Peter Shilton

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Peter Shilton
Peter Shilton
Peter Shilton, em 2008.
Informações pessoais
Nome completo Peter Leslie Shilton
Data de nasc. 18 de Setembro de 1949 (65 anos)
Local de nasc. Leicester, Reino Unido
Nacionalidade Reino Unido britânico
Altura 1,83m
Direito
Apelido The Guv'Nor
Informações profissionais
Clube atual Aposentado
Posição Goleiro
Clubes de juventude
1963-1966 Leicester City
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos/gols)
1966-1974
1974-1977
1977-1982
1982-1987
1987-1992
1992-1995
1995
1995-1996
1996
1996-1997
Leicester City
Stoke City
Nottingham Forest
Derby County
Plymouth Argyle
Wimbledon
Bolton Wanderers
Coventry City
West Ham
Leyton Orient
286 (1)
110 (0)
202 (0)
188 (0)
175 (0)
34 (0)
0 (0)
1 (0)
0 (0)
9 (0)
Seleção nacional
1968-1972
1970-1990
Flag of England.svg Inglaterra Sub-23
Flag of England.svg Inglaterra
13 (0)
125 (0)

Peter Leslie Shilton, OBE (Leicester, 18 de setembro de 1949) é um ex-futebolista inglês.

Um dos melhores goleiros ingleses da história ao lado de Gordon Banks, seu antecessor no gol do English Team, Shilton ficou marcado por levar o famoso gol de mão de Diego Maradona.

Marcou época na Copa de 1990 quando, aos 40 anos de idade, foi o jogador mais velho daquele torneio. Mostrou um bom futebol e foi peça-chave na campanha da seleção inglesa naquela Copa - a segunda melhor da história do país, só perdendo para a de 1966, quando conquistou o título.

Carreira[editar | editar código-fonte]

1966-74: Leicester City[editar | editar código-fonte]

Em maio de 1966, com apenas 16 anos de idade, Shilton estrearia como profissional no time do Leicester City, onde, em 1967, chegou a marcar um gol - o único de sua carreira - contra o Southampton. Em oito temporadas com a camisa do Leicester, foram 286 partidas.

1974-77: Stoke City[editar | editar código-fonte]

No ano de 1974, Shilton é contratado pelo Stoke City para suceder o lendário Gordon Banks, que perdera a visão de um olho em um acidente automobilístico. Sua passagem pelo clube foi mais curta que a anterior, mas não menos importante: foram 110 jogos disputados.

1977-82: Forest[editar | editar código-fonte]

O Nottingham Forest pagou £250,000 para tirar Shilton do Stoke. Foi com a camisa do clube vermelho que o goleiro começaria a ganhar os holofotes da mídia esportiva inglesa. Sob o comando do treinador Brian Clough, o Forest ganharia duas edições da Liga dos Campeões da UEFA e uma Supercopa - os títulos mais importantes da carreira de Shilton, que deixaria o clube no final de 1982.

1982-87: Southampton[editar | editar código-fonte]

Ainda em 1982, ele assina com o Southampton - o mesmo clube onde, quinze anos antes, levara um gol do mesmo Shilton - , e joga 188 partidas.

1987-92: Derby County[editar | editar código-fonte]

Em 1987, Shilton é contratado pelo Derby County, sendo o principal nome da equipe. Em cinco temporadas, foram 175 partidas. A partir daí, a carreira do goleiro começa a chegar ao seu final.

1992-95: Plymouth e a aventura como treinador[editar | editar código-fonte]

Mesmo às vésperas de completar 43 anos, Shilton não pretendia dar adeus aos gramados. Ele assinaria contrato para trabalhar como jogador e treinador da equipe do Plymouth Argyle, entre 1992 e 1995. Aquela seria a única experiência de Shilton como treinador de alguma equipe durante sua carreira.

1995: pela primeira vez, um ano sem jogar partidas na carreira[editar | editar código-fonte]

Depois de deixar o Plymouth, Peter foi contratado para ser goleiro do Wimbledon. No entanto, o experiente goleiro passaria por uma situação contrangedora: pela primeira vez desde que iniciara sua carreira, ele não disputaria uma partida sequer pela equipe, que tinha Neil Sullivan como titular inquestionável na época. Shilton ficaria apenas como quarta alternativa ao gol dos Dons, caso Sullivan ou os reservas Simon Tracey e Lutz Pfannenstiel ficassem indisponíveis.

