a ficar mais de um ano em cada uma. Primeiramente, jogou no América. Ali conquistou seu último título, a Copa dos Campeões da CONCACAF de 1992. Retornou então a Madrid, agora como jogador do terceiro time da cidade, o Rayo Vallecano. Após uma temporada, voltou ao seu país, agora pertencendo ao Atlante.

Jogaria ainda no austríaco Linz, no estadunidense Dallas Burns e em outra equipe mexicana, o Celaya. Ali, jogando ao lado de seus ex-colegas madridistas Butragueño, Míchel e Martín Vázquez, aposentou-se em 1997.

Seleção Mexicana[editar | editar código-fonte]

A trajetória na Seleção Mexicana começou ainda antes da clubística, nas seleções de base. Nelas foi medalha de ouro no Pan-Americano de 1975 e artilheiro das Olimpíadas de 1976. A estreia na seleção principal deu-se em 1977 e Sánchez foi campeão da Campeonato da CONCACAF (atual Copa Ouro), sediado no México. O torneio valeu também como eliminatória para a Copa do Mundo de 1978. Aos vinte anos, o jovem Sánchez figurou no mundial da Argentina, onde os mexicanos deram vexame: perderam seus três jogos, inclusive contra a Tunísia, tornando-se a primeira seleção a ser derrotada por uma africana em Copas.

A Copa Ouro de 1981 também valeu como eliminatória para o mundial seguinte, desta vez o de 1982. Os dois primeiros colocados conseguiriam vaga na Espanha. Para a decepção de Sánchez, já no Atlético de Madrid, o México terminou em terceiro. Os classificados da CONCACAF foram El Salvador e Honduras, anfitriã. O México enfrentou os já classificados hondurenhos na última rodada. Mesmo com a enorme rivalidade com El Salvador, que resultara até em guerra em 1970, os donos da casa seguraram o empate, que deixou os mexicanos com um ponto a menos que os salvadorenhos.

Sua segunda Copa foi a de 1986, sediada no seu México. Sánchez, já uma estrela do Real Madrid, foi com o seu país às quartas-de-final, a melhor colocação dos tricolores. Sánchez era a maior esperança local para um improvável título, sonho interrompido nos pênaltis para a Alemanha Ocidental,[1] mas marcou apenas uma vez, na estreia contra a Bélgica. Os anos iam se passando e Hugol acumulava artilharias e troféus no Real e estava no auge quando realizou-se a Copa do Mundo de 1990.

Porém, a FIFA puniu duramente o México, que, nas eliminatórias para as Olimpíadas de 1988, teria utilizado atletas com idade acima da permitida. A sanção, que seria imposta apenas à seleção olímpica, estendeu-se à todas as seleções mexicanas, incluindo a principal, por dois anos. Desta forma, Sánchez ia fazendo seus gols pelo Real já sabendo que não teria lugar no mundial de 1990, uma vez que o país foi excluído das eliminatórias da CONCACAF. Três anos depois, disputou a primeira Copa América da qual o México foi convidado para jogar, e terminou vice-campeão.

Foi à Copa do Mundo de 1994 já bastante veterano, aos 36 anos, incapaz de demonstrar o potencial que assombrou a Espanha no final da década de 1980. Sánchez ainda deu um pontapé inicial de uma partida do México na Copa do Mundo de 1998, no que simbolizou oficialmente sua aposentadoria dos gramados.

Como técnico[editar | editar código-fonte]

Iniciou a nova carreira no mesmo Pumas UNAM onde começara. Em cinco anos, ganhou os dois campeonatos de 2004, Clausura e Apertura. Seu trabalho de maior imagem foi na Seleção Mexicana, cargo ao qual não escondia aspirar. Sánchez estava irritado com a presença estrangeira na Tricolor: assumiu o México em 2006, após a Copa do Mundo daquele ano, onde o país jogou com dois naturalizados (o argentino Guillermo Franco e o brasileiro Zinha) e foi comandado por um técnico argentino, Ricardo Lavolpe.

Sánchez comandou o México durante a Copa América de 2007, chegando a vencer o futuro campeão Brasil. Todavia, seu mau aproveitamento custou-lhe o cargo em 2008. Também não durou muito tempo em seu trabalho seguinte, no Almería, da Espanha.

Referências

  1. a b c d e f g h A águia asteca (novembro de 1999). Placar - Especial "Os Craques do Século". Editora Abril, p. 68
  2. C. Ronaldo estabelece recorde na goleada dos Blancos Trivela.com (21/05/2011). Página visitada em 22/05/2011.
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