Formiga (Minas Gerais)

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Município de Formiga
"Princesa D'Oeste"
"Cidade das Areias Brancas""
Bandeira de Formiga
Brasão de Formiga
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 6 de junho
Fundação 6 de junho de 1858
Gentílico formiguense
Prefeito(a) Moacir Ribeiro da Silva (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Formiga
Localização de Formiga em Minas Gerais
Formiga está localizado em: Brasil
Formiga
Localização de Formiga no Brasil
20° 27' 50" S 45° 25' 33" O20° 27' 50" S 45° 25' 33" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Oeste de Minas IBGE/2008[1]
Microrregião Formiga IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Arcos, Campo Belo, Candeias, Pimenta, Córrego Fundo, Itapecerica, Santo Antônio do Monte, Pedra do Indaiá
Distância até a capital 196 km
Características geográficas
Área 1 502,443 km² [2]
População 65 064 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 43,31 hab./km²
Clima Tropical de Altitude
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,755 alto PNUD/2010 [4]
PIB R$ 667 250,533 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 9 983,70 IBGE/2008[5]
Página oficial
Prefeitura www.formiga.mg.gov.br

Formiga é um município brasileiro do estado de Minas Gerais, situado na Região Sudeste do país.

História[editar | editar código-fonte]

Os primeiros registros de desbravamento da região, são relacionados à criação da Picada de Goiás, em 1737.[6] Também chamada de Caminho de Goiás, era uma das Estradas Reais, que ligavam minas e permitiam explorar e escoar o ouro.[7] Com o tempo, a Coroa proibiu, sob pena de morte, a criação de novos caminhos que levasse às minas. A Picada de Goiás ligava São João del-Rei ao Rio São Francisco.

Até 1748, Goiás era uma simples comarca da Capitania de São Paulo. Em 1744, os portugueses da Comarca de São João Del Rei, a mando de Gomes Freire, tomaram da Vila de Pitangui, Comarca de Sabará, o Arraial do Tamanduá. Dali para frente, até o rio São Francisco, tudo ficava "entre a Capitania de Minas Gerais e Goiás", inclusive, o Quilombo do Ambrósio que, conforme sempre afirmou o historiador Leopoldo Corrêa, ficava ao norte da atual Cristais-MG. A capitania de São Paulo foi extinta em 1748, quando passou a ser subordinada à do Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, também se criaram as capitanias de Goiás e Mato Grosso.

Nessa ocasião, Gomes Freire usurpou da extinta São Paulo o atual Sudoeste de nosso Estado. Gomes Freire, no entanto, falhou e não conseguiu agregar o Triângulo, então Goiano, à nossa Capitania. Além disto, inconformado por não ter conseguido destruir os quilombos em 1746 - o que causou a extinção do imposto da Capitação - Gomes Freire mandou invadir em 1759, o Triângulo, que pertencia à Capitania de Goiás e subjugar também os rebeldes de nosso atual Sudoeste. Mas, o Triângulo continuou goiano.

Assim, Inácio Correia Pamplona, segundo ele mesmo declarou em processo de justificação de 1803, foi contratado pelo próprio Gomes Freire para continuar a empreitada, agora, de tomar de Goiás o atual Triângulo Mineiro, o que teria empreendido a partir de 1766, passando sempre, no seu ir-e-vir, por Formiga e região, como consta do diário e roteiro da suposta expedição que, em 1769, empreendeu a mando do conde Valadares. A partir de então, Inácio Correia Pamplona passou a parasitar política e administrativamente toda a nossa região, sempre tentando distorcer os fatos de maneira a carrear para sua história, fatos e feitos de outras pessoas, como Antônio João de Oliveira, Bartolomeu Bueno do Prado, Inácio de Oliveira Campos, João de Godoy Pinto da Silveira e muitos outros.[8]

Com o passar do tempo, vários sesmeiros começaram a se instalar pelo caminho, dando origem a diversas fazendas. Foram concedidas 25 sesmarias aos desbravadores, para que pudessem desenvolver a região. Com a instalação dessas fazendas, também deu-se início à fuga de escravos. Registra-se, à época, uma carta a D. Maria I, relatando a imensa quantidade de escravos fugidos na região. Houve várias expedições para capturar os fugidos e destruir os quilombos formados. A mais célebre, registrada em documentos da época, foi a investida do Capitão Manoel de Sousa Portugal contra o Quilombo do Ambrósio.

