José de Magalhães Pinto

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

ATENÇÃO: Este artigo ou secção não cita as suas fontes ou referências, em desacordo com a política de verificabilidade. Ajude a melhorar este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes, inserindo-as no corpo do texto ou em notas de rodapé.

José de Magalhães Pinto (Santo Antônio do Monte, 28 de junho de 1909Rio de Janeiro, 6 de março de 1996) foi um político brasileiro.

Sua vida profissional se iniciou quando tinha dezesseis anos. Seu primeiro emprego foi no Banco Hipotecário e Agrícola de Minas Gerais. Com 17 anos já era gerente da agência.

Foi presidente da Associação Comercial de Minas Gerais presidindo a Federação de Comércio daquele estado. Em 1943 foi diretor do Banco da Lavoura. Assinou o "manifesto dos mineiros" sendo afastado por imposição do governo federal.

Em 1944 fundou o Banco Nacional de Minas Gerais. Conservador, foi fundador também da União Democrática Nacional (UDN). Foi deputado à Assembléia Constituinte de 1946, renunciou ao mandato para ocupar o cargo de secretário de Finanças de Minas Gerais no governo Milton Campos.

Governou o estado de 1961 a 1966, quando criou o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais. Nesta época, financiou o IPES e foi um dos principais artífices do golpe militar de 1964.

Em 7 de outubro de 1963, foi o mentor do trágico evento Massacre de Ipatinga.

Após o Golpe de 1964, sua fortuna se multiplicou e incorporou mais seis bancos em 1972. Criando em seguida o Banco Nacional S/A, com sede em Belo Horizonte.

No governo Costa e Silva, foi ministro das Relações Exteriores, articulador de empréstimos internacionais para o financiamento de obras de infra-estrutura para o desenvolvimento do Brasil, cuja política ficou conhecida como "Diplomacia da Prosperidade". Em alguns pontos semelhantes à Política Externa Independente (PEI), dos governos Jânio Quadros e João Goulart, divergindo quanto à reformas sociais. Ciente de que a détente entre os EUA e a URSS modificava as regras da política global, em especial com o agravamento do antagonismo Norte-Sul, propugnava uma aliança com o Terceiro Mundo, com o objetivo de modificar a sua participação no sistema internacional. Nesse período o Brasil passa a compor o recém criado Grupo dos 77, além de se recusar em assinar o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP).

Foi grande financiador de empreiteiros de obras públicas na época do Milagre brasileiro. Foi duas vezes deputado federal por Minas Gerais e senador entre 1971 e 1979.

Deixou a política em 1985, por motivo de doença.

[editar] Homenagens

O estádio do Mineirão, o terceiro maior do Brasil, é denominado Governador Magalhães Pinto em sua homenagem.


Precedido por
José Francisco Bias Fortes
Governador de Minas Gerais
19611966
Sucedido por
Israel Pinheiro
Precedido por
Juracy Magalhães
Ministro das Relações Exteriores do Brasil
19671969
Sucedido por
Mário Gibson Barbosa
Precedido por
Paulo Francisco Torres
Presidente do Senado Federal do Brasil
19751977
Sucedido por
Petrônio Portela Nunes


Ferramentas pessoais
Outras línguas