Bacia de Santos

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Santos basin map.png

A Bacia de Santos é uma bacia sedimentar localizada na plataforma continental brasileira. Limita-se a norte com a Bacia de Campos, através do Alto de Cabo Frio e, a sul, com a Bacia de Pelotas através do alto de Florianópolis. Estende-se, portanto, desde o litoral sul do estado do Rio de Janeiro até o norte do estado de Santa Catarina, abrangendo uma área de cerca de 352 mil quilômetros quadrados até a cota batimétrica 3000 m. É uma bacia de margem divergente, formada com a abertura do Atlântico Sul, que se iniciou no Cretáceo Inferior. Nesta bacia localizam-se campos petrolíferos em produção e grandes reservas por serem exploradas. Desde 2007 a Petrobras descobriu importantes acumulações de petróleo e gás natural em águas profundas e abaixo de uma espessa camada de sal. Estas descobertas estão em fase de avaliação exploratória. Foram também descobertas pela Petrobras, importantes acumulações de óleo leve em águas rasas.

Campos petrolíferos[editar | editar código-fonte]

  • Campo de Lula: localizado a 250 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, volumes recuperáveis entre 5 e 8 bilhões de barris de petróleo de boa qualidade, ou seja petróleo relativamente leve, além de gás natural associado. No final de 2010, a área de Tupi e Iracema foi declarada como comercialmente econômica. A área exploratória de Tupi passou a se chamar Campo de Lula e Iracema passou a se chamar Campo de Cernambi [1] . São importantes campos do Pré-sal. Atualmente (agosto/12), o Piloto de Lula possui produção de 95 mil bpd através do FPSO Cidade de Andra dos Reis e num SPA (Sistema de Produção Antecipada) do poço RJS-647 (Cernambi) através do FPSO Cidade de São Vicente com produção atual de 14.200 bpd e previsão de término em 22/10/2012.
  • Campo de Merluza: localizado a 184 quilômetros de Santos, litoral de São Paulo, é responsável pela produção de 400 mil metros cúbicos por dia de gás e 700 barris por dia de condensado.
  • Campo de Lagosta Localizado a 190 quilômetros de Santos, litoral de São Paulo, é responsável pela produção de 1,2 milhão de metros cúbicos por dia de gás e 1.600 barris por dia de condensado.
  • Campo de Mexilhão: localiza-se a 140 quilômetros de São Sebastião, no Estado de São Paulo, responsável pela produção atual (ago/12) de 5 milhões de metros cúbicos por dia de gás e 3 mil barris por dia de condensado, com potencial para atingir seu pico de produção de 8 milhões de m3/d de gás no primeiro semestre de 2013. A plataforma de Mexilhão (PMXL-1) recebe atualmente (ago/12) ainda as produções dos Campos de Uruguá e Tambaú (1,6 milhão de m3/d de gás) e Piloto de Lula (3 milhões de m3/d de gas), seguindo num gasoduto de 32 polegadas até a Unidade de Tratamento de Gás de Caraguatatuba (UTGCA) chamada de Monteiro Lobato.
  • Campo de Uruguá: localizado a 160 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro, tem produção atual (ago/12) de 13.000 bpd e 1,1 milhões de m3/d de gás. A estimativa de produção no pico de produção é 20 mil bpd de óleo e 4 milhões de m3/d de gás. Com o fim da fase exploratória do antigo bloco BS-500 no final de 2006 foram declaradas as comercialidades dos Campos de Tambaú, Uruguá, Tambuatá, Pirapitanga e Carapiá, sendo que apenas os dois primeiros estão em franco desenvolvimento da produção.
  • Campo de Tambaú: Localizado a 160 quilômetros da costa da cidade do Rio de Janeiro, teve o início da produção de gás em agosto/12 com vazões iniciais de 1,2 milhões de m3/d e pico de produção previsto para final de 2013 de cerca de 3 milhões de m3/d de gás.
  • Campos de Tubarão, Estrela do Mar, Coral, Cavalo Marinho, Caravela: localizam-se a 200 quilômetros da costa dos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Atualmente não produtores. Estão sendo estudadas alternativas economicamente viáveis para produção destes campos carbonáticos de idade Albiana de baixa permeabilidade.
  • Campos de Baúna e Piracaba: Com suas Declarações de Comercialidade realizadas em 17/02/2012, estes dois campos produzem atualmente por um SPA (Sistema de Produção Antecipada) com produção de 24 mil bpd de óleo leve (32 a 34o API) em águas rasas através de dois poços (SPS-56 e SPS-57) e limitada à queima de gás de 500 mil m3/d. Está localizado a 213 Km da costa catarinense e pico de produção prevista de 80 mil bpd de óleo.
  • Campos de Guaiamá e Piracucá: Localizados a 210 quilômetros do Estado de São Paulo, na área sul da Bacia de Santos, são campos de óleo extra-leve em área de água rasa. Atualmente encontra-se em estudos a viabilidade econômica da produção em conjunto destas 2 áreas e a possível interligação de um gasoduto até a Plataforma de Merluza.
  • Pólo Centro: localizado de 250 a 300 quilômetros da costa dos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, encontram-se 7 áreas em fase de Avaliação Exploratória (Parati, Caramba, Carioca, Bem-te-vi, Azulão, Júpter e Iara), cada uma com uma data para Declaração de Comercialidade, variando de 2013 até 2016, além das 6 (+1) Áreas adquiridas pela Petrobras em 2010 (Franco, Entorno de Iara, Nordeste de Tupi, Sul de Tupi, Sul de Guará e Florin + Peroba) com o direito de explorar os reservatórios microbiais aptianos existentes abaixo de espessa (2.000 m) camada de sal (informalmente denominado de Pré-sal) com volumes recuperáveis de até 5 bilhões de barris de petróleo em negociação direta com a União Federal, resultando em contrato de aproximadamente R$75 bilhões, dentro do regime denominado de Cessão Onerosa.

Exploração pela Petrobras[editar | editar código-fonte]

A partir de agosto de 2011 a Petrobras iniciará uma experiência pioneira de captura e armazenamento de carbono em águas profundas, que consiste em absorver grandes quantidades de CO2 existentes no pré-sal.[2]

Referências

  1. http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2010/12/petrobras-batiza-campo-de-tupi-como-lula-e-declara-comercialidade.html Campo de Lula e Cernambi
  2. Petrobras enterra carbono tirado de poço do pré-sal. Brasil Econômico (16 de junho de 2011). Página visitada em 17 de junho de 2011. "Está previsto para começar em agosto, no poço Lula (ex-Tupi), na bacia de Santos, uma experiência pioneira no mundo, a captura e armazenamento de carbono (CCS, na sigla em inglês) em águas profundas. Trata-se de uma maneira de absorver grandes quantidades de gás carbônico (CO2) contidas no petróleo do pré-sal para impedir que esse gás poluente alcance a atmosfera e contribua para o aquecimento global."

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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