Piumhi

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Município de Piumhi
"Cidade carinho"
Bandeira desconhecida
Brasão de Piumhi
Bandeira desconhecida Brasão
Hino
Fundação 20 de julho de 1868 (145 anos)
Gentílico piuiense[1]
Lema Trabalho e Justiça
Prefeito(a) Wilson Marega Craide (Craidinho)[2] (PRB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Piumhi
Localização de Piumhi em Minas Gerais
Piumhi está localizado em: Brasil
Piumhi
Localização de Piumhi no Brasil
20° 27' 54" S 45° 57' 28" O20° 27' 54" S 45° 57' 28" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Oeste de Minas IBGE/2008[3]
Microrregião Piumhi IBGE/2008[3]
Municípios limítrofes Pimenta, Capitólio, Bambuí, São Roque de Minas Doresópolis e Vargem Bonita
Distância até a capital 300 km
Características geográficas
Área 902,348 km² [4]
População 31,883 hab. Censo IBGE/2010[5]
Densidade 0,04 hab./km²
Clima Ameno
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,737 alto PNUD/2010
PIB R$ 387 327,332 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 12 009,03 IBGE/2008[6]
Página oficial
Prefeitura www.prefeiturapiumhi.mg.gov.br

Piumhi[nota 1] (AFI[piũ'i]) é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população estimada em 2010 era de 31 383 habitantes[5] .

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O significado do vocábulo Piumhi é historicamente documentado, e vem do tupi rio de peixe, referindo-se a rio homônimo. Para a análise do vocábulo é colocada em prática a lição de Teodoro Sampaio em sua obra "O Tupi na Geografia Nacional". De acordo com seus escritos, para se conseguir a etimologia de um topônimo, em primeiro lugar, deve-se verificar como o mesmo era grafado primitivamente, ou seja, como ficou registrado e escrito nos mais antigos documentos.

Em todos os documentos antigos, sejam arquivos eclesiásticos ou históricos, sem exceção, o nome do lugar e do rio figura como Piauhy.

Histórica e documentalmente registrados assim era escrito: a) no relatório do Alferes Moreira ("Notícias Práticas das Minas Gerais: do Ouro e Diamantes"; b) na 2ª prática, dada pelo Alferes Moreira ao Padre Diogo Soares das suas bandeiras no descobrimento do celebrado Morro da Esperança, empreendido nos anos de 1731 e 1732); c) em todos os pedidos de sesmaria da região; e, d) nos documentos verificados na última década do século XVIII e princípios do século XIX. Em todos esses registros, a grafia é sempre Piauhy.

No arquivo eclesiástico de Mariana também se encontram inúmeros documentos com essa grafia, como por exemplo, um abaixo-assinado, datado de 1823 em que, os aplicados da capela de São Roque, pedem que fique sua capela filiada à Paróquia do Piauhy. Mas ainda neste mesmo arquivo eclesiástico também encontra-se documentos onde se lê a grafia Piauim. Assim também grafava, nos arquivos paroquiais, o primeiro vigário da vara, o Padre Félix José da Silva. No entanto, outros vigários escreviam Piuhy.

Analisando pelos mencionados registros antigos, verifica-se a transformação na forma de escrever: o inicial Piauhy passou a ser escrito como Piauim, o que leva à conclusão de ter ocorrido a chamada nasalação do fonema.

A nasalação é um vício herdado do das línguas indígenas, como frisado pela reconhecida autoridade no assunto, Teodoro Sampaio, obra citada. Portanto, no caso em tela, é fácil concluir: o primitivo Piauhy, passou a Piauim e, operando-se mais fortemente a nasalação do fonema, com o tempo foram ocorrendo algumas mudanças até originar o nome final Piumhi.

Por sua vez em relação ao significado do fonema Piumhi, a mesma regra há que ser seguida: a análise deve ser feita sempre levando-se em consideração os fatos e atos registrados: se a grafia primitiva era Piauhy e, se no século XIX operou-se a nasalação do fonema, tem-se que procurar o significado do termo primitivo, comum e generalizado.

Sem qualquer sombra de dúvida, Piumhi foi a deturpação do nome primitivo Piauí. Temos assim: piau = peixe; i = água, rio formando assim Piauí, que se traduz por rio de peixe.