A respeito do Quilombo do Ambrósio e os demais quilombos da Caminho de Goiás, Luiz Gonzaga da Fonseca, em "História de Oliveira", narra os ataques dos quilombolas:

"Não há dúvida que esta invasão negra fora provocada por aquele escandalosa transitar pela picada, e que pegou a dar na vista demais. Goiás era uma Canaã. Voltavam ricos os que tinham ido pobres. Iam e viam mares de aventureiros. Passavam boiadas e tropas. Seguiam comboios de escravos. Cargueiros intérminos, carregados de mercadorias, bugigangas, miçangas, tapeçarias e sal. Diante disso, negros foragidos de senzalas e de comboios em marcha, unidos a prófugos da justiça e mesmo a remanescentes dos extintos cataguás, foram se homiziando em certos pontos da "Picada de Goiás". Essas quadrilhas perigosas, sucursais dos quilombolas do Rio das Mortes, assaltavam transeuntes e os deixavam mortos no fundo dos boqueirões e perambeiras, depois de pilhar o que conduziam. Roubavam tudo. Boiadas. Tropas. Dinheiro. Cargueiros de mercadorias vindos da Corte (Rio de Janeiro). E até os próprios comboios de escravos, matando os comboeiros e libertando os negros trelados. E com isto, era mais uma súcia de bandidos a engrossar a quadrilha. E do combate a essa praga é que vai surgir a colonização do território e região.[9] . Sobre estas alegações, veja item específico A Violência no Caminho de Goiás e o Quilombo do Ambrósio.

Em 1764, o então governador de Minas Luís Diogo Lobo da Silva, parte em viagem pelo centro-oeste e sudoeste do atual estado, passando por Itapecerica (à época Tamanduá), pela Fazenda do Pouso Alegre e pelo Quilombo de Formiga,[10] onde residia sesmeiro, Antônio José, o Torto, sob o comando do qual criou uma Esquadra de Cavalaria Auxiliar.[11] Dali, prosseguiu sua viagem de 365 léguas visando a consolidar o abocanhamento do atual Sudoeste de Minas que, até 1748, pertencera à extinta Capitania de São Paulo.[12]

Objetivando desenvolver os povoados da região, a fim de diminuir o número de pessoas desocupadas no estado, ele convida Inácio Correia Pamplona, para se instalar na região. Em 1767, o governador concede a Inácio Correia Pamplona e seus acompanhantes, 20 sesmarias na região. A de Inácio, posteriormente, deu origem ao município de Bambuí. A região, que mais tarde se tornaria os município de Formiga e Córrego Fundo, foi entregue a Domingos Antônio da Silveira.

Entre a concessão das 25 semarias da Picada de Goiás e a concessão das 20 sesmarias por Luís Diogo Lobo da Silva; houve a abertura de mais uma picada entre Tamaduá e Piumhi. Essa picada, visava um encurtamento de caminho entre os povoados. Esse caminho, que foi aberto pelos primos Estanislau de Toledo Pisa e Feliciano Cardoso de Camargos, seguia um antigo caminho feito por índios e escravos fugidos. A Picada de Tamanduá a Pium-í, como ficou conhecida, foi a que deu origem ao povoamento de Formiga.

A origem do nome[editar | editar código-fonte]

Segundo a tradição popular, o nome da cidade surgiu graças à denominação dada ao rio que a corta. Conta-se que um grupo de tropeiros passando pelo caminho, resolve fazer paragem à beira do rio. Durante a noite, seu carregamento de açúcar é atacado por formigas. Dado esse episódio, resolveram nomear o rio de Rio Formiga.

A origem do nome também é atribuída a Inácio Correia Pamplona, que equiparou os penedos da região, aos Ilhéus das Formigas, nos Açores.

A versão histórica mais aceitável, é que a origem do nome da cidade é proveniente dos índios e escravos fugidos que passavam pelo local. Considerando que a Picada de Tamandua a Pium-í visava a redução do caminho, é de se pensar que havia trânsito constante também de índios e escravos fugidos pelo caminho. Foram estes então, que deram nome ao rio que, posteriormente, deu nome ao povoado que se ergueu.

