Grande Sertão: Veredas

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Grande Sertão:Veredas
Autor (es) Guimarães Rosa
Idioma português
País Brasil
Género romance
Espaço onde decorre a história Sertões de Minas Gerais e Bahia
Arte de capa Poty Lazzarotto[1]
Editora Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora[2]
Lançamento 1956

Grande Sertão: Veredas é um livro de João Guimarães Rosa escrito em 1956. Pensado inicialmente como uma das novelas do livro Corpo de Baile, lançado nesse mesmo ano de 1956, cresceu, ganhou autonomia e tornou-se um dos mais importantes livros da literatura brasileira e da literatura lusófona. No mesmo ano, Rosa também lançou a quarta edição revista de Sagarana. Em 2006 o Museu da Língua Portuguesa realizou uma exposição sobre a obra no Salão de Exposições Temporárias, cujas fotos ilustram o artigo. Em maio de 2002, o Clube do Livro da Noruega, entidade que congrega editores noruegueses, elegeu os 100 melhores livros de todos os tempos; a bancada de votação contava com 100 escritores de 54 países. Grande Sertão: Veredas é o único livro brasileiro a integrar a lista dos cem melhores de todos os tempos do Clube do Livro da Noruega[3] .

Trechos pendurados de Grande Sertão: Veredas, a obra-prima de Guimarães Rosa, no Salão de Exposições Temporárias do Museu da Língua Portuguesa.

A grandiosidade de Grande Sertão: Veredas pode ser exemplificada pelas interpretações, que a abordam sob os mais variados pontos de vista, sem jamais deixar de ressaltar a capacidade e a confiança do autor ao ser inventivo. Extremamente erudito, Rosa incorporou em sua obra aspectos das mais diferentes culturas. Disse uma vez que “para estas duas vidas [viver e escrever], um léxico só não é suficiente”[4]

Enredo[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.
Foto do Parque Nacional Grande Sertão Veredas, criado em 1989 no município de Formoso (MG), em homenagem a João Guimarães Rosa e ao seu livro. O parque busca proteger o ecossistema, formado por veredas e chapadões do cerrado.
Cquote1.svg

O diabo na rua, no
meio do redemunho...

Cquote2.svg

Grande Sertão: Veredas gira em torno do jagunço Riobaldo, também conhecido como Tatarana ou Urutu-Branco, narrador-protagonista do livro. Há na obra dois pontos aos quais o narrador se apega:

Diadorim: um também jagunço, ser misógino com quem Riobaldo estabelece uma relação diferenciada, que se coloca nos limites entre a amizade e o relacionamento afetivo de um casal.

O pacto com o demônio: estabelecendo uma relação de intertexto com a história do Doutor Fausto. A dúvida se o pacto teria se concretizado ou não (afinal , Lúcifer não se faz presente) incomoda o narrador e o leva a questionamentos profundos como a existência do diabo – e, por consequência, de Deus.

A narrativa é construída com acentos e jeitos sertanejos, característica típica do Romance Brasileiro Moderno escrito a partir "da década de 1930. O narrador conta a história a um interlocutor desconhecido, que nunca se pronuncia, a quem ele chama "Senhor, "Moço" ou "Doutor".

Em sua narrativa, intérprete dos segredos das veredas, Riobaldo tece a história de sua vida – um discurso de descoberta e autoconhecimento: revelando o sertão-mundo, revela-se a si próprio, como se dissesse “o sertão sou eu” para reconhecer-se. Nessa perigosa travessia, Riobaldo confronta as forças do bem e do mal, retoma num fluxo de memória o fio de sua vida e narra as grandes lutas dos bandos de jagunços, descreve os feitos e características de diversos personagens e revela os códigos de honra e de procedimentos do sertão.

A narrativa não segue uma forma linear, mas podemos depreender dela muito da história de Riobaldo. Conta ele que depois da morte da mãe, uma mulher pobre que vive como agregada em uma grande fazenda no interior de Minas, passou a morar com seu padrinho. Decepcionado com esse que era provavelmente seu verdadeiro pai, foge de casa. Ex-jagunço de um bando dos "sertões das gerais" (sul da Bahia, norte de Minas Gerais e norte e nordeste de Goiás), Riobaldo é levado a se juntar ao movimento jagunço ao reencontrar um amigo de infância, Diadorim.

