Piumhi
| Município de Piumhi | |||||
| "Cidade carinho" | |||||
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| Hino | |||||
| Fundação | 20 de julho de 1868 | ||||
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| Gentílico | piunhiense | ||||
| Lema | Trabalho e Justiça | ||||
| Prefeito(a) | Marcinho Contador (Partido Liberal) (2009–2012) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | |||||
| Mesorregião | Oeste de Minas IBGE/2008[1] | ||||
| Microrregião | Piumhi IBGE/2008[1] | ||||
| Municípios limítrofes | Pimenta, Capitólio, Bambuí, São Roque de Minas Doresópolis e Vargem Bonita | ||||
| Distância até a capital | 300 km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 902,348 km² [2] | ||||
| População | 35 000 hab. Censo IBGE/2010[3] | ||||
| Densidade | 38,79 hab./km² | ||||
| Clima | Ameno | ||||
| Fuso horário | UTC−3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,800 elevado PNUD/2000 | ||||
| PIB | R$ 387 327,332 mil IBGE/2008[4] | ||||
| PIB per capita | R$ 12 009,03 IBGE/2008[4] | ||||
Piumhi[nota 1](AFI: [piwˈi]) é um município brasileiro do estado de Minas Gerais.
Índice |
[editar] Etimologia
O significado do vocábulo Piumhi, historicamente documentado, vem do tupi rio de peixe, referindo-se a rio homônimo.
Para a análise do vocábulo é colocada em prática a lição de Teodoro Sampaio, em "O Tupi na Geografia Nacional". Segundo o mestre, para se conseguir a etimologia de um topônimo, em primeiro lugar, deve-se verificar como era grafado primitivamente, nos mais antigos documentos.
Em todos os documentos antigos, em arquivos eclesiásticos e históricos, sem exceção, o nome do lugar e do rio era Piauhy.
Histórica e documentalmente registrados, no relatório do Alferes Moreira (NOTÍCIAS PRÁTICAS DAS MINAS GERAIS do ouro e diamantes. 2ª prática – Dada pelo Alferes Moreira ao Pe. Diogo Soares das suas bandeiras no descobrimento do celebrado Morro da Esperança empreendido nos anos de 1731 e 1732), em todos os pedidos de sesmaria da região, bem assim nos documentos verificados na última década do século XVIII e princípios do século XIX, a grafia é sempre Piauhy.
No arquivo Eclesiástico de Mariana-MG também se encontram inúmeros documentos com essa grafia, como por exemplo, um abaixo-assinado de 1823, em que os aplicados da capela de São Roque pedem fique sua capela filiada à Paróquia do Piauhy. Mas, nesse Arquivo Eclesiástico de Mariana, também encontram-se documentos onde se lê Piauim. Assim também se escrevia, nos arquivos paroquiais, o primeiro vigário da vara, Pe. Félix José da Silva. Outros vigários escreviam Piuhy.
Analisando pelos mencionados registros antigos, verifica-se a transformação na forma de escrever: o inicial Piauhy passou a ser escrito como Piauim, o que leva à conclusão de ter ocorrido a nasalação do fonema. A nasalação é um vício que herdamos do indígena, foi o que fresou a autoridade no assunto, Teodoro Sampaio (Teodoro Sampaio, Língua Portuguesa, 467, in Toponímia Brasileira, Levy Cardoso, pág. 177). Ou seja, o primitivo Piauhy, que passou a Piauim e, a partir de então, operando-se mais fortemente a nasalação do fonema fez ocorrer mudanças até originar o nome final Piumhí.
Por sua vez, em relação ao significado do fonema Piumhí, há que ser analisada a situação pelos fatos e atos registrados: se a grafia primitiva era Piauhy e, se no século XIX operou-se a nasalação do fonema, tem-se que procurar o significado do termo primitivo, comum e generalizado.
Piumhí foi, sem sombra de dúvida, a deturpação do nome primitivo Piauí. Temos assim: piau = peixe; i = água, rio; Piauí = rio de peixe.