Decepcionado, Shilton deixou o Wimbledon em 1995. Mas sua carreira ainda não se encerraria naquele momento.

1995: Bolton[editar | editar código-fonte]

Ainda em 1995, Shilton assina um contrato curto com o Bolton Wanderers.

Ele seria terceira opção ao gol da equipe, que tinha Aidan Davison e Keith Branagan como as principais alternativas. Mas Shilton teria uma chance de atuar com a camisa do Bolton, mais como homenagem prestada pelo time. Com o final do contrato, Shilton se despedia do clube no final de 1995.

1995-96: Coventry e West Ham[editar | editar código-fonte]

Também em 1995, Shilton é contratado pelo modesto Coventry City para ser reserva imediato de Steve Ogrizovic, titular desde 1984.

Só que o veterano não esperava novamente ser excluído de alguma partida dos azuis, novamente um marco negativo em sua longa carreira, que completava 30 anos. Shilton voltaria a ser apenas quarta opção ao gol do Coventry - atrás de John Filan e Jonathan Gould.

Peter voltaria a passar pela mesma situação no West Ham, sendo novamente o quarto goleiro dos Hammers - o também experiente Luděk Mikloško era o titular, o norte-americano Ian Feuer e Les Sealey seriam, respectivamente, segundo e terceiro goleiros do time.

Mesmo estando fora dos planos do West Ham para 1997, Shilton manteria a impressionante marca de 996 partidas durante a carreira em clubes.

1997: a despedida[editar | editar código-fonte]

1997 representava o adeus de Shilton dos gramados. Contratado como "estrela" do Leyton Orient, clube da Terceira Divisão inglesa, ele sucederia outro veterano goleiro, Les Sealey (morto em 2001).

Em 22 de dezembro de 1996, contra o Brighton, ele alcançaria uma marca histórica: após quatro jogos, tornou-se o primeiro atleta inglês a alcançar mil partidas disputadas.

Depois de disputar outras cinco partidas, Shilton finalmente pendura as luvas, no início de 1997, após 1005 jogos.

2004: A "quase-volta" aos gramados[editar | editar código-fonte]

Em 2004, prestes a completar 55 anos de idade, Shilton planejava voltar a atuar profissionalmente. Ele chegou a treinar com o Marsaxlokk (uma das principais equipes de Malta), porém a diretoria do time não resolveu contratá-lo.

Carreira internacional[editar | editar código-fonte]

Shilton, que atuara na Seleção Sub-23 da Inglaterra, estreou pela seleção principal em 1970, cinco meses após a Copa do Mundo do México. Seu debut foi contra a Alemanha Ocidental, derrotada pelos ingleses por 3 a 1.

Visto como o sucessor ideal para Gordon Banks, Shilton esteve nas Eliminatórias para as Copas de 1974 e 1978 e nas Eliminatorias para as Eurocopas de 1972 e 1976, mas o English Team não se classificaria para nenhum dos quatro torneios.

A primeira competição de Shilton com a camisa 1 da Inglaterra foi a Eurocopa de 1980, ficando na reserva de outro goleiro experiente, Ray Clemence. Só estrearia como titular em competições oficiais na Copa de 1982. A Inglaterra, no entanto, não se classificaria para a Euro 1984.

Os ingleses voltaram a disputar uma Copa do Mundo em 1986, novamente com Shilton de titular. Dois lances ficaram imortalizados na memória do goleiro, sendo o principal o gol de mão de Maradona.

O histórico gol marcado após arrancada do Pibe de Oro, que driblaria metade do time inglês (inclusive Shilton) também foi outro lance marcante para ele.

Shilton disputaria também a Eurocopa de 1988, sem sucesso. A última competição disputada por ele foi a Copa do Mundo de 1990, realizada na Itália.

Aos 40 anos, Shilton mostrava segurança debaixo do gol do English Team, até que chegou a semifinal contra a Alemanha. O goleiro teve um verdadeiro azar depois de uma falta cobrada por Andreas Brehme ter batido na barreira e caído mansamente dentro do gol inglês.

Depois da participação inglesa na Copa, Shilton, depois de 125 partidas em vinte anos de carreira internacional, anuncia que estaria deixando a seleção para abrir espaço a goleiros mais novos.


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