O motivo especial desse nome é fornecido pelo Alferes Moreira, que quando referindo-se ao Rio Piauí relatou: “tem muito peixe”.

Ora, o sertanista menciona o Rio São Francisco, sertanista este que percorreu largo trecho do Rio Grande, fez referência ao Rio Lambari, citou o Rio Verde, relatando a todos como muito piscosos. No entanto só o rio Piauí chamou-lhe a atenção dada a abundância de peixes.

A última forma ''Piumhi acabou por ganhar a simpatia dos moradores da cidade pelo nome, fato que levou à criação de uma lei estadual oficializando a grafia[1] .

Por outro lado, é importante mencionar que os topônimos de origem tupi em Minas Gerais não foram criados pelo indígenas região, uma vez que estes não eram de etnia tupi, fato que os impede criar designações tupis. Estes topônimos eram criados, ou pelos índios que guiavam as expedições, índios do litoral, ou mesmo pelos próprios bandeirantes como Batista Maciel, que falavam a língua geral.

História[editar | editar código-fonte]

A história de Piumhi inicia-se em 1731 com a descoberta e exploração da região pelo sertanista João Batista Maciel que proveniente de São Paulo, com sua bandeira, vasculhou a região, próximo a nascente do Rio São Francisco, a procura de ouro. Batista Maciel fixara-se na Piraquara, margem direita do Rio São Francisco, termo da vila de Pitangui. Naquele ano, organizou uma bandeira com filhos, agregados e escravos, explorou o Alto São Francisco, descobrindo faisqueiras no Rio Piuí. Ainda no mesmo ano de 1731, Batista Maciel retorna a Pitangui, com a notícia do descobrimento de minas de ouro no sertão do Piuí.

Imediatamente se organizou uma expedição, tendo à frente o vigário de Pitangui, o Padre Luís Damião, e o Procurador da Câmara João Veloso Falcão. Como guia seguiu o próprio Batista Maciel com sua gente. O grupo era bem numeroso, e a finalidade era tomar posse do “país do Piui”. Seguiram e realmente tomaram posse daquele sertão. Padre Damião celebrou a missa, considerada a primeira missa em Piuí, no ano de 1731, porém o ouro não foi achado com a grandeza que se esperava.

Com a decepção, Batista Maciel acabou sendo preso como falso descobridor e causador da grande despesa que a bandeira fez. Entretanto dois filhos de Batista Maciel mais alguns agregados, diante daquele fato novo, amotinaram-se havendo troca de tiros, na qual resultou ferir-se o Procurador da Câmara João Veloso Falcão, que recebeu uma carga de chumbo no braço. Livre, Batista Maciel retirou-se acompanhado dos filhos, agregados e escravos, indo fixar-se nas Perdizes, pouco abaixo, no mesmo São Francisco, mais ou menos no ponto em que se localiza hoje a cidade de Iguatama[7] .

Outros dois desbravadores e sertanistas têm registradas suas ações: o capitão Tomás de Souza, que residia em Pitangui e, que de posse do roteiro dos Três Morros, percorreu o sertão do Piuí e todo o Alto São Francisco. O outro foi Alferes Moreira, que também partiu de Pitangui e desbravou a região, e é ele quem relata seu encontro, no Piuí, com Batista Maciel e Tomás de Souza, na “2ª Prática ao Pe. Diogo Soares”.

A cidade nasceu em torno das atividades de mineração, às margens do córrego Cavalo e com o nome de Nossa Senhora do Livramento.

Em 1736 a região cortada pela Picada de Goiás e aí distribuídas as primeiras sesmarias. A Picada de Goiás, na realidade, não foi iniciativa governamental: um grupo de sertanistas se dispôs a abrir a picada e pediu certos privilégios, como a preferência sobre sesmarias, ao longo da mesma picada, e proibição de outros por ali se estabelecerem, no prazo de um ano. Atendidos nessa exigência, foi o respectivo edital baixado pelo governador Martinho de Mendonça em julho de 1736.

Pouco depois de estabelecidos os sesmeiros abridores da picada, tiveram que retirar-se e praticamente se interrompeu o [[[trânsito]] pela famosa picada. Negros aquilombados assenhorearam-se da região, passaram a assaltar e a causar vários transtornos até o ano de 1743, quando foram os negros atacados e foram destruídos os quilombos, reiniciando-se a colonização e a mineração.