O motivo especial desse nome é fornecido pelo Alferes Moreira (2ª Prática ao Pe. Diogo Soares, opúsculo mencionado) quando, referindo-se ao Piauí, diz: “tem muito peixe”.
Ora, o sertanista menciona o rio São Francisco; percorreu largo trecho do rio Grande; faz referência ao Lambari; cita o rio Verde, todos muitos piscosos; no entanto, só o rio Piauí chamou-lhe a atenção, pela abundância de peixe.
Finalizando este tópico, sem qualquer razão para dúvida, verifica-se que o nome primitivo era Piauí (rio de peixe) e, a partir de meados do século XIX, o vocábulo passou a sofrer alterações pela nasalação ocorrida ao longo dos anos: de Piauí para piauim, piumhy, e, finalmente, para ''Piumhí. É importante mencionar a simpatia dos moradores da cidade pelo nome Piumhí, existindo, inclusive, uma Lei Estadual oficializando o nome dessa forma.
Convém ainda deixar bem claro o seguinte: os topônimos de origem tupi, em Minas, não foram criados pelo índios moradores da região. Estes não eram tupis e, logicamente, não poderiam criar designações tupis. Foram os topônimos criados, ou pelos índios que guiavam as expedições, índios do litoral, ou pelos próprios bandeirantes, como Batista Maciel, que falavam a língua geral.
[editar] História
A história de Piumhi inicia-se em 1731 com a descoberta e exploração da região pelo sertanista João Batista Maciel que proveniente de São Paulo, com sua bandeira, vasculhou a região, próximo a nascente do rio São Francisco, a procura de ouro. Batista Maciel fixara-se na Piraquara, margem direita do Rio São Francisco, termo da vila de Pitangui. Naquele ano, organizou uma bandeira com filhos, agregados e escravos, explorou o Alto São Francisco, descobrindo faisqueiras no Piuí. No mesmo ano de 1731, Batista Maciel retorna a Pitangui, com a nova do descobrimento de minas de ouro no sertão do Piuí.
Imediatamente se organizou uma expedição, tendo à frente o vigário de Pitangui, Pe. Luís Damião, e o Procurador da Câmara, João Veloso Falcão. Como guia, seguiu o próprio Batista Maciel, com sua gente. O grupo era bem numeroso; e a finalidade era tomar posse do “país do Piui”. Seguiram e realmente tomaram posse daquele sertão. Pe. Damião celebrou a missa, a primeira missa em Piui, em 1731; mas o ouro não foi achado com a grandeza que se esperava.
Com a decepção, Batista Maciel acabou sendo preso como falso descobridor e causador da grande despesa que a bandeira fez. Entretanto, dois filhos de Batista Maciel mais alguns agregados, diante daquele fato novo, amotinaram-se, houve troca de tiros, de que resultou ferir-se o Procurador da Câmara, João Veloso Falcão, que recebeu uma carga de chumbo no braço. Livre, Batista Maciel retirou-se, acompanhado dos filhos, agregados e escravos e foi fixar-se nas Perdizes, pouco abaixo, no mesmo São Francisco, mais ou menos no ponto em que se localiza hoje a cidade de Iguatama (Cônego Trindade, Instituição de Igrejas no Bispado de Mariana).
O capitão Tomás de Souza, natural das ilhas, residia em Pitangui; de posse do famoso roteiro dos Três Morros, percorreu o sertão do Piuí e todo o Alto São Francisco. O Alferes Moreira, que também partiu de Pitangui, relata seu encontro, no Piuí, com Batista Maciel e Tomás de Souza, na “2ª Prática ao Pe. Diogo Soares”.
A cidade nasceu em torno das atividades de mineração, às margens do córrego Cavalo e com o nome de Nossa Senhora do Livramento.
Em 1736, foi a região cortada pela Picada de Goiás e aí distribuídas as primeiras sesmarias. É importante salientar que a Picada de Goiás, na realidade, não foi iniciativa governamental. Um grupo de sertanistas se dispôs a abrir a picada e pediu certos privilégios, como a preferência sobre sesmarias, ao longo da mesma picada, e proibição de outros por ali se estabelecerem, no prazo de um ano. Atendidos nessa exigência, foi o respectivo edital baixado pelo governador Martinho de Mendonça, em julho de 1736.
