Mário Jardel Almeida Ribeiro

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Jardel
Jardel
Super Marinho
Informações pessoais
Nome completo Mario Jardel de Almeida Ribeiro
Data de nasc. 18 de setembro de 1973 (40 anos)
Local de nasc. Fortaleza (CE),  Brasil
Altura 1,88 m
Apelido Super Mário ,Jardelão
Informações profissionais
Período em atividade 1990-2011 (21 anos)
Clube atual Aposentado
Posição Atacante
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos/gols)
1990
1991-1994
1995-1996
1996-2000
2000-2001
2001-2003
2003
2004
2004-2005
2005
2005-2006
2006
2007
2007-2008
2008
2008
2009
2009
2010
2010
2011
2011
Brasil Ferroviário
Brasil Vasco da Gama
Brasil Grêmio
Portugal Porto
Turquia Galatasaray
Portugal Sporting
Itália Ancona
Brasil Palmeiras
Inglaterra Bolton Wanderers
Argentina Newell's Old Boys
Espanha Alavés
Brasil Goiás
Portugal Beira-Mar
Chipre Anorthosis
Austrália United Jets
Brasil Criciúma
Brasil Ferroviário
Brasil América (CE)
Brasil Flamengo (PI)
Bulgária Cherno More
Brasil Rio Negro-AM
Flag of Saudi Arabia.svg Al-Taawon

39 (22)
73 (67)
125 (130)
24 (22)
49 (53)
4 (0)
0 (0)
7 (0)
3 (0)
1 (0)
? (?)
11 (3)
4 (1)
11 (0)
26 (6)
9 (2)
? (?)
3 (1)
8 (1)
13 (4)
? (?)
Seleção nacional
1993
1996-2001
Brasil Brasil Sub-20
Brasil Brasil
1 (0)
10 (1)

Mário Jardel Almeida Ribeiro, conhecido como Jardel (Fortaleza, 18 de Setembro de 1973), é um ex-futebolista brasileiro que atuava como atacante.

Famoso pelos seus gols de cabeça, é ídolo no Grêmio, onde foi campeão e artilheiro da Copa Libertadores da América de 1995. Teve ainda uma passagem marcante pelo futebol português, onde jogou por Porto e Sporting, fixando-se como um dos maiores artilheiros mundiais na sua geração.

O início no Vasco da Gama[editar | editar código-fonte]

Jogador formado nas escolinhas do Ferroviário, Jardel destacou-se nos juvenis do clube e, antes de ser profissional, despertou o interesse do Vasco, que adquiriu o seu passe por 27.500 dólares, em 1993. No clube carioca, conquistou o bicampeonato brasileiro de juniores.

Na mesma época, participou do Mundial Sub-21, na Austrália, pela seleção brasileira, sagrando-se campeão. De volta ao Brasil, assinou o seu primeiro contrato profissional com o Vasco, embora seguisse atuando junto a forte equipe de juniores formada em São Januário.

Em 1993, foi o artilheiro da Taça Belo Horizonte de Juniores, com onze gols, e da Copa São Paulo de Juniores, com nove gols.

Seu primeiro título como profissional, ainda atuando como reserva, foi o Campeonato Carioca de 1993. Na reta final do Campeonato Carioca de 1994, Jardel ganhou finalmente a titularidade. Carente de atacantes após a morte prematura de Denner, o técnico Jair Pereira apostou no então jovem atacante, que acabou o torneio com 17 gols, dois deles na final diante do Fluminense.

Conquistando o título e a artilharia, chamou a atenção do Grêmio, que na época voltava a ser protagonista no futebol nacional após a conquista da Copa do Brasil no ano anterior. Acabou emprestado ao clube gaúcho, onde integrou a extensa lista de reforços da equipe tricolor que disputaria a Libertadores da América em 1995.

