Paraguaçu (Minas Gerais)

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Município de Paraguaçu
Paraguacumg01.JPG

Bandeira de Paraguaçu
Brasão de Paraguaçu
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 30 de Agosto
Fundação 30 de Agosto de 1911
Gentílico paraguaçuense
Prefeito(a) Evandro Barbosa Bueno (DEM)
(2013–2016)
Localização
Localização de Paraguaçu
Localização de Paraguaçu em Minas Gerais
Paraguaçu está localizado em: Brasil
Paraguaçu
Localização de Paraguaçu no Brasil
21° 31' 59" S 45° 45' 59" O21° 31' 59" S 45° 45' 59" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Sul/Sudoeste de Minas IBGE/2008 [1]
Microrregião Alfenas IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Campos Gerais, Três Pontas, Elói Mendes, Cordislândia, Machado, Fama e Alfenas
Distância até a capital 347 km
Características geográficas
Área 424,296 km² [2]
População 20 245 hab. est. IBGE/2010 [2]
Densidade 47,71 hab./km²
Altitude 825 m
Clima tropical de altitude
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,788 alto PNUD/2000 [3]
PIB R$ 292 338 mil IBGE/2010 [4]
PIB per capita R$ 14,442 87 IBGE/2010 [4]
Página oficial

Paraguaçu é um município do estado de Minas Gerais, no Brasil.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

"Paraguaçu" é um nome oriundo da língua tupi: significa "mar grande", "rio grande", pela junção de pará (mar, rio grande) e gûasu (grande)[5] .

História[editar | editar código-fonte]

No final do século XVIII, foram cedidas duas sesmarias no Sertão de São Sebastião, na freguesia da Campanha, no sul de Minas Gerais: a primeira, ali por 1790, ao capitão Manoel Luiz Ferreira do Prado, e a segunda, ao português Agostinho Fernandes Lima Barata.

O lugar era habitado somente por índios da tribo mandiboias, de nação cataguá. Os nativos habitavam às margens dos rios Sapucaí e Dourado, ricos em peixes e frutas. Após os exames da região que fizeram, os colonizadores optaram pela pecuária, devido à facilidade que os cerrados ofereciam à criação de gado, embora não se descuidando do cultivo de cereais e formação de canaviais.

Inicialmente, o arraial tomou o nome de Carmo dos Tocos, pelo seguinte motivo: a sesmaria de Agostinho era formada por uma gleba de terra muito fértil onde vicejava uma densa mata virgem. Para que os moradores atingissem a localidade onde se pretendia construir a capela, foi necessário abrir uma picada, isto é, cortar árvores para a passagem de pedestres e cavaleiros, mas os tocos de árvores permaneceram, dando origem ao nome.

Segundo uma lenda, algum tempo depois, passou pela região um grupo de ciganos. Estando acampados no arraial, uma moça da cidade fugiu com os ciganos. A família e todos os moradores do lugarejo saíram ao encalço dos ciganos, expulsando-os. Depois de uma violenta luta, os sobreviventes fugiram e os mortos foram sepultados em uma vala no local denominado até os dias de hoje por Leva Tapas. Desde esse acontecimento, o arraial passou a denominar-se Carmo da Escaramuça, passando mais tarde à denominação de "Vila Paraguassú".

O município de Paraguaçu foi criado através da Lei 556, expedida em 30 de agosto de 1911, pelo governo de Minas Gerais. Um dos parágrafos dessa lei marcava a data para a eleição dos vereadores e para a escolha, pelos mesmos, do prefeito, do vice-prefeito e do secretário da câmara. Mas a prescrição legal não foi seguida.

Um ano depois, designado novo pleito, foram eleitos vereadores: José Cristiano Prado, Pedro Augusto Leite, Nestor Eustáquio de Andrade, José Camilo da Costa, João Pedro Alvarenga, Custódio Estevão Pereira e Cândido Galvão.Entretanto, faltavam à cidade prédios para cadeia, Grupo Escolar e Câmara, indispensáveis ao exercício da nossa autonomia. José Cristiano cedeu sua casa para sediar a Câmara, e o povo unido doou ao Estado, por escritura pública, os prédios que faltavam.

Empossados os titulares do Poder Legislativo local, foram eleitos Prefeito, Vice e Secretário, respectivamente, José Cristiano Prado, Pedro Augusto Leite e Cândido Galvão. A Câmara, sob a presidência de Pedro Leite, escolheu o dia seguinte, 1 de junho de 1912, para a instalação definitiva da Casa, quando, igualmente, o Prefeito e o Vice tomaram posse. Na sessão da Câmara do dia 2 do mesmo mês, iniciou-se a elaboração do Estatuto da Organização do Município. Com a liberdade, o arraial passou a responder pelo nome de "Paraguassú", escolha do senador Gaspar Lopes.

E assim foi que, em 1 de junho de 1912, Paraguaçu conquistou a liberdade, desligando-se definitivamente da dependência de Machado.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localizado no Sul de Minas Gerais, Micro Região de Furnas, com latitude de 21º31'59" e longitude 45º45'59", ocupa uma área de 380 km² e uma população estimada em 2004 de 25.196 habitantes.

Com uma pluviosidade média anual de 1 200 milímetros, tem um clima temperado com chuvas de setembro/outubro a março/abril numa temperatura média máxima de 28 graus centígrados e média mínima de 15 graus centígrados.

Ligado por rodovias asfaltadas às principais cidades da região, recebe grande influência de São Paulo, distante 315 quilômetros. Dista, ainda, 330 quilômetros da capital mineira, Belo Horizonte e 427 quilômetros do Rio de Janeiro.

No setor econômico, o município baseia-se na agropecuária, criação de bovinos, produção de leite e café, com existência de vários estabelecimentos comerciais e industriais com destaque na área têxtil, Metalurgia e Argamassa colante.

Sua localização é privilegiada e suas belezas naturais são um atrativo especial para os turistas.

Monumento do avião: o símbolo da cidade

Comunicação[editar | editar código-fonte]

Emissora de radio[editar | editar código-fonte]

Emissora de televisão[editar | editar código-fonte]

Jornal[editar | editar código-fonte]

  • Jornal A Voz da cidade

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. a b População IBGE de 2010 (PDF) Estimativas de População. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Página visitada em 21 de julho de 2013.
  3. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  4. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Página visitada em 21 de julho de 2013.
  5. NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. Terceira edição revista e aperfeiçoada. São Paulo. Global. 2005. 463 p.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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