Itaocara

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Município de Itaocara
"Princesinha do Paraíba"
Bandeira de Itaocara
Brasão de Itaocara
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 28 de outubro
Fundação 28 de outubro de 1890 (123 anos)
Gentílico itaocarense
Prefeito(a) Gelsimar Gonzaga (PSOL)
(2013–2016)
Localização
Localização de Itaocara
Localização de Itaocara no Rio de Janeiro
Itaocara está localizado em: Brasil
Itaocara
Localização de Itaocara no Brasil
21° 40' 44" S 42° 04' 55" O21° 40' 44" S 42° 04' 55" O
Unidade federativa  Rio de Janeiro
Mesorregião Noroeste Fluminense IBGE/2008[1]
Microrregião Santo Antônio de Pádua IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Aperibé, Cambuci, Cantagalo, Santo Antônio de Pádua, São Fidélis e São Sebastião do Alto
Distância até a capital 270 km
Características geográficas
Área 428,440 km² [2]
População 22 902 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 53,45 hab./km²
Altitude 60 m
Clima Tropical Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,771 (38º/RJ) – alto PNUD/2000[4]
PIB R$ 246 642,646 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 10 951,19 IBGE/2008[5]
Página oficial

Itaocara é um município situado no noroeste do estado do Rio de Janeiro, no Brasil.

História[editar | editar código-fonte]

Devido à luta entre os índios Coroados e Puris, os religiosos Capuchinhos que colonizavam São Fidélis sentiram a necessidade de criar, no local das divergências, uma nova aldeia, que, acolhendo uma das tribos, separasse os litigiantes. Em 1809, o frei Tomás, da cidade de Castelo, chegou às terras escolhidas para a fundação da aldeia, a qual denominou São José de Dom Marcos, em homenagem ao antigo vice-rei Marcos de Noronha e Brito. O nome escolhido não criou raízes no pensamento dos habitantes, que preferiram designar o local de "Itaocara", termo tupi que significa "praça de pedra", através da junção dos termos itá ("pedra")[6] e okara ("praça")[7] , em referência ao penhasco que lhe ficava fronteiro, na margem oposta do Rio Paraíba do Sul.

No século XIX e início do século XX, como o ocorrido em todo o interior do estado, recebeu significativa mão de obra de imigrantes, sobretudo de origem sírio-libanesa.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Está a uma altitude de sessenta metros. Sua população estimada, em 2010, era de 22 902 habitantes. Possui uma área de 429,68 km². Localiza-se na margem direita do Rio Paraíba do Sul.

Serra do Cândido[editar | editar código-fonte]

Localizada no distrito de Laranjais, possui 630 metros de altitude. É cercada de árvores de grande porte e se encontra como um atrativo turístico para a localidade de Engenho Central. Do seu pico avista-se grande parte do município itaocarense e de outros vizinhos.

Futura UHE Itaocara[editar | editar código-fonte]

O empreendimento, que está sob concessão do Consórcio UHE Itaocara, será um grande investimento no noroeste fluminense. O lago do reservatório da represa irá inundar diversos pontos do município e da região. A parte boa é que será replantado em dobro cada árvore desmatada pela gigantesca construção.[8]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Distritos[editar | editar código-fonte]

O município possui seis distritos. Batatal, que era um bairro, passou a ser o Sexto Distrito devido à construção da Hidrelétrica de Itaocara.

  1. Itaocara
  2. Laranjais
  3. Portela
  4. Jaguarembé
  5. Estrada Nova
  6. Batatal

Bairros[editar | editar código-fonte]

  1. Adovani
  2. Bela Vista
  3. BNH
  4. Caxias
  5. Centro
  6. Cidade Nova
  7. Cidade Seca
  8. Bairro Dona Elza
  9. Engenho Central
  10. Eucalipto
  11. Florestal
  12. Foguista
  13. Jardim da Aldeia
  14. Juca Rocha
  15. Recreio
  16. Sardinha
  17. Sobradinho
  18. Vista do Paraíba

Política[editar | editar código-fonte]

Cinco modelos administrativos governaram o município de Itaocara ao longo dos anos: intendentes, presidentes da câmara (que acumulavam a função de prefeito antes da tripartição dos poderes), prefeitos, prefeitos-interventores e, finalmente, os prefeitos eleitos. Em 7 de outubro de 2012, a população de Itaocara elegeu o primeiro prefeito do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) no Brasil, o ex-cortador de cana e, hoje, sindicalista Gelsimar Gonzaga.[9]

Ex-Prefeitos[editar | editar código-fonte]

1º - Dr. João José de Sá (1890/1891)

2º - Dr. José Joaquim da Cruz Braga (1891/1892)

3º - José Ferreira Guimarães (1892/1894)

4º - João Francisco de Aguiar (1894/1897)

5º - Dr. Constantino Martins Lontra (1898/1900)

6º - Dr. Eduardo Scisínio de Araújo (1901/1903)

7º - Cel. Antônio Alves Pitta de Castro (1904/1910)

8º - Clemente Pereira de Carvalho, substituindo o Cel. Pitta de Castro (Jan a Jul/1910)

9º - Amaury Guimarães, substituto (Jul/1910 a Fev/1911)

10º - Dr. Francisco Portela (1911/1914)

11º - Raul de Carvalho (1915/1916)

12º - Major João Francisco Ramos (1916/1918)

13º - Capitão José Dias (1918/1921)

14º - Cel. Antônio da Silva Pinto (1922)

15º - Dr. Tiago Campbell (1923/1924)

16º - Dr. Jonatas Pedrosa Filho (1924)

17º - Dr. Carlos de Faria Souto, tomou posse mas não exerceu o mandato.

18º - Nicolau Mayer (1924/1925)

19º - Ataliba Marinho (1925/1926)

20º - Cel. João Gomes da Silva (1926/1927)

21º - Capitão Pedro Joaquim da Cunha (1927/1929)

22º - Capitão Alfredo de Souza Figueiredo (1930)

23º - Dr. Cortes Júnior (1930/1931)

24º - Dr. Antônio Augusto Vellasco (1931/1932)

25º - Dr. João Paulino de Siqueira Campos (1932/1936)

26º - Luiz Py de Azevedo, prefeito apenas 01 mês (1936)

27º - Tenente Joaquim Ramos Pereira (1936)

28º - Alcebíades de Carvalho Gama (1936/1937)

29º - Dr. Carlos Moacyr de Faria Souto (1937/1945)

30º - Dr. Ivo Pereira Soares (1945/1946)

31º - Dr. Carlos Moacyr de Faria Souto (1946)

32º - Dr. Augusto José Pires (1946)

33º - Dr. Eduardo Scisínio Dias (1946)

34º - Dr. Péricles Corrêa da Rocha (1946/1950)

35º - Elias de Carvalho Gama (1951/1954)

36º - Genésio Maurício de Aguiar (1955/1958)

37º - Johenir Henriques Viégas (1959/1962)

38º - Otílio Pontes (1962/1963)

39º - Álvaro dos Santos Pinheiro (1964)

40º - Genésio Maurício de Aguiar (1964/1970)

41º - Paulo Mozart de Almeida (1971/1972)

42º - Carlos Moacyr de Faria Souto (1972/1976)

43º - Joaquim Soares Monteiro (1977/1982)

44º - José Romar da Silva Lessa (1983/1988)

45º - Dr. Robério Ferreira da Silva (1989/1992)

46º - José Romar da Silva Lessa (1993/1996)

47º - Dr. Robério Ferreira da Silva (1997/2000)

48º - Dr. Manoel Queiroz Faria (2001/2004)

49º - Dr. Manoel Queiroz Faria (2005/2008)

50º - Alcione Correa de Araújo (2009/2012)

51º - Gelsimar Gonzaga (2013/2016)

Economia[editar | editar código-fonte]

Pecuária[editar | editar código-fonte]

  • Pecuária de corte: É uma das principais áreas econômicas do município. Existente desde quase todas grandes fazendas à quase todos os pequenos sítios.
  • Pecuária leiteira: Assim como a pecuária de corte é bastante exercida pelo município em abundância, colocando o município entre uns dos maiores produtores de leite do estado do Rio de Janeiro.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. [1]
  7. NAVARRO, E. A. Método Moderno de Tupi Antigo. Terceira edição. São Paulo: Global, 2005. p. 158
  8. [2]
  9. Ex-cortador de cana é o 1º prefeito eleito pelo PSOL.
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