Entretanto, segundo o próprio Riobaldo os episódios que vive com o bando não lhe trazem satisfação. O narrador, na verdade, passa a perceber que existe entre ele e Diadorim uma relação diferente da que se podia haver entre os jagunços.

O crítico literário Antonio Candido em seu ensaio "O homem dos avessos" diz que "há em Grande Sertão: Veredas uma espécie de grande princípio geral de reversibilidade, dando-lhe um caráter fluido e uma misteriosa eficácia."[5]

Diadorim representa a quintessência deste princípio. Ele é, simultaneamente, a representação do masculino e do feminino, do celeste e do demoníaco, da certeza e da dúvida. Diadorim era sério, "não se fornecia com mulher nenhuma". Destemido, calado, de feições finas e delicadas, impressionava Riobaldo e exercia sobre ele grande fascínio: "Mas eu gostava dele, dia mais dia, mais gostava. Digo o senhor: como um feitiço? Isso. Feito coisa-feita. Era ele estar perto de mim, e nada me faltava. Era ele fechar a cara e estar tristonho, e eu perdia meu sossego".

Exposição: trecho do livro de Guimarães Rosa inscrito em tijolos.

Quando Joca Ramiro, chefe do bando, é assassinado, Riobaldo assume seu posto e decide vingar sua morte. Sentindo-se completamente encurralado ele resolve então fazer um pacto com o demônio, de modo que esse lhe permita matar seu inimigo Hermógenes e sair da situação em que se encontra. Em uma noite escura, o narrador vai, então, a uma encruzilhada. Chama o demônio pelo nome e, não recebe qualquer tipo de resposta. Não é possível afirmar com certeza se houve ou não o pacto. Essa tensão estende-se por toda a narrativa. Fato é que, depois dessa noite, o comportamento de Riobaldo se modifica radicalmente.

Um dos motes do livro se trata era justamente sobre a existência ou não do "Diabo", e se verdadeira a sua condição de pactuário. Trata-se aí de outra representação do Princípio de Reversibilidade: durante a narrativa, o narrador oscila entre o crer e o não crer, a existência e a inexistência do "coisa-ruim".

Cquote1.svg "Nonada. O diabo não há! É o que eu digo, se for... Existe é homem humano." Cquote2.svg
Cquote1.svg "O Diabo no meio da rua." Cquote2.svg

Diadorim tinha como objetivo vingar a morte do pai e consegue, após muitas lutas e andanças. Em sangrento duelo, mata Hermógenes, mas é ferido mortalmente.

Após o trágico fim de Diadorim, Riobaldo desiste da vida de jagunço e adota um comportamento de devoção espiritual, orientado pelo seu compadre Quelemém. Casa-se com Otacília e torna-se proprietário, ao receber duas fazendas de herança, assumindo, assim, a condição almejada de "homem definitivo".

Gtk-paste.svg Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Cenário[editar | editar código-fonte]

A obra se passa no sertão brasileiro, em área que acredita-se, corresponda a parte dos estados da Bahia e de Minas Gerais. Apenas alguns lugares citados no livro são reais, sendo boa parte fruto da imaginação do autor[6] . Entre as localidades descritas no romance, o Liso do Sussuarão e o Rio São Francisco são as mais importantes. A primeira, por evidenciar as mudanças ocorridas em Riobaldo após o suposto pacto com o demônio.

Cquote1.svg "Se passou como se passou, nem refiro que fosse difícil-ah; essa vez não podia ser!" Cquote2.svg

A segunda, por representar uma divisão na história do narrador-protagonista.

Cquote1.svg "O São Francisco partiu minha vida em duas partes.[7] " Cquote2.svg

Personagens[editar | editar código-fonte]

