José Fogaça
| José Fogaça | |
|---|---|
| José Fogaça | |
| Prefeito de Porto Alegre |
|
| Mandato | 1 de janeiro de 2005 até 30 de março de 2010 |
| Antecessor(a) | João Verle |
| Sucessor(a) | José Fortunati |
| Senador pelo Rio Grande do Sul |
|
| Mandato | 1 de fevereiro de 1987 até 1 de fevereiro de 2003 |
| Vida | |
| Nascimento | 13 de janeiro de 1947 (65 anos) Porto Alegre, Rio Grande do Sul |
| Partido | PMDB |
| Profissão | advogado |
José Alberto Fogaça de Medeiros (Porto Alegre, 13 de janeiro de 1947) é um advogado e político brasileiro. Foi prefeito de Porto Alegre (2005 a 2010) e exerceu os cargos de deputado estadual (1978 a 1982), deputado federal (1982 a 1986) e senador (1987 a 2002). Em 2010 foi candidato ao governo do Rio Grande do Sul, mas não obteve a eleição, ficando em segundo lugar. O eleito foi Tarso Genro.
Índice |
[editar] Carreira artística e docente
Formado em Direito pela PUC-RS, atuou como professor de Literatura em curso pré-vestibular e, durante algum tempo, foi professor de direito constitucional nas Faculdades Rio-Grandenses (FARGS).
Foi apresentador de televisão e rádio. Na televisão apresentou, a partir de 1974, o programa Portovisão, da TV Difusora de Porto Alegre. Na Rádio Continental, de 1974 a 1976, apresentou o programa Opinião Jovem, ao lado do professor Clóvis Duarte. Foi também articulista do jornal Zero Hora, do grupo RBS. Em 1972 foi comentarista político na Rádio Jovem Pan em São Paulo.
Também é autor de composições musicais,[1] atuando em parceria com sua mulher, Isabela Fogaça, e tem sucessos gravados com a dupla Kleiton & Kledir, Vitor Ramil, grupo MPB4, Fafá de Belém, Victor Hugo (músico), Nara Leão e com a cantora argentina Mercedes Sosa. Suas composições mais conhecidas são Vento Negro,[2] Cidade do Menino Deus e Porto Alegre é demais,[3] considerado o hino informal da cidade.
[editar] Carreira política
José Fogaça iniciou sua vida política pelo MDB sendo eleito deputado estadual em 1978 e após ingressar no PMDB galgou um mandato de deputado federal em 1982. Coordenador da campanha das Diretas Já em 1984, foi candidato a vice-prefeito na chapa liderada por Francisco Machado Carrion Júnior.
Em 1986 foi eleito senador pelo Rio Grande do Sul e na Constituinte defendeu a adoção do parlamentarismo e foi um dos responsáveis pela elaboração do texto final da Constituição de 1988. Também atuou como relator dos projetos do Código Civil, do Estatuto da Criança e do Adolescente e da emenda constitucional que criou os juizados especiais.
Em 1990, foi lançado como candidato do PMDB à sucessão do governador Pedro Simon, àquela altura já substituído por Sinval Guazzelli mas ficou apenas em terceiro lugar. Reeleito senador em 1994, entrou em colisão com decisões do partido em nível nacional, e em 2001 acompanhou o ex-governador Antônio Britto ao deixar o PMDB e ingressar no PPS, pelo qual tentou obter um terceiro mandato como senador, no ano seguinte. Não tendo sido reeleito, abandonou temporariamente a vida política.
[editar] Prefeito
Fogaça foi lançado como candidato à prefeitura de Porto Alegre pela coligação PPS-PTB em 2004. Apresentando-se como "candidato da mudança", Fogaça, no entanto, reiterou junto ao eleitorado que "manteria o que está bem e mudaria o que não está". Nessa perspectiva, comprometeu-se a manter alguns projetos da administração petista, como o Orçamento Participativo, modelo iniciado no Município de Lajes pelo prefeito Dirceu Carneiro e anteriormente praticado em Pelotas pelo prefeito Bernardo Souza, ambos à época integrantes do MDB.
No primeiro turno, obteve 28,3% dos votos (contra 37,6% de Raul Pont, candidato da coligação PT-PCdoB-PL-PSL-PMN-PTN). No segundo turno, recebendo o apoio de diversos partidos, Fogaça foi eleito com cerca de 53% dos votos válidos contra 47% de Pont, encerrando assim um longo ciclo de administrações petistas na capital gaúcha, iniciado em 1988.
Fogaça deixou a sigla PPS, que o elegeu em 2004 e retornou ao seu antigo partido. Depois de estruturar aliança com PDT e PMDB, em 2008 anunciou sua candidatura à reeleição.
Em 2008, concorreu a reeleição pela coligação PMDB-PDT-PTB, tendo José Fortunati como candidato a vice, e enfrentando vários partidos que estiveram na sua administração, como o PP, PSDB e o próprio PPS, seu partido quando havia sido eleito quatro anos antes. No primeiro turno foi o mais votado entre oito candidatos, com 346.427 votos (43,85% dos votos válidos).[4] No segundo turno, disputado com Maria do Rosário, do PT, foi reeleito com 468.773 votos (58,95% dos votos válidos), quase 39 mil votos a mais do que no segundo turno de 2004.[5]
Em 29 de março de 2010 José Fogaça renunciou a Prefeitura de Porto Alegre para poder concorrer ao Governo do Estado do Rio Grande do Sul.[6]
[editar] Eleições 2010
Foi candidato ao governo do estado do Rio Grande do Sul pela coligação "Juntos pelo Rio Grande" (PMDB, PDT, PSDC, PTN), sendo derrotado pelo petista Tarso Genro, que venceu o pleito em primeiro turno com pouco mais de 54% dos votos válidos,[7] contra os 24,7% de Fogaça.
Referências
- ↑ Composições de Fogaça 15 de janeiro de 2009. Página visitada em em.
- ↑ Letra de Vento Negro 15 de janeiro de 2009. Página visitada em em.
- ↑ Letra de Porto Alegre é demais 15 de janeiro de 2009. Página visitada em em.
- ↑ [1]
- ↑ [2]
- ↑ "Fogaça deixa prefeitura para disputar governo do RS" Estado de S. Paulo, 29 de março de 2010
- ↑ [3]
[editar] Ligações externas
| Precedido por João Verle |
Prefeito de Porto Alegre 2005 — 2010 |
Sucedido por José Fortunati |
- Senadores do Rio Grande do Sul
- Deputados federais do Rio Grande do Sul
- Deputados estaduais do Rio Grande do Sul
- Prefeitos de Porto Alegre
- Compositores do Rio Grande do Sul
- Professores do Rio Grande do Sul
- Radialistas do Rio Grande do Sul
- Membros do Partido do Movimento Democrático Brasileiro
- Membros do Partido Popular Socialista
- Naturais de Porto Alegre
- Ex-alunos da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul