Partido Pátria Livre

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Partido Pátria Livre
Número no TSE 54
Presidente Sérgio Rubens de Araújo Torres
Fundação 21 de abril de 2009[1]
Sede São Paulo
Governadores
0 / 27
Prefeitos
12 / 5 570
Senadores
1 / 81
Deputados federais
0 / 513
Deputados estaduais
0 / 1 049
Vereadores
176 / 56 810
Cores Verde, amarelo e vermelho
Site Página oficial do PPL

Partido Pátria Livre (PPL) é um partido político brasileiro. Fundado em 21 abril de 2009 por militantes do Movimento Revolucionário Oito de Outubro (MR-8),[2] defende o socialismo científico.[3] Seu símbolo é uma bandeira verde e amarela com uma estrela vermelha e a inscrição "Pátria Livre" e seu código eleitoral é o 54.[4] Doze municípios do país já são administrados por prefeitos da sigla.[5] O partido também já tem uma cadeira no Senado Federal.[6]

História[editar | editar código-fonte]

O PPL foi fundado por integrantes do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8), que se uniram a líderes sindicais ligados à Central Geral dos Trabalhadores do Brasil[7] e ativistas dos movimentos estudantil e feminista.[3] O verdadeiro MR-8 surgiu em 1964 a partir de uma cisão do Partido Comunista Brasileiro (PCB),[3] com o nome de Dissidência do Rio de Janeiro (DI-RJ).[8] De orientação marxista-leninista, promoveu a luta armada contra a ditadura militar e defendia a instalação de um regime comunista no país.[3] Mais tarde, o grupo mudou de nome para fazer um tributo ao dia em que Che Guevara foi capturado pela CIA na Bolívia – 8 de outubro de 1967.[3] Sua ação mais notável naquele período foi o sequestro do embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick.[2] Muitos ex-militantes do MR-8 original apontam que o atual MR-8 nada tem a ver com a dissidência do PCB que participou do sequestro do embaixador, a não ser o nome. De fato durante o processo houve várias cisões e por muito tempo o MR-8 deixou de existir, o que reforça essa versão.

Desde o início do processo de redemocratização do país, o MR-8 participou partidariamente dentro do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), sendo o braço do quercismo nos movimentos sociais.[3] Em 2008, após cogitar se fundir com o Partido dos Trabalhadores (PT), os membros do movimento decidiram criar um novo partido político.[3] O ato de fundação do PPL ocorreu em 21 de abril de 2009 e foi prestigiado por centenas de filiados do PMDB, além de vários representantes de partidos de esquerda, como PT, PCdoB, PSB, PDT, e extrema-esquerda, como PCB e Partido Comunista da Bolívia.[3]

No dia 3 de outubro de 2011, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deferiram o pedido de criação do PPL por unanimidade.[3] Tornou-se, assim, o 29° partido político do Brasil.[3]

Ideologia[editar | editar código-fonte]

O projeto político do PPL é aprofundar as conquistas do governo Lula através de investimentos na nação e no povo.[3] para tal, elenca cinco pontos básicos: o fortalecimento do mercado interno, para geração de mais emprego; a redução da taxa básica de juros; o desenvolvimento tecnológico do país; a conquista da economia plena; e a garantia da saúde e da educação de qualidade para todos.[3] O partido faz parte da coligação PSB, Rede, PPS e PPL, apoiando a candidatura de Eduardo Campos à presidência em 2014.[9]

Eleições de 2012[editar | editar código-fonte]

Em 2012 ocorreram as primeiras eleições municipais em que o PPL participou como partido legalizado. O partido teve candidatura própria para prefeitura em apenas 48 municípios (em todo o Brasil), sendo 9 desses capitais (em negrito são as doze cidades onde o PPL teve vitória)[5] [10] : Maceió-AL, Messias-AL, Viçosa-AL, Nova Olinda do Norte-AM, Tapauá-AM, Laranjal do Jari-AP, Cariús-CE, Palmácia-CE, Itaitinga-CE, Aquiraz-CE, Fortaleza-CE, Caucaia-CE, Serra-ES, Cristalina-GO, Novo Gama-GO, Senador Modestino Gonçalves-MG, Ribeirão das Neves-MG, Prudente de Morais-MG, Ataléia-MG, Belo Horizonte-MG, Ouro Verde de Minas-MG, Martinho Campos-MG, Cuiabá-MT, Várzea Grande-MT, Belém-PA, Bayeux-PB, Recife-PE, Jaboatão dos Guararapes-PE, São Raimundo Nonato-PI, Piripiri-PI, Curitiba-PR, Tijucas do Sul-PR, Carlópolis-PR, Itaguaí-RJ, Rio de Janeiro-RJ, São João da Barra-RJ, Sumidouro-RJ, Nova Mamoré-RO, Pedras Altas-RS, Florianópolis-SC, Tomar do Geru-SE, São Vicente-SP, São Carlos-SP, São Paulo-SP, Reginópolis-SP, Cruzeiro-SP, Mogi Guaçu-SP e Cananéia-SP.

No Rio de Janeiro, para o cargo de prefeito, além das quatro candidaturas próprias, o PPL esteve presente em outras 34 coligações, sendo 10 encabeçadas pelo PT, 5 pelo PP, 4 pelo PDT, 4 pelo PMDB e outras encabeçadas pelo PCdoB, PSC, PSB, PSD, PPS, PR, PRB, PHS, PTB, PMN e PV[11] . Dessas coligações que o PPL participou, em nove estava presente o PSDB e em 6 o DEM.[11]

Composição Atual[editar | editar código-fonte]

Prefeitos AC AL AM AP BA CE DF ES GO MA MG MS MT PA PB PE PI PR RJ RN RO RR RS SC SE SP TO
12 0 0 0 0 0 3 0 0 1 0 3 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 1 0 2 1 0

Referências

  1. Partido Pátria Livre pede registro no TSE. jb.com.br. Página visitada em 28 de agosto de 2011.
  2. a b Justiça Eleitoral aceita a criação do 29º partido político. folha.uol.com.br. Página visitada em 5 de outubro de 2011.
  3. a b c d e f g h i j k l Thomaz, Paula. "Em 2012, mais uma opção de partido". CartaCapital. 5 de outubro de 2011. Página visitada em 5 de outubro de 2011.
  4. Partido Pátria Livre apresenta pedido de registro no TSE. agencia.tse.jus.br. Página visitada em 28 de agosto de 2011.
  5. a b Participação do partido nas eleições de 2012. site do PPL. Página visitada em 25 de dezembro de 2012.
  6. Senador do PPL toma posse e cita Oswaldo Montenegro. diáriodepernambuco. Página visitada em 25 de dezembro de 2012.
  7. Herdeiros do MR-8 pedem registro de novo partido ao TSE. oglobo.globo.com. Página visitada em 28 de agosto de 2011.
  8. Barbosa da Silva, Sandra Regina. Ousar lutar, ousar vencer:histórias da luta armada em Salvador (1969-1971). Universidade Federal da Bahia. Página visitada em 20/06/2011.
  9. http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2014/04/13/interna_politica,498819/psb-lanca-eduardo-e-marina-com-cautela-para-evitar-acusacao-de-campanha-antecipada.shtml
  10. Estatísticas de Candidaturas - Cargo/Partido. TSE. Página visitada em 25 de dezembro de 2012.
  11. a b Estatísticas de Candidaturas - Cargo/Partido/Coligação/Sexo. TSE. Página visitada em 25 de dezembro de 2012.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]