Em 1752 mineração foi intensificada no local, provavelmente assim se iniciando o arraial. No mesmo ano ali teria visitado o Padre Marcos Freire de Carvalho, que na qualidade de emissário de Mariana tomou posse de Piumhi para aquele bispado[8] .

Em princípios de 1754, quando as minas da Capitania se achavam em geral cansadas e os mineiros, na maioria, desanimados, espalhou-se de repente a notícia do "ouro! Ouro com grandeza no Piuí!" A corrida pelo ouro se renova com gente do Tamanduá, de São João, de São José do Brumado, de toda a parte.

O ouvidor da Comarca do Rio das Mortes, tão logo soube da corrida para o Piuí, ordenou ao guarda-mor de Passa Tempo se dirigisse incontinenti àquele continente a fim de proceder à distribuição das datas, evitando-se as contendas e disputas naturais naquelas circunstâncias. O mesmo ouvidor, em março de 1754, dirigia-se à Câmara de São José, informando do novo descoberto, da quantidade de gente que se achava já naquele sítio, e outro tanto a caminho, terminando por sugerir à Câmara providenciasse a tomada de posse do lugar, antes que a Câmara de Pitangui o fizesse.

No dia 28 de março de 1754, em casa de morada de José da Serra Caldeira, os procuradores da Câmara de São José del Rei, meirinho Leandro de Arruda e o sargento-mor Francisco José Beserto, tomavam posse do novo descoberto do Piuí, subordinando os moradores do arraial e seus distritos à vila de São José.

Passada a febre do ouro, continuaram os pedidos de sesmarias, com vários candidatos a sesmeiros fixando-se.

Em 1758 o arraial se mostrava próspero; nesse ano, segundo várias fontes, teria sido criado a paróquia. Entretanto, segundo comprova o ato de Dom Frei José da Santíssima Trindade, em que decidiu subordinar a capela de São Roque à freguesia de Piuí, esta paróquia foi instituída por ato episcopal, em 1754, por iniciativa do fazendeiro Manoel Marques de Carvalho, o fundador da capela de São Roque[9] . Esta freguesia foi declarada colativa, por alvará régio de 26 de janeiro de 1803[1] . O primeiro vigário colado, ainda em 1803, foi o Padre Antônio Teles. Antes, era provida de vigários encomendados; Cônego Trindade menciona a provisão de 6 de julho de 1773, nomeando o Padre José Soares da Silva vigário da vara da freguesia dos novos descobertos do Piauim.

Foi a paróquia elevada à categoria de vila, com autonomia municipal, pela lei nº 202, de 1º de abril de 1841, desmembrando-se o novo município de Formiga. E a lei nº 1510 de 20 de julho de 1868 elevou a vila à categoria de cidade.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localização[editar | editar código-fonte]

Vista parcial de Piumhi

Piumhi está localizada na Mesorregião Oeste do Estado de Minas Gerais (região centro-oeste), com 902 km² de área e uma altitude de 793 metros, clima tropical com a temperatura média de 22º C, vegetação de cerrado.

Tem limites com os municípios de Doresópolis, Bambuí, São Roque de Minas, Capitólio, Pimenta, Guapé, Pains e Vargem Bonita.

O acesso rodoviário pode ser feito pelas rodovias MG-439, MG-354, e a principal, MG-050, rodovia que corta a região e é responsável por ligar a capital Belo Horizonte à região de Ribeirão Preto, estado de São Paulo. Piumhi situa-se na metade da distância entre as duas metrópoles, ficando a 256 quilômetros da capital Belo Horizonte e a 265 quilômetros de Ribeirão Preto.

Topografia[editar | editar código-fonte]

Apresentando o relevo plano Piumhi é cercada de nordeste para sudeste pela Serra da Pimenta, ponto culminante do município com 1 256 metros, e pela Serra do Andaime e suas continuações. A norte, oeste e sul, a região do município torna-se plana e somente a Serra da Canastra e os chapadões que a circundam, localizados 80 quilômetros a oeste, são vistos com relevo mais acentuado. Por sua localização privilegiada e sua infraestrutura de apoio, Piumhi é considerada o portal de entrada da Serra da Canastra, onde se localiza a nascente do Rio São Francisco).