Pouco depois de estabelecidos os sesmeiros abridores da picada, tiveram que retirar-se e praticamente se interrompeu o trânsito pela famosa picada. Negros aquilombados assenhorearam-se da região, passaram a assaltar e a causar vários transtornos até o ano de 1743, quando foram os negros atacados e foram destruídos os quilombos, reiniciando-se a colonização e a mineração.
Em 1752, intensificou-se a mineração e, provavelmente, iniciou-se o arraial. Nesse ano aí esteve o Pe. Marcos Freire de Carvalho, que ainda agia como emissário de Mariana, tendo tomado posse do Piuí para aquele bispado (Cônego Trindade, op. cit.).
Em princípio de 1754, quando as minas da Capitania se achavam em geral cansadas e os mineiros, na maioria, desanimados, espalhou-se de repente a notícia: ouro! ouro com grandeza no Piuí! E o rush se renovou, com gente do Tamanduá, de São João, de São José do Brumado, de toda a parte. O ouvidor da comarca do Rio das Mortes, tão logo soube da corrida para o Piuí, ordenou ao guarda-mor de Passa Tempo se dirigisse incontinenti àquele continente a fim de proceder à distribuição das datas, evitando-se as contendas e disputas naturais naquelas circunstâncias. O mesmo ouvidor, em março de 1754, dirigia-se à Câmara de São José, informando do novo descoberto, da quantidade de gente que se achava já naquele sítio, e outro tanto a caminho, terminando por sugerir à Câmara providenciasse a tomada de posse do lugar, antes que a Câmara de Pitangui o fizesse.
E, no mesmo mês de março de 1754, no dia 28, em casa de morada de José da Serra Caldeira, os procuradores da Câmara de São José del Rei (atual Tiradentes), meirinho Leandro de Arruda e o sargento-mor Francisco José Beserto, tomavam posse do novo descoberto do Piuí, subordinando os moradores do arraial e seus distritos à vila de São José.
Passada a febre do ouro, continuaram os pedidos de sesmarias, com vários candidatos a sesmeiros fixando-se.
Em 1758, o arraial estava próspero; nesse ano, segundo várias fontes, teria sido criado a paróquia. Entretanto, segundo comprova o ato de Dom Frei José da Santíssima Trindade, em que decidiu subordinar a capela de São Roque à freguesia de Piuí, esta paróquia foi instituída por ato episcopal, em 1754, por iniciativa do fazendeiro Manuel Marques de Carvalho, o fundador da capela de São Roque (Livro de Visitas Pastorais de Dom Frei José da Santíssima Trindade, 1821-1826, f. 306/307, Arquivo Eclesiástico de Mariana). Esta freguesia foi declarada colativa, por alvará régio de 26 de janeiro de 1803. O primeiro vigário colado, ainda em 1803, foi Pe. Antônio Teles. Antes, era provida de vigários encomendados; Cônego Trindade menciona a provisão de 6 de julho de 1773, nomeando Pe. José Soares da Silva vigário da vara da freguesia dos novos descobertos do Piauim.
Foi a paróquia elevada à categoria de vila, com autonomia municipal, pela lei nº 202, de 1º de abril de 1841, desmembrando-se o novo município de Formiga. E a lei nº 1510, de 20 de julho de 1868, elevou a vila à categoria de cidade.
[editar] Hidrografia
O município de Piumhí tem abundantes mananciais de água.
Vários ribeirões e córregos circundam a cidade. Três deles, o Ribeirão das Araras, e os ribeirões, das Onças e Magrinhas, podem ser apontados como os que abastecem a cidade de água.
Outro deles, o Ribeirão dos Patos, é elogiado pelos pescadores esportistas.
O Rio São Francisco, que nasce no vizinho São Roque de Minas, corta o município de Piumhí e faz divisa com o município de Bambuí. A comunicação entre ambos os municípios por via térrea, é efetivada pela Ponte do São Leão, local também procurado pelos pescadores esportistas.
