Machismo

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Representação pré-histórica de deusa da fertilidade

Baseado em um forte senso de orgulho masculino, machismo ou chauvinismo masculino [nota 1] é o conceito que supervaloriza as características físicas e culturais associadas com o sexo masculino em detrimento daquelas associadas ao sexo feminino. É relacionado à "responsabilidade do homem em promover proteção e defender sua família".[6] [5] [7]

Na América Latina, há autores que identificam o machismo com a "outra face do marianismo".[8]

Introdução histórica[editar | editar código-fonte]

Nas sociedades pré-históricas, o papel social da mulher era bastante valorizado, sendo muito cultuado na forma de deidades relacionadas à fertilidade, abundância e fartura.[carece de fontes?] Em 2006, análises na Caverna de Cosquer constataram que a grande maioria das impressões de mãos pré-históricas nas paredes da gruta eram de mãos femininas. Segundo os especialistas Jean Michel Chazine e Arnaud Noury, percebe-se que não havia distinção hierárquica entre as atividades desempenhadas pelos homens (como a caça) e pelas mulheres (como a agricultura), tendo ambas a mesma valoração.[9] Também não se percebia no Paleolítico qualquer diferenciação entre os ritos funerários entre homens e mulheres.[carece de fontes?]

Entretanto, já a partir das sociedades consideradas basilares da civilização ocidental, como as da Grécia e Roma, o papel da mulher na sociedade já havia sido fortemente reduzido frente ao do homem, de forma que o indivíduo do sexo feminino jamais alcançaria pleno exercício de direitos sociais e políticos permitidos ao sexo masculino.[carece de fontes?] Na Roma Antiga a mulher vivia sob tutela perpétua, jamais gozando de autonomia patrimonial ou política, ficando sob o gerenciamento do pater familias, do marido ou de um tutor, caso ausentes os dois.[carece de fontes?]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Notas

  1. A palavra chauvinista foi originalmente usada para descrever alguém fanaticamente leal ao seu país,[1] mas a partir do movimento de libertação da mulher, nos anos 60, passou a ser usada para descrever os homens que mantém a crença na inferioridade da mulher, especialmente nos países de língua inglesa. A expressão, “chauvinista masculino”, é proveniente do nome de Nicolas Chauvin, soldado francês que foi considerado o melhor exemplo de como um homem deve ser, era corajoso, honrado e perseverante.[2] No espaço lusófono, o termo chauvinista é utilizado, mas “machista” é muito mais comum.[3] [4] [5]

Referências

  1. Chauvinismo (em português) Porto Editora Dicionário da Língua Portuguesa com Acordo Ortográfico - Infopédia (2003-2015). Visitado em 12 de março de 2015.
  2. Puymège, Gérard de. Chauvin, le soldat-laboureur: Contribution à l'étude des nationalismes (em francês). ParisGallimard, 1993. 294 p. ISBN 2070727424
  3. Gutmann, Matthew C.; Deborah Cohen. (1996). "The Meaning of Macho: Being a Man in Mexico City" (pdf) (em Inglês): 330 pp. Visitado em 12 de março de 2015.
  4. Rodrigues, Nanda (10 de agosto de 2011). Machismo ou Chauvinismo Masculino (em Português) Laifi. Visitado em 11 de março de 2015.
  5. a b Aranha, Maria Lúcia de Arruda; Maria Helena Pires. Temas de Filosofia. 1. São PauloEditora Moderna, 1998. ISBN 85-16-00690-5 Página visitada em 13 de maio de 2015.
  6. Morales, Edward. S. Gender roles among Latino gay and bisexual men: Implications for family and couple relationships. In, J. Laird & R. J. Green (Eds.), Lesbians and gays in couples and families: A handbook for therapists. pp. 272-297. San Francisco: Jossey-Bass. 1996. Retrieved 23 December 2013.
  7. Dicionário Escolar da Língua Portuguesa: Michaelis (em português). [S.l.]: Editora Melhoramentos. 992 p. ISBN 9780586054970
  8. Zaira Ary, Masculino y femenino en el imaginario católico: de la Acción Católica a la Teología de la Liberación, Annablume Editora, São Paulo 2000.
  9. A mulher na pré-história. Visitado em 21 de Julho de 2014.