Bacia de Campos

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Vitória, Limite Superior está localizado em: Brasil
Vitória, Limite Superior
Localização do Limite Superior da Bacia de Campos em Vitória
20° 19′ S 40° 20′ O
Arraial do Cabo, Limite Inferior está localizado em: Rio de Janeiro
Arraial do Cabo, Limite Inferior
Localização do Limite Inferior da Bacia de Campos em Arraial do Cabo
22° 58′ S 42° 1′ O

A Bacia de Campos é uma bacia sedimentar brasileira situada na costa norte do estado do Rio de Janeiro, estendendo-se até o sul do estado do Espírito Santo, entre os paralelos 21 e 23 sul. Possui aproximadamente 115.800,00 quilômetros quadrados. Seu limite, ao sul, com a Bacia de Santos ocorre no Alto de Cabo Frio; ao norte, com a Bacia do Espírito Santo, ocorre no Alto de Vitória. Seu nome foi dado pelo geólogo Alberto Ribeiro Lamego e deriva do nome de seu descobridor, com um teatro na instalação da Petrobras em Imbetiba em Macaé-RJ em sua homenagem - Principal sede de instalações da PETROBRAS na Bacia de Campos. Em terra ela ainda ocorre nos municípios de Campos dos Goytacazes, São João da Barra, Quissamã, Carapebus, além da região sul do Estado do Espírito Santo.[1]

A Bacia de Campos é a maior província petrolífera do Brasil, responsável por mais de 80% da produção nacional de petróleo, além de possuir as maiores reservas provadas já identificadas e classificadas no Brasil.

Sistema Petrolifero[editar | editar código-fonte]

Reconhece-se quatro estágios evolutiva geologicamente na bacia de Campos, são pré-rift e (continental), rift e (continental), proto-oceânico (transicional evaporítico) e drift e (marinho).[2] Presente em todos as bacias sedimentares marginais do leste do Brasil.

As rochas geradoras de hidrocarbonetos da Bacia de Campos correspondem a folhelhos orgânicos. Os principais reservatórios da bacia são arenitos turbidíticos de idade cretácica/terciária, seguidos dos calcarenitos do período albianos e das coquinhas barremianas.

Rochas Geradoras
Rocha Identificação Período Geológico
Folhelhos Formação Lagoa Feia
Margas Formação Lagoa Feia
Rochas Reservatórios
Rocha Identificação Período Geológico
Turbiditos Formação Carapebus K. e Terciano [3]
carbonatos Formação de Macaé Albiano [4]
Arenitos Arenito Namorado da Formação de Macaé Turoniano
Coquinas Formação Lagoa Feia Barremiano
Basaltos Formação Cabiúnas Neocomiano
Rochas Capeadoras
Rocha Identificação Período Geológico
Calcilutitos [5]
Margas Formação Lagoa Feia
Folhelhos Formação Lagoa Feia
Reservatórios
Reservatório Porosidade (%) Permeabilidade mD
Basaltos Neocomiano Fraturas Alta
Carbonatos Barremiano (coquinas) do rift 15 - 20 até 1.000
Carbonatos Albiano 18 45
Turbiditos Cretáceo Superior 20 - 25 100 a 1.000
Turbiditos Terciário 25 - 31 até 2.500
Poços[6]
Água Rasa Água Profunda
BM-C-21 BM-C-20
BM-C-22 BM-C-24
BM-C-23 BM-C-25

Exploração[editar | editar código-fonte]

Descoberta a Bacia de Campos, localizada na costa norte do estado do Rio de Janeiro, estendendo-se até o sul de Espírito Santo, com 826 poços exploratórios, sendo 391 poços considerado pioneiro. Com aproximadamente 100 mil quilômetros quadrados, essa passa a ser a maior província petrolífera do Brasil, responsável por mais de 80% da produção nacional do petróleo. A exploração desta Bacia iniciou-se com a descoberta do Campo de Garoupa e teve seu inicio comercial em 1977, no campo de Enchova, com uma produção de 10 mil barris por dia em uma plataforma flutuante.[1]


As primeiras plataformas utilizadas eram do tipo fixa, com jaquetas fixadas no fundo do mar. Na medida em que a exploração alcançou lâminas d'água mais profundas, foram desenvolvidos outros conceitos de unidades de produção flutuantes, como os FPSOs e as SS.[7]

Hoje existem 55 campos, desde o sul do Espírito Santo, como Cachalote e Jubarte, até a região de Cabo Frio, que extraem cerca de 1,49 milhão de barris de óleo e 22 milhões de metros cúbicos de gás por dia. Os maiores campos são os campos gigantes de Marlim, Marlim Sul e Roncador localizados em Macaé - RJ. Operam na região 45 plataformas marítimas das quais 41 de produção e quatro de processamento de petróleo que pertence a cidade de Macaé, conhecida como a capital brasileira do petróleo.

Referências gerais[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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