Olímpio Mourão Filho

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Olympio Mourão Filho
Nascimento 9 de maio de 1900 Minas Gerais Diamantina
Morte 28 de maio de 1972 (72 anos) Rio de Janeiro Rio de Janeiro
País  Brasil
Força Exército
Hierarquia General do Exército.gif
General de exército
Comandos

Olympio Mourão Filho (Diamantina, 9 de maio de 1900Rio de Janeiro, 28 de maio de 1972) foi um general de exército brasileiro que participou ativamente do movimento integralista e do golpe militar de 1964. Foi o redator do Plano Cohen, documento falsamente atribuído à Internacional Comunista, que foi utilizado como motivo para a implantação da ditadura do Estado Novo de Getúlio Vargas[1] [2] . Em 31 de março de 1964 ordenou que as tropas da IV Divisão de Infantaria que comandava em Juiz de Fora seguissem para ocupar a cidade do Rio de Janeiro, fato que precipitou o golpe militar de 1964 alguns dias antes do dia planejado pelos conspiradores[1] [2] [3] [4] . Entre 1967 e 1969, foi presidente do Superior Tribunal Militar[5] [6] .

Plano Cohen e Golpe do Estado Novo[editar | editar código-fonte]

Mourão Filho foi um dos principais líderes da Ação Integralista Brasileira (AIB), movimento nacionalista que se tornou importante durante o período em que Getúlio Vargas governou constitucionalmente o Brasil.

Segundo suas memórias[7] , em 1937, quando dirigia o serviço secreto da Ação Integralista Brasileira, redigiu um documento de circulação interna que simulava um plano comunista de tomada de poder no Brasil denominado Plano Cohen. Como também era capitão e servia no Estado-Maior do Exército, algumas cópias desses papéis foram parar nas mãos de oficiais do Exército Brasileiro.

Enquanto se aguardavam as eleições presidenciais para janeiro de 1938, foi denunciado pelo governo a existência do Plano Cohen como um plano elaborado pelos comunistas para tomar o poder[1] [2] . A divulgação do documento acabou por criar um clima favorável à instauração da ditadura do Estado Novo, fato ocorrido em 10 de novembro de 1937, na qual foi decretado o fechamento de todos os partidos políticos, inclusive a AIB.

Em 11 de maio de 1938, algumas pessoas, inclusive integralistas, invadiram violentamente o Palácio Guanabara, sede do Governo Federal, numa tentativa de um golpe de Estado para a deposição do presidente Getúlio Vargas. Depois deste episódio conhecido como Intentona Integralista, os líderes da extinta Ação Integralista Brasileira, Mourão entre eles, foram presos e processados. Posteriormente foram anistiados por Getúlio Vargas sob a imposição de fidelidade ao líder do Estado Novo[carece de fontes?].

Intervenção Militar de 1964[editar | editar código-fonte]

Mourão Filho teve um papel determinante no contra golpe militar de 1964. Na manhã do dia 31 de março de 1964, Mourão disparou telefonemas para todo o Brasil, dizendo: "Minhas tropas estão na rua!" Na noite do mesmo dia ordenou que as tropas da IV Divisão de Infantaria que comandava em Juiz de Fora seguissem para ocupar o estado da Guanabara, atual cidade do Rio de Janeiro[1] [3] . As forças do general foram reforçadas por dois outros regimentos vindos de Belo Horizonte e São João del-Rei. Seguiram sem resistência e terminaram por se confraternizar no meio do caminho com as guarnições do I Exército que haviam partido da do Rio de Janeiro com a missão de confrontá-las. Esta operação se chamou "Operação Popeye", em referência ao inseparável cachimbo de Mourão Filho.

A sua atuação foi criticada por seus aliados, entre estes Magalhães Pinto, então governador de Minas Gerais e líder civil do contra golpe de Estado, que afirmou: …por ter deslocado as tropas com poucas armas, recursos e precipitadamente de Juiz de Fora para o Rio de Janeiro, Mourão poderia ter causado um banho de sangue[carece de fontes?]. Porém, sem encontrar resistência da esquerda, isso não ocorreu na prática.

Segundo algumas publicações de cunho político de orientação conservadora, Mourão Filho participou em São Paulo de reuniões políticas em frente à praça da Sé, e em seu diário constam anotações sobre os "direitos que todo governo deveria promover"[carece de fontes?].

Superior Tribunal Militar[editar | editar código-fonte]

Mourão Filho foi ministro do Superior Tribunal Militar, tendo tomado posse no dia 9 de setembro de 1964. Ele exerceu a presidência da Corte durante o período que foi do dia 17 de março de 1967 ao dia 17 de março de 1969[6] .

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d KERN, Ib (2007). Não há anjos no poder: histórias vivas de um repórter, página 74 (em Português) Editora AGE Ltda - 238 páginas. Visitado em 22/08/2012.
  2. a b c LEITE FILHO, Neiva Moreira. El caudillo Leonel Brizola: um perfil biográfico, páginas 263-264 (em Português) Editora Ground, 2008 - 543 páginas. Visitado em 22/08/2012.
  3. a b LAQUE, João Roberto. Pedro e os Lobos, página 93 (em Português) 638 páginas. Visitado em 22/08/2012.
  4. GASPARI, Elio (2002). Ilusões armadas, Volume 1: A Ditadura Envergonhada, páginas 57-72 (em Português) Editora Companhia das Letras - 417 páginas. Visitado em 22/08/2012.
  5. ARRUDA, joão Rodrigues; MAIEROVITCH, Walter Fanganiello (2002). O uso político das Forças Armadas: e outras questões militares, página 149 (em Português) Mauad Editora Ltda - 167 páginas. Visitado em 22/08/2012.
  6. a b Ministros do STM: 1808-2001 (em Português) Diretoria de Documentação e Divulgação do STM (2001). Visitado em 22/08/2012.
  7. MOURÃO FILHO, OLÍMPIO; Memórias: A Verdade de um Revolucionário; L&PM Editores Ltda; Porto Alegre, 1978.