O sucesso no Sul do Brasil[editar | editar código-fonte]

No Sul do Brasil, Jardel caiu nas graças da torcida e do técnico, Felipão, que montou um esquema tático especial para o atacante. Formando uma dupla de ataque afiada com o veloz Paulo Nunes e contando com os cruzamentos precisos de Francisco Arce e Roger, Jardel fez correr o mundo a sua fama de bom cabeceador, na campanha que deu ao Grêmio o seu segundo continental. Terminou a competição artilheiro máximo, com doze gols.

No final daquele ano, ainda seria vice-campeão mundial pelo Grêmio, sendo derrotado nos pênaltis pelo Ajax de Edgar Davids, Clarence Seedorf e Edwin Van der Sar. No ano seguinte, Jardel sagrou-se campeão da Recopa sul-americana ao vencer o Independiente por 4 a 1, marcando o terceiro gol da sua equipe.

Para ficar em definitivo com o jogador, o Grêmio teria de pagar 1,275 milhão de dólares ao Vasco até 18 de agosto de 1995, valor considerado alto para a época. A diretoria do clube conseguiu arrecadar somente 10% deste valor através da campanha "Fica Jardel".[1]

Após conseguir comprar o jogador com empréstimo de investidores como Jorge Gerdau Johannpeter[2] , o Grêmio acertou a sua venda em novembro de 1995 ao Glasgow Rangers, da Escócia, por US$ 4,5 milhões.[3] Porém, o jogador não conseguiu passaporte europeu e em fevereiro de 1996 retornou ao Grêmio.[4]

O artilheiro, ídolo da torcida, acabou sendo vendido ao Porto por US$ 1,8 milhão[5] , deixando o Grêmio em junho de 1996 após marcar três gols sobre o Juventude na final do Gauchão[6] , sem participar da campanha que consagrou o Grêmio campeão brasileiro em 1996.

Os gols no velho continente[editar | editar código-fonte]

No Porto, Jardel conheceu alguns dos maiores êxitos da sua carreira. Foi vencedor da Supertaça Cândido de Oliveira na temporada 1996/97, tricampeão português em 1996/97, 1997/98, 1998/99 e vencedor da Taça de Portugal em 1997/98 e 1999/2000.

Foi quatro vezes artilheiro do Campeonato Nacional, em 1996/97 (30 gols), 1997/98 (26 gols), 1998/99 (36 gols) e 1999/00 (38 gols). Em torneios internacionais, marcou quinze vezes em 24 partidas. Essa profusão de golos foi em parte creditada a simbiose estabelecida junto ao extremo esquerdo Drulovic.

Tantos gols pelo Campeonato Português acabaram levando Jardel ao posto de principal artilheiro da Europa. Em decorrência disso, foi campeão da bota de prata em 1997, da bota de ouro em 1999 e da bota de bronze em 2000, além de ter recebido do prêmio de maior goleador da Europa dado pela revista inglesa World Soccer.

Em 2000/2001, despediu-se do Porto e rumou ao futebol turco. Marcando cinco gols logo na estreia, destacou-se pelo Galatasaray, anotando 24 gols em 22 partidas naquela temporada, levando o clube ao vice-campeonato nacional e ao título da Supertaça Européia. Por repetitivas lesões e por problemas extra-campo, sua relação com o clube de Istanbul acabou sendo curta. Na temporada seguinte, foi negociado com o Sporting.

De volta ao país onde havia colhido tantas glórias, Jardel reencontrou o seu grande futebol. De 2001 a 2003, foi Campeão Português, vencedor da Taça de Portugal e Campeão da Supertaça. Marcou 42 gols em 30 jogos na temporada 2001/2002, recebendo novamente bota de ouro.

Tanto sucesso fez despertar uma série de especulações sobre o artilheiro, entre elas, o interesse de grandes clubes europeus pelo seu futebol. No entanto, nenhuma negociação se concretizou. Provavelmente frustrado com isso, o jogador passou a ser desleixado, ganhando peso e perdendo a forma.

Após oito temporadas atuando no futebol português, Jardel viu outro jogador ser artilheiro do campeonato nacional: Fary, jogador do Beira-mar.