O primeiro morador[editar | editar código-fonte]

Estima-se que os primeiros habitantes começaram a se estabelecer na região, de forma definitiva, em 1749. A primeira capela foi erguida por solicitação de João Gonçalves Chaves, no ano de 1765. Segundo Saint-Hilaire, em sua passagem na região no ano de 1819, ele encontrou um homem centenário, que se dizia o primeiro a estabelecer-se no local e que fora quem lançou os alicerces da capela. Sendo assim,[13] João Gonçalves Chaves é considerado o primeiro morador do povoado.

Saint-Hilaire[editar | editar código-fonte]

Em 1819, o francês Saint-Hilaire, em expedição pelo Brasil, passou por Formiga. Em seu livro Viagem às nascentes do rio S. Francisco e pela província de Goiás, ele relata sua passagem pelo então Arraial de Formiga:

"Chegado a Formiga fui apresentar ao comandante da povoação a carta que o capitão-mor de Tamanduá em entregara para ele, e na qual lhe dava ordem para e arranjar um pedestre para me escoltar até Pium-í. O comandante me recebeu muito bem e me recriminou por me ter apeado no albergue. Encontrei reunidos na sua casa, os principais habitantes de Formiga, que eram mercadores e pertenciam à nossa raça. Segundo o costume em vigos nos lugarejos e pequena cidades, usavam uma vestéa de chita, e, por cima desta, uma capa de tecido grosso de lã; seus modos eram mais ou menos dos nossos burguêses do campo. Falou-se muito da França, e me inquiriam se era verdade que as mulheres lá gosavam de tanta liberdade como um outro francês assegurara, passando por esta zona algum tempo antes. Confirmei o que dissera meu compatriota, e as explicações que fiz a respeito pareceram tão estranhas, que um dos assistentes exclamou, pondo as mãos na cabeça: Deus nos livre de semelhante desgraça! Essa pobre gente não pensava que o prisioneiro julga em não tem obrigação nenhuma com o carcereiro que o guarda, e que mais frequentemente se é enganado pelo seu escravo do que pelo homem livre em que se depositou confiança. O arraial de Formiga está situado perto do rio que tem o seu nome, em um grade vale limitado por colinas cobertas de pastagens e bosques. As ruas dessa povoação são mal alinhas, as casas afastada das outras, e quase todas pequenas e mal conservadas. A Igreja está construída na extreidade de uma grande praça, sobre uma plataforma um pouco mais elevada que o resto da vila; não tem teto, é quase nua no interior, e corresponde perfeitamente ao estado miserável das casas. Vêm-se em Formiga, várias lojas e vendas mal sortidas. Uma taboleta muito visível, encimada pelas armas de Portugal, indicava então aonde se vendias as bulas da Santa Cruzada. A loja melhor provida, pareceu-me ser a do biticário; o que exercia essa profissão era ainda um padre, que ele mesmo preparava os remédios, vendia-os e não deixava de dizer missa todos os dias."[14]

Padre Doutor Salvador[editar | editar código-fonte]

Natural de São João del-Rei, Salvador Godoy dos Passos, nascido em 1734, veio ainda moço para Formiga. O título de Padre Doutor deve-se ao seu comércio de boticário no arraial. Figura histórica ilustre no município, seus restos mortais foram sepultados na ainda Igreja de São Vicente Ferrer, aonde serviu como padre durante muitos anos.