O Rio Samburá é outro rio, sendo caracterizado por ser afluente e, consequentemente, por aumentar o volume do Velho Chico em Piumhí.
No entanto, de todos os mananciais, o que mais chama a atenção pela história é justamente o Rio Piumhí, que hoje é afluente do Rio São Francisco. Mas, já fora afluente do Rio Grande.
A história da transposição é interessantíssima, mas é extremamente cercada de tabu pela memória piunhiense. Vamos à ela.
[editar] Rio Piumhí e terras do Pântano do Cururu
O Rio Piumhí era afluente do Rio Grande até o final da década de 50 e início da década de 60. Seu leito formava o Pântano do Cururu, enorme área alagada pelo rio, que tinha o leito aparente confundido com o leito maior (leito de inundação).
A região era caracterizada por grandes propriedades de terras e marcada pela presença de agregados, parceiros e camponeses até o ano de 1955, ano em que começou a intervenção do Estado com a construção da Usina Hidrelétrica de Furnas, na bacia do Rio Grande. A partir de então, o Pântano sofreu uma profunda transformação, tanto na paisagem quanto na configuração social.
Para a construção da Represa da Usina Hidrelétrica de Furnas, exigiu-se uma infra-estrutura espetacular de engenharia para a época, ocorrendo a transposição do Rio Piumhi, da bacia do Rio Grande para a bacia do Rio São Francisco. O pantanal foi drenado evitando, com isso, a inundação de cidades vizinhas como Capitólio. O processo de drenagem do pântano levou alguns anos para se consolidar e abrangeu uma área de cerca de 20 mil hectares.
O resultado da drenagem foi o aumento de terras altamente férteis - as mais férteis da região -, gerando um conflito de terras entre os grandes fazendeiros, que as consideravam aumento de suas propriedades e os trabalhadores rurais que ocuparam a terra de uma forma peculiar.
O que especificamente caracterizou esta ocupação foi sua implementação a partir do trabalho de parceria, que consistiu em transformar o mato em terra e a terra em trabalho, a partir de uma perspectiva de trabalho camponês.
Porém, a terra ocupada, ofereceu aos parceiros distintos horizontes de possibilidades: para alguns, significou o trabalho e o vínculo com a terra. Para outros, a esperança de tornar-se dono da terra.
A bem da verdade, o modo de vida dos parceiros também se caracterizava pelos laços de dependência com os grandes proprietários de terra da região. Estes, questionaram a ocupação da terra pelos parceiros e a sua tentativa de romper com os laços de dependência, pois referidos parceiros passaram a lutar pela posse dessa terra, considerada então devoluta.
Instaurou-se, então, um conflito que marca a sociogênese dos conflitos por terra no Brasil e em Minas Gerais especificamente.
Canais institucionalizados de luta marcaram a disputa por estas terras através da criação do Sindicato de Trabalhadores Autônomos de Piumhi aliado ao trabalho de base do Partido Comunista Brasileiro, além do apoio de setores da Igreja Católica e da Superintendência de Política Agrária (SUPRA).
Em decorrência do surgimento das terras que então emergiram do Pântano, surgiu um contexto social gerado pela ocupação dessas terras por parceiros da região, especificamente do município de Piumhi; através do trabalho na terra.
Como o processo de ocupação e disputa pela terra ocorreu fortemente em 1960, a metodologia utilizada para apreender tal processo se baseou na historiografia e na história oral. O Estado postou-se de forma favorável aos fazendeiros, não sem promessas aos camponeses - sem cumprimento, diga-se de passagem -, conforme é afirmado pelos moradores mais antigos da região.
Também são conhecidos vários causos de violência e morte, resultando vítimas em ambos os lados, logicamente prevalecendo o lado mais forte, no caso os grandes proprietários de terras.
Conforme já mencionado, o tema sobre o Pântano do Cururu e seus conflitos de terra tem sua história cercada por um tabu enorme na memória local.
[editar] Geografia
Sua população, pelo censo IBGE de 2010 era de 31.885 habitantes.