  • Riobaldo: jagunço letrado, protagonista e narrador da história. Conta a sua história à procura de respostas para questionamentos universais como a existência ou não do diabo.
  • Diadorim: companheiro de lutas de Riobaldo, representa as diversas ambiguidades e paradoxos que se apresentação na obra. É, ao mesmo tempo, personificação do bem e do mal, do feminino e do masculino, da certeza e da dúvida, e assim por diante.
  • Hermógenes: líder do bando de jagunços inimigo.
  • Joca Ramiro: líder dos jagunços, apresenta-se, na visão de Riobaldo, como magnânimo e distante, personificando o próprio sertão e a união entre os jagunços.
  • Zé Bebelo: personifica o “chefe”, a astúcia, a sobrevivência. Torna-se, posteriormente, o líder dos jagunços.
  • Medeiro Vaz: personifica o respeito e a integração do grupo, a fidelidade e a certeza.
  • Otacília: uma das mulheres amadas por Riobaldo; personifica a pureza, a esposa que espera e reza, o “amor-sentimento”.
  • Nhorinhá: a outra mulher amada por Riobaldo, a prostituta, o prazer carnal, o “amor-sexo”.
  • Jagunços: companheiros no grande sertão, sujeitos ao próprio destino, personificam a necessidade da luta constante.
  • Compadre Quelemen: a quem Riobaldo conta sua história, ajudando-o nas conclusões finais sobre o destino, sobre o bem e o mal; personifica o próprio Riobaldo velho, experiente, a própria experiência da alma.

Histórico[editar | editar código-fonte]

O autor, João Guimarães Rosa (1979)

Para a construção de “Grande Sertão: Veredas” foram realizadas duas viagens: em 1945, vai ao interior de Minas Gerais rever as paisagens de sua infância, e em 1952, acompanha a condução de uma boiada pelo sertão mineiro[8] .

"Grande Sertão: Veredas" foi dedicado por Guimarães a "Ara", sua segunda esposa, Aracy de Carvalho Guimarães Rosa.

Com o lançamento de “Grande Sertão: Veredas”, houve grande impacto no cenário literário brasileiro. O sucesso do livro, logo traduzido para diversas línguas, foi devido, especialmente, às inovações formais. Tornou-se um sucesso comercial, e recebeu três prêmios nacionais: o Prêmio Machado de Assis, do Instituto Nacional do Livro, em 1961; o Prêmio Carmem Dolores Barbosa, de São Paulo, em 1957; e o Prêmio Paula Brito[9] , do Rio de Janeiro. A publicação fez com que Guimarães Rosa encabeçasse a lista tríplice, composta por Clarice Lispector e João Cabral de Melo Neto, como os melhores escritores da terceira geração modernista brasileira[10] .

Para Renard Perez, em “Grande Sertão: Veredas”, “além da técnica e da linguagem surpreendentes, deve-se destacar o poder de criação do romancista, e sua aguda análise dos conflitos psicológicos presentes na história[11] ”.

Recepção crítica[editar | editar código-fonte]

Paulo Rónai sobre o “Grande Sertão:Veredas” afirma “... todas as audácias da construção, toda a riqueza do conteúdo filosófico seriam apenas jogos da inteligência, se o sertão de Guimarães Rosa não fosse também, além de símbolo, realidade viva e concreta, com seus bichos, plantas, gentes e superstições admiravelmente descritos; se a narração de Riobaldo não fosse além de uma teia engenhosamente urdida, um tecido de casos, encontros, acontecimentos e cenas de insuspeita autenticidade; e se a intervenção do sobrenatural não fosse tramada com arte das mais sutis, de modo que nunca entra em choque com o realismo psicológico. A existência do Diabo ou a crença na existência dele ("Não é, mas finge de ser") são explanações igualmente válidas para o destino de Riobaldo[12] [13] . Afirma também que “... o sinal -:- entre os dois elementos do título teria valor adversativo, estabelecendo a oposição entre a imensa realidade inabrangível e suas mínimas parcelas acessíveis.[...] E também, segundo me confirmou certa vez o próprio Autor, entre o inconsciente e o consciente[14] .

Ainda defende Rónai que “como prêmio pelo esforço exigido pela leitura, saímos dela com a impressão de termos participado um pouco da obra de ficção, de termos compartilhado não só as vicissitudes das personagens, mas também a alegria criadora do autor[15] .

Antonio Candido defende que “na extraordinária obra-prima Grande Sertão: Veredas há de tudo para quem souber ler, e nela tudo é forte, belo, impecavelmente realizado. Cada um poderá abordá-la a seu gosto, conforme o seu ofício[16] .

Análise[editar | editar código-fonte]

Exposição: crianças leem um fac-símile de uma das páginas do romance Grande Sertão: Veredas (na página é possível ver as correções e alterações feitas de próprio punho pelo autor).

