José de Magalhães Pinto
José de Magalhães Pinto (Santo Antônio do Monte, 28 de junho de 1909 — Rio de Janeiro, 6 de março de 1996) foi um político brasileiro.
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Biografia [editar]
Sua vida profissional se iniciou quando tinha dezesseis anos. Seu primeiro emprego foi no Banco Hipotecário e Agrícola de Minas Gerais. Com 17 anos já era gerente da agência.
Foi presidente da Associação Comercial de Minas Gerais presidindo a Federação de Comércio daquele estado. Em 1943 foi diretor do Banco da Lavoura. Assinou o "manifesto dos mineiros" sendo afastado por imposição do governo federal.
Em 1944 fundou o Banco Nacional de Minas Gerais. Conservador, foi fundador também da União Democrática Nacional (UDN). Foi deputado à Assembleia Constituinte de 1946, renunciou ao mandato para ocupar o cargo de secretário de Finanças de Minas Gerais no governo Milton Campos.
Governou o estado de 1961 a 1966, quando criou o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais. Nesta época, financiou o Ipes e foi um dos principais artífices do golpe militar de 1964.
Em 7 de outubro de 1963, durante o seu governo, ocorreu o trágico Massacre de Ipatinga.
Após o Golpe de 1964, sua fortuna se multiplicou e incorporou mais seis bancos em 1972. Criando em seguida o Banco Nacional S/A, com sede em Belo Horizonte.
No governo Costa e Silva, foi ministro das Relações Exteriores, articulador de empréstimos internacionais para o financiamento de obras de infra-estrutura para o desenvolvimento do Brasil, cuja política ficou conhecida como "Diplomacia da Prosperidade". Em alguns pontos semelhantes à Política Externa Independente (PEI), dos governos Jânio Quadros e João Goulart, divergindo quanto à reformas sociais. Ciente de que a détente entre os Estados Unidos e a URSS modificava as regras da política global, em especial com o agravamento do antagonismo Norte-Sul, propugnava uma aliança com o Terceiro Mundo, com o objetivo de modificar a sua participação no sistema internacional. Nesse período o Brasil passa a compor o recém criado Grupo dos 77, além de se recusar em assinar o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP).
Foi grande financiador de empreiteiros de obras públicas na época do Milagre brasileiro. Foi duas vezes deputado federal por Minas Gerais e senador entre 1971 e 1979. Filiado a Arena, participou em 1980 da fundação do Partido Popular. Após a incorporação deste ao PMDB, filia-se ao PDS.1
Deixou a política em 1985, por motivo de doença.
Homenagens [editar]
O estádio do Mineirão, o segundo maior do Brasil, é denominado Governador Magalhães Pinto em sua homenagem. A avenida principal da cidade de Coronel Fabriciano é denominada Avenida Governador José de Magalhães Pinto.
Referências
Ligações externas [editar]
- Biografia de Magalhães Pinto no site da FGV (fonte: Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2001)
- Perfil de Magalhães Pinto no site do Senado Federal
| Precedido por José Francisco Bias Fortes |
Governador de Minas Gerais 1961 — 1966 |
Sucedido por Israel Pinheiro |
| Precedido por Juracy Magalhães |
Ministro das Relações Exteriores do Brasil 1967 — 1969 |
Sucedido por Mário Gibson Barbosa |
| Precedido por Paulo Francisco Torres |
Presidente do Senado Federal do Brasil 1975 — 1977 |
Sucedido por Petrônio Portela Nunes |
- Mortos em 1996
- Ministros do Governo Costa e Silva
- Ministros do Governo Provisório de 1969
- Ministros das Relações Exteriores do Brasil
- Presidentes do Senado Federal do Brasil
- Governadores de Minas Gerais
- Senadores de Minas Gerais
- Deputados federais de Minas Gerais
- Banqueiros do Brasil
- Anos de chumbo (Brasil)
- Naturais de Santo Antônio do Monte
- Doutores Honoris Causa pela Universidade do Porto
- Membros da União Democrática Nacional
- Membros da Aliança Renovadora Nacional
- Membros do Partido Democrático Social
- Membros do Partido Popular (Brasil)