Palácio Laranjeiras

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Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador do estado do Rio de Janeiro
Sala de jantar do Palácio Laranjeiras

O Palácio Laranjeiras é a atual residência oficial do governador do estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Localiza-se no bairro de Laranjeiras, na cidade do Rio de Janeiro.

Por vezes, é incorretamente denominado Palácio das Laranjeiras[1]

Encontra-se tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro

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História[editar | editar código-fonte]

Construído entre 1909 e 1913 segundo projeto dos arquitetos Joseph Gire e Armando da Silva Telles, o palacete era a residência da família Guinle. Em 1940, passou à administração federal, tendo sido utilizado como residência oficial da presidência por Juscelino Kubitschek (1956-1961), que não quis permanecer no Palácio do Catete após o suicídio de Getúlio Vargas (1954). Com a conclusão do Palácio da Alvorada, inaugurado em 1958 em Brasília, Kubitschek deixou o palácio.

Inaugurada a nova capital brasileira em 1960, o Palácio Laranjeiras passou para a administração estadual, tornando-se residência do governador do estado da Guanabara até 1975, quando foi assinada a Lei complementar número 20 para fundi-lo com o estado do Rio de Janeiro.

Desde então, foi utilizado como residência do presidente da República durante suas visitas ao Rio de Janeiro e para recepções diplomáticas. Entretanto, nesse meio tempo, diversos governadores fluminenses preferiram utilizar a residência da Gávea Pequena. Dentre os seus visitantes ilustres, destacam-se os ex-presidentes Charles de Gaulle, da França, Harry Truman, dos Estados Unidos e o Papa João Paulo II.

Em 2001, o palácio foi objeto de ampla campanha de restauração envolvendo restauradores, historiadores, museólogos e pesquisadores, que lhe procederam a recuperação de pinturas, pisos e móveis. Ao final dessa intervenção, o governo do estado abriu as portas do palácio para visitas guiadas por estudantes de história da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Atualmente, porém, o palácio não está aberto a visitação.

O terreno onde hoje se ergue o edifício era, nos fins do século XIX, propriedade do conde Sebastião Pinho, aristocrata português estabelecido no Rio de Janeiro. Na propriedade, situava-se um palacete pertencente ao conde que foi demolido para dar lugar ao atual palácio.

O acervo do palácio compreende pinturas de Frans Post, uma réplica do piano que pertenceu à rainha Maria Antonieta da França, mosaicos de mármore e de cerâmica com aplicações de ouro 24 quilates, esculturas e mobiliário fino.

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. O uso errôneo da contração de preposição e artigo em "Palácio das Laranjeiras" deve-se à crença de que o palácio teria sido batizado em referência a pés de laranja. No entanto, não há nenhum pé dessa fruta nos jardins do palácio. O nome Laranjeiras refere-se, na verdade, ao bairro de Laranjeiras na qual se localiza o palácio, bairro este que já existia com este nome muito tempo antes da construção do palácio. Embora o próprio governo do estado do Rio de Janeiro use o nome correto, Palácio Laranjeiras, é interessante notar que, no website do palácio, está escrito "o presidente Geisel doou o Palácio das Laranjeiras ao novo estado".

Ligações externas[editar | editar código-fonte]