Grande Sertão: Veredas é a expressão máxima do que a ensaísta Dirce Cortes Riedel chamou de “sertão construído na linguagem", isto é, o sertão dos Campos Gerais apropriado e recriado pela poesia rosiana. Mais extensa das narrativas do autor, o livro é a narração pelo personagem Riobaldo, de suas andanças pelo sertão.

O jagunço Riobaldo conta sua saga a um ouvinte letrado, cuja presença é perceptível apenas pelas marcas que deixa no discurso do narrador.

O projeto de João Guimarães Rosa em Grande Sertão: Veredas é o de discorrer sobre elementos universais, alegoricamente contextualizados em um ambiente pretextualmente regional, numa escrita poética marcada por inúmeras idiossincrasias. Dessa forma, eleva-se o sertão à condição de locus hominis: “o sertão é do tamanho do mundo”.

O sertão é “onde o pensamento da gente se forma mais forte que o poder do lugar”, é o pathos em que a vida contemplativa e absurda suplanta o automatismo da técnica moderna e do senso comum (“quando acordei, não cri: tudo que é bonito é absurdo - Deus estável”). Esse páthos é a altura desde a qual o homem transborda de sua individualidade e redescobre-se no mundo.

A aridez sertaneja, enfatizada sobretudo na linguagem visceralmente regionalista, contrasta com a dimensão universal da narrativa de Riobaldo. Homem e mundo, realidade e devaneio, mundano e divino, são aspectos de um mesmo conflito, exaustivamente contemplado pela literatura universal (casos paradigmáticos são a Ilíada de Homero, a Divina Comédia de Dante, o Dom Quixote de Miguel de Cervantes e o Fausto de Goethe) e que na obra de Guimarães Rosa figura sob o paradoxismo sertão-grande sertão. “E estou contando não é uma vida de sertanejo, seja se for jagunço, mas a matéria vertente”.

Guimarães Rosa declarou que esse romance é sua "autobiografia irracional". O grande sertão é o acontecimento do milagre no “vai-vem da vida burra” e cética, descrente de si. É a constatação plena de que "viver é negócio muito perigoso". Como "autobiografia", é a proposta de se viver de forma transcendente à limitada condição humana: ao invés de "viver para contá-la", o autor vai "contar para vivê-la".

Pode- se dizer que em Grande Sertão: veredas fica evidente a idéia do homem a mercê de seu destino, e principalmente, da natureza. A trajetória de Riobaldo mostra que, apesar da inteligência, o homem não deve subestimar a força e os sinais da natureza, que só existem para mostrar até onde cada um pode ir. Em inúmeras passagens da obra ha sinais que indicam que a natureza, de alguma forma, está tentando alertar sobre os perigos existentes. A frase que mais se destaca no texto é a que expressa que "Viver é algo perigoso". Ou seja, apesar de saber o quanto o sertão é traiçoeiro, os personagens insistem em "desafiá-lo", resultando em consequências que podem se mostrar trágicas.

Seria mais conveniente, a partir de uma intensa análise da obra de Rosa, rever os conceitos já definidos e tender a abordar que, na verdade, o autor busca mostrar o quanto o homem está suscetível ao mundo que o cerca, e não ao contrário.

Adaptações[editar | editar código-fonte]

Em 2001 o livro foi colocado na forma de ópera no espetáculo "Sertão Sertões, Uma Cantata Cênica", de Rufo Herrera com codireção com Carlos Rocha, cenário e figurino André Cortez. O elenco contou com o Coral Lírico, Orquestra Sinfônica, Companhia de Dança do Palácio das Artes e atores convidados.

Notas e referências[editar | editar código-fonte]