Caso o padre boticário citado por Saint-Hilaire fosse o Padre Doutor, este, em 1819, estaria com 85 anos de idade, fato que jamais deixaria de ser mencionado pelo ateciosíssimo sábio francês. Realmente, segundo concluiu o Historiador de Formiga, Dr. Leopoldo Corrêa, "nada provava (ou prova) ser o padre de nossas pesquisas". Anotou, ainda, que o Padre Doutor, cujo nome completo era Salvador Pais Godoi dos Passos, era mencionado em documentos como "Revmo. Dr.", ou seja, reverendíssimo doutor.[15] E ele era mesmo formado em Cânones,[16] ou seja, era mais que um bacharel em Direito, por isto, o seu título de Doutor. Convidado pelo Padre Gaspar Alves Gondin, vigário de Tamanduá, para ser capelão de Formiga, foi também o primeiro juiz de sesmarias da Comarca do Rio das Mortes na região de Formiga-MG, Cristais-MG e Candeias-MG. Segundo o Historiador José Gomides Borges, de Candeias-MG,o Padre Doutor, foi o Juiz de Sesmarias que demarcou judicialmente a Sesmaria do Capitão Domingos Rodrigues Lima Tendais, o primeiro sesmeiro da atual cidade Candeias, em 1º de setembro de 1766.[17]

Antes da Demarcação Judicial da Sesmaria de Candeias, o Padre Doutor, demarcara uma outra, a mais antiga da região: A Sesmaria do Quilombo do Ambrósio, nome oficial com que datou todos os atos judiciais que praticou no processo da demarcação da sesmaria de Constantino Barbosa da Cunha, o primeiro sesmeiro da atual cidade de Cristais, concluído em 2 de julho de 1766,[18] como provou documentalmente o Historiador Tarcísio José Martins, no site Mgquilombo, com tombamento oficial da toponímia "Primeira Povoação do Ambrósio" pela Lei Municipal nº 1.504 de 10.11.2009, aprovada pelo Poder Legislativo, sancionada e promulgada pelo Poder Executivo dessa vizinha cidade.[19] Esse fato é a prova final[20] de que o Quilombo do Ambrósio atacado em 1746 pelos capitães Antônio João de Oliveira e Manuel de Sousa Portugal, ficava mesmo em território da atual Cristais-MG.

O Padre Doutor nasceu em São João Del Rei, mas era filho de pais paulistas. Faleceu com testamento redigido aos 12 de dezembro de 1812 e aberto aos 22 de junho de 1814.[21] Sem herdeiros necessários, deixou legados para vários irmãos e sobrinhos, bem como, para a Capela.[22] Um povoado do município, na zona rural, leva seu nome.

Vila Nova da Formiga[editar | editar código-fonte]

Em 29 de setembro de 1839, o arraial é elevado à categoria de vila. Como já exisitia uma Vila das Formigas, Cônego Manuel Júlio de Miranda, sugere o nome Vila Nova da Formiga. O que é acatado por todos. O primeiro presidente da Câmara de Vereadores foi João Caetano de Souza.

Filhos ilustres[editar | editar código-fonte]

Emancipação[editar | editar código-fonte]

Em 6 de junho de 1858, através da Lei provincial 880, Vila Nova de Formiga é elevada a município, com o nome de Formiga. Wenceslau Alves Belo era então presidente do município.

Turismo[editar | editar código-fonte]

O lago de Furnas atrai muitos turistas à região. Situado a 20 km da cidade, o lago tem ao redor clubes e condomínios.

A cidade possui ainda o Cristo Redentor, no morro da Loreta, cachoeiras e lagoas.

Em 2013, O município de Formiga entrou no turismo cultural cervejeiro, com a inlcusão da Microcervejaria Fürst Bier. Idéia advinda de Paulo Furst, este jovem empreendedor produz cervejas especiais respeitando a Lei da Pureza da Baviera, a Reinheitsgebot, de 1516. A supervisão da produção e o start-up das máquinas ficou a cargo do mestre cervejeiro Evandro Zanini. A Fürst Bier irá funcionar sob o forma de Brewpub e Biergarten.[23]

Comunicação[editar | editar código-fonte]

Formiga possui 4 rádios FM, 1 AM e 1 canal de televisão, que gera sinal para toda a região, além de contar com três jornais impressos: dois semanários (Tribuna e Nova Imprensa) e um diário (O Pergaminho). Tem ainda a revista A par.