A boa qualidade das das terras de Piumhi fez com que historicamente sua economia se voltasse para agricultura e pecuária. O tipo de solo encontrado é o “cerrado em transição”, ou seja, apresenta partes em cerrado e partes em solos trufados, de alta fertilidade, principalmente na região do Pântano do Cururu e baixadas em sistema de aluvião, os chamados latossolos.

Os solos encontrados nas terras das encostas da Serra da Pimenta e regiões próximas e no decorrer dela também apresentam boa qualidade. A região é popularmente chamada de "Terras das Araras", pelo fato de o Ribeirão de mesmo nome correr por aquela área, onde as terras possuem solos de alta fertilidade, formados por erupções vulcânicas ocorridas há 4 milhões de anos, com grande existência de rochas basálticas.

Caso fosse possível chegar-se a uma média da qualidade de todos os solos das terras do município, importante característica técnica a ser informada é o fato dos solos de Piumhi serem profundos, o que indica que, em todas as áreas do município, os tipos de solos são no mínimo de média fertilidade e sempre de fácil correção, o que pode fazer com que se tornem de alta fertilidade sem muito esforço técnico.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

O município de Piumhi é circundado por vários ribeirões e córregos, apresentando abundante manancial. Os ribeirões das Araras, das Onças e Magrinhas podem ser apontados como os principais mananciais utilizados para o abastecimento de água no município. Já o Ribeirão dos Patos é um local bastante frequentado por praticantes da pesca esportiva.

O Rio São Francisco, que nasce no município vizinho de São Roque de Minas também corta o município de Piumhi, além de fazer a divisa com o município de Bambuí. A comunicação entre ambos os municípios por via térrea é efetivada pela Ponte do São Leão, outro local procurado pelos pescadores esportistas.

Há também no município o Rio Samburá, sendo caracterizado por ser afluente e consequentemente aumentar o volume do Rio São Francisco em Piumhi.

De todos os mananciais da cidade o que mais chama a atenção pela história é o Rio Piumhi, hoje um afluente do Rio São Francisco, tendo já sido afluente do Rio Grande. A história de sua transposição é interessante mas extremamente cercada de tabu pela memória do povo piuiense.

Rio Piumhi e terras do Pântano do Cururu[editar | editar código-fonte]

O Rio Piumhi era afluente do Rio Grande até o final da década de 1950 e início da década de 1960. Seu leito formava o Pântano do Cururu, enorme área alagada pelo rio, que tinha o leito aparente confundido com o leito maior (leito de inundação).

Vista parcial Piumhi ao fundo Cucurute

A região era caracterizada por grandes propriedades de terras e marcada pela presença de agregados, parceiros e camponeses até o ano de 1955, quando se deu o início da intervenção do Estado com a construção da Usina Hidrelétrica de Furnas[10] , na bacia do Rio Grande. A partir de então, o pântano sofreu uma profunda transformação, tanto na paisagem quanto na configuração social.

Para a construção da represa da Usina Hidrelétrica de Furnas exigiu-se uma infra-estrutura espetacular de engenharia para a época, ocorrendo a transposição do Rio Piumhi, da bacia do Rio Grande para a bacia do Rio São Francisco. O pantanal foi drenado[11] evitando, com isso a inundação de cidades vizinhas como Capitólio. O processo de drenagem do pântano levou alguns anos para se consolidar e abrangeu uma área de cerca de 20 000 hectares.

O resultado da drenagem foi o aumento de terras altamente férteis, consideradas as mais férteis da região, que acabou por gerar um conflito de terras entre os grandes fazendeiros[12] , que as consideravam como aumento de suas propriedades, e os trabalhadores rurais que ocuparam a terra de uma forma peculiar.

O que especificamente caracterizou esta ocupação foi sua implementação a partir do trabalho de parceria, que consistiu em transformar o mato em terra e a terra em trabalho, a partir de uma perspectiva de trabalho camponês.

Porém, a terra ocupada ofereceu aos parceiros distintos horizontes de possibilidades, significando para alguns o trabalho e o vínculo com a terra, e para outros, a esperança de tornar-se dono da terra.

