Regra do gol fora de casa

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A regra do gol fora de casa é um método de desempate usado em torneios de futebol que adotam fases eliminatórias em dois jogos, sendo um mando de campo de cada time. Nele, se o resultado agregado (soma dos placares dos dois jogos) der empate, vence o confronto o time que tiver marcado o maior número de gols no campo do adversário, ou seja, como visitante.

Suas diversas variáveis são utilizadas em importantes competições, como a Liga dos Campeões da UEFA, e Liga Europa da UEFA e mais recentemente a Copa Libertadores da América e a Copa Sul-Americana, sendo que na final desses quatro torneios essa regra não é válida, além de diversas copas nacionais, como a Copa do Brasil, além das Eliminatórias da Copa do Mundo da FIFA.

Variações [editar]

Nos campeonatos europeus, em geral com jogos de ida e volta, e nas Eliminatórias da Copa, o gol fora de casa é válido como desempate ao final do tempo regulamentar da segunda partida. Se houver igualdade neste critério, há prorrogação, prosseguindo a valer o gol fora de casa. Isto dá vantagem ao time que joga como visitante a segunda partida, pois este pode ter 30 minutos a mais para marcar um gol fora de casa que o oponente, em caso de prorrogação.

Na Copa da Liga Inglesa, entretanto, outro método é aplicado. O simples empate em saldo força a prorrogação no segundo jogo, só valendo como desempate o gol fora de casa ao final desta.

Já nas competições da América do Sul, em geral, não há prorrogação. O gol fora de casa já é válido ao final do tempo normal do segundo jogo, persistindo o empate a decisão vai direto para os pênaltis.

Há, ainda, uma exceção à regra do gol fora de casa na Copa do Brasil. Caso ambos os times disputando o mata-a-mata sejam da mesma cidade a regra perde a validade para o confronto em questão. A não previsão deste fato em outras competições já gerou anomalias como um time eliminar o outro por causa de gols fora de casa, sendo que os dois jogos ocorreram no mesmo estádio.

Críticas [editar]

A regra do gol fora de casa recebe duras críticas, principalmente por dois fatores. O primeiro é em relação ao fato de que os times mandantes jogam mais defensivos do que o costume, com medo de levar gol do adversário, exatamente o inverso do que a regra se propunha, que era levar o time visitante ao ataque.

O segundo, mais severo, questiona a justiça da regra. Pois se um time elimina o outro por gols fora de casa significa que ambos marcaram a mesma quantidade de gols ao final dos dois jogos. Uma curiosidade sobre essa regra é que, no caso de os mandantes vencerem seus jogos o que ocorre com mais frequência do que os visitantes vencerem os dois jogos, segue na competição a equipe que venceu com o menor número de gols, privilegiando de certa forma o mandante que praticou um futebol mais defensivo. Os críticos, então, perguntam por que um time é considerado melhor que o outro, se ambos marcaram iguais, e o porquê de o gol como visitante valer mais do que um gol como mandante. Completam afirmando que uma prorrogação e até a decisão por pênaltis é mais justa, pois nela um dos times marca mais que o adversário, mesmo que sendo de pênalti e não valendo para o resultado oficial do jogo - ou seja, um jogo terminado empatado, mas decidido nos pênaltis oficialmente continua sendo um empate, a partida de pênalti serve apenas de critério de desempate.