Piumhí está localizada na Mesorregião Oeste do Estado de Minas Gerais (região centro-oeste), com 902 km² de área e uma altitude de 793 metros, clima tropical com a temperatura média de 22º C, vegetação de cerrado.
Tem limites com os municípios de Doresópolis, Bambuí, São Roque de Minas, Capitólio, Pimenta, Guapé, Pains e Vargem Bonita.
O acesso rodoviário pode ser feito pelas rodovias MG-439, MG-354, e a principal, MG-050, rodovia que corta a região e é responsável por ligar a capital Belo Horizonte à região de Ribeirão Preto-SP. Curiosamente, Piumhí situa-se na metade da distância entre as duas metrópoles: fica a 256 km da Capital Belo Horizonte e a 265 km de Ribeirão Preto-SP.
O relevo é plano. De nordeste para sudeste, é cercada pela Serra da Pimenta, ponto culminante do município com 1.256 metros, e pela Serra do Andaime e suas continuações. A norte, oeste e sul, a região do município torna-se plana e somente a Serra da Canastra e os chapadões que a circundam, localizados a 80km a oeste, são vistos com relevo mais acentuado. Por sua localização privilegiada e sua infraestrutura de apoio, Piumhí é considerada o portal de entrada da Serra da Canastra (onde se localiza a nascente do rio São Francisco).
[editar] Turismo
A cidade possui topografia plana, tem ruas largas e arborizadas, lindíssimas e grandes praças, podendo-se destacar as três maiores, todas com cerca de 2.600 m² de área: a Praça da Matriz, a Praça Guia Lopes, onde se localizam os hospitais da cidade, e a Praça do Rosário, todas grandes e muito bem cuidadas.
Essas características proporcionam um clima ameno e agradável, provocante de uma sensação de bem estar inconfundível. Piumhi é uma cidade prazeirosa para se morar e cria, a quem a visita, o desejo de também passar a viver nela, pela qualidade de vida que proporciona a seus moradores.
A cidade dispõe, em seus arredores, de alguns pontos que têm uma belíssima vista destacando-se, na periferia sul da cidade, o mirante da Cruz do Monte, que dispõe de acessos, tanto por uma escadaria com 269 degraus, quanto por estrada paralela para veículos.
Outro mirante fabuloso é o localizado na Serra da Pimenta, que cerca a cidade a nordeste, e sua entrada localiza-se a cerca de 7 km. Importante salientar que o acesso ao alto dessa Serra, da metade para cima, tem caminho estreitíssimo e perigoso pela altura. No entanto, a vista deslumbrante lá do alto, compensa. Em observação noturna, podem ser avistadas luzes de 19 (dezenove) cidades da região.
Em sua localização, de nordeste para leste, a cidade é cercada pela mencionada Serra da Pimenta, Serra do Andaime e Serra do Cromo. Ao sul, encontra-se o morro denominado Cruz do Monte e, a norte e a oeste, os cerrados férteis com suas baixadas.
Aliás, os arredores de Piumhi possuem uma beleza ímpar: 80 km a oeste está o Parque Nacional da Serra da Canastra e a nascente do Rio São Francisco; 20 km ao sul (município de Capitólio) e 25 km ao norte (município de Pimenta) está o lago da Usina Hidrelétrica de Furnas, no Rio Grande.
A leste encontra-se trajetos para veículos 4x4 e para motocicletas, com acesso pelo local denominado "Capoeira", estrada que corta as Serras do Andaime e do Cromo e suas continuações. Nesse roteiro, alguns locais têm rampas naturais comumente usadas para a prática de paraglaider e, noutros, deslumbrantes mirantes de onde observa-se a mudança de relevo na região: as serras de campos passam para cerrado plano e fértil.
Ou seja, mais precisamente, seguindo-se de leste para oeste, pode-se observar nitidamente que a região de Piumhi define uma transformação em termos de relevo (de montanhas para planaltos) e de vegetação (de campos para cerrado com excelente topografia e disposição de terras férteis em praticamente todo o município).
