Dialeto carioca
1 - Caipira
2 - Cearense
3 - Baiano
4 - Fluminense
5 - Gaúcho
6 - Mineiro
7 - Nordestino
8 - Nortista
9 - Paulistano
10 - Sertanejo
11 - Sulista
12 - Florianopolitano
13 - Carioca
14 - Brasiliense
15 - Serra amazônica
O dialeto carioca é uma variação linguística do português brasileiro, típica da Região Metropolitana do Rio de Janeiro e de outras cidades do Interior Fluminense. Por causa do longo tempo em que o Rio de Janeiro permaneceu como capital do Brasil, e pela continuada influência nacional da Rede Globo, emissora de televisão que é sediada na cidade do Rio de Janeiro, tem permanecido sendo um dos dialetos brasileiros de maior difusão nacional.
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Influências [editar]
Alguns linguistas[quem?] apontam uma influência europeia/portuguesa marcante no dialeto carioca, em contraste com outros dialetos brasileiros, que teriam sofrido maior influência indígena.
De acordo com as resoluções do Primeiro Congresso de Língua Nacional Cantada, reunido em São Paulo em 1937, e o de Língua Falada no Teatro, reunido em Salvador em 1956, a pronúncia normal brasileira, na música e no teatro, quando utiliza a norma culta, é a da cidade do Rio de Janeiro.
Características [editar]
- palatalização do /d/ e /t/ para as africadas palato-alveolares [d͡ʒ] e [t͡ʃ] quando antes de /i/;
Exemplos: <dia> [ˈd͡ʒiɐ]; <antigamente> [ɐ̃ˌt͡ʃiɡaˈmẽt͡ʃɪ]
- A sibilante coda é realizada como uma fricativa palatoalveolar surda [ʃ] quando antecede consoantes surdas ou quanto está na posição pré pausa, mas é sonorizada para [ʒ] ao anteceder uma consoante sonora, na mesma palavra ou com sândi, e varia para [z] quando está com sândi com uma vogal;1
Exemplos: <bons amigos> [ˌbõzaˈmigʊʃ]; <bons dias> [bõʒˈd͡ʒiɐʃ];
- O r coda, que era pronunciado como uma vibrante simples alveolar, sofreu variações históricas, passando a ser pronunciado como uma vibrante múltipla alveolar, depois uvular, passou a ser uma fricativa surda e também pode ser articulado no véu palatino, mas não é sonorizado nem quando antecede uma consoante sonora, por exemplo, mar morto é pronunciado como *[maɣˈmoxtʊ]. Esta variação está sujeita a sândi quando antes de vogais, ainda sendo pronunciada como uma vibrante simples, mais precisamente como um tepe;2
Exemplos: <amor eterno> [aˌmoɾeˈtexnʊ]; <árvore> [ˈaxvoɾɪ]; <arco> [ˈaxkʊ];
- A pronúncia fortemente africanizada do s, na qual os sons de s e z tornam-se palatizados quando não seguidos de vogal ou outra consoante fricativa alveolar.
- O l coda, que era pronunciado como uma aproximante lateral alveolar velarizada [ɫ], foi labializado [lʷ], e depois semivocalizado [w];2
Exemplos: <mal> [maw]; <alguém> [awˈgẽȷ̃]; <azul> [aˈzuw]
Ver também [editar]
Referências
Bibliografia [editar]
↑ Leda Bisol. Introdução a estudos de fonologia do português brasileiro. 4ª ed. Porto Alegre - Rio Grande do Sul: EDIPUCRS, 2005. ISBN 85-7430-529-4
Ligações externas [editar]
- As Normas do Primeiro Congresso da Língua Nacional Cantada (em português) , Luciano Carôso
- Os autores-fonte na fonêmica de Mattoso Câmara (em português) , Angela França (USP)
- A questão do idioma nacional (em português)
- A suposta supremacia da fala carioca: uma questão de norma (em português) , Angela Marina Bravin dos Santos (UFRJ)
- PB cantado: normas para a pronúncia do português brasileiro no canto erudito (em português) , Adriana Kayama (UNICAMP), Flávio Carvalho (UFU), Luciana Monteiro de Castro (UFMG), Martha Herr (UNESP), Mirna Rubim (UNIRIO), Mônica Pedrosa de Pádua (UFMG), Wladimir Mattos (UNESP)
- Mudanças nas Normas para a boa pronúncia da língua portuguesa no canto e no teatro no Brasil: 1938, 1956 e 2005 (em português)
- O linguajar carioca: fatores de diferenciação (em português) , Olga Maria Guanabara de Lima (UNIPLI)