Educação[editar | editar código-fonte]

Formiga MG possui 17 escolas municipais, 10 estaduais e 8 particulares. O Centro Universitário de Formiga (Unifor-MG) oferece mais de 20 cursos superiores e pós-graduação. Um Campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais - IFMG que conta atualmente com cinco cursos superiores (Ciência da Computação, Administração, Engenharia Elétrica, Licenciatura em Matemática e Tecnologia em Gestão Financeira) e 3 cursos médio-profissionalizantes (Técnico em Informática, Técnico em Administração e Técnico em Eletrotécnica), cursos esses gratuitos e geridos com recursos do Governo Federal. Há também na cidade o Centro de Vocação Tecnológica - CVT o qual oferece cursos próprios direcionados a toda população e também alguns cursos à distância em parceria com a Universidade Federal de Viçosa.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDHM dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 01 de agosto de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
  6. Esse mesmo conjunto de Picadas, como noticiou José Raimundo da Cunha Matos, foi mandado abrir em 1733, com o nome de Picada de Urbano do Couto.
  7. Implantada a Capitação, caiu a proibição de abertura de picadas. Matias Barbosa da Silva e José Álvares de Mira, protegidos de Gomes Freire e contratadores dos Direitos dos Caminhos do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Pernambuco e Maranhão, contrataram paulistas que viviam entre Minas e Goiás para, na verdade, recuperar a antiga picada de Urbano do Couto, isto, para que pudessem estender seus contratos tributários a Goiás, em detrimento dos contratadores da Capitania de São Paulo. In Quilombo do Campo Grande – História de Minas que se Devolve ao Povo, p. 125-126.
  8. Tudo isto pode ser aferido em AHU-ACL-N-MG doc. 66609, conforme publicação da Fundção João Pinheiro, IMAR-MG, cx. 177, doc. 47, p804, 21,7.
  9. FONSECA, Luís Gonzaga da, História de Oliveira, Edição Centenário, 1961, página 37, baseado na tendenciosa Carta da Câmara de Tamanduá à Raínha, de 1793
  10. Localizado entre as nascentes do córrego das Areias, atual Fazenda Porteira de Tábuas e a atual Fazenda do Quilombo, em Formiga-MG.
  11. 12 de setembro de 1764 - Neste dia se marchou para o sítio de Antônio José, e nele se formou uma esquadra de cavalaria auxiliar, por não haver gente para mais, nem milícias - 4 léguas.
  12. Verbete nº. 6796 do IMAR/MG, Cx. 85, Doc. 34 - 6 de março de 1765 – AHU, até o rolo 75, p. 128 deste documento, in Quilombo do Campo Grande - História de Minas que se Devolve ao Povo, p. 842-852.
  13. Saint-Hilaire não menciona o nome do "ancião centenário" de que dá notícia. O verbete 9734 do IMAR-MG do AHU, cx. 127, doc. 22, fala da testamentária do sargento-mor João Gonçalves Chaves que teria morrido ANTES do ano de 1787, não sendo, pois o citado "ancião" de 1819.
  14. Viagem às Nascentes do Rio São Francisco, Itatiaia-Edusp, 1975, p. 90
  15. Achegas à História do Oeste de Minas, 2ª Edição, Formiga-MG, 1993, p. 86-87
  16. Formou-se na Faculdade dos Sagrados Cânones na Universidade de Coimbra. Por volta de 1762 habilitou-se ao sacerdócio em Mariana e foi durante muitos anos capelão da Igreja de São Vicente Ferrer de Formiga, Freguesia de São Bento do Tamanduá-MG, onde era morador
  17. In O Sertão de Nossa Sra. das Candeias da Picada de Goiás, CMC-BH/MG, 1992, p. 72-74
  18. PRIMEIRO QUILOMBO DO AMBRÓSIO
  19. Texto da Lei Municipal nº 1.504/2009, do Município de Cristais-MG
  20. O Historiador Tarcísio José Martins, em seu livro Quilombo do Campo Grande - História de Minas que se Devolve ao Povo, Santa Clara, Contagem-MG, 2008, p. 499-513, apresenta mais de doze provas.
  21. O Testamento só é aberto após a morte do testador. Assim, quando o viajante Saint-Hilaire passou por Fomiga em 1819, já havia cerca de cinco anos que o Padre Doutor tinha falecido. Portanto, não é o boticário de que falou o sábio francês
  22. In Paes Godoy dos Passos - Aportes à Genealogia Paulistana
  23. OLIVEIRA, Henrique - Brasil Beer: O guia de cervejas brasileiras. Editora Gutenberg, 2013

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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