Dialeto carioca

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O dialeto carioca é uma variação linguística do português brasileiro, típica da Região Metropolitana do Rio de Janeiro e de outras cidades do Interior Fluminense. Por causa do longo tempo em que o Rio de Janeiro permaneceu como capital do Brasil, e pela continuada influência nacional da Rede Globo, emissora de televisão que é sediada na cidade do Rio de Janeiro, tem permanecido sendo um dos dialetos brasileiros de maior difusão nacional.

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Influências [editar]

Alguns linguistas[quem?] apontam uma influência europeia/portuguesa marcante no dialeto carioca, em contraste com outros dialetos brasileiros, que teriam sofrido maior influência indígena.

De acordo com as resoluções do Primeiro Congresso de Língua Nacional Cantada, reunido em São Paulo em 1937, e o de Língua Falada no Teatro, reunido em Salvador em 1956, a pronúncia normal brasileira, na música e no teatro, quando utiliza a norma culta, é a da cidade do Rio de Janeiro.

Características [editar]

Exemplos: <dia> [ˈd͡ʒiɐ]; <antigamente> [ɐ̃ˌt͡ʃiɡaˈmẽt͡ʃɪ]

Exemplos: <bons amigos> [ˌbõzaˈmigʊʃ]; <bons dias> [bõʒˈd͡ʒiɐʃ];

  • O r coda, que era pronunciado como uma vibrante simples alveolar, sofreu variações históricas, passando a ser pronunciado como uma vibrante múltipla alveolar, depois uvular, passou a ser uma fricativa surda e também pode ser articulado no véu palatino, mas não é sonorizado nem quando antecede uma consoante sonora, por exemplo, mar morto é pronunciado como *[maɣˈmoxtʊ]. Esta variação está sujeita a sândi quando antes de vogais, ainda sendo pronunciada como uma vibrante simples, mais precisamente como um tepe;2

Exemplos: <amor eterno> [aˌmoɾeˈtexnʊ]; <árvore> [ˈaxvoɾɪ]; <arco> [ˈaxkʊ];

  • A pronúncia fortemente africanizada do s, na qual os sons de s e z tornam-se palatizados quando não seguidos de vogal ou outra consoante fricativa alveolar.

Exemplos: <mal> [maw]; <alguém> [awˈgẽȷ̃]; <azul> [aˈzuw]

Ver também [editar]

Referências

Bibliografia [editar]

Leda Bisol. Introdução a estudos de fonologia do português brasileiro. 4ª ed. Porto Alegre - Rio Grande do Sul: EDIPUCRS, 2005. ISBN 85-7430-529-4

Ligações externas [editar]

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