  1. UTÉZA, Francis. João Guimarães Rosa: metafísica do grande sertão, tradução José Carlos Garbaglio. São Paulo: Editora da USP, 1994, ISBN 85-314-0133-X
  2. BORELLI, Dario Luis. In: José Olympio, editor de Guimarães Rosa, pp. 65-69
  3. The top 100 books of all time
  4. http://www.releituras.com/guimarosa_bio.asp
  5. CANDIDO, Antonio. "O homem dos avessos". Em: Tese e Antítese. Rio de Janeiro: Ouro Sobre Azul, 2006. p.134
  6. BOLLE, Willi. Grandesertão.br. São Paulo: Duas Cidades/Editora 34, 2004
  7. ROSA, João Guimarães. Grande Sertão: Veredas. São Paulo: Nova Aguilar. 1994. p. 436
  8. O Autor e Sua Obra, In: ROSA, 1984
  9. Prêmio Paula Brito
  10. João Guimarães Rosa
  11. PEREZ, Renard. Em Memória de João Guimarães Rosa. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1968. In: João Guimarães Rosa
  12. RONAI, Paulo. Trajetória de uma obra. In: ______. Seleta de João Guimarães Rosa. Rio de Janeiro: José Olympio, 1978
  13. Grande Sertão: Veredas
  14. RÓNAI, 1978, p. 156
  15. RÓNAI, Paulo. Três motivos em Grande sertão: veredas. In: ROSA, João Guimarães. Grande sertão: veredas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. pp. 15-16. In: GODINHO, Josué Borges de Araújo. O caminho enviesado: a vida re-apresentada em Grande sertão: veredas, de João Guimarães Rosa
  16. CANDIDO, Antonio. O homem dos avessos. In: ROSA, João Guimarães. Ficção completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994, v. 1, p. p. 78. In: GODINHO, Josué Borges de Araújo. O caminho enviesado: a vida re-apresentada em Grande sertão: veredas, de João Guimarães Rosa

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Grande Sertão: Veredas
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Portal de Literatura
  • ARRIGUCI JR., Davi. O mundo misturado: romance e experiência em Guimarães Rosa. Novos estudos CEBRAP, São Paulo, no 40, p. 7-29, Nov. 1994.
  • BOLLE, Willi. grandesertão.br: o romance de formação do Brasil. São Paulo: Duas Cidades; Ed. 34, 2004, p.
  • CANDIDO, Antonio. "O homem dos avessos". Em: Tese e Antítese. Rio de Janeiro: Ouro Sobre Azul, 2006.
  • COUTINHO, Eduardo. Em busca da terceira margem: ensaios sobre o Grande sertão: veredas. Salvador: Fundação Casa de Jorge Amado, 1993, p.61-70.
  • COUTINHO, Eduardo. (Org.) Guimarães Rosa. 2a ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1991. (Coleção Fortuna Crítica)
  • DUARTE, Lélia Parreira; ALVES Maria Theresa Abelha. (Org.) Outras margens: estudos sobre a obra de Guimarães Rosa. Belo Horizonte: Autêntica/ PUC Minas, 2001, p. 317- 330.
  • FINAZZI-AGRÒ, Ettore. Um lugar do tamanho do mundo: tempos e espaços da ficção em João Guimarães Rosa. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2001, 201 p.
  • GALVÃO, Walnice. As formas do falso: um estudo sobre a ambiguidade no Grande sertão: veredas. 2a ed. São Paulo: Perspectiva, 1986, 132 p. (Coleção Debates)
  • HANSEN, João Adolfo. O o: a ficção da literatura em Grande sertão: veredas. São Paulo: Hedra, 2000, 198 p.
  • NUNES, Benedito. A matéria vertente. Seminário de ficção mineira: de Guimarães Rosa aos nossos dias, Belo Horizonte, no 2, p. 9-29, 1983.
  • PASTA JR., JOSÉ ANTONIO. "O Romance de Rosa: Temas do Grande Sertão e do Brasil". Em: Novos estudos CEBRAP, No.55. São Paulo, 1999.
  • ROSA, Guimarães (1984), Grande Sertão:Veredas, São Paulo: Círculo do Livro/ Editora Nova Fronteira
  • ROSENFIELD, Kathrin. Grande sertão: vereda: roteiro de leitura. São Paulo: Ática, 1992, 111 p. (Princípios, 224).
  • ROSENFIELD, Kathrin. Os descaminhos do demo: tradição e ruptura em Grande sertão: veredas. Rio de Janeiro: Imago; São Paulo: EDUSP, 1993, 217 p. (Biblioteca Pierre Menard).
  • ROSENFIELD, Kathrin. Desenveredando Rosa. A obra de J. G. Rosa e outros ensaios rosianos, Rio de Janeiro, Topbooks, 2006.
  • Scripta, Belo Horizonte, v. 5, no 10, p. 21-37, 1o semestre, 2002.
  • UTÉZA, Francis. João Guimarães Rosa: metafísica do Grande sertão. São Paulo: Edusp, 1994, 536 p. Original francês.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]