O modo de vida dos parceiros também se caracterizava pelos laços de dependência com os grandes proprietários de terra da região. Estes, questionaram a ocupação da terra pelos parceiros e a sua tentativa de romper com os laços de dependência, pois os referidos parceiros passaram a lutar pela posse dessa terra, considerada então devoluta.

Instaurou-se, então, um conflito que marcou a sociogênese dos conflitos por terra no Brasil e em Minas Gerais especificamente. Canais institucionalizados de luta marcaram a disputa por estas terras através da criação do Sindicato de Trabalhadores Autônomos de Piumhi aliado ao trabalho de base do Partido Comunista Brasileiro, além do apoio de setores da Igreja Católica e da Superintendência de Política Agrária (SUPRA)[12] .

Em decorrência do surgimento das terras que então emergiram do Pântano, surgiu um contexto social gerado pela ocupação dessas terras por parceiros da região, especificamente do município de Piumhi, através do trabalho na terra.

Como o processo de ocupação e disputa pela terra ocorreu fortemente em 1960, a metodologia utilizada para apreender tal processo se baseou na historiografia e na história oral. O Estado postou-se de forma favorável aos fazendeiros, não sem promessas aos camponeses, estas sem cumprimentos, conforme é afirmado pelos moradores mais antigos da região.

Também são conhecidos vários casos de violência e morte[12] , resultando vítimas em ambos os lados, logicamente prevalecendo o lado mais forte, no caso os grandes proprietários de terras.

Economia[editar | editar código-fonte]

Piumhi é um dos poucos municípios onde se produz o queijo da canastra

A economia do município é predominantemente voltada para a agropecuária, destacando-se a produção do café, milho, feijão, leite e derivados, além do gado leiteiro e de corte[13] .

O município ainda é considerado o 5° maior polo de café do Estado de Minas Gerais[14] [15] , e segundo dados recentes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, no ano de 2011 o município de Piumhi manteve-se em 1º lugar no ranking de comércio exterior do centro oeste de Minas Gerais.

O café em grãos é o principal produto exportado, respondendo por cerca de 80% do saldo, seguido do açúcar com 12%, vindo a seguir, grãos, óleo e demais resíduos de soja com 5%. O maior volume das exportações piunhienses segue para a Alemanha e Estados Unidos.

A cidade além de potencial exportadora de café também é centro regional de compra dos produtos agrícolas e pecuários produzidos por todas as cidades circunvizinhas, sendo o município considerado no ano de 2010 a 32ª economia de Minas Gerais. Seu comércio conta com estabelecimentos comerciais em todos os setores e possui boa infraestrutura, sendo base regional por seu suporte e disponibilidade de produtos.

Piumhi é ainda um dos municípios produtores do queijo da canastra[16] [17] . A marca registrada "Queijo Canastra" é piuiense.[18]

Turismo[editar | editar código-fonte]

A cidade possui topografia plana[13] , ruas largas e arborizadas, características que proporcionam um clima ameno à cidade. Existem também grandes praças, das quais se destacam as três maiores, todas com cerca de 2 600 m² de área: a Praça da Matriz, a Praça Guia Lopes, onde se localizam os hospitais da cidade, e a Praça do Rosário, todas estas jardinadas.

A cidade dispõe em seus arredores de alguns pontos de onde se pode obter a vista panorâmica da cidade, sendo um ponto destacantes, na periferia sul do município, o mirante da Cruz do Monte[19] [20] , disposto de acesso tanto por uma escadaria composta por 269 degraus, quanto por estrada paralela para veículos.

De certos pontos da cidade se pode avistar parte dos chapadões da Serra da Canastra

Na Serra da Pimenta também existe um outro mirante, cercando a cidade a nordeste, cuja entrada localiza-se a cerca de 7 quilômetros. O acesso ao alto dessa serra, da metade para cima, tem caminho muito estreito e que oferece periculosidade pela altura. Em observação noturna podem ser avistadas as luzes de dezenove cidades da região.

Em sua localização, de nordeste para leste, a cidade é cercada pelas serras da Pimenta, do Andaime e do Cromo. Ao sul, encontra-se o morro denominado Cruz do Monte e, a norte e a oeste, os cerrados férteis com suas baixadas.

