John Barnes

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
John Barnes
John Barnes
Barnes em 2012, durante passagem
pela Noruega.
Informações pessoais
Nome completo John Charles Bryan Barnes
Data de nasc. 4 de Dezembro de 1974 (39 anos)
Local de nasc. Kingston,  Jamaica
Nacionalidade Jamaicano e inglês
Altura 1,82 m
Informações profissionais
Clube atual Aposentado
Posição Meio-campista
Lateral-esquerdo, atacante
Clubes de juventude
Stowe Boys Club
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos/gols)
1981-1987
1987-1997
1997-1998
1998-1999
Inglaterra Watford
Inglaterra Liverpool
Inglaterra Newcastle United
Inglaterra Charlton Athletic
Escócia Celtic
233 (65)
314 (84)
27 (6)
12 (0)
0 (0)
Seleção nacional
1982–1983
1983-1995
Flag of England.svg Inglaterra Sub-21
Flag of England.svg Inglaterra
3 (0)
79 (11)
John Barnes
Informações pessoais
Data de nasc. {{{nascimento_data}}}
Local de nasc. {{{nascimento_cidade}}}, {{{nascimento_país}}}
Informações profissionais
Times que treinou
1999-2000
2008-2009
2009
Escócia Celtic (jogador-treinador)
Flag of Jamaica.svg Jamaica
Inglaterra Tranmere Rovers

John Charles Bryan Barnes, MBE (Kingston, 7 de novembro de 1963), ou apenas John Barnes, é um ex-futebolista e treinador de futebol jamaicano naturalizado britânico, tendo jogado pela Seleção Inglesa entre 1983 e 1995.

Despontando no Watford[editar | editar código-fonte]

Mudou-se cedo para a Inglaterra, em 1976. Seu debute profissional ocorreu em 1981, quando ainda tinha 17 anos, no Watford, então na segunda divisão. Já na primeira temporada no clube, Barnes participou da ascensão da equipe à divisão de elite do campeonato inglês. A ascensão da equipe culminou no direito de disputar a Copa da UEFA na temporada de 1983.

Na Seleção Inglesa, racismo[editar | editar código-fonte]

O técnico da Seleção Inglesa, Bobby Robson, deu a primeira chance à Barnes no English Team, no Campeonato Britânico entre as nações do Reino Unido em 1983. No empate em 0 x 0 contra a Irlanda do Norte, em Belfast, Barnes entrou como substituto de seu colega de Watford, o também jamaicano de nascença Luther Blissett.

Um de seus maiores momentos com a camisa do English Team viria no ano seguinte, em 1984, quando driblou toda a defesa brasileira no jogo contra o Brasil, no Maracanã, na vitória inglesa por 2 a 0 - isso, entretanto, não foi suficiente para acalmar torcedores racistas, que atormentariam o jogador por toda a carreira; chegaram a dizer que a Inglaterra venceu apenas por 1 x 0 porque seu gol "não contou". Barnes foi um dos primeiros negros a atuar pela seleção, algo hoje comum.

Barnes, chamado à Copa de 1986, no México, só foi utilizado por Robson nos 15 minutos finais contra a Argentina. Tempo suficiente para infernizar a defesa adversária e cruzar para Gary Lineker cabecear e diminuir a contagem para 2 a 1. Nos últimos lances do jogo, a jogada se repetiu: Barnes cruzou e Lineker subiu para cabecear, mas desta vez o artilheiro do mundial acabou não alcançando a bola. Pelo seu bom desempenho no tempo reduzido lhe dado no mundial, foi poupado das críticas após a eliminação inglesa. Doze anos antes da seleção de seu país ir à uma Copa do Mundo, a de 1998, Barnes já se tornava o primeiro jamaicano num mundial.

O auge no Liverpool[editar | editar código-fonte]

Em 1987, por 900 mil libras, deixou o Watford para brilhar no Liverpool, já sem a sua geração de ouro do meio dos anos 70 e início dos 80. Mesmo assim, Barnes formou com o anglo-irlandês John Aldridge e o galês Ian Rush uma das melhores linhas de ataque do clube. Logo em sua primeira temporada nos Reds, ajudou o clube a conquistar seu 17º título inglês, com a equipe ficando invicta nas 29 primeiras rodadas.

Novo título inglês veio em 1990, que até hoje é o último conquistado pelo Liverpool. Barnes foi para sua segunda Copa do Mundo com a Inglaterra embalada pelo single World in Motion, do New Order, em que ele canta um rap em uma parte da canção. A música, considerada uma das melhores feitas sobre futebol, havia chegado ao primeiro lugar das paradas britânicas, mas a Inglaterra parou nas semifinais, eliminada nos pênaltis pela rival Alemanha Ocidental, futura campeã.

Final da carreira[editar | editar código-fonte]

Barnes continuou no Liverpool e na seleção, mas um tempo de vacas magras iniciara-se. Pela Inglaterra, sua última partida foi contra a Colômbia, no jogo em que o goleiro colombiano René Higuita realizou sua famosa "defesa escorpião". Saiu do Liverpool em 1997, após a perda da FA Cup para o arquirival Manchester United.

Foi para o Newcastle United no mesmo ano de 1997, mas novamente a perda de uma final de FA Cup o fez sair do clube no ano seguinte. Assinou com o Charlton Athletic, recém-promovido para a Premier League. O clube, entretanto, voltaria novamente à divisão inferior ao final da temporada, e Barnes resolveu encerrar a carreira 20 dias após a última de suas 754 partidas.

Barnes Técnico[editar | editar código-fonte]

Logo depois, ele foi surpreendentemente contratado pelo Celtic para ser técnico da equipe (havia sido inscrito também como jogador, mas não chegou a entrar em campo). Caiu após perder a Copa da Escócia para o modesto Inverness Caledonian Thistle pouco antes do final da temporada.

Em 2008, oito anos após sua única experiência como treinador, foi contratado pela Federação Jamaicana para comandar seu país natal no restante das Eliminatórias da CONCACAF para a Copa do Mundo de 2010. Sucedeu o brasileiro René Simões (que levara a Jamaica para a Copa de 1998), mas a classificação não veio, e Barnes deixou o comando técnico dos Reggae Boys.

Voltou aos arredores de Liverpool pouco depois, como técnico do Tranmere Rovers, onde ficou apenas quatro meses.