Rondon Pacheco

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Rondon Pacheco no Palácio da Liberdade para cerimônia de comemoração de seus 90 anos, 2009

Rondon Pacheco (Uberlândia, 31 de julho de 1919) é um político brasileiro.

Foi Chefe do Gabinete Civil da Presidência da República, na Gestão Mal. Arthur da Costa e Silva e Governador de Minas Gerais, de 15 de março de 1971 a 15 de março de 1975, tendo sido eleito de forma indireta, conforme a Constituição de 1967/1969 e o AI-2. Em dezembro de 1968, quando Chefe do Gabinete Civil do Governo Costa e Silva, votou a favor do AI-5, marca mais cruel da ditadura militar no Brasil[1] .

Foi o responsável pela profunda transformação gerada no estado com a implantação da Fiat Automóveis S.A. na década de 70. Antes de tomar posse, visitou Gianni Agnelli (1921-2003), presidente da Fiat, em Turim, dando início a negociações que culminaram com a assinatura, em 14 de março de 1973, do "Acordo de Comunhão de Interesses para a implantação de uma indústria automobilística em Betim, Minas Gerais". O primeiro presidente da empresa foi o engenheiro Adolfo Neves Martins da Costa.

Três anos depois, em 9 de julho de 1976, a fábrica era inaugurada, com a presença de Agnelli e do então presidente brasileiro, Ernesto Geisel. A Fiat brasileira é hoje (2008) lider de mercado no Brasil, maior indústria de Minas Gerais e maior fábrica da Fiat em todo o mundo.

Foi presidente da ARENA (Aliança Renovadora Nacional), partido que dava sustentação à ditadura militar no Brasil, no período em que apenas dois partidos (ARENA e MDB) estavam autorizados a funcionar.

Rondon Pacheco vive em Uberlândia e em outubro de 2014 ocupava o cargo de conselheiro do BDMG - Banco de Desenvolvimento do Estado de Minas Gerais.

Em 2014, aos 95 anos, apresenta impressionante lucidez de raciocínio e ótima memória dos fatos históricos. No início de 2015 alunos da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Uberlândia derrubaram busto erguido em homenagem a Rondon Pacheco, tendo em vista seu íntimo envolvimento com os períodos mais nefastos da ditadura militar no Brasil[2] .

Avenida em homenagem a Rondon Pacheco em Uberlândia[editar | editar código-fonte]

Av. Rondon Pacheco, próximo a Av. João Naves de Ávila, no bairro Santa Maria, na Zona Sul de Uberlândia.
  • Uma das principais avenidas de Uberlândia, Minas Gerais, Brasil recebeu o nome do Governador: Avenida Governador Rondon Pacheco, mais chamada de Avenida Rondon Pacheco ou simplesmente Rondon. Também o Teatro Municipal de Uberlândia recebeu o nome de Rondon Pacheco.
  • Embora seja inconstitucional, em tese, homenagear pessoa viva com logradouros públicos, Uberlândia aprovou as honrarias mencionadas.

Parque de Exposições Rondon Pacheco em Araguari[editar | editar código-fonte]

Em Araguari, Minas Gerais, Brasil, o Parque de Exposições da cidade ganhou o nome de Rondon Pacheco.


Precedido por
Luís Augusto Fraga Navarro de Brito
Ministro chefe do Gabinete Civil do Brasil
1967 — 1969
Sucedido por
João Leitão de Abreu
Precedido por
Israel Pinheiro
Governador de Minas Gerais
1971 — 1975
Sucedido por
Aureliano Chaves


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  1. Folha de São Paulo (13/12/2008). Rondon Pacheco - AI-5 Folha de São Paulo. Visitado em 06/04/2015.
  2. G1 (02/04/2015). Contra a Ditadura, alunos da UFU derrubam busto de ex-governador Globo.com. Visitado em 06/04/2015.