A REGIÃO de PIUMHÍ MARCA o INÍCIO dos "SERTÕES", genialmente descritos por João Guimarães Rosa, em Grande Sertão: Veredas.
Além disso, o comércio é forte, com excelente infra estrutura, sendo base regional por seu suporte e disponibilidade de produtos.
Piumhi também conta com uma ótima rede de hotéis, com qualidade e preços que fazem com que a rede tenha uma relação custo-benefício incomparável.
[editar] Infraestrutura
O município tem uma infraestrutura de primeiro mundo: 100% da área da cidade e 100% das residências têm abastecimento com água tratada. 98% de redes coletoras de esgoto nas vias públicas. A estação de tratamento de água para abastecimento tem capacidade de tratamento para 150 l/s.
Piumhí é considerado o 39º município em qualidade de vida entre os 853 do Estado de Minas Gerais.
Piumhi conta com o Aeroporto Municipal Vitrasiano Leonel da Silva, que dispõe de pista com 34.440 m² de área asfaltada(1.148 metros de extensão por 30 metros de largura), balizamento noturno, dependências operacionais e uma estação de passageiros. Atualmente é operado por duas companhias aéreas.
[editar] Economia
A economia do município é predominantemente voltada para a agropecuária. Gira em torno do café, milho, feijão, leite e derivados; gado leiteiro e de corte.
É o 5° maior polo de café do Estado de Minas Gerais.
Segundo dados recentes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, de janeiro a maio de 2011, Piumhí exportou US$ 170,8 milhões, mantendo o município em 1º lugar no ranking de comércio exterior do centro oeste de Minas Gerais, 41% a mais que o município de Divinópolis, segundo colocado, com US$ 121,3 milhões.
O café em grãos é o principal produto exportado, respondendo por 83,5% do saldo, seguido do açúcar com 11,8% (445 mil sacas), vindo a seguir, grãos, óleo e demais resíduos de soja com 4,6%.
O maior volume de exportações piunhienses segue para a Alemanha, com 22,5%, seguido dos EUA, com 14,7% do volume exportado.
A cidade, além de forte exportadora de café, é centro regional de compra dos produtos agrícolas e pecuários produzidos por todas as cidades circunvizinhas.
No ano de 2010 foi a 32ª economia do Estado de Minas Gerais. Tem comércio forte e conta com estabelecimentos comerciais em todos os setores.
Piumhí é um dos municípios produtores do saboroso queijo da canastra. É importante mencionar que é piunhiense a marca registrada "Queijo Canastra".
[editar] Educação
Faculdade de Direito: FASPI - Faculdade São Francisco de Piumhí
Notas
- ↑ Nota ortográfica: Segundo as normas ortográficas vigentes da língua portuguesa, este topônimo deveria ser grafado como Piuí. Prescreve-se o uso da letra "í" para palavras de origem tupi.
Referências
- ↑ a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
- ↑ Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
- ↑ a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
- SAMPAIO, Teodoro - O Tupi na Geografia Nacional, Brasiliana, 5ª Ed, 1987.
- SAMPAIO, Teodoro - O Tupi na Geografia Nacional. Ed. Câmara Municipal de Salvador, 1901.
- CARDOSO, Levy. Toponímia Brasílica. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército Editora, 1961.
- NOTÍCIAS PRÁTICAS DAS MINAS GERAIS do ouro e diamantes. 2ª prática – Dada pelo Alferes Moreira ao P. Me Diogo Soares das suas bandeiras no descobrimento do celebrado Morro da Esperança empreendido nos anos de 1731 e 1732 sendo General D. Lourenço de Almeida.
- Arquivo Eclesiástico de Mariana-MG.
- SILVEIRA, Lidiane Nunes da - O Pântano do Cururu: trabalho, ocupação e conflitos de terra. Universidade Federal de Viçosa-MG, Dissertação apresentada em 2008. Mestrado em Extensão Rural.
- COELHO, Cândido de Santa Cruz Júnior - O Pântano do Cururu: Histórias contadas por piunhienses. Pesquisas e anotações históricas efetivadas de 2005 a 2011.