Chico Alencar

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Chico Alencar
Francisco Rodrigues de Alencar Filho
Deputado federal pelo Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Mandato 1 de fevereiro de 2003
até 1 de fevereiro de 2015
Deputado estadual do Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Mandato 1 de janeiro de 1999
até 31 de dezembro de 2002
Vereador do Rio de Janeiro
Mandato 1 de janeiro de 1989
até 31 de dezembro de 1996
Vida
Nascimento 19 de outubro de 1949 (65 anos)
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
Dados pessoais
Partido PSOL
Profissão Historiador
Website http://www.chicoalencar.com.br/

Francisco Rodrigues de Alencar Filho (Rio de Janeiro, 19 de outubro de 1949) é um historiador e político brasileiro.

Atualmente é deputado federal pelo Partido Socialismo e Liberdade do Rio de Janeiro pelo terceiro mandato consecutivo (2003-2006, 2007-2010 e 2011-2014). É também membro da Comissão de Direitos Humanos e do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, e vice-líder do seu partido da câmara. Desde 2006, é incluído na lista dos "100 parlamentares mais influentes do Congresso", divulgada anualmente pelo Diap. Em 2009, ficou em primeiro lugar no "Prêmio Congresso em Foco", como o deputado mais atuante da Câmara.

Formado em história na Universidade Federal Fluminense, foi professor da disciplina no ensino fundamental e médio do Rio de Janeiro, nas redes pública e privada. Defendeu dissertação de mestrado em Educação na Fundação Getúlio Vargas sobre o movimento das Associações de Moradores do Rio, do qual foi um dos principais líderes no início dos anos 80.

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Ligado à Teologia da Libertação, da esquerda católica, morador do bairro carioca de Santa Teresa, foi fundador e presidente da Associação de Moradores da Praça Sáenz Peña (AMOAPRA), e também diretor e presidente da Federação das Associações de Moradores do Estado do Rio de Janeiro (FAMERJ). Filiado ao PT, foi vereador no Rio de Janeiro por dois mandatos, de 1989-1992, e de 1993-1996.

Na Câmara de Vereadores, foi um dos líderes na luta pela moralização da casa. Participou da elaboração da Lei Orgânica e da discussão do Plano Diretor da Cidade, quando apresentou sugestões e emendas reivindicadas pelos movimentos populares. Foi também presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Teve aprovados mais de 30 projetos de lei, sempre voltados para a melhoria do serviços públicos e da qualidade de vida dos cidadãos. Em 1996, candidatou-se à prefeitura, ficando em 3º lugar, resultado considerado surpreendente à época. Mesmo boicotado pela direção nacional petista, Chico teve 642 mil votos, e não passou ao segundo turno por apenas 1,5%.

Depois, Chico foi eleito deputado estadual, de 1999-2002, o terceiro mais votado do estado. Na ALERJ, foi presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania e vice-presidente da Comissão de Educação. Em 2003, assumiu o primeiro mandato como deputado federal, ainda pelo PT, tendo sido o mais votado dentre os candidatos do partido.

Em 2005, Chico saiu do PT quando o candidato da sua chapa à presidência do partido, Plínio de Arruda Sampaio, perdeu a eleição para Ricardo Berzoini. Segundo Chico, não era ele quem saíra do PT, mas "o PT que saíra de si mesmo". Sua reeleição a deputado federal, em 2006, já foi por seu novo partido, o PSOL. Chico integra a Comissão de Direitos Humanos e o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.

Desde 2006, é incluído na lista dos "100 parlamentares mais influentes do Congresso", divulgada anualmente pelo Diap. Em 2008, Chico novamente foi candidato à prefeitura. Em 2009, ficou em primeiro lugar no "Prêmio Congresso em Foco", como o deputado mais atuante da Câmara. Em 2010, foi eleito para exercer o seu terceiro mandato como deputado federal.

Carreira literária[editar | editar código-fonte]

É um escritor prolífico na área de História. É autor ou co-autor de, pelo menos, 26 títulos, didáticos ou paradidáticos. O livro História da Sociedade Brasileira, do qual é co-autor (junto com Lucia Carpi e Marcus Venicio Ribeiro), é uma referência no estudo e no ensino de História do Brasil e é adotado como livro-texto em diversas escolas brasileiras desde o início dos anos 1990.

Outras obras que se destacaram foram "Brasil Vivo" (com Marcus Venicio Ribeiro e Claudius), "BR-500" e "Educar na Esperança em Tempos de Desencanto" (com Pablo Gentili). Escreveu também livros infanto-juvenis, como "A semente do Nicolau"[1] .

Obras[editar | editar código-fonte]

  • História da Sociedade Brasileira (com Marcus Venício Ribeiro e Lúcia Capri - Editora Ao Livro Técnico)
  • Brasil Vivo I e II (com Marcus Venício Ribeiro e Claudius - Editora Vozes)
  • Coleção Viramundo (Editora Moderna) : Passarinhos e Gaviões, Pascoalzinho Pé no Chão, Trapezunga, Cara ou Coroa, A Semente do Nicolau, Piracema, Jogo dos Bichos, Miltopéia
  • Coleção Histórias da Fé (Editora Moderna) : Passos de Cruz e Luz, O Milagre da Alegria. O Jardim de Suzana, Jonas, Sansão
  • Sinal Aberto (Editora Palavra Mágica)
  • Miltopéia (com Herbert de Souza - Editora Moderna)
  • 1994: Ideias para uma alternativa de esquerda (colaborador - Editora Moderna)
  • Identidade Nacional em debate (colaborador - Editora Moderna)
  • Manifesto Comunista Comentado (Editora Garamond)
  • Direitos Mais Humanos (organizador - Editora Garamond)
  • Educação em debate (colaborador - Editora Moderna)
  • BR-500 - um guia para a redescoberta do Brasil (Editora Vozes)
  • Poemas da Fé (com Eraldo Maia - Editora Ao Livro Técnico)
  • Cântico das Criaturas (Editora Vozes)
  • Noé, a nova geração (Editora Salesiana)
  • Os caminhos da felicidade (Editora Salesiana)
  • Iluminação ou alucinação (Editora Salesiana)
  • A terra de Rute (Editora Salesiana)
  • Viver em Comunhão (Editora Salesiana)
  • Amor, a lei maior (Editora Salesiana)
  • Educar na esperança em tempos de desencanto (com Pablo Gentili - Editora Vozes)

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]