O declínio[editar | editar código-fonte]

Em 2003, sob má fase e sem clima para continuar em Portugal, Jardel transferiu-se para o Bolton, onde jogou apenas sete partidas, sendo repassado logo em seguida ao Ancona, onde jogou apenas quatro partidas e não convenceu a comissão técnica devido ao seu condicionamento físico bastante irregular.

Em 2004 tentou se transferir para o Corinthians, chegando a aceitar uma hipotética redução salarial. Acabou não sendo contratado, novamente por questões físicas. Acabou sendo emprestado ao Palmeiras, onde sequer entrou em campo. Dispensado dos treinamentos para acompanhar o velório de sua avó em Fortaleza, Jardel não voltou a entrar em contato com o clube paulista e acabou sendo dispensado por indisciplina exatamente no meio da temporada.

A partir daí, uma porção de clubes ao redor do mundo passou a apostar no jogador tentando trazer de volta os seus grandes tempos de artilheiro. Primeiro, foi o Newell's Old Boys onde jogou três partidas. Em 2005, foi para o Deportivo Alavés, onde não chegou a jogar.

Ainda em 2005, treinou por três dias no Nancy, da França, antes de ser anunciado como novo reforço do Ankaraspor, da Turquia. Porém, Jardel atrasou-se para viajar e a equipe turca não conseguiu inscrevê-lo a tempo de disputar o campeonato nacional. Acabou dispensado logo em seguida, sem sequer entrar em Campo. Passou ainda por Goiás, Beira-Mar, Famagusta e United Jets sem apresentar grandes melhoras.

Em entrevista ao programa Esporte Espetacular, em abril de 2008, Jardel abriu o jogo revelando que havia usado cocaína nos últimos anos e que talvez fosse esse o motivo do jogador ter perdido o seu condicionamento físico. No entanto, afirmava estar curado do vício e otimista quanto ao andamento de sua carreira.

O ressurgimento no Criciúma[editar | editar código-fonte]

Em 2008, aos 35 anos, firmou um contrato de cinco meses com o Criciúma. Estreou no dia 5 de agosto de 2008 em pleno Estádio Heriberto Hülse em Criciúma e, aos 23 minutos do segundo tempo, marcou o segundo gol do time na vitória de 3x2.[7]

No final da carreira, teve ainda breves passagens por Ferroviário, Flamengo (PI), Cherno More, da Bulgária, Rio Negro e Al-Taawon, da Arábia Saudita.

No dia 12 de dezembro de 2009 participou de um jogo de despedida do, agora, ex-goleiro Danrlei. Jardel fez parte do time Grêmio de 1995, que enfrentou os Amigos de Danrlei. A partida terminou 4 a 3 pro time de 1995, com Jardel marcando 2 gols.[8] Antes do jogo comemorativo, Jardel deu entrevista afirmando que ainda pretende encerrar a carreira no Grêmio.[9]

Jardel, aposentou-se em 2011. Atualmente, vive em Porto Alegre, onde estuda para se tornar treinador e realiza estágios esporádicos no Grêmio, orientado pelo técnico Vanderlei Luxemburgo.

Frases[editar | editar código-fonte]

Jardel, além do bom futebol, também ficou conhecido pelas frases inusitadas. Eis algumas delas:

  • "O interessante é que aqui no Japão só tem carro importado"
  • "Quando o jogo está a mil, minha naftalina sobe" (querendo se referir à adrenalina)
  • "Clássico é clássico e vice-versa"[10]

Títulos[editar | editar código-fonte]

Vasco
Grêmio
Porto
Galatasaray
Sporting
Newell's Old Boys
Goiás
Anorthosis Famagusta

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Jornal Zero Hora, 8 de agosto de 1995, Porto Alegre, RS, Brasil. Grêmio lança o plano "Fica Jardel"
  2. [1]
  3. [2]
  4. [3]
  5. [4]
  6. [5]
  7. Esforçando-se para manter a boa forma, Jardel disputou o restante daquela temporada pelo clube.O Globo - Jardel brilha e Criciúma derrota o Marília
  8. [6]
  9. [7]
  10. [8]
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