Nos arredores de Piumhi se encontra, 80 km a oeste, o Parque Nacional da Serra da Canastra e a nascente do Rio São Francisco; 20 km ao sul o município de Capitólio e 25 quilômetros ao norte, no município de Pimenta está o lago da Usina Hidrelétrica de Furnas, no Rio Grande[21] .

A leste encontra-se trajetos para veículos 4x4 e para motocicletas, com acesso pelo local denominado "Capoeira", estrada que corta as serras do Andaime e do Cromo e suas continuações. Nesse roteiro alguns locais têm rampas naturais comumente usadas para a prática de paraglider e, noutros há mirantes de onde observa-se a mudança de relevo na região: as serras de campos passando para cerrado plano e fértil.

Seguindo-se de leste para oeste pode-se observar nitidamente que a região de Piumhi define uma transformação em termos de relevo (de montanhas para planaltos) e de vegetação (de campos para cerrado com excelente topografia e disposição de terras férteis em praticamente todo o município). A região de Piumhi marca o início dos "sertões", genialmente descritos por João Guimarães Rosa em Grande Sertão: Veredas. Piumhi é servida por uma considerável rede de hotéis[22] [23] , em sua maioria localizados no centro da cidade.

Feriados Municipais[editar | editar código-fonte]

Segundo a Lei Municipal nº 1281/1996, alterada pela Lei nº 1422/2000, os feriados municipais[24] são os seguintes:

20 de Julho: Aniversário de Piumhi (poderá ser alterado de acordo com a necessidade da administração);

15 de Agosto: Nossa Senhora do Livramento, Padroeira de Piumhi

08 de dezembro: Nossa Senhora da Imaculada Conceição

Data variável: Cospus Christi (Corpo de Deus)

Data variável: Sexta-feira da Paixão

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

O município apresenta boa infraestrutura, sendo que 100% da área da cidade e das residências possuem abastecimento com água tratada[22] . Além disso, possui 100% de redes coletoras de esgoto nas vias públicas. A estação de tratamento de água para abastecimento tem capacidade de tratamento para 150 l/s[25] .
Há sete reservatórios, todos abastecidos com água devidamente tratada para abastecer toda população da cidade[26] e conta também com estação tratamento de esgoto (ETE) e com estação de tratamento de água (ETA).

Piumhi é considerado o 38º município em qualidade de vida entre os 853 do estado de Minas Gerais[27] .

A cidade ainda conta com o "Aeroporto Municipal Vitrasiano Leonel da Silva"[28] , que dispõe de pista com 34 440 m² de área asfaltada (1 148 metros de extensão por 30 metros de largura)[29] , balizamento noturno, dependências operacionais e uma estação de passageiros, sendo atualmente operado por duas companhias aéreas.

Piumhi conta com a 3ª Companhia do Corpo de Bombeiros [30] , situada nas margens da Rodovia MG 050.

Educação[editar | editar código-fonte]

A cidade dispõe de uma unidade da Faculdade São Francisco de Piumhi - FASPI[31] , em que é disponibilizado o curso de Direito[32] . A partir de 2013, Piumhi conta com um campus do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia de Minas Gerais (IFMG)[33] .

Saúde[editar | editar código-fonte]

Na Santa Casa de Misericórdia de Piumhi há 96 leitos disponíveis, sendo que 68 leitos são mantidos pelo Sistema Único de Saúde [34] . Foram criados 10 leitos com UTI, abrindo alta complexibilidade e maior resolutibilidade para a incorporação de novas especialidades ao corpo clínico[35] .



Notas

  1. Nota ortográfica: Segundo as normas ortográficas vigentes da língua portuguesa, este topônimo deveria ser grafado como Piuí. Prescreve-se o uso da letra "í" para palavras de origem tupi.

Referências

  1. a b c Piumhi - Minas Gerais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. Página visitada em 22 de junho de 2012.
  2. Resultado das eleições 2012 em Piumhi. Gazeta do Povo.
  3. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  4. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  5. a b Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  6. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  7. Trindade, Cônego Raimundo. Instituição de Igrejas no Bispado de Mariana. Rio de Janeiro: M.E.S., 1945.
  8. Martins, Tarcísio José. Quilombo do Campo Grande: A História de Minas que se Devolve ao Povo. Contagem: Santa Clara, 2008. p. 590. ISBN 978-85-87042-76-7 Página visitada em 22 de junho de 2012.
  9. Livro de Visitas Pastorais de Dom Frei José da Santíssima Trindade. Mariana: Arquivo Eclesiástico de Mariana, 1821-1826. p. 306-307.
  10. Histórico. Transposição do Rio Piumhi - Universidade Federal de São Carlos. Página visitada em 6 de julho de 2012.
  11. Orlando Moreira Filho. Uma transposição de rio esquecida. Revista da UFG - Universidade Federal de Goiás. Página visitada em 6 de julho de 2012.
  12. a b c Lidiane Nunes da Silveira. O Pântano do Cururu: trabalho, ocupação e conflito de terras. Universidade Federal de Viçosa. Página visitada em 6 de julho de 2012.
  13. a b Perfil municipal de Piumhi. INDI MG - Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais. Página visitada em 8 de julho de 2012.
  14. O Café em Piumhi. Coopiumhi. Página visitada em 23 de junho de 2012.
  15. A Empresa. Tote Corretora de Mercadorias. Página visitada em 23 de junho de 2012.
  16. Queijo Canastra. Queijos no Brasil. Página visitada em 23 de junho de 2012.
  17. Pedro Rocha Franco (21/12/2011). Queijo canastra agora tem endereço fixo. Estado de Minas. Página visitada em 23 de junho de 2012.
  18. Site INPI. Queijo Canastra. Página visitada em 04 de novembro de 2013.
  19. Cris Costa (19/05/2010). Cruz do Monte em Piumhi pode ganhar escadaria central. Clic Folha. Página visitada em 6 de julho de 2012.
  20. Pontos turísticos. Virtualto. Página visitada em 6 de julho de 2012.
  21. Piumhi. Trilha do Cucurute. Página visitada em 8 de julho de 2012.
  22. a b Municípios de Minas Gerais - Piumhi. Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Página visitada em 8 de julho de 2012.
  23. Hotéis no municípios de Minas Gerais - Piumhi. Página da Prefeitura. Página visitada em 28 de janeiro de 2013.
  24. Feriados do municípios de Minas Gerais - Piumhi. Página da Prefeitura. Página visitada em 28 de janeiro de 2013.
  25. Serviço Auntonomo de Agua e Esgoto de Piumhi. SAAE. Página visitada em 05 de novembro de 2013.
  26. Reservatórios. SAAE. Página visitada em 05 de novembro de 2013.
  27. Índice de Desenvolvimento Humano - Municipal, 1991 e 2000. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Página visitada em 23 de junho de 2012.[ligação inativa]
  28. Piumhi vive a expectativa de novo ciclo da aviação depois de 65 anos. Jornal Alto São Francisco. Página visitada em 23 de junho de 2012.
  29. Governo de Minas autoriza obras em nove aeroportos mineiros. Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas de Minas Gerais (SETOP). Página visitada em 23 de junho de 2012.
  30. Corpo de Bombeiros inaugura nova unidade no municipio de Piumhi. Agencia Minas. Página visitada em 04 de novembro de 2013.
  31. História da FASPI. Faculdade São Francisco de Piumhi. Página visitada em 24 de junho de 2012.
  32. Cursos Presenciais. Faculdade São Francisco de Piumhi. Página visitada em 24/6/2012.
  33. Polo federal inicia em 2013 com eixo Engenharia Civil. Virtualto. Página visitada em 5/11/2013.
  34. Consulta Estabelecimento - Módulo Hospitalar - Leitos. CNES. Página visitada em 7/11/2013.
  35. Santa Casa terá UTI com 10 leitos ao custo de R$ 1,2 mi.. Virtualto. Página visitada em 7/11/2013.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  1. Sampaio, Teodoro. O Tupi na Geografia Nacional. 5ª ed. São Paulo: Editora Nacional, 1987. ISBN 9788504002126
  2. Sampaio, Teodoro. O Tupi na Geografia Nacional. Salvador: Câmara Municipal de Salvador, 1901.
  3. Cardoso, Levy. Toponímia Brasílica. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército, 1961.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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