Machismo

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Machismo ou chauvinismo masculino consiste num determinado conjunto de atitudes e ideias que coloca o sexo masculino em um patamar elevado na sociedade, subjugando o sexo feminino e não admitindo a igualdade de direitos para o homem e a mulher.[1] É muito identificado com o patriarcado, sendo este o nome dado a estrutura que relega privilégios aos homens.

A palavra "chauvinista" foi originalmente usada para descrever alguém fanaticamente leal ao seu país, mas a partir do movimento de libertação da mulher, nos anos 60, passou a ser usada para descrever os homens que mantém a crença na inferioridade da mulher, especialmente nos países de língua inglesa. No espaço lusófono, a expressão "chauvinista masculino" (ou, simplesmente, "chauvinista") também é utilizada, mas "machista" é muito mais comum.[2]

Na América Latina, há autores que identificam o machismo com a "outra face do marianismo".[3]

Introdução histórica[editar | editar código-fonte]

Representação pré-histórica de deusa da fertilidade

Historicamente, da mesma forma que se dá com o racismo, não se sabe quando a humanidade começou a traçar diferenciações entre os gêneros. Nas sociedades pré-históricas, o papel social da mulher era bastante valorizado, sendo muito cultuado na forma de deidades relacionadas à fertilidade, abundância e fartura. Em 2006, análises na Caverna de Cosquer constataram que a grande maioria das impressões de mãos pré históricas nas paredes da gruta, eram em sua maioria mãos femininas, de forma que, segundo os especialistas Jean Michel Chazine e Arnaud Noury, percebe-se que não havia distinção hierárquica entre as atividades desempenhadas pelos homens (como a caça) e pelas mulheres (como a agricultura), tendo ambas a mesma valoração.[4] Também não se percebia no Paleolítico qualquer diferenciação entre os ritos funerários entre homens e mulheres. Entretanto, já a partir das sociedades consideradas basilares da civilização ocidental, como as da Grécia e Roma, o papel da mulher na sociedade já havia sido fortemente reduzido frente ao do homem, de forma que agora o indivíduo do sexo feminino jamais alcançaria pleno exercício de direitos sociais e políticos como se fazia no sexo masculino. Na Roma Antiga a mulher vivia sob tutela perpétua, jamais gozando de autonomia patrimonial ou política, ficando sob o gerenciamento do pater familias, do marido ou de um tutor, caso ausentes os dois. Assim como na Grécia, embora aí o status feminino ganhasse mais ou menos autonomia dependendo da cidade-estado, a mulher era renegada ao contexto doméstico, sendo o espaço público reservado aos homens.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
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Referências

  1. Michaelis Moderno Dicionário da Língua Portuguesa (em português). Visitado em 21 de Julho de 2014.
  2. ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Temas de Filosofia. 2ª edição. São Paulo: Moderna, 1998.
  3. Zaira Ary, Masculino y femenino en el imaginario católico: de la Acción Católica a la Teología de la Liberación, Annablume Editora, São Paulo 2000.
  4. A mulher na pré-história. Visitado em 21